domingo, 20 de janeiro de 2013

Aos meus queridos concurseiros

Oi, você que está roendo as unhas de tanta ansiedade, que já nem está dormindo direito, que apostou tudo, que precisa desesperadamente ser aprovado e convocado. Eu já passei por isso e sei como é. 

Muitos alunos já conhecem essa história, mas não foi fácil. Por isso creio, de verdade, que além do nosso esforço, nossa hora tem que ser agora. Não era meu primeiro concurso. Tinha sido aprovada em outros, mas não fui convocada. Achei um anúncio minúsculo na Folha Dirigida informando sobre um concurso para o TJRJ. Precisava desesperadamente daquele cargo. Não tinha mais dinheiro, morava com meus pais... Precisava de uma virada radical. Eu morava em Itaguaí e minha prova foi em Angra dos Reis. Lá fui eu. No dia da minha prova, eu achava que tinha esquecido tudo o que havia estudado. Ao terminá-la, minha cabeça parecia pesar uma tonelada. Surpresa!!! Para ser aprovada na primeira fase, eu precisava acertar 50% da prova. rsrs 

Acertei a maioria absoluta: metade + 1. rsrs Logo viria a segunda fase. Datilografia. Pense só!!! Meu irmão arranjou uma máquina emprestada e eu resolvi datilografar toda a Constituição Federal. rsrs Passei um mês nessa tarefa. No dia da prova, meu Deus, o barulho das teclas das outras máquinas era ensurdecedor. Eu me achava uma tartaruga competindo com as lebres. "Tec... Tec... Tec..." O relógio pulou acabando com meu sonho. Saí arrasada. Eu jamais poderia competir com aqueles dedos furiosos. O resultado. Comprei a Folha. Não conseguia abrir. Fui abrindo devagar, devagar... O medo tomando conta. Minhas mãos tremiam... Não!!! Meu nome!!! Meu nome!!! Meu nome estava em vigésimo nono lugar para 25 vagas!!! Nem sei quanto pulei. 

Quando fui entrar em exercício tinha acabado de fazer uma cirurgia, mal podia andar, estava cheia de pontos. Ouvia chamarem meu nome e ia caminhando pelo corredor do auditório lentamente. Erguia minha mão e pedia que esperassem, eu estava chegando. Minha vontade era correr. Não podia!!! Pensava que se não chegasse logo, eles chamariam outro nome e eu perderia a minha vaga. Ouvia meu nome e pedia que esperassem. Eu estava chegando. A minha hora chegava. 

Por isso, entendo você. A música que vou dedicar-lhe é antiga, faz parte da minha adolescência e juventude, mas gostaria que acreditasse que é possível, sim.

[...]

Água Viva

Água Viva
Milad

Cada estrada em que eu andei
Eu pensei: daria certo
Toda a terra em que habitei
Terminou em um deserto 
Quando Deus achou-me em trevas,disse: Haja luz! 
Quando Deus achou-me em guerras,disse: Haja paz! 
Quando Deus achou-me em negras nuvens de tribulação Fez nascer um arco-íris do céu, no meu coração 
Toda vez que eu tive sede Ele, deu-me de beber 
Água viva, deu-me de beber (3x)


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Fazendo Faxina

Salmo 32:3-5: "Enquanto eu calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a Tua mão pesava sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei (...) e Tu perdoaste a iniquidade do meu pecado." 

O Livro de Salmos é um livro de cânticos. Sim, embora não ouçamos as melodias, as letras nos tocam a alma. Talvez, por isso, muitos grupos musicais tirem dele suas canções. Cada vez que leio um salmo e lembro de uma canção, costumo cantá-la. Foi assim, quando li o de número 32. Lembrei do MILAD. 

Muitas vezes guardamos tanto entulho dentro de nós, que nos cega os olhos. Não há espaço para enxergar. É como se colocássemos um pano muito escuro nos vidