domingo, 4 de abril de 2010

O Substituto.

Quando os soldados tiraram a cruz dos ombros feridos de Jesus e a colocaram sobre os de Simão Cireneu, este assumiu uma condição que ninguém nunca havia tido antes, ou iria ter, na paixão e morte de Cristo.

Por um curto espaço de tempo, Simão foi o substituto de Jesus. Ele chegara a Jerusalém naquela manhã, proveniente do povoado onde estivera, sem saber da tragédia que se desenrolara durante a noite. Daí a pouco, achava-se misturado à multidão que acompanhava Cristo ao Calvário.

E aquele camponês forte e corpulento foi abrindo caminho por entre a massa agitada, forçando o ombro aqui e ali, até chegar ao centro do grupo.

De onde estava, pôde ver bem Jesus, percebendo os sinais de cansaço em seu rosto. Será que foi por acaso que Simão se viu envolvido por aquela tragédia?

Um dos guardas correu os olhos por ali e avistou aquele homem grande e forte, que talvez fitasse Jesus com compaixão. E, de repente, antes que Simão se desse conta do que acontecia, eles o chamaram do meio do povo e colocaram a cruz em seus ombros. Agora lá estava ele andando ao lado de Jesus, rumo ao Calvário.

Que bênção para aquele camponês cireneu ser forte e ter um coração compassivo! Com isso, obteve uma honra que grandes reis e guerreiros não tiveram!

E ninguém teve uma condição tão privilegiada como a desse homem. Caminhou junto com Cristo, ambos cercados como que por uma muralha de ferro.

Naquele momento, ninguém - nem sacerdotes, nem gente do povo - poderia interferir.

E seguiam tão próximos que parecia que a cruz estava sobre os dois. Jesus pode ter conversado com Simão de um modo que não conversara com mais ninguém, durante seu ministério terreno. É bem possível que isso tenha acontecido, sim, pois sempre que alguém prestava algum serviço ao Senhor, por menor que fosse a tarefa, ele retribuía no mesmo instante.

E aquele homem o estava auxiliando no momento mais difícil de sua vida. Ao que parece, Simão, aquele substituto de Jesus, nunca contou o que o Mestre lhe disse naqueles momentos. Contudo podemos ter certeza de um fato: Simão conheceu Jesus, bem em meio à tragédia daquela caminhada para o Calvário. E que bondade o Senhor deve ter demonstrado para com
quem carregou sua cruz enquanto ambos seguiam juntos levando um mesmo madeiro, uma mesma morte!

Por um breve momento, aquele homem carregou o peso da cruz. Em troca, Jesus levou sobre si os pecados dele e de seus filhos.

Quando Simão se dirigiu para sua casa à noite, nada mais restava daquela grande tragédia, a não ser algumas gotas de sangue no chão. Nesse meio tempo, Jesus consumara a redenção do mundo e Simão Cireneu carregara a cruz do Senhor. Que tremendo privilégio!

Fontes no Vale
Lettie Cowman
[...]

Mestre dos Mestres

Era domingo. Cléopas e seu amigo saíram de Jerusalém em direção a Emaús. Iam para casa.

Desolados, corações destruídos pelos últimos acontecimentos. Procuravam entender. Faziam perguntas um ao outro sem que as respostas viessem. O que ocorrera? Por que o mataram?

Cabisbaixos, falavam entre si.

Por vezes, lágrimas escorriam de seus olhos. Em suas mentes as imagens daquele dia terrível!!! A dor, a crueldade, a indiferença... Como tiveram coragem de maltratá-lo tanto?

Estavam tão perturbados que não conseguiram deixar Jerusalém até aquele momento. Três dias se passaram e eles permaneceram ali, com os outros seguidores, procurando respostas e chorando. Uns tentando consolar os outros.

Repetiam baixinho o seu nome, como para assegurar que jamais o esqueceriam.

Ainda teriam que caminhar aproximadamente onze quilômetros até que estivessem em casa.

Histórias se espalhavam por Jerusalém. Algumas mulheres foram visitar o sepulcro e o corpo não estava lá. Várias suposições.

Um peregrino se aproximou e juntou-se a eles. Olharam-no por um momento e o cumprimentaram.

O peregrino, interessado na conversa dos dois companheiros, perguntou-lhes: “que palavras são essas que, caminhando, trocam entre vocês e por que estão tristes?”

Cléopas apressou-se em responder: “É peregrino em Jerusalém, e não sabe as coisas que nela aconteceram nestes dias?”

- Quais?

- As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo. Como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação e à morte e o crucificaram.

E nós, que esperávamos que fosse ele o que remisse Israel. Mas agora já é o terceiro dia desde que tudo aconteceu.

É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam. Foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto anjos, que diziam que ele vive. Alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e constataram que as mulheres diziam a verdade, porém, a ele não viram.

O peregrino, surpreso, argumentou: “Não entendo. Não se lembram de tudo o que os profetas disseram? Não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?”

E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que do Messias se achava em todas as Escrituras.

Quando chegaram à aldeia para onde iam, a noite se aproximava. O peregrino despediu-se deles e intentou continuar sua caminhada.

Cléopas não permitiu. Insistiu para que ele ficasse. “Não vá, já é tarde e já declinou o dia. Fique conosco.”

O peregrino concordou. Cléopas apressou-se em preparar o jantar. Estavam todos à mesa e gentilmente solicitaram ao peregrino que tomasse o pão, o abençoasse e o partisse.

O peregrino tomou o pão, o ergueu e o abençoou. Num gesto familiar, começou a repartir o pão.

Não é possível!!! Cléopas olhou para o companheiro. Seu amigo estava estático, seu olhar fixo naquele gesto. Não podia crer no que via. Seria verdade, então? Seus olhos não o estavam traindo? Balançou a cabeça e dirigiu o olhar a Cléopas. Seus olhos se encontraram e perceberam que ambos tinham concluído a mesma coisa. Era Ele!!! Era Ele!!! Era o Mestre!!! Jesus, o Nazareno!!!

Dirigiram seus olhos ao peregrino, mas Ele já não estava mais ali. Fora embora.

Como puderam ser tão tolos? Não perceberam em suas palavras, durante todo o trajeto? Não reconheceram o olhar... a voz? Como puderam ser tão incrédulos? Ele havia dito que ressuscitaria. Como puderam ser tão cegos?

Não importa!!! Vamos, temos que voltar. Temos que contar a todos que Ele esteve conosco.

Cléopas e seu amigo retornaram a Jerusalém, mais onze quilômetros. Não conseguiriam dormir aquela noite. Precisavam ir. Seus corações ardiam.

Muitas vezes não O percebemos, mas Ele está conosco. Mais perto do que imaginamos. Muitas vezes, nossos olhos e corações, cegos de incredulidade, não nos deixam reconhecer nos gestos, na voz, no olhar, o Seu amor por nós.

Raquel Tinoco

Baseado em Lucas 24: 13-33.
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Feliz Páscoa!!!



"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca." Isaías 53:4-8

Mas...

"...no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus." Lucas 24:1-3
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Jiló, o observador de aves.

Já disse, em algumas postagens anteriores, que o Jiló me segue por todos os cantos do quintal quando vou fotografar pássaros. Pois é, agora ele fica camuflado para não espantá-los.


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De novo, nãããoooooooooooo...

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Pra Descontrair

Um explorador estava na mata quando foi surpreendido por um grupo de cinquenta indígenas que o cercaram.

Ele logo pensou: Tô ferrado!

E uma voz, que parecia vir do céu, disse: - Não! Você não está ferrado! Pegue a pedra à sua frente e jogue no chefe da tribo.

O explorador olhou para o chão, viu a pedra e fez o que a voz mandou.

Todos ficaram em silêncio, e os olhares se voltaram para o explorador.

Dessa vez, a voz disse: - Bem ... agora, sim, você está ferrado!

Seleções Reader's Digest
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A elegante, charmosa e linda "Alma-de-Gato"

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A ótica de cada um 2.

Pois é, eu vejo assim.
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Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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