"Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo." Filipenses 3:13 e 14.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Luan, uma história de superação e sucesso.
Compartilho com vocês uma linda história.
Antes de nos conhecermos Paulo trabalhava com transporte escolar em Guarapuava-PR. Dentre os alunos existiam dois gêmeos: Lucas e Luan. O último, ao nascer, precisou ir para a incubadora e esqueceram de colocar o filtro de proteção para os olhos. O resultado? Luan ficou totalmente cego. Nos casamos, Paulo veio para o Rio e perdeu o contato com esses alunos. Hoje, surpreendentemente e de forma que nos emocionou, aí está o Luan.
Um beijo e sucesso!!! Mais uma história de superação!!! Você acha impossível a realização ou conquista de um sonho? Aprenda com ela. Barreiras são transponíveis.
Fonte: globoesporte.com
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Histórias de Sucesso
Eu postei ess história em 01/03/2009, mas só hoje pude colocar mais um ponto. Vale a pena ler e refletir sobre suas adversidades e se são realmente adversidades. 
Olá leitores.
Hoje quero contar-lhes uma história de alguém que surgiu em minha vida inesperadamente.
Assim que fiz meu blog, comecei a receber comentários de uma pessoa chamada Vanessa. Não a conhecia, mas vi que tínhamos uma coisa em comum, gostávamos de Augusto Cury.
Mas como nada é por acaso, Deus nos mostraria que tínhamos mais afinidades.
De repente, ela me diz que será minha aluna e que está ansiosa por isso. Contou-me um pouco de sua vida e percebi que conheceria alguém especial. Vanessa questionou meu sobrenome. Perguntou se eu era parente de um Pastor Tinoco. rsrsrs Era. É meu irmão. Ele congrega na mesma igreja em que o cunhado da Vanessa também é pastor. E então, chegou o grande dia em que nos encontraríamos na sala de aula. E lá estava Vanessa me esperando. Tem um pouco de dificuldade no andar e na fala. Senta-se na primeira fila, bem perto de mim. Participa das aulas e vez ou outra me pede opiniões sobre o que fazer.
Como era de se prever, Vanessa é realmente muito especial. Suas limitações não a impediram de vencer. Modesta, omitiu o fato de que foi aprovada em primeiro lugar para um o concurso que fizera.
Pedi que ela compartilhasse com vocês a sua história. E aí está uma das mais belas histórias de sucesso que posto neste blog.
"Numa bela tarde de carnaval, 26 de Fevereiro de 1976, aspirei o primeiro fôlego de vida.
Naquele instante estava travada uma luta para minha sobrevivência - meu pescoço foi envolvido pelo cordão umbilical impedindo as primeiras passagens de oxigênio para o cérebro.
Permaneci por uma semana na maternidade em observação, retornei aos braços amorosos de meus pais que,
daí por diante, passaram a observar o meu desenvolvimento.
Os primeiros sinais captados: dificuldade na coordenação - motora - fina (fala, pegar uma colher ou um lápis e até mesmo manter a própria cabeça erguida).
Logo iniciei meu tratamento, associado à natação que me ajudou muito. Quando cheguei à idade escolar, meus pais foram orientados a me matricular numa escola normal onde fui me adaptando com o tempo.
Passei por momentos bons e ruins à medida que fui interagindo com outras crianças que não tinham dificuldades, como também pela própria limitação na escrita em sala de aula.
Cresci em meio a outras crianças, sem a necessidade da “super - proteção” por parte de meus pais.
Isso foi muito bom para mim, pois me ajudou na maturidade, principalmente na fase adulta.
Na adolescência enfrentei barreiras de preconceito, humilhação e até mesmo agressões como: jogarem papel, borracha, giz em sala de aula. A própria escola reagia apenas com algumas advertências, mas não tomava uma atitude séria.
Nesse mesmo período fiz um concurso de redação no qual alguns colégios particulares estavam envolvidos. As melhores redações dos alunos ganhariam uma bolsa integral de estudos.
Para minha surpresa fui uma das contempladas, fiquei um ano sem pagar mensalidade alguma.
Deus é fiel!!!
Algum tempo depois, pensei mudar de escola por causa do vestibular, naquela época havia barreiras nas escolas conceituadas no vestibular em aceitar deficientes no corpo discente.
Por eu ser um pouco mais velha que a média de idade da turma, não me enquadrariam no sistema de ensino deles. Ninguém perguntava o meu potencial. O sistema de ensino é desumano, igualitário e não prepara ninguém para a vida, apenas para competição.
É para onde a nossa sociedade está indo! Algumas iniciativas já estão despertando em sentido contrário, a educação merece ser repensada valorizando as características do ser humano.
Enfim, completei meu 2º grau em outro colégio, fiz vestibular para Ciências Biológicas e passei para Universidade Gama Filho, após o primeiro período pedi transferência para o curso de Psicologia.
Após graduada, atuei um tempo na área de RH na qual me especializei.
Hoje, como muitos, estou na corrida por uma vaga em concursos públicos. Dentre alguns concursos que fiz, fui classificada ano passado e estou aguardando ser chamada para uma das subsidiárias da Petrobrás.
Graças a Deus, tenho confiado minha vida em Suas mãos.
As sequelas da Paralisia Cerebral que permanecem em mim constam apenas na fala e na escrita.
Um milagre!!!
Salmo 37: 5: “Entregue o seu caminho ao Senhor, confie Nele, e Ele agirá...”. Este Salmo já faz parte do meu dia-dia.
Passei a praticá-lo a cada momento da minha vida, e isto tem alimentado mais ainda a minha fé em Deus.
Vanessa Moraes"
Como viram, Vanessa prestou concurso para a subsidiária em 2008. Foi classificada em primeiro lugar, mas a vaga não veio. Ela viu outros sendo convocados e nada. O tempo começou a correr. Conversava com os responsáveis pelo certame e com os órgãos responsáveis pela convocação, nenhuma resposta sólida. Muitas vezes chorou ao encontrar-me nos corredores do curso, enquanto tentava outros concursos. A validade do concurso estava indo embora. Não sabia o que fazer. O conselho? Não desista. A vaga é sua. Busque o âmbito judicial. E assim fez.
Ontem, depois de quase cinco anos, Vanessa foi convocada através de um pedido de execução provisória. Percorreu muitas instâncias até a decisão final. Ligava ansiosa, às vezes chorava, perguntando o que eu achava. Minha resposta era sempre a mesma: aguarde, espere em Deus, confie. Não se desespere, você vai conseguir. Deus é fiel. Deus é fiel. Deus é fiel.
Ao receber sua mensagem, queria gritar com ela... Uhuuuuuuu... Orei e agradeci a Deus. Ao ler a Bíblia encontrei um texto que quero dedicar a você, Vanessa querida.
A empresa não desistiu da ação junto ao STJ, mas... "agindo Deus, quem impedirá?"
Isaías 49:15: "Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti."

Olá leitores.
Hoje quero contar-lhes uma história de alguém que surgiu em minha vida inesperadamente.
Assim que fiz meu blog, comecei a receber comentários de uma pessoa chamada Vanessa. Não a conhecia, mas vi que tínhamos uma coisa em comum, gostávamos de Augusto Cury.
Mas como nada é por acaso, Deus nos mostraria que tínhamos mais afinidades.
De repente, ela me diz que será minha aluna e que está ansiosa por isso. Contou-me um pouco de sua vida e percebi que conheceria alguém especial. Vanessa questionou meu sobrenome. Perguntou se eu era parente de um Pastor Tinoco. rsrsrs Era. É meu irmão. Ele congrega na mesma igreja em que o cunhado da Vanessa também é pastor. E então, chegou o grande dia em que nos encontraríamos na sala de aula. E lá estava Vanessa me esperando. Tem um pouco de dificuldade no andar e na fala. Senta-se na primeira fila, bem perto de mim. Participa das aulas e vez ou outra me pede opiniões sobre o que fazer.
Como era de se prever, Vanessa é realmente muito especial. Suas limitações não a impediram de vencer. Modesta, omitiu o fato de que foi aprovada em primeiro lugar para um o concurso que fizera.
Pedi que ela compartilhasse com vocês a sua história. E aí está uma das mais belas histórias de sucesso que posto neste blog.
"Numa bela tarde de carnaval, 26 de Fevereiro de 1976, aspirei o primeiro fôlego de vida.
Naquele instante estava travada uma luta para minha sobrevivência - meu pescoço foi envolvido pelo cordão umbilical impedindo as primeiras passagens de oxigênio para o cérebro.
Permaneci por uma semana na maternidade em observação, retornei aos braços amorosos de meus pais que,
daí por diante, passaram a observar o meu desenvolvimento.Os primeiros sinais captados: dificuldade na coordenação - motora - fina (fala, pegar uma colher ou um lápis e até mesmo manter a própria cabeça erguida).
Logo iniciei meu tratamento, associado à natação que me ajudou muito. Quando cheguei à idade escolar, meus pais foram orientados a me matricular numa escola normal onde fui me adaptando com o tempo.
Passei por momentos bons e ruins à medida que fui interagindo com outras crianças que não tinham dificuldades, como também pela própria limitação na escrita em sala de aula.
Cresci em meio a outras crianças, sem a necessidade da “super - proteção” por parte de meus pais.
Isso foi muito bom para mim, pois me ajudou na maturidade, principalmente na fase adulta.
Na adolescência enfrentei barreiras de preconceito, humilhação e até mesmo agressões como: jogarem papel, borracha, giz em sala de aula. A própria escola reagia apenas com algumas advertências, mas não tomava uma atitude séria.
Nesse mesmo período fiz um concurso de redação no qual alguns colégios particulares estavam envolvidos. As melhores redações dos alunos ganhariam uma bolsa integral de estudos.
Para minha surpresa fui uma das contempladas, fiquei um ano sem pagar mensalidade alguma.
Deus é fiel!!!
Algum tempo depois, pensei mudar de escola por causa do vestibular, naquela época havia barreiras nas escolas conceituadas no vestibular em aceitar deficientes no corpo discente.
Por eu ser um pouco mais velha que a média de idade da turma, não me enquadrariam no sistema de ensino deles. Ninguém perguntava o meu potencial. O sistema de ensino é desumano, igualitário e não prepara ninguém para a vida, apenas para competição.
É para onde a nossa sociedade está indo! Algumas iniciativas já estão despertando em sentido contrário, a educação merece ser repensada valorizando as características do ser humano.
Enfim, completei meu 2º grau em outro colégio, fiz vestibular para Ciências Biológicas e passei para Universidade Gama Filho, após o primeiro período pedi transferência para o curso de Psicologia.
Após graduada, atuei um tempo na área de RH na qual me especializei.
Hoje, como muitos, estou na corrida por uma vaga em concursos públicos. Dentre alguns concursos que fiz, fui classificada ano passado e estou aguardando ser chamada para uma das subsidiárias da Petrobrás.
Graças a Deus, tenho confiado minha vida em Suas mãos.
As sequelas da Paralisia Cerebral que permanecem em mim constam apenas na fala e na escrita.
Um milagre!!!
Salmo 37: 5: “Entregue o seu caminho ao Senhor, confie Nele, e Ele agirá...”. Este Salmo já faz parte do meu dia-dia.
Passei a praticá-lo a cada momento da minha vida, e isto tem alimentado mais ainda a minha fé em Deus.
Vanessa Moraes"
Como viram, Vanessa prestou concurso para a subsidiária em 2008. Foi classificada em primeiro lugar, mas a vaga não veio. Ela viu outros sendo convocados e nada. O tempo começou a correr. Conversava com os responsáveis pelo certame e com os órgãos responsáveis pela convocação, nenhuma resposta sólida. Muitas vezes chorou ao encontrar-me nos corredores do curso, enquanto tentava outros concursos. A validade do concurso estava indo embora. Não sabia o que fazer. O conselho? Não desista. A vaga é sua. Busque o âmbito judicial. E assim fez.
Ontem, depois de quase cinco anos, Vanessa foi convocada através de um pedido de execução provisória. Percorreu muitas instâncias até a decisão final. Ligava ansiosa, às vezes chorava, perguntando o que eu achava. Minha resposta era sempre a mesma: aguarde, espere em Deus, confie. Não se desespere, você vai conseguir. Deus é fiel. Deus é fiel. Deus é fiel.
Ao receber sua mensagem, queria gritar com ela... Uhuuuuuuu... Orei e agradeci a Deus. Ao ler a Bíblia encontrei um texto que quero dedicar a você, Vanessa querida.
A empresa não desistiu da ação junto ao STJ, mas... "agindo Deus, quem impedirá?"
Isaías 49:15: "Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti."
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Paz em meio à tempestade
"Paz não é algo que se coloca em uma pessoa; é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22). E fruto é o resultado de permanecer na videira (João 15:4). Não há paz sem oposição. A paz verdadeira é aquela que funciona no meio da tempestade e não na ausência dela (João 14:27)." Joyce Meyer.
Lendo seu livro percebi que ela cita uma ilustração que eu já conhecia e que quero dedicar aos que estão cada vez mais próximos das provas de sua vida.
Pediram a dois artistas que pintassem um quadro sobre a paz da maneira como eles a percebiam.
Um pintou um lago parado, calmo, bem atrás das montanhas.
O outro pintou uma cachoeira impetuosa e espumejante sobre a qual inclinava-se uma árvore em cujo galho estava um pássaro repousando em um ninho.
A segunda imagem é a paz que desejo a você. Já veio até aqui. Passou meses estudando, furtando-se do convívio da família, dos amigos... Esforçou-se o máximo, multiplicou-se em milhões de tarefas.
Ei, você já é vencedor.
Uma multidão desistiu muito antes dessa etapa. Foi ficando para trás. Não acreditou em seus sonhos ou, talvez, descobriu que estava vivendo um pesadelo.
Você não. Tem vencido o sono, o cansaço, a cobrança, as muitas tarefas que exigem sua imediata atenção, as barreiras da matéria etc.
Uma vez recebi um e-mail de uma aluna. Era o concurso do TJRJ-2012. Esse concurso foi diferente no momento da inscrição. Ao escolher o local da prova, você, automaticamente, escolhia o Núcleo de trabalho. Como muitos estavam acostumados com o método anterior, não prestaram atenção ao detalhe.
Algo parecido aconteceu com a Caroline Mocarzel. Ela pode confirmar. Desesperada, enviou-me um e-mail. Nele ela dizia ter cometido o maior erro da sua vida. Não conhecia o concurso, leu o edital, mas não interpretara corretamente. Estava arrasada. Havia colocado Niterói, mas estava preparada para a Capital. Não acreditava que havia feito a maior besteira de sua vida! Quase não chamaram aprovados para aquela região no último concurso. Só pensava em chorar. Estava muito triste. Antes, estava confiante, bem preparada e, de repente, uma bomba cai sobre ela. Só lhe restava torcer pelo impossível, ficar entre os dez primeiros ou a anulação do concurso.
Eu sorri. Ela nem sabe disso. Não por desdenhar de seu desespero, mas por perceber que o que ela pensava ser erro, poderia ser o maior acerto de sua vida. Se estava preparada para a Capital, também estava para Niterói.
Tive que dar a péssima notícia de que sim, ela concorreria por Niterói. Tentei confortá-la, mas parecia que nada do que eu dizia conseguia deixá-la tranquila. Disse a ela que não tinha motivo para desespero. Precisava estudar para ficar bem colocada e garantir a convocação. Estava sofrendo por antecipação. Como saber se havia errado sem o resultado? Passado algum tempo perguntei-lhe se estava mais calma. Ela respondeu que sim, que tinha de conformar-se com o erro, afinal, guerra é guerra e só termina na última batalha.
Caroline Mocarzel ficou na décima posição para Técnico e na sétima para Analista. Seu nome estava na primeira convocação.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Histórias de Sucesso
A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.
Viu? Isso é resiliência!!! Parabéns, Camila.
Fontes:
quarta-feira, 30 de março de 2011
José Alencar...
"Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente. Peço a Deus que não me dê um dia a mais de vida se eu não puder me orgulhar desse dia."
José Alencar em entrevista à Revista Veja - 17/02/2009
É na tempestade que Deus nos prepara para o Seu serviço.
José Alencar em entrevista à Revista Veja - 17/02/2009
É na tempestade que Deus nos prepara para o Seu serviço.
Quando Deus quer um carvalho, Ele o planta em um lugar onde as tormentas o fustigarão e onde as chuvas baterão contra ele e é no meio da batalha contra os elementos que o carvalho ganha suas fibras rijas e se torna o rei da floresta.
Quando Deus quer aperfeiçoar um homem, Ele o coloca em alguma tempestade.
A história dos grandes homens é sempre de rudezas e asperezas. Nenhum homem se faz, enquanto não tiver passado pelas ondas da tormenta e encontrado a resposta da sua oração: "Ó Deus, toma-me, quebranta-me, faze-me".
Certo francês pintou um quadro de grandeza incontestável: ali figuram oradores, filósofos, mártires, pessoas que se destacaram em alguma fase da vida. O fato notável a respeito do quadro é o seguinte: cada homem que se destaca por sua habilidade, destacou-se primeiro por seu sofrimento.
No primeiro plano está o homem a quem foi negada a entrada na Terra Prometida - Moisés.
A seu lado está outro, tateando em seu caminho- o cego Homero.
Ali está Milton, cego e de coração partido.
Depois vem a figura de um que se ergue entre os demais e qual a Sua característica? Seu rosto está desfigurado, mais do que o de qualquer outro.
As belezas da natureza surgem após as chuvas.
A beleza da montanha nasce na tempestade e os heróis da vida são os que foram açoitados pela tormenta e marcados pela batalha.
A beleza da montanha nasce na tempestade e os heróis da vida são os que foram açoitados pela tormenta e marcados pela batalha.
Para mim, eis aqui mais um herói que poderia bem estar retratado no mesmo quadro.
Adaptado de Mananciais no Deserto
Lettie Cowman
segunda-feira, 21 de março de 2011
domingo, 16 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Histórias de Sucesso
Conheci a história do Dr. Ricardo quando foi nomeado pelo Presidente Lula no cargo de Desembargador Regional do TRT da 9ª Região. Ontem fiquei feliz em vê-lo no Portal da Superação. Relembrar sua trajetória foi reviver a esperança de que podemos sim, conquistar nossos sonhos.
Fonte: Portal da Superação - Rede Globo
terça-feira, 6 de abril de 2010
Mais uma história de sucesso...
"PRIMEIRAMENTE, QUERIA DESEJAR A VOCÊS UMA FELIZ PÁSCOA, E TAMBÉM A SEUS FAMILIARES E AMIGOS.
A PAZ E AS BÊNÇÃOS DE CRISTO A TODOS!
AMIGOS E AMIGAS,
FRANCAMENTE, EU NÃO TERIA COMO OLHAR NOS SEUS OLHOS DE NOVO QUANDO OS ENCONTRASSE, SEM QUE ANTES HOUVESSE DADO A VOCÊS ESTA NOTÍCIA QUE, PARA MIM, É DE MUITA IMPORTÂNCIA, E DA QUAL FORAM MEUS COLABORADORES, ALGUNS INDIRETA E OUTROS MAIS DIRETAMENTE. MAS DIGO QUE TODOS FORAM FUNDAMENTAIS DE ALGUMA FORMA, COM SUA AMIZADE, SEU SORRISO, SUAS BRINCADEIRAS DESCONTRAÍDAS(NOS INTERVALOS DAS AULAS PRA RELAXAR AS TENSÔES), PELAS INFORMAÇÕES TROCADAS, PELOS MATERIAS CEDIDOS, PELAS BOAS VIBRAÇÕES, PELAS ORAÇÕES... ENFIM, TUDO ISSO FOI MUITO IMPORTANTE NA CONSTRUÇÃO DO MEU MATERIAL HUMANO, DO MEU APRENDIZADO, DO MEU PERFIL DE CONCURSEIRO, DOS MEU RESULTADOS. ALGUNS JÁ TEM CIÊNCIA, TALVEZ POR ESTARMOS EM CONTATO COM MAIS FREQUÊNCIA, DE QUE JÁ ESTOU NO MINISTÉRIO DO TRABALHO DESDE JULHO DO ANO PASSADO. HOJE VENHO COMUNICÁ-LOS QUE DE LÁ ME DESLIGO PARA TOMAR POSSE NESTA SEGUNDA FEIRA DIA 5 DE ABRIL NO TRT-RJ; AMBOS OS CONCURSOS FORAM REALIZADOS NO ANO DE 2008, QUANDO AINDA "RALÁVAMOS" JUNTOS NAS LONGAS AULAS DOS SÁBADOS, DIAS DE SEMANA E ATÉ, ÀS VEZES, DOS DOMINGOS, NAS SALAS DOS CURSINHOS DESTA CIDADE. TEMPOS BONS AQUELES, COM CERTEZA FARIA TUDO OUTRA VEZ, SE PRECISO... FIZ MUITOS BONS AMIGOS POR LÁ: VOCÊS!
AGRADEÇO EM PRIMEIRO LUGAR A DEUS POR ME DAR CORAGEM E DISPOSIÇÃO, E POR APRESENTAR A MIM ALGUMAS PESSOAS ESPECIAIS: ALEX TEIXEIRA, MEU PARCEIRO MUSICAL E PRIMEIRO INCENTIVADOR! LEMBRA DO TJ-RJ?? VOCÊ ME MOSTROU O CAMINHO... E ENTÃO VIERAM OUTROS: JOÃO CARLOS( VC É 10 AMIGO!), OTTO JUNIOR( GRANDE IRMÃO!), LUIS DE CARVALHO( O CÉREBRO...), AS PATRÍCIAS(SANTANA, MOREIRA E A "LOIRA"), FERNANDA BRANDÃO(A GUERREIRA...), CLÁUDIA LÚCIA(A PIMENTINHA!RS.), FABIANA VILLARDO(MISS SIMPATIA!), CRISTIANE GOMES(VÊ SE APARECE EINH?!RS.) E CRIS SARMENTO, FLÁVIO GALINDO( ELE É FRAMENGO, JOÃO...RS.), ANDRÉA MELO, TRÍCIA, ADRIANA, RENAN ALVES, JOÃO(CHEFE OLIVEIRA), TATIANE LAURENTINO, SANDRA, ALBERTO, DANIELE CARNEIRO( JÁ TÁ NO MPE??), FLAVINHA, MICHELE, MARIANA(QUERO NOTÍCIAS DO PGE!!), RENATA GOMES, COUSETY; SÃO TANTOS... ME PERDOEM SE ESQUECI ALGUÉM!
IMPOSSÍVEL NÃO FALAR DOS MEUS MESTRES: RAQUEL TINOCO(VC É A MINHA PREFERIDA!), PROF. MÁRCIO COELHO(OBRIGADO PELA PACIÊNCIA), ALEXANDRE LOPES(COMECEI AI), ISABELLI GRAVATÁ( TAMBÉM SOU SEU FÃ...).
PRA TERMINAR, A VOCÊS QUE AINDA BUSCAM O SEU LUGAR AO SOL, NÃO DESISTAM DOS SEUS OBJETIVOS. EU SOU UMA DAS PROVAS VIVAS DE QUE ISSO É POSSIVEL! NÃO DEIXEM QUE TERCEIROS DESINTERESSADOS ITERFIRAM NOS SEUS SONHOS COM NOTÍCIAS RUINS, TIPO: "TEM MUITA PEIXADA" OU MESMO: " VAI FICAR MALUCO DE TANTO ESTUDAR". ISSO É PAPO DE DERROTISTAS, OU MELHOR, DE DERROTADOS! DEDICAÇÃO NOS ESTUDOS, PERSEVERANÇA, FÉ EM DEUS E NO SEU POTENCIAL SÃO AS ARMAS CERTAS PARA FAZER COM QUE ELES TORNEM-SE REALIDADE.
MAIS UMA VEZ O MEU MUITO OBRIGADO, UM FORTE ABRAÇO E MIL BEIJOS A TODOS!
CARLOS A. S. LOUREDO."
Por e-mail.
De nada, Carlinhos.
A PAZ E AS BÊNÇÃOS DE CRISTO A TODOS!
AMIGOS E AMIGAS,
FRANCAMENTE, EU NÃO TERIA COMO OLHAR NOS SEUS OLHOS DE NOVO QUANDO OS ENCONTRASSE, SEM QUE ANTES HOUVESSE DADO A VOCÊS ESTA NOTÍCIA QUE, PARA MIM, É DE MUITA IMPORTÂNCIA, E DA QUAL FORAM MEUS COLABORADORES, ALGUNS INDIRETA E OUTROS MAIS DIRETAMENTE. MAS DIGO QUE TODOS FORAM FUNDAMENTAIS DE ALGUMA FORMA, COM SUA AMIZADE, SEU SORRISO, SUAS BRINCADEIRAS DESCONTRAÍDAS(NOS INTERVALOS DAS AULAS PRA RELAXAR AS TENSÔES), PELAS INFORMAÇÕES TROCADAS, PELOS MATERIAS CEDIDOS, PELAS BOAS VIBRAÇÕES, PELAS ORAÇÕES... ENFIM, TUDO ISSO FOI MUITO IMPORTANTE NA CONSTRUÇÃO DO MEU MATERIAL HUMANO, DO MEU APRENDIZADO, DO MEU PERFIL DE CONCURSEIRO, DOS MEU RESULTADOS. ALGUNS JÁ TEM CIÊNCIA, TALVEZ POR ESTARMOS EM CONTATO COM MAIS FREQUÊNCIA, DE QUE JÁ ESTOU NO MINISTÉRIO DO TRABALHO DESDE JULHO DO ANO PASSADO. HOJE VENHO COMUNICÁ-LOS QUE DE LÁ ME DESLIGO PARA TOMAR POSSE NESTA SEGUNDA FEIRA DIA 5 DE ABRIL NO TRT-RJ; AMBOS OS CONCURSOS FORAM REALIZADOS NO ANO DE 2008, QUANDO AINDA "RALÁVAMOS" JUNTOS NAS LONGAS AULAS DOS SÁBADOS, DIAS DE SEMANA E ATÉ, ÀS VEZES, DOS DOMINGOS, NAS SALAS DOS CURSINHOS DESTA CIDADE. TEMPOS BONS AQUELES, COM CERTEZA FARIA TUDO OUTRA VEZ, SE PRECISO... FIZ MUITOS BONS AMIGOS POR LÁ: VOCÊS!
AGRADEÇO EM PRIMEIRO LUGAR A DEUS POR ME DAR CORAGEM E DISPOSIÇÃO, E POR APRESENTAR A MIM ALGUMAS PESSOAS ESPECIAIS: ALEX TEIXEIRA, MEU PARCEIRO MUSICAL E PRIMEIRO INCENTIVADOR! LEMBRA DO TJ-RJ?? VOCÊ ME MOSTROU O CAMINHO... E ENTÃO VIERAM OUTROS: JOÃO CARLOS( VC É 10 AMIGO!), OTTO JUNIOR( GRANDE IRMÃO!), LUIS DE CARVALHO( O CÉREBRO...), AS PATRÍCIAS(SANTANA, MOREIRA E A "LOIRA"), FERNANDA BRANDÃO(A GUERREIRA...), CLÁUDIA LÚCIA(A PIMENTINHA!RS.), FABIANA VILLARDO(MISS SIMPATIA!), CRISTIANE GOMES(VÊ SE APARECE EINH?!RS.) E CRIS SARMENTO, FLÁVIO GALINDO( ELE É FRAMENGO, JOÃO...RS.), ANDRÉA MELO, TRÍCIA, ADRIANA, RENAN ALVES, JOÃO(CHEFE OLIVEIRA), TATIANE LAURENTINO, SANDRA, ALBERTO, DANIELE CARNEIRO( JÁ TÁ NO MPE??), FLAVINHA, MICHELE, MARIANA(QUERO NOTÍCIAS DO PGE!!), RENATA GOMES, COUSETY; SÃO TANTOS... ME PERDOEM SE ESQUECI ALGUÉM!
IMPOSSÍVEL NÃO FALAR DOS MEUS MESTRES: RAQUEL TINOCO(VC É A MINHA PREFERIDA!), PROF. MÁRCIO COELHO(OBRIGADO PELA PACIÊNCIA), ALEXANDRE LOPES(COMECEI AI), ISABELLI GRAVATÁ( TAMBÉM SOU SEU FÃ...).
PRA TERMINAR, A VOCÊS QUE AINDA BUSCAM O SEU LUGAR AO SOL, NÃO DESISTAM DOS SEUS OBJETIVOS. EU SOU UMA DAS PROVAS VIVAS DE QUE ISSO É POSSIVEL! NÃO DEIXEM QUE TERCEIROS DESINTERESSADOS ITERFIRAM NOS SEUS SONHOS COM NOTÍCIAS RUINS, TIPO: "TEM MUITA PEIXADA" OU MESMO: " VAI FICAR MALUCO DE TANTO ESTUDAR". ISSO É PAPO DE DERROTISTAS, OU MELHOR, DE DERROTADOS! DEDICAÇÃO NOS ESTUDOS, PERSEVERANÇA, FÉ EM DEUS E NO SEU POTENCIAL SÃO AS ARMAS CERTAS PARA FAZER COM QUE ELES TORNEM-SE REALIDADE.
MAIS UMA VEZ O MEU MUITO OBRIGADO, UM FORTE ABRAÇO E MIL BEIJOS A TODOS!
CARLOS A. S. LOUREDO."
Por e-mail.
De nada, Carlinhos.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Gerson, um vencedor!!!
Um e-mail especial:
"Oi, Raquel!!
Hoje irei agradecer e pedir uma opinião. Agradecer pelo fato de vc ter feito parte na minha conquista.
Em 2007 fiz curso contigo, de Legislação do MPE. Eu estava há 3 anos desempregado, depois de ter saído do Banco do Brasil para tentar um negócio que não deu certo.
Já estava impaciente. Até então, vivíamos com o dinheiro que ganháramos da venda de um bom apartamento no Méier. Contudo, o dinheiro foi acabando, e as dificuldades começaram.
Eu consegui me formar em Direito, na Estácio, apesar das dificuldades. No entanto, estar formado não significa estar preparado para um concurso público.
Estudei mais de um ano para o TRE. Fiz os simulados da Academia do Concurso Público e, de 10 simulados, fiquei em primeiro lugar em 4. Nos outros, fiquei entre os 10 primeiros. Achei que estava preparado. Apesar de toda essa preparação, no dia da prova eu estava muito tenso.
Fiz a prova de nível superior, na parte da manhã, e de nível médio, na parte da tarde. Fui mal na parte da manhã e isso me deixou chateado e sem ânimo para fazer a segunda prova. Resultado: não passei em nenhuma delas.
Terminada a prova, refiz a prova de nível médio em casa e acertei mais 14 questões que eu havia errado.
Fiquei umas 2 semanas sem saber o que fazer, completamente chateado com o que havia ocorrido, principalmente porque eu sabia da minha capacidade. Já havia passado em outros concursos difíceis e não conseguia admitir que aquilo tivesse ocorrido.
Aos 17 anos passei para a AFA (Academia da Força Aérea) e para a AMAN, sem fazer cursinho, só estudando em casa. Aos 22, passei no vestibular da UERJ e no mesmo ano, para o Banco do Brasil. Sabia que tinha potencial.
Depois desse balde de água fria, resolvi tentar, sem muito ânimo, o concurso do MPE. Foi aí que vc começou a fazer parte da minha vitória. Eu adorava as suas aulas e sabia que no concurso iria acertar várias questões de legislação. Resultado: errei uma única questão dessa matéria (questão muito difícil).
Passei a ter um grande respeito por você e a te indicar para as pessoas que procuravam uma boa professora de Legislação, Codjej, estatudo, etc. Nunca voltei para te agradecer, apesar de ter pensado nisso durante muito tempo.
Eis a oportunidade: Agradeço por você ter sido uma peça muito importante na minha vitória.
O concurso do MPE foi muito disputado. Na época, mais de 94.000 candidatos se inscreveram para a disputa de 114 vagas de nível médio.
No dia da prova eu estava completamente tranquilo, sem aquela tensão do TRE. Quando comecei a fazê-la, sabia que iria passar. A prova tinha muita doutrina, para um teste de nível médio.
Das 30 questões de Português, acertei 26. Gabaritei Constitucional. Não fui muito bem em estatuto, pois não tive $$ para fazer o curso contigo. Tive que optar: legislação ou estatuto.
Dois meses depois veio a prova do TRF. Fiz analista e técnico. O chato foi que a minha convocação para o MPE caiu exatamente na semana da prova do TRF. Consequência: não pude estudar na semana da prova.
Primeiro gabarito do TRF, sem as anulações: Olhei minha classificação no PCI concursos e vi que, dentro de um universo de 425 concursandos que postaram suas médias, eu era o 5º. Sabia que estava bem colocado no concurso, provavelmente entre os 30 primeiros.
Segundo gabarito: anularam 5 questões: todas eu havia acertado.
Resumindo, minha classificação ficou em 162. Poucas chances de ser chamado.
No TRT, um ano e meio depois, sem estudar, fiquei em 92 para analista administrativo.Agora sou o 69.
Enfim...rsss, esse foi um pequeno resumo da minha trajetória como concurseiro.
Gerson Franco"
Agora, o objetivo do Gerson é o MPU.
"Oi, Raquel!!
Hoje irei agradecer e pedir uma opinião. Agradecer pelo fato de vc ter feito parte na minha conquista.
Em 2007 fiz curso contigo, de Legislação do MPE. Eu estava há 3 anos desempregado, depois de ter saído do Banco do Brasil para tentar um negócio que não deu certo.
Já estava impaciente. Até então, vivíamos com o dinheiro que ganháramos da venda de um bom apartamento no Méier. Contudo, o dinheiro foi acabando, e as dificuldades começaram.
Eu consegui me formar em Direito, na Estácio, apesar das dificuldades. No entanto, estar formado não significa estar preparado para um concurso público.
Estudei mais de um ano para o TRE. Fiz os simulados da Academia do Concurso Público e, de 10 simulados, fiquei em primeiro lugar em 4. Nos outros, fiquei entre os 10 primeiros. Achei que estava preparado. Apesar de toda essa preparação, no dia da prova eu estava muito tenso.
Fiz a prova de nível superior, na parte da manhã, e de nível médio, na parte da tarde. Fui mal na parte da manhã e isso me deixou chateado e sem ânimo para fazer a segunda prova. Resultado: não passei em nenhuma delas.
Terminada a prova, refiz a prova de nível médio em casa e acertei mais 14 questões que eu havia errado.
Fiquei umas 2 semanas sem saber o que fazer, completamente chateado com o que havia ocorrido, principalmente porque eu sabia da minha capacidade. Já havia passado em outros concursos difíceis e não conseguia admitir que aquilo tivesse ocorrido.
Aos 17 anos passei para a AFA (Academia da Força Aérea) e para a AMAN, sem fazer cursinho, só estudando em casa. Aos 22, passei no vestibular da UERJ e no mesmo ano, para o Banco do Brasil. Sabia que tinha potencial.
Depois desse balde de água fria, resolvi tentar, sem muito ânimo, o concurso do MPE. Foi aí que vc começou a fazer parte da minha vitória. Eu adorava as suas aulas e sabia que no concurso iria acertar várias questões de legislação. Resultado: errei uma única questão dessa matéria (questão muito difícil).
Passei a ter um grande respeito por você e a te indicar para as pessoas que procuravam uma boa professora de Legislação, Codjej, estatudo, etc. Nunca voltei para te agradecer, apesar de ter pensado nisso durante muito tempo.
Eis a oportunidade: Agradeço por você ter sido uma peça muito importante na minha vitória.
O concurso do MPE foi muito disputado. Na época, mais de 94.000 candidatos se inscreveram para a disputa de 114 vagas de nível médio.
No dia da prova eu estava completamente tranquilo, sem aquela tensão do TRE. Quando comecei a fazê-la, sabia que iria passar. A prova tinha muita doutrina, para um teste de nível médio.
Das 30 questões de Português, acertei 26. Gabaritei Constitucional. Não fui muito bem em estatuto, pois não tive $$ para fazer o curso contigo. Tive que optar: legislação ou estatuto.
Dois meses depois veio a prova do TRF. Fiz analista e técnico. O chato foi que a minha convocação para o MPE caiu exatamente na semana da prova do TRF. Consequência: não pude estudar na semana da prova.
Primeiro gabarito do TRF, sem as anulações: Olhei minha classificação no PCI concursos e vi que, dentro de um universo de 425 concursandos que postaram suas médias, eu era o 5º. Sabia que estava bem colocado no concurso, provavelmente entre os 30 primeiros.
Segundo gabarito: anularam 5 questões: todas eu havia acertado.
Resumindo, minha classificação ficou em 162. Poucas chances de ser chamado.
No TRT, um ano e meio depois, sem estudar, fiquei em 92 para analista administrativo.Agora sou o 69.
Enfim...rsss, esse foi um pequeno resumo da minha trajetória como concurseiro.
Gerson Franco"
Agora, o objetivo do Gerson é o MPU.
domingo, 27 de dezembro de 2009
É possível, sim!!!
Jogos de azar e drogas já faziam parte da vida de Ronaldo, mas quando passou à prática de sequestro, aproveitando técnicas de estratégia que aprendera no Exercito, acabou sendo preso.
No presídio, Ronaldo começou a estudar e a desenvolver projetos com os internos como: oficinas de teatro, oficinas de reciclagem, cursos de gestão etc.
Foi ainda na prisão que Ronaldo teve a oportunidade de conhecer um industrial cujo plano de sequestro havia sido arquitetado por ele. O homem o perdoou e o ajudou fazendo doações ao seu projeto. "Esse episódio mudou minha vida. Ele investiu nos meus projetos, acreditou na minha transformação e foi o primeiro a assinar minha carteira de trabalho. Para mim, esse homem simboliza a importância de uma mão estendida, de saber que alguém acredita em você", conta Ronaldo, que já 'estendeu a mão' para cerca de 5 mil detentos, ex-detentos, menores infratores e seus familiares, todos atendidos na ONG Centro de Integração Social e Cultural, fundada por ele em 2002, em São Gonçalo. Aulas de Informática e pré-vestibular comunitário estão entre os cursos oferecidos no local.
Ronaldo sempre teve bom comportamento e isso acabou por reduzir sua pena.
Ronaldo Antônio Miguel Monteiro, 50 anos, mostrou a todos que é possível, sim, regenerar-se após uma vida dedicada ao crime. Mas, mais do que isso, provou aos milhares de telespectadores que basta uma mão estendida para mudar o destino de um homem.
No caso de Ronaldo - ex-traficante, ex-assaltante e ex-sequestrador que ficou preso durante 13 anos -, a ajuda veio de onde menos esperava: de uma de suas vítimas.
Pai de cinco filhos, o homem que apareceu na novela na noite de segunda em nada lembra aquele que ele um dia foi e faz questão de não esquecer: "Os atos que eu pratiquei foram de bastante perigo, mas eu não tenho vergonha do passado. Graças a ele posso ajudar milhares de pessoas nessa situação a terem esperança".
Fontes:
G1 - http://especial.viveravida.globo.com/portal-da-superacao/page/6/
http://diversao.terra.com.br - Reportagem de NATALIA VON KORSCH
No presídio, Ronaldo começou a estudar e a desenvolver projetos com os internos como: oficinas de teatro, oficinas de reciclagem, cursos de gestão etc.
Foi ainda na prisão que Ronaldo teve a oportunidade de conhecer um industrial cujo plano de sequestro havia sido arquitetado por ele. O homem o perdoou e o ajudou fazendo doações ao seu projeto. "Esse episódio mudou minha vida. Ele investiu nos meus projetos, acreditou na minha transformação e foi o primeiro a assinar minha carteira de trabalho. Para mim, esse homem simboliza a importância de uma mão estendida, de saber que alguém acredita em você", conta Ronaldo, que já 'estendeu a mão' para cerca de 5 mil detentos, ex-detentos, menores infratores e seus familiares, todos atendidos na ONG Centro de Integração Social e Cultural, fundada por ele em 2002, em São Gonçalo. Aulas de Informática e pré-vestibular comunitário estão entre os cursos oferecidos no local.
Ronaldo sempre teve bom comportamento e isso acabou por reduzir sua pena.
Ronaldo Antônio Miguel Monteiro, 50 anos, mostrou a todos que é possível, sim, regenerar-se após uma vida dedicada ao crime. Mas, mais do que isso, provou aos milhares de telespectadores que basta uma mão estendida para mudar o destino de um homem.
No caso de Ronaldo - ex-traficante, ex-assaltante e ex-sequestrador que ficou preso durante 13 anos -, a ajuda veio de onde menos esperava: de uma de suas vítimas.
Pai de cinco filhos, o homem que apareceu na novela na noite de segunda em nada lembra aquele que ele um dia foi e faz questão de não esquecer: "Os atos que eu pratiquei foram de bastante perigo, mas eu não tenho vergonha do passado. Graças a ele posso ajudar milhares de pessoas nessa situação a terem esperança".
Fontes:
G1 - http://especial.viveravida.globo.com/portal-da-superacao/page/6/
http://diversao.terra.com.br - Reportagem de NATALIA VON KORSCH
domingo, 20 de setembro de 2009
Josés

Não sei se é filho de Jacó e de Raquel.
Não sei se tem irmãos chamados Rubem, Simeão, Levi ou Benjamim.
Não sei se é o décimo primeiro de doze filhos.
Não sei se é judeu, islâmico, católico ou protestante.
Não sei se é sonhador ou interpreta sonhos.
Não sei se foi administrador de uma grande terra, como por exemplo, o Egito.
Não sei sé é um dos preferidos de seu pai.
Mas sei que seu nome significa "o que acrescenta" e que, como meu pai, também é José.
Sei que renova suas forças todos os dias para se fazer apresentar a nós, expectadores, com o mesmo rosto forte e digno, o mesmo sorriso.
Sei que cada vez que o vejo, o reverencio como a um bravo guerreiro e cada vez o admiro mais.
Sei que há de ficar em minha mente para o resto da vida, fará parte da minha história e será mais um herói.
Cada batalha que trava, meu coração se aperta, mas logo o vejo ali, imbatível e assim será, pois um gigante não foge à luta, mesmo que desigual, ainda que para enfrentar um gigante ainda maior, inesperado, devastador.
Mas ele tem dito muito mais, ainda que nenhum som saia de seus lábios. Basta olhar para ele.
Trecho de uma entrevista à Revista Veja:
O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.
É penoso para o senhor praticar a humildade?
Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.
Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.
O senhor tem medo da morte?
Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.
O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado?
Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.
Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".
Um grande abraço meu Vice-Presidente.
Raquel Tinoco Slompo
Foto: http://veja.abril.com.br
Não sei se tem irmãos chamados Rubem, Simeão, Levi ou Benjamim.
Não sei se é o décimo primeiro de doze filhos.
Não sei se é judeu, islâmico, católico ou protestante.
Não sei se é sonhador ou interpreta sonhos.
Não sei se foi administrador de uma grande terra, como por exemplo, o Egito.
Não sei sé é um dos preferidos de seu pai.
Mas sei que seu nome significa "o que acrescenta" e que, como meu pai, também é José.
Sei que renova suas forças todos os dias para se fazer apresentar a nós, expectadores, com o mesmo rosto forte e digno, o mesmo sorriso.
Sei que cada vez que o vejo, o reverencio como a um bravo guerreiro e cada vez o admiro mais.
Sei que há de ficar em minha mente para o resto da vida, fará parte da minha história e será mais um herói.
Cada batalha que trava, meu coração se aperta, mas logo o vejo ali, imbatível e assim será, pois um gigante não foge à luta, mesmo que desigual, ainda que para enfrentar um gigante ainda maior, inesperado, devastador.
Mas ele tem dito muito mais, ainda que nenhum som saia de seus lábios. Basta olhar para ele.
Trecho de uma entrevista à Revista Veja:
O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.
É penoso para o senhor praticar a humildade?
Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.
Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.
O senhor tem medo da morte?
Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.
O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado?
Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.
Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".
Um grande abraço meu Vice-Presidente.
Raquel Tinoco Slompo
Foto: http://veja.abril.com.br
domingo, 23 de agosto de 2009
Para o alto e avante!!!!
Eu o conheci bem pequena. Era o super herói dos meus irmãos mais velhos nas histórias em quadrinhos e acabei por torná-lo meu também. Lia revistinhas e acompanhava suas histórias. Mas me encantei mesmo quando o vi intepretado por Christopher Reeve.Chris nasceu em 25 de setembro de 1952, em Nova York. Filho de um professor de inglês e de uma jornalista, Reeve era praticamente desconhecido quando foi escolhido entre 200 candidatos (incluindo Paul Newman, Robert Redford, Arnold Schwarzenegger e Charles Bronson) para o papel principal de "Superman" (1978), de Richard Donner.
Mas a verdadeira face do super herói veio a público algum tempo depois. Reeve sofreu um grave acidente em maio de 1995, quando caiu de um cavalo e quebrou duas vértebras, ficando completamente imóvel do pescoço para baixo. Passou por longas terapias para conseguir respirar sem precisar tanto dos aparelhos e se tornou um ativista pelos direitos dos deficientes, criando inclusive a Fundação Christopher Reeve para a Paralisia, em 1999.
Em 2000, o ator conseguiu mover o dedo indicador e fez um trabalho especializado de musculação, que deixou suas pernas e braços mais fortes. Ele também voltou a ter sensibilidade em outras partes de seu corpo, determinando-se a voltar a andar.
"Eu me recuso a permitir que uma deficiência determine meu modo de vida. Não quero ser inconsequente, mas estabelecer um objetivo que parece um pouco amedrontador é muito útil para a recuperação", disse à época.
O acidente fez de Reeve um ator limitado, mas este limite físico o fez servir involuntariamente e de modo perfeito para o papel de Jason Kemp, no remake moderno para a TV (1998) de "Janela Indiscreta", de Hitchcock, considerado um dos principais filmes da história do cinema. No filme de Hitchcock, Kemp é o sujeito paralisado que, impossibilitado de andar, fica bisbilhotando a vida alheia da janela de seu apartamento.
O Dr. Raymond Onders, que em uma cirurgia inovadora implantou eletrodos no diafragma do ator para ajudá-lo a respirar, disse que Reeve tinha "muita compaixão. Apesar de lutar contra sua própria deficiência, ainda ajudou pacientes em todo o mundo com o mesmo tipo de problema."
Reeve teve uma memorável aparição na cerimônia do Oscar em 1996, quando surgiu de surpresa em um
a cadeira de rodas, suportado por um respirador artificial, menos de um ano após seu acidente. Depois de uma interminável sessão de aplausos, Reeve levou o público às lágrimas em um discurso pedindo a Hollywood menos blockbusters vazios e mais filmes com causas sociais, do tipo "Platoon" (contra a guerra) e "Filadélfia" (Aids).
Depois do acidente Reeve fez campanha pela pesquisa com células-tronco e a possibilidade de uso destas para recuperar as células danificadas em casos como o seu. Seu lobby ajudou o tema a se destacar na campanha presidencial dos EUA naquele ano, o que levou o candidato democrata John Kerry a mencionar seu nome em um debate contra George Bush, durante a campanha presidencial.
O ator também era ativista da Unicef, da Anistia Internacional e da Ecologia. Junto com os também atores Susan Sarandon e Alec Baldwin, fundou ainda a Coalizão Criativa, um grupo de ajuda a pessoas sem casa.
Uma de suas últimas participações foi no seriado de televisão "Smallville", que conta as aventuras do adolescente Clark Kent antes de se tornar o Super-Homem.
Escreveu a biografia "Ainda Sou Eu - Memórias", cuja transcrição a disco lhe valeu o Grammy de melhor álbum falado de 1999. Em 2002, publicou "Nothing Is Impossible: Reflections of a New Life" (Nada É Impossível: Reflexões de uma Vida Nova).
No dia 11 de outubro de 2004, devido a uma parada cardíaca, Reeve morreu aos 52 anos no hospital Northern Westchester, de Nova York (EUA). Ele foi internado três dias antes, para o tratamento de uma ferida infectada. Morreu sem recobrar a consciência.
Quando soube do acidente do meu eterno "Superman" , mal pude acreditar. Quando o vi pela primeira vez em sua cadeira de rodas, sofri.
Mas essas são as surpresas que a vida nos revela. Quem diria que a partir dali, eu conheceria alguém que não precisou de efeitos especiais ou roupas adequadas para voar e tornar o impossível para muitos, possível para todos?
Cada dia que vivo percebo que há algo errado com a frase: "enquanto há vida há esperança", pois a vida não cessa com a morte. A morte também traz esperança, principalmente através daqueles que viveram para si e para outros.
Me surpreende a capacidade de ressurgir, de surgir, que seja, em meio às adversidades. Há algo mágico que existe em todos os seres.
Você já viu uma planta surgir de uma pedra? A gente olha, olha, procura um pedacinho de terra que seja e nada acha. Mas... a semente encontrou o que nossa visão é incapaz de captar.
Dia desses vi no Fantástico, naquele quadro do detetive virtual, uma imagem de uma cadela, acho, que caminhava sobre as duas patas traseiras. Inacreditável!!! Logo a seguir a família surge informando que ela caminhava assim porque suas duas patas dianteiras não existiam. Vejam só!!!
É a força mágica, lembra? Aquela força motriz que cada um tem dentro de si. Uns a deixam adormecida e preferem sucumbir, outros a fazem mover montanhas.
E você? A que time pertence?
Aindo gosto de Superman, sempre que posso dou uma olhadinha em Smallville, mas... ninguém é como ele.
Fonte: http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_926.html
1. Foto: http://www.peoplequiz.com
2. Foto: http://imagecache2.allposters.com
Mas a verdadeira face do super herói veio a público algum tempo depois. Reeve sofreu um grave acidente em maio de 1995, quando caiu de um cavalo e quebrou duas vértebras, ficando completamente imóvel do pescoço para baixo. Passou por longas terapias para conseguir respirar sem precisar tanto dos aparelhos e se tornou um ativista pelos direitos dos deficientes, criando inclusive a Fundação Christopher Reeve para a Paralisia, em 1999.
Em 2000, o ator conseguiu mover o dedo indicador e fez um trabalho especializado de musculação, que deixou suas pernas e braços mais fortes. Ele também voltou a ter sensibilidade em outras partes de seu corpo, determinando-se a voltar a andar.
"Eu me recuso a permitir que uma deficiência determine meu modo de vida. Não quero ser inconsequente, mas estabelecer um objetivo que parece um pouco amedrontador é muito útil para a recuperação", disse à época.
O acidente fez de Reeve um ator limitado, mas este limite físico o fez servir involuntariamente e de modo perfeito para o papel de Jason Kemp, no remake moderno para a TV (1998) de "Janela Indiscreta", de Hitchcock, considerado um dos principais filmes da história do cinema. No filme de Hitchcock, Kemp é o sujeito paralisado que, impossibilitado de andar, fica bisbilhotando a vida alheia da janela de seu apartamento.
O Dr. Raymond Onders, que em uma cirurgia inovadora implantou eletrodos no diafragma do ator para ajudá-lo a respirar, disse que Reeve tinha "muita compaixão. Apesar de lutar contra sua própria deficiência, ainda ajudou pacientes em todo o mundo com o mesmo tipo de problema."
Reeve teve uma memorável aparição na cerimônia do Oscar em 1996, quando surgiu de surpresa em um
a cadeira de rodas, suportado por um respirador artificial, menos de um ano após seu acidente. Depois de uma interminável sessão de aplausos, Reeve levou o público às lágrimas em um discurso pedindo a Hollywood menos blockbusters vazios e mais filmes com causas sociais, do tipo "Platoon" (contra a guerra) e "Filadélfia" (Aids).Depois do acidente Reeve fez campanha pela pesquisa com células-tronco e a possibilidade de uso destas para recuperar as células danificadas em casos como o seu. Seu lobby ajudou o tema a se destacar na campanha presidencial dos EUA naquele ano, o que levou o candidato democrata John Kerry a mencionar seu nome em um debate contra George Bush, durante a campanha presidencial.
O ator também era ativista da Unicef, da Anistia Internacional e da Ecologia. Junto com os também atores Susan Sarandon e Alec Baldwin, fundou ainda a Coalizão Criativa, um grupo de ajuda a pessoas sem casa.
Uma de suas últimas participações foi no seriado de televisão "Smallville", que conta as aventuras do adolescente Clark Kent antes de se tornar o Super-Homem.
Escreveu a biografia "Ainda Sou Eu - Memórias", cuja transcrição a disco lhe valeu o Grammy de melhor álbum falado de 1999. Em 2002, publicou "Nothing Is Impossible: Reflections of a New Life" (Nada É Impossível: Reflexões de uma Vida Nova).
No dia 11 de outubro de 2004, devido a uma parada cardíaca, Reeve morreu aos 52 anos no hospital Northern Westchester, de Nova York (EUA). Ele foi internado três dias antes, para o tratamento de uma ferida infectada. Morreu sem recobrar a consciência.
Quando soube do acidente do meu eterno "Superman" , mal pude acreditar. Quando o vi pela primeira vez em sua cadeira de rodas, sofri.
Mas essas são as surpresas que a vida nos revela. Quem diria que a partir dali, eu conheceria alguém que não precisou de efeitos especiais ou roupas adequadas para voar e tornar o impossível para muitos, possível para todos?
Cada dia que vivo percebo que há algo errado com a frase: "enquanto há vida há esperança", pois a vida não cessa com a morte. A morte também traz esperança, principalmente através daqueles que viveram para si e para outros.
Me surpreende a capacidade de ressurgir, de surgir, que seja, em meio às adversidades. Há algo mágico que existe em todos os seres.
Você já viu uma planta surgir de uma pedra? A gente olha, olha, procura um pedacinho de terra que seja e nada acha. Mas... a semente encontrou o que nossa visão é incapaz de captar.
Dia desses vi no Fantástico, naquele quadro do detetive virtual, uma imagem de uma cadela, acho, que caminhava sobre as duas patas traseiras. Inacreditável!!! Logo a seguir a família surge informando que ela caminhava assim porque suas duas patas dianteiras não existiam. Vejam só!!!
É a força mágica, lembra? Aquela força motriz que cada um tem dentro de si. Uns a deixam adormecida e preferem sucumbir, outros a fazem mover montanhas.
E você? A que time pertence?
Aindo gosto de Superman, sempre que posso dou uma olhadinha em Smallville, mas... ninguém é como ele.
Fonte: http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_926.html
1. Foto: http://www.peoplequiz.com
2. Foto: http://imagecache2.allposters.com
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Dê-me a visão além do alcance...
Sou fã de desenhos animados. Gostava muito de um e sempre que podia estava lá, em frente à TV. Thunder Cats. Esperava que Lion, o líder, levantasse sua espada e dissesse: "Espada justiceira, dê-me a visão além do alcance".Quando li a reportagem sobre o Dr. Ricardo Tadeu, instantaneamente a frase de Lion me veio à mente. Isso sim, é a visão além do alcance.
Não pelo fato de toda a abordagem em torno de sua deficiência visual e de sua nomeação por Lula, mas porque posso ver. Sim, está mais ligado ao que tenho diante dos meus olhos e dos limites impostos por aquilo que quero enxergar. Limites, entendam, que nós mesmos fixamos.
E a frase de Lion ressoou em meus ouvidos, vinda lá de um canto qualquer das lembranças.
Não há mesmo limites que possam impedir a vontade e sua força motriz.
Em uma de suas entrevistas, li a frase que fez e continua fazendo toda a diferença no momento em que escolhemos nossos caminhos.
"Sempre quis ser juiz. Realizei um sonho"
Pelo que se lê a seu respeito, o atual Desembargardor do TRT da 9ª Região, Dr. Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, nunca se intimidou diante de obstáculos. Nasceu prematuro, sofreu paralisia cerebral e em decorrência disso ficou com deficiência visual.
A mãe, Genny, exigiu que o filho tivesse oportunidades iguais às de outras crianças, na escola, quando poucos falavam em inclusão educacional.
No terceiro ano de direito, aos 23 anos, perdeu toda a visão, e os colegas passaram a gravar leituras do conteúdo dos livros e das aulas para ajudá-lo. Pouco tempo depois, formou-se pela Universidade de São Paulo (USP).
Não parou por aí.
Iniciou a prática da advocacia em 1983, prestando assistência judiciária no Centro Acadêmico XI de Agosto, em São Paulo. Depois de formado, em 1984, advogou em um escritório especializado na área trabalhista.
Em março de 1987, foi nomeado assessor do Dr. Oswaldo Preuss, Juiz do TRT da 15ª região.
Fez mestrado e doutorado.
Conheceu a discriminação ao ser impedido de prestar concurso para juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.
Ricardo Tadeu não desistiu. Prestou concurso em outro Estado.
Ingressou na carreira do MPT em 17/12/1991, após a conclusão do 3º Concurso do MPT, em que obteve a 6ª colocação.
Manteve-se atuando na 15ª região, em Campinas. Em 1994, foi promovido a Procurador Regional do Trabalho. Atuou como custus legis até 1995 e na 1ª instância até 1999. Passou, então, a exercer a função de procurador-chefe daquela regional até o ano de 2002, período durante o qual iniciou o processo de interiorização do MPT, com a instalação da então sub-sede de Bauru/SP.
Ainda em 2002, com a autorização do CSMPT, mudou-se para Curitiba para cursar o doutorado na UFPR, o que, em 2003, deu azo a sua transferência para a 9ª região, onde, a partir de 2005, passou a atuar no Núcleo de Combate à Discriminação.
O MPT sempre lhe proporcionou muitas alegrias e realizações. Atuou no combate ao trabalho infantil, na regularização do trabalho de adolescentes, no combate às cooperativas fraudulentas de mão de obra, em questões de meio-ambiente de trabalho, no combate à discriminação no trabalho e, desde março de 2009, na Coordenadoria de Segundo Grau.
Ao longo de seu trabalho, publicou diversos textos sobre temas correlatos às suas atribuições de Procurador, dentre eles um livro, o qual leva o título de sua tese de doutorado: "O Trabalho da Pessoa com Deficiência e a Lapidação dos Direitos Humanos".
Sua dissertação de mestrado, sustentada na Universidade de São Paulo, lançou as bases teóricas para a elaboração e edição da lei 10.097/00, de cuja redação participou. A referida lei alterou a CLT no capítulo da aprendizagem.
Colaborou na redação do decreto 3.298/99, que passou a regulamentar o trabalho das pessoas com deficiência. Presidiu uma comissão nomeada pelo COLEPRECOR (Colégio dos Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho), para implantar LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) no judiciário trabalhista.
Atuou na ONU, juntamente com a delegação brasileira, para a redação da Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência daquela organização, norma que o Brasil ratificou em agosto de 2008, com status constitucional. Participou junto ao CONADE e ao Congresso Nacional, como observador do MPT, para que tal ratificação ocorresse.
Durante toda sua carreira, proferiu palestras pelo Brasil. Em 2004, falou no Banco Mundial, em Washington D.C., sobre a atuação do Ministério Público do Trabalho na inserção da pessoa com deficiência no mundo laboral em nosso país.
Como participante do Núcleo de Combate à Discriminação, propôs a idéia de se adotar o contrato de aprendizagem para as pessoas com deficiência, por meio de convênios entre ONGs, Sistema "S" e empresas, visando qualificar esses trabalhadores no ambiente de trabalho, o que se tornou política pública do MTE. Sobre o tema, propôs o texto da lei 11.180/05, que rompeu o limite máximo de idade para aprendizes com deficiência.
Em 7/7/2001, recebeu Comenda de Honra ao Mérito, ofertada pelo então Presidente do TST, ministro Almir Pazzianotto Pinto, por indicação da população do Município de São Carlos/SP. Recentemente, foi distinguido, com a indicação do Presidente da República, para concorrer a uma vaga de delegado do Brasil no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU. Foi também agraciado pelo Ministro do Trabalho com a condecoração da "Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas".
Parte de uma entrevista à Revista Sentidos, no ano de 2007:
O que significou ficar cego meses antes de se formar advogado?
Eu tinha 23 anos. Estava no terceiro ano da faculdade de direito da USP. Achei que não conseguiria terminar o curso. Meus amigos não me deixaram desistir. Cada um escolheu uma disciplina e gravou o conteúdo de livros e aulas para eu estudar. Isso marcou minha vida definitivamente. A turma fez questão que eu me formasse junto com ela. Descobri que poderia fazer o que quisesse.
Enfrentou dificuldade nos estudos?
No começo, precisei de métodos especiais por ter baixa visão. Fui alfabetizado em casa, por minha mãe. Nunca estudei muito braille. Ainda criança, mudamos para Porto Alegre, onde tive o privilégio de estudar em uma escola que já era construtivista nos anos 60. Foi difícil voltar a São Paulo (no meio da 7ª série). A escola não assumiu minha condição. Já que os professores não me ensinavam, resolvi bagunçar. Recomendaram, então, que eu fosse para a escola Padre Chico- especial para cegos. Minha mãe discordou e matriculou-me em uma escola regular. Mas acabei entrando na USP.
O vestibular foi acessível?
As provas foram gravadas em fita. Eu respondia colando o rosto na folha de questões. Já na faculdade, senti dificuldades concretas porque precisava ler mais. Tive de contratar ledores a fim de estudar para concursos - e fazer mestrado e doutorado. Opto por ter a ajuda de pessoas que lêem pra mim, porque apesar de hoje haver programas de acessibilidade para computador, falta tempo para digitalizar tudo. Sempre tive de investir recursos para estudar.
No trabalho acontece o mesmo?
Também preciso de alguém para ler. Uma pessoa em quem confio, que lê e escreve o que eu dito. Trabalho com um analista processual designado pelo Ministério Público. Lido com documentos (em papel) de 200 inquéritos e processos civis. Combatemos a discriminação profissional: questões como assédio moral, racial, sexual, e em critérios de promoção. E fiscalizamos o cumprimento da Lei de Cotas.
O que é preciso fazer para garantir o cumprimento das cotas?
Optamos, primeiro, por audiências públicas para estabelecer um procedimento administrativo de acompanhamento de cada empresa. Cerca de 90% dos casos resolvemos assim. Para os outros 10%, é preciso entrar com ações. A Justiça tem acolhido as solicitações e estabelecido multas pesadas.
Alguma vez foi beneficiado pessoalmente pela Lei de Cotas?
A lei não existia quando me formei (1984) nem quando prestei concurso (1991). Mas nem precisaria. Fui aprovado em quinto lugar, e fiquei em terceiro por titulação, entre 5 mil candidatos no concurso do Ministério Público. Era comum eu não ser contratado. Me chamavam por causa do currículo, mas o pessoal do RH ficava atônito ao me ver chegar. Em 1987, fui contratado por um juiz do Tribunal do Trabalho de Campinas, Osvaldo Freeus, como assessor para a elaboração de acórdãos (decisões de segundo grau na Justiça). Em 1990, estimulado por ele, decidi prestar concurso para juiz no Tribunal do Trabalho de São Paulo, mas fui impedido.
Como isso aconteceu?
Minha inscrição como cego foi aprovada. Passei nas duas primeiras provas, a de múltipla escolha e a dissertativa. Antes da última prova, que previa elaborar uma sentença - coisa que eu fazia havia três anos - o Tribunal decidiu antecipar meu exame médico. Só o meu. Com base em um laudo médico que atestava minha cegueira, me impediram de realizar a prova.
O que alegaram?
Que eu não poderia ver documentos nem tampouco a expressão de réus e testemunhas. Mas posso avaliar a oscilação vocal melhor que um vidente. Juízes, quando recebem documentos em língua estrangeira, precisam de um tradutor juramentado que o leia em seu lugar. O ledor, acredito, cumpre a mesma atuação. A postura do tribunal foi violenta. Decidida pela comissão de concursos e confirmada pelo presidente do TRT.
Foi uma decisão preconceituosa. Na época fiquei abalado. Mas não guardo mágoa. Hoje (2207), sou convidado a entrar na magistratura pelo Quinto Constitucional, o que muito me honra.
Pretende aceitar o convite?
Estou feliz como Procurador de Justiça e ainda não tenho essa intenção. O que aceitei foi compor a banca de exame oral para concurso de juízes em Curitiba. É a última prova, a mesma que fui impedido de fazer! Agora há leis que impedem as comissões de dizer de antemão se um candidato pode ou não prestar esse concurso.
Como avalia o valor do trabalho?
Vivemos na sociedade do trabalho. O que você realiza passa ser a sua identidade. Mas o direito ao trabalho está em crise. Muitos defendem a redução dos direitos laborais. Discordo. O trabalho não é mercadoria, algo que se compra e vende. Tanto o direito ao trabalho e os direitos do trabalho dizem respeito à dignidade, que luto para preservar contra a ganância do mercado. Não quero combater o lucro e a livre iniciativa, longe disso. Defendo o trabalho como empregado, autônomo, empreendedor. Ele é inerente à dignidade humana e proporciona independência, autonomia, capacidade de realização. Quando luto para cumprir a Lei de Cotas, quero reconhecer o direito de todo cidadão à dignidade.
Convite feito, convite aceito.Decidiu concorrer à vaga para desembargador pelo Quinto Constitucional, depois de 18 anos de atuação no Ministério Público do Trabalho. O Procurador do Ministério Público do Trabalho tem seu sonho realizado. Será juiz.
Foi nomeado no último dia 17, pelo Presidente da República, para integrar o TRT da 9ª Região.
E aí??? Ainda pensa em desistir de seus sonhos? Ainda acha que não há mais o que ver?
Diferentemente de Lion, não temos uma espada mágica, mas temos mais. Temos a força motriz, lembra? Que essa força seja a nossa espada e que por meio dela possamos alcançar além do que os nossos olhos podem ver.
Fontes:
http://www.bengalalegal.com
domingo, 7 de junho de 2009
Uma Chance...

Você, com certeza, ouviu falar de Susan Boyle. Susan é filha de Patrick, um vendedor da fábrica British Leyland de Bathgate e de Bridget Boyle, uma datilógrafa.
A mais nova de quatro irmãos e seis irmãs, nasceu quando sua mãe tinha 47 anos. Foi um parto difícil e Susan ficou brevemente sem oxigénio, sofrendo pequenos danos cerebrais.
Diagnosticaram-na como sendo uma pessoa com algumas dificuldades de aprendizagem.
A mais nova de quatro irmãos e seis irmãs, nasceu quando sua mãe tinha 47 anos. Foi um parto difícil e Susan ficou brevemente sem oxigénio, sofrendo pequenos danos cerebrais.
Diagnosticaram-na como sendo uma pessoa com algumas dificuldades de aprendizagem.
Após deixar a escola, foi empregada na cozinha do colégio West Lothian. Ela costumava ir ao teatro para assistir cantores profissionais e em 1995 concorreu no programa de Michael Barrymore chamado My Kind of People. Naquela época declarou ter ficado muito nervosa para se sair bem.
Susan, além de sua limitação física, não gostava muito de sua aparência, certamente porque muitos a julgaram por isso. Mas queria ser uma cantora profissional. Teve aulas de canto e em 1999 fez sua única gravação, para um CD de caridade, cantando Cry Me a River.
O pai de Susan morreu nos anos 90, e seus irmãos partiram de casa, ficando para ela a responsabilidade de cuidar sozinha da mãe que também veio a falecer em 2007, aos 91 anos.
Susan continuou a viver na casa de quatro cômodos da família, junto ao seu gato Pebbles.
A mãe fora uma incentivadora da carreira musical da filha, tendo Susan vencido inúmeros concursos locais de canto, e insistiu para que ela concorresse no Britain's Got Talent, famoso programa de calouros, afirmando que deveria correr o risco de cantar para um grande público em vez da igreja local.
Susan disse que não estava pronta para fazer isso.
Em agosto de 2008 Susan tomou conhecimento de que o Britain's Got Talent realizaria seleções.
Viu a possibilidade de seu sonho tornar-se realidade e viu ainda a possibilidade de ouvir o conselho da mãe. Ela se inscreveu e foi convocada para a audição que ocorreu em Glasgow em janeiro de 2009 e foi ao ar em 11 de abril de 2009.
Ela cantou a canção "I Dreamed a Dream" do musical "Os miseráveis" na fase preliminar do Britain's Got Talent, que foi assistida por mais de 10 milhões de espectadores .
O vídeo com a performance de Susan foi amplamente divulgado e mais de 200 milhões de pessoas o assistiram no Youtube.
O impacto desta reação foi surpreendente.
Mas quando, curiosa, fui dar uma olhada no vídeo, pude constatar o que corriqueiramente fazemos uns aos outros. Susan entrou naquele auditório vestida simplesmente. O público a olhou com desdém e os jurados perguntaram qual era o seu sonho.
Susan respondeu que queria ser uma cantora profissional.
Me surpreendi com o sorriso de surpresa daquela multidão. Acostumada a ver o impossível transformar-se em possível, não estranhei sua aparência. Convivo com pessoas que, como Susan, atropelam as adversidades e conseguem alcançar seus sonhos. Há sempre mais a se ver do que aquilo que está aparente.
Susan tinha consciência do que o auditório do Britain's Got Talent estava pensando, mas por que isso a preocuparia se o que queria era cantar? Não era um concurso de beleza.
Mais uma pergunta foi feita. Por que Susan não tinha conseguido ser, até aquele momento, uma cantora profissional? Ela respondeu que não tivera uma chance. Ninguém julgou possível que isso pudesse ser real.
Julgaram-na por suas limitações. Prenderam-na dentro dos limites daquilo que imaginavam ser o ideal. Mas Susan não conhecia tais limites.
O auditório espera. Susan se preparava para cantar. Os olhares? De descrença. Estava prontos para ouvir algo muito ruim, tão ruim quanto a aparência daquela mulher de quarenta e poucos anos.
Mas... de repente uma linda voz, mais que isso, uma voz exuberante começa a ser ouvida.
Incrédulo, surpreso, o público custava a acreditar que era dela. Silêncio absoluto. Todos estavam estáticos. Como isso era possível????
Ora, muito simples, a chance de Susan foi dada quando ela nasceu. Talvez ela não soubesse disso e talvez ainda não saiba. Mas sua chance ocorreu no mesmo momento em que nascia.
Susan ficou com o segundo lugar na competição.

Sua voz nos encantou. Nem todo o sofrimento, humilhação ou rejeição puderam tirar dela seu dom mais sublime, sua voz, sua vontade de ser ouvida.
Susan pode não ter percebido sua chance, mas nós a agradecemos pela nossa chance de conhecê-la e de admirar sua coragem e força.
Após a final do concurso, Susan esteve internada em uma clínica psiquiátrica para se recuperar de toda a pressão.
Mas já está de volta.
Seja bem-vinda, Susan.
Eu, particularmente, fico feliz por acreditar em alguém que nunca nos julga pela aparência.
Lucas 20:21 - "Mestre, nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente, e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas a verdade."
domingo, 22 de março de 2009
Histórias de Sucesso
Ao ler o texto de Antoine Saint-Exupéry, fiquei um tempo com meus pensamentos.
Lembrei de alguns alunos que passaram pela minha vida e que se tornaram meus amigos. Lembrei de outros que passaram e com os quais não tenho mais contato e lembrei de outros que ainda estão passando.
Suas histórias, misturadas à própria história de minha vida... E aí, me veio à mente uma delas. Quero compartilhá-la como outras que tenho compartilhado. Como não tenho mais contato com essa aluna, resolvi omitir seu nome para preservar sua intimidade. Mas é uma verdadeira história de sucesso.
Eu comecei a dar aulas de Direito Eleitoral em 2004. Os rumores de um novo concurso para o TRE-RJ fez com que eu me dedicasse à disciplina. Me apaixonei pelo Direito Eleitoral.
Tinha uma pequena sala e ali comecei as aulas. Logo estava em alguns cursos preparando para o concurso que só viria a ser realizado em 2007. Mas muitos outros TREs aconteceram durante o período em que esperávamos o do Rio.
Em 2005 fui convidada pelo professor Márcio Coelho a assumir algumas turmas no Curso MG. Foi lá que a história dessa aluna se transformou também na minha história.
Eu possuo uma blusa que traz dizeres aleatórios, misturando os Salmos 23 e 91.
Eu a usava vez ou outra para dar aulas, mas não sabia que a mensagem nela escrita teria um papel importantíssimo na vida de alguém.
Era um dia como outro. Me aprontei para a aula e vesti minha blusa... "mil cairão ao seu lado... o Senhor é o meu refúgio, minha morada... Nele confio...o Senhor é o meu pastor... nada me faltará..."
Entrei na sala de aula. Estava lotada de alunos sonhando com uma aprovação no TRE-RJ. Em meio a esses alunos, havia uma mulher. Lógico que nada nela me chamou a atenção em primeiro momento. Para mim, era apenas mais uma aluna. Não imaginava o que viria.
Um dia, ao final da aula, estava saindo da sala quando essa aluna me chamou. Tinha lágrimas nos olhos. Parei. Os alunos já tinham se retirado e poucos ainda estavam na sala. Ela me contou sua história.
"Raquel, queria falar uma coisa. Eu me matriculei nessa turma sem nenhuma perspectiva. Estou com muitos problemas, estou me separando, tenho dois filhos, minha vida está de cabeça para baixo. Não tinha ânimo para estudar, parecia mais uma fuga, mas no dia em que você entrou com aquela blusa eu percebi que era um sinal. Ao ler a mensagem me senti renovada, alguma coisa mudou em mim".
Lógico que me emocionei. Não esperava.
Então, aquela aluna deixou de ser mais uma na turma. Chegava às aulas e a procurava. Queria ter certeza de que ela não desistiria. Queria oferecer ajuda, o ombro, a mão, qualquer coisa que a ajudasse a seguir. E ela não desistiu. Esteve ali durante todo o módulo e em outros, outros e mais outros. Dedicou-se o mais que pôde. Conseguiu, em meio a todas as suas dores, em meio a momentos de insegurança... Era uma aluna participativa. Tinha um sonho, queria realizá-lo.
Chegou 2005. Um edital do TRE-SC.
Ela e outro aluno que ainda persegue seu sonho, mas cujo rosto está presente vez ou outra em minhas turmas, vieram me perguntar se deveriam fazer o concurso. Ele queria muito ir, ela não. Achava que não estava preparada. Estava desanimada.
Nada disso!!! Faça. Aproveite que tem companhia, vá e preste o concurso, foi minha injeção de ânimo. Como saberá se não tentar?
E ela foi. Perguntava sobre as cidades de Santa Catarina. Pesquisou algumas e escolheu. Fez a prova. Eu estava desesperada para saber o resultado. Eles voltaram. Ela achava que tinha se saído bem, ele, nem tanto.
O resultado. Minha querida aluna ficou classificada em primeiro lugar na região escolhida. Sua vida??? Até o momento em que soube, havia se reconciliado com seu marido, estavam indo todos para Santa Catarina.
Eu ainda a vi em alguns módulos do TRE-RJ durante suas férias no TRE-SC. Disse que não desistiu. Queria voltar para o Rio e prestar o concurso daqui. Hoje, não sei onde está, se no Rio ou em Santa Catarina, mas sei que passou pela minha vida e deixou muito da sua. Passou pela minha vida e me ensinou mais uma vez que não há obstáculo que resista à vontade de vencer e seguir.
Obrigada!
Suas histórias, misturadas à própria história de minha vida... E aí, me veio à mente uma delas. Quero compartilhá-la como outras que tenho compartilhado. Como não tenho mais contato com essa aluna, resolvi omitir seu nome para preservar sua intimidade. Mas é uma verdadeira história de sucesso.
Eu comecei a dar aulas de Direito Eleitoral em 2004. Os rumores de um novo concurso para o TRE-RJ fez com que eu me dedicasse à disciplina. Me apaixonei pelo Direito Eleitoral.
Tinha uma pequena sala e ali comecei as aulas. Logo estava em alguns cursos preparando para o concurso que só viria a ser realizado em 2007. Mas muitos outros TREs aconteceram durante o período em que esperávamos o do Rio.
Em 2005 fui convidada pelo professor Márcio Coelho a assumir algumas turmas no Curso MG. Foi lá que a história dessa aluna se transformou também na minha história.
Eu possuo uma blusa que traz dizeres aleatórios, misturando os Salmos 23 e 91.
Eu a usava vez ou outra para dar aulas, mas não sabia que a mensagem nela escrita teria um papel importantíssimo na vida de alguém.
Era um dia como outro. Me aprontei para a aula e vesti minha blusa... "mil cairão ao seu lado... o Senhor é o meu refúgio, minha morada... Nele confio...o Senhor é o meu pastor... nada me faltará..."
Entrei na sala de aula. Estava lotada de alunos sonhando com uma aprovação no TRE-RJ. Em meio a esses alunos, havia uma mulher. Lógico que nada nela me chamou a atenção em primeiro momento. Para mim, era apenas mais uma aluna. Não imaginava o que viria.
Um dia, ao final da aula, estava saindo da sala quando essa aluna me chamou. Tinha lágrimas nos olhos. Parei. Os alunos já tinham se retirado e poucos ainda estavam na sala. Ela me contou sua história.
"Raquel, queria falar uma coisa. Eu me matriculei nessa turma sem nenhuma perspectiva. Estou com muitos problemas, estou me separando, tenho dois filhos, minha vida está de cabeça para baixo. Não tinha ânimo para estudar, parecia mais uma fuga, mas no dia em que você entrou com aquela blusa eu percebi que era um sinal. Ao ler a mensagem me senti renovada, alguma coisa mudou em mim".
Lógico que me emocionei. Não esperava.
Então, aquela aluna deixou de ser mais uma na turma. Chegava às aulas e a procurava. Queria ter certeza de que ela não desistiria. Queria oferecer ajuda, o ombro, a mão, qualquer coisa que a ajudasse a seguir. E ela não desistiu. Esteve ali durante todo o módulo e em outros, outros e mais outros. Dedicou-se o mais que pôde. Conseguiu, em meio a todas as suas dores, em meio a momentos de insegurança... Era uma aluna participativa. Tinha um sonho, queria realizá-lo.
Chegou 2005. Um edital do TRE-SC.
Ela e outro aluno que ainda persegue seu sonho, mas cujo rosto está presente vez ou outra em minhas turmas, vieram me perguntar se deveriam fazer o concurso. Ele queria muito ir, ela não. Achava que não estava preparada. Estava desanimada.
Nada disso!!! Faça. Aproveite que tem companhia, vá e preste o concurso, foi minha injeção de ânimo. Como saberá se não tentar?
E ela foi. Perguntava sobre as cidades de Santa Catarina. Pesquisou algumas e escolheu. Fez a prova. Eu estava desesperada para saber o resultado. Eles voltaram. Ela achava que tinha se saído bem, ele, nem tanto.
O resultado. Minha querida aluna ficou classificada em primeiro lugar na região escolhida. Sua vida??? Até o momento em que soube, havia se reconciliado com seu marido, estavam indo todos para Santa Catarina.
Eu ainda a vi em alguns módulos do TRE-RJ durante suas férias no TRE-SC. Disse que não desistiu. Queria voltar para o Rio e prestar o concurso daqui. Hoje, não sei onde está, se no Rio ou em Santa Catarina, mas sei que passou pela minha vida e deixou muito da sua. Passou pela minha vida e me ensinou mais uma vez que não há obstáculo que resista à vontade de vencer e seguir.
Obrigada!
domingo, 8 de março de 2009
Histórias de Sucesso
Olá leitores.Tenho comigo um princípio. As pessoas são muito mais do que se pode ver, do que apresentam ser externamente. Ao olhar para alguém, temos que penetrar em seus olhos, buscar algo mais, algo que nos diga mais, pois suas histórias, suas marcas nem sempre são perceptíveis como as cicatrizes de um acidente podem ser.
Pois é, ao postar a história da Vanessa descobri a história de Carlos. Ele como ela é aluno. Todos os sábados na turma do TRE-MG eu o via rindo, brincando, sempre com o mesmo bom humor, sempre com as mesmas tiradas engraçadas durante a aula. Está convicto do que quer e suas dores não o paralisaram, mas o ensinaram a sentir a dor do outro. Eis sua história:
"Bom, em primeiro lugar quero me apresentar.
Meu nome é Carlos Motta, sou (estou) concurseiro, tenho 49/50 anos e ainda pretendo chegar lá.
Já tenho algumas aprovações e uma convocação. Sou Servidor Público Municipal.
Quando li a história da Vanessa Moraes, lembrei-me de meu filho.
Em 1986 nasceu meu primeiro filho, o Diego. Ele foi concebido perfeito, sem nenhum problema na gestação, sem nenhuma anomalia genética, mas veio ao mundo com um grave destino:
Ele era muito grande e sua mãe não tinha passagem suficiente para que ele pudesse nascer naturalmente como queríamos.
Deveria ter sido indicada uma cesariana, porém, queríamos o melhor, queríamos parto dentro d’água, queríamos o mais natural possível para que ele fosse uma criança saudável, forte... mas sua mãe não tinha passagem e a médica que a assistia não percebeu, talvez, e ele foi acometido de uma paralisia cerebral por insuficiência de oxigenação no cérebro.
Problemas adquiridos, problemas resolvidos, tínhamos nas mãos uma pessoinha que dependeria para sempre de nossa valiosa ajuda.
Ele não tinha nenhuma coordenação motora. Não andava, não falava e chegou ao ponto de não se alimentar via oral. Foi introduzida uma espécie de botão, ligado diretamente ao estômago, por onde era ministrada sua alimentação.
Não chorou ao nascer, o que foi muito frustrante para mim e principalmente para sua mãe.
Ela, uma pessoa super saudável, com um vigor, uma força invejável, um preparo para ser mãe tão grande que conseguiu fazer com que nossos problemas fossem diminuídos graças a sua habilidade natural para lidar com adversidades.
A partir daí começamos a perceber que cada pequena vitória – um pequeno sorriso, um pequeno balbuciar de som qualquer – era motivo de orgulho e caíamos no choro, tamanha era a nossa felicidade pelos pequenos avanços.
As maiores vitórias foram quando ele chorou compulsivamente e principalmente quando ele deu aquela gargalhada gostosa que toda criança dá e, apesar de rirmos juntos, nunca percebemos a maravilha que é poder chorar, poder rir.
Ele era uma pessoa muito feliz, apesar de sua condição. Nunca o víamos triste. Tinha sempre um sorriso nos lábios. Nos mostrava sempre que não devíamos chorar por causa das suas dificuldades motoras e sim que devíamos lutar sempre para nos levantar, para nos erguer, qualquer que fosse a situação.
As percepções, os questionamentos a respeito da vida começaram a aparecer e passamos a verificar que valorizamos muitas coisas que não nos levam a nada e esquecemos de dar valor aos detalhes importantes que a vida nos apresenta.
Há momentos em que nos preocupamos com assuntos tão pequenos... Depois que passam nem nos lembramos deles, esquecemos de valorizar o que realmente é necessário para levarmos uma vida saudável, uma vida alegre, uma vida feliz.
Meu filho nos deixou aos 8 anos de idade. Ele teve várias pneumonias de repetição e na última seu pulmão não foi suficientemente forte para aguentar e, necrosado, fez com que ele viesse a falecer.
O mais importante de tudo isso é que ele nos trouxe uma grande lição: nunca devemos menosprezar nada nessa vida, nunca devemos crer que nossos problemas são maiores que o do nosso próximo, nunca devemos deixar de perceber as pequenas vitórias.
Hoje, agradeço a Deus pelo privilégio e a honra de ter tido o Diego como filho, agradeço a Deus por ter me enviado essa escola de vida.
Por esse motivo é que continuo na luta por uma colocação mais adequada, por uma valorização maior, por uma condição de vida digna, o que só vou conseguir estudando e muito.
Obrigado, Professora Raquel, pela oportunidade de contar essa parte de minha história de vida.
Desejo a todos muito sucesso e faço minhas as palavras do Professor e Desembargador Glioche: 'Estudar até passar e não para passar'."
O Carlos, além de guerreiro, concursando e feliz, é músico e você pode conhecer seu trabalho no site www.grupocantodobar.com.br
Confira o som no http://www.youtube.com/watch?v=zzBXcAElyaU
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Histórias de Sucesso
Thomas Alva Edison foi um inventor e empresário dos Estados Unidos que desenvolveu muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial.Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio ou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve papel determinante na indústria do cinema.
Muitos o consideram o maior inventor de todos os tempos. O seu QI seria estimado em cerca de 240. A ele são atribuídas mais de 1300 patentes, ainda que nem todas sejam de invenções de sua própria autoria.
Thomas Alva Edison nasceu numa família da classe média, a 11 de fevereiro de 1847,em Milan Ohio, EUA.
O pai, Samuel Edison, canadense de origens holandesas, deita mão ao que pode: vende bugigangas, é marceneiro, carpinteiro, negociante de imóveis.
A mãe, Nancy Eliot Edison, ex-professora canadense, tem a cargo sete crianças, das quais três faleceram ainda pequenas. Thomas é o mais novo, e, por isso, sua mãe lhe dedica especial atenção.
Em 1853, a família mudou-se para Port Huron, Michigan.
Na escola, a única da cidadezinha, o rapaz tinha problemas.
Seu professor, o padre Engle, dizia que ele "tem o bicho no corpo, que é um coça-bichinhos estúpido, que não pára de fazer perguntas e que lhe custa a aprender". Além disso, o garoto recusava-se a fazer as lições. Vão-se três meses de aulas e Thomas Edison deixa a classe.
Nunca mais voltaria a frequentar uma escola. A mãe toma a seu cargo a educação do menino e ele, por seu lado, aprende o que mais lhe interessa. Acaba por devorar todos os livros da mãe com temas sobre ciência. Monta um laboratório de química no sótão e, de vez em quando, faz tremer a casa.
Arranja, entretanto, um emprego como ardina (vendedor de jornais) no comboio que faz a ligação entre Port Huron e Detroit. Vende jornais, sanduíches, doces e frutas dentro dos trens.
O guarda da estação local deixa-o guardar os doces e os jornais num vagão vazio. Sobrava tempo para leituras e para experiências no laboratório que, sorrateiramente, Edison havia instalado num dos vagões (certa vez, o vagão pegou fogo devido às experiências que lá empreendera).
"rsrsrs. Desculpem, não resisti."
Agravam-se os problemas que tem com os ouvidos e ele fica surdo.
Aprendeu o código Morse e construiu telégrafos artesanais.
Mais tarde chamou de "Dot" (ponto), a filha e "Dash" (traço), o filho.
Frequentou um curso e tornou-se telegrafista na terra natal. Mas, como não dispensava a companhia dos instrumentos, provoca outro acidente e quase faz explodir o gabinete.
"rsrsrsrs. Imaginem. Que levado!!!"
Durante cinco anos trabalhou por toda a parte. Aproveitou um emprego que tinha à noite, para se entreter com as suas engenhocas. Para evitar surpresas (às vezes dormia), inventa um sistema elétrico que envia de hora em hora um sinal aos vigilantes. Inventa também uma ratoeira elétrica para caçar os ratos no quarto da pensão.
"rsrsrsrs"
Edison, aos 21 anos, registrou seu primeiro invento - uma máquina de votar, pela qual ninguém se interessou.
Muda-se para Nova Iorque em 1869 para se estabelecer como inventor independente. Chega esfomeado e sem dinheiro.
Dois anos mais tarde, inventou um indicador automático de cotações da bolsa de valores. Vendeu-o por 40 mil dólares e ainda assinou um contrato com a Western Union, situação que lhe permitiu estabelecer-se por conta própria em Newark, subúrbio de Nova York.
No Natal de 1871, casou-se com uma jovem de 16 anos, Mary Stilwell, uma de suas empregadas, que era perfuradora de fitas telegráficas. Ele a pediu em casamento batendo uma moeda em código morse. Diz-se que, terminada a cerimônia, o noivo esqueceu as núpcias, enfiou-se na oficina e de lá só voltou de madrugada.
Mary morreria doze anos depois, de febre tifóide. Edison se casaria mais uma vez, com Nina Miller. Nos dois casamentos, teve seis filhos, três de cada um.
Em 1876, já famoso, a grandeza de seus recursos e a amplitude de suas atividades motivaram a construção de um verdadeiro centro de pesquisas em Menlo Park. Era quase uma cidade industrial, com oficinas, laboratórios, assistentes e técnicos capacitados. Nessa época, Edison chegou a propor-se a meta de produzir uma nova invenção a cada dez dias. Não chegou a tanto, mas é verdade que, num certo período de quatro anos, conseguiu patentear 300 novos inventos, o que equivale praticamente a uma criação a cada cinco dias.
Em 1877 inventou o fonógrafo. O aparelho consistia em um cilindro coberto com papel de alumínio. Uma ponta aguda era pressionada contra o cilindro. Conectados à ponta, ficavam um diafragma (um disco fino em um receptor onde as vibrações eram conve
rtidas de sinais eletrônicos para sinais acústicos e vice-versa) e um grande bocal. O cilindro era girado manualmente conforme o operador ia falando no bocal (ou chifre). A voz fazia o diafragma vibrar. Conforme isso acontecia, a ponta aguda cortava uma linha no papel de alumínio. Quando a gravação estava completa, a ponta era substituída por uma agulha. A máquina reproduzia as palavras quando o cilindro era girado mais uma vez. Thomas Edison trabalhou nesse projeto em seu laboratório enquanto recitava a conhecida canção infantil "Maria tinha um carneirinho" (Mary had a little lamb) e a reproduzia.Em 1878, com 31 anos, propôs a si mesmo o desafio de obter luz a partir da energia elétrica. Outros pesquisadores já haviam tentado construir lâmpadas elétricas. Nernst e Swan, por exemplo, obtiveram alguns resultados, mas seus dispositivos tinham vida bastante curta.
Edison tentou inicialmente utilizar filamentos metálicos. Foram necessários enormes investimentos e MILHARES ("Milhaaaaares, viram só?") de tentativas para descobrir o filamento ideal: um fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem porém derreter, sublimar ou queimar. Em 1879, uma lâmpada assim construída brilhou por 48 horas contínuas e, nas comemorações do final de ano, uma rua inteira, próxima ao laboratório, foi iluminada para demonstração pública.
Em outubro do mesmo ano, a Edison Eletric Light Company é já uma potência econômica dominando a época da electricidade nos Estados Unidos. Patenteia a lâmpada incandescente de filamento fino de carvão a alto vácuo. O produto, devido à nova tecnologia, permite aumento substancial da vida útil do produto. Em 1883, após ter descoberto o efeito Édison, regista o primeiro dispositivo termiónico, um díodo termiônico ou válvula de Edison, precursora da válvula de rádio, ou válvula termiônica.
A Edison General Eletric é fundada em 1888. Será um dos maiores conglomerados industriais do planeta. Fabrica todos os tipos de dispositivos elétricos, como geradores, motores, gigantescas válvulas solenóides. A empresa transforma-se num dos maiores fabricantes multinacionais.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a General Eletric entra no campo de metalurgia naval, produzindo gigantescas máquinas e novos equipamentos para os navios construídos em diversos estaleiros americanos. A GE entra no ramo da indústria química, aperfeiçoando os métodos de fabrico de novos produtos e substâncias.
Edison ainda aperfeiçoou o telefone (com o microfone a carvão empregado até hoje), o fonógrafo, e muitas outras invenções.
Em conjunto, essas realizações modificaram os hábitos de vida em todo o mundo e consagraram definitivamente a tecnologia. Thomas Alva Edison morreu a 18 de outubro de 1931.
O segredo de Thomas Edison??? Persistência!!!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Histórias de Sucesso
Conheça o Ricardo.
A cidade está cheia de faixas parabenizando o campeão, aliás o bicampeão. Por isso, todos sabem o caminho da casa de Ricardo Oliveira da Silva: "É aquele garoto que ganhou as Olimpíadas e foi homenageado pelo Lula? Pois ele mora no Sítio Vacaria que fica no Ibicatu. É só seguir a indicação da placa na BR-230 como que vai pro Crato".
Ensinar é fácil, difícil é chegar na casa do menino prodígio, medalha de ouro, dois anos seguidos, nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Pública e também ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Astronomia e Astrologia.
Uma estradinha estreita, cheia de barrancos, muito ruim para o tráfego. Imagine para a condução de um adolescente de 19 anos, que sofre de atrofia muscular espinhal, uma doença neurológica que mal lhe permite mexer os braços. É um transtorno quando chove e o garoto tem de ir à escola. Ele não tem qualquer movimento nas pernas e, para não perder as provas, seu pai, o agricultor Joaquim Oliveira da Silva, já chegou até a levá-lo num carrinho de mão. Mas, ao contrário do que se pensa, Ricardo é alegre, não reclama de sua deficiência física e nem da condição humilde que vive com o irmão e os pais na zona rural de Várzea Alegre, município a 466 quilômetros de Fortaleza. A família de Ricardo sobrevive da agricultura de subsistência. Seu Joaquim planta feijão, milho e mandioca.
Vinte e quatro horas dedicadas aos filhos. Dona Francisca Antônia da Conceição não se cansa. "Meu filho, está bom nessa posição? Quer ir para outro local?", pergunta para Ricardo.
O telefone toca e dona Francisca vai procurar uma posição, em torno da casa, que o sinal seja melhor: "É pra você, Ricardo. Estão querendo que você vá no gabinete do governador, meu filho, mas eu disse que só seu pai é quem resolve. Eles vão ligar depois". Essa mulher de 45 anos, não pára. E nem pode. "Depois que meu filho começou a ganhar as olimpíadas, é repórter, é autoridade, todos querendo falar com ele", diz orgulhosa. "Aquela menina do Fantástico (TV Globo) vem fazer a segunda reportagem com ele". Ricardo sorri ao seu lado.
Mas, enquanto o bicampeão das Olimpíadas Brasileiras de Matemática está ocupado na sessão de fotografias, ela começa a lembrar da difícil batalha que enfrentou quando ele era um bebê. "Não sabíamos o que ele tinha. Consultamos vários médicos e, por orientação de um deles, fomos para São Paulo tentar a cura, mesmo sem nenhum recurso. Foram 19 dias de internação no Hospital das Clínicas. Pra tomar banho, tinha de ser escondido dos médicos, porque era proibido. Mas não deixei meu filho nem um segundo sozinho".
As lembranças de uma batalha sem sucesso contra a doença do filho, fazem dona Francisca chorar. Ela disse que quando recebeu o laudo comprovando a atrofia muscular espinhal ainda tentou alguns anos de fisioterapia. "Foi quando ele pediu: 'mãe, eu não quero mais. Deixe como está' e eu aceitei a vontade do meu filho. Hoje me orgulho tanto dele. Aliás dos dois maravilhosos garotos que Deus me deu. Sou feliz, muito feliz!". Ela enxuga as lágrimas e dá um sorriso.
Alfabetizado pela mãe, Ricardo só conseguiu se matricular em uma escola aos 17 anos. Fez um teste e foi matriculado na antiga quinta série do Ensino Fundamental. Em 2008, cursava o oitavo ano (antes sétima série) na Escola Municipal Joaquim Alves de Oliveira.
Logo na primeira participação em Olimpíadas, a Estadual, ganhou medalha e já acumula sete, entre ouro e prata. Todas estão arrumadinhas, bem expostas no pequeno quarto de dormir que ele divide com o irmão Ronildo. Ao lado, os diplomas das premiações.
Com as muitas necessidades que um filho de agricultor tem, Ricardo surpreende a todos quando lhe perguntam o que ele mais precisa no momento: "Não preciso de nada. Mas se querem me dar um presente, tragam um livro". O garoto nem pensa num ambiente melhor e mais confortável para estudar. Para ele, está ótimo ficar debruçado no cimento da sala, rodeado de livros e apostilas de estudos.
É nessas condições que ele recebe os professores que o orientam nas disciplinas. "Ele não pode ficar em sala de aula. É cansativo, por isso enviamos os professores para a sua casa. Ricardo só vai fazer as provas", diz a diretora da escola Erileuza Gomes Jerônimo. A distância da casa de Ricardo até a escola é de um quilômetro e 100 metros.
O bicampeão vem surpreendendo e alegrando cada vez mais os pais e professores. Com os poucos livros que tem e o material didático enviados pelos professores de Iniciação Científica e da Coordenação Regional das Olimpíadas, ele faz cálculos surpreendentes. A mãe só lhe ensinou as operações básicas: somar, dividir, multiplicar e diminuir.
Os primeiros livros foram do irmão Ronildo, 15, que atualmente cursa o primeiro ano do Ensino Médio e também já recebeu medalhas de bronze, prata e ouro em Olimpíadas.
Para estudar em casa, os professores de Ricardo levam os livros das disciplinas e passam exercícios. Dias depois, voltam para pegar o material e levam os trabalhos corrigidos na vez seguinte.
Como prêmios de vencedor, Ricardo ganhou, um computador e um notebook. Ainda não tem Internet em casa. Aprendeu sozinho a mexer com informática. "Acho que com a Internet vai ser mais fácil estudar e se comunicar com os professores", diz. No Sítio Vacaria, é uma casa aqui, outra acolá.
Ricardo tem poucas oportunidade de sair porque depende do pai que passa o dia no roçado. É difícil até o contato por telefone celular. O sinal de telefonia é falho.
Mas para o adolescente, nada disso é empecilho para o seu grande sonho: tornar-se um matemático. E quem duvida?
Em 2008, Ricardo Oliveira da Silva foi condecorado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com sua segunda medalha de ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas, ocorrida em 2007, um galardão destinado aos 300 melhores do País, numa disputa que envolveu 17,5 milhões de estudantes.
Ele disse que ficou emocionado quando todos se levantaram para aplaudi-lo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. "Não consegui falar porque fiquei nervoso", disse.
"Muita gente tem defeitos piores, como a preguiça e o desânimo", discursou o presidente.
E agora?
Já cansou de prestar concursos e não ser aprovado?
Já cansou de encarar metrô, ônibus, vans e trens cheios?
Já cansou da Biblioteca Nacional, Estadual ou Municipal que tem à sua disposição?
Está zangado com as cobranças de seus familiares?
Está cansado de comprar livros e apostilas?
Não aguenta mais caminhar de casa ao ponto da condução e do ponto ao curso?
Não aguenta mais aquela matéria chata da Professora Raquel?
Não aguenta mais copiar matéria?
Não consegue mais olhar os livros?
Já desistiu de tudo? Está chorando pelos cantos e dizendo que não conseguirá?
Está ensaiando a melhor forma de dizer: "todo mundo passa, menos eu!"
Já pensou se D. Francisca não tivesse visto além das limitações de Ricardo? Já pensou se Ricardo se conformasse com suas próprias limitações? Já pensou se ele tivesse vergonha de ser carregado em um carrinho de mão? Não seria um vencedor e certamente, teria parado de sonhar.
Ainda está difícil de seguir em frente? Já disse que nossas realizações tem a mesma dimensão que os nossos sonhos.
Se quiser saber mais sobre Ricardo e sua família clique aqui
Fontes:
http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/771681.html
http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/771680.html
Foto 1: http://www.imprensa.planalto.gov.br
Foto 2: http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/771680.html
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Tudo começou quando...
meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.
Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.
Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".
Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.
Sou caçula de uma família com dez filhos.
Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.
Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.
E segui.
E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs
No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.
E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.
E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.
Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.
Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.
Estudei o que pude, como pude.
E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.
Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.
Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...
Lembra?? Jamais desistir!
Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.
E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.
Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...
E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.
As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.
Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.
Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.
Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.
Deus os abençoe.
Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.
Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".
Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.
Sou caçula de uma família com dez filhos.
Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.
Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.
E segui.
E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs
No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.
E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.
E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.
Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.
Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.
Estudei o que pude, como pude.
E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.
Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.
Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...
Lembra?? Jamais desistir!
Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.
E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.
Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...
E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.
As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.
Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.
Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.
Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.
Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:
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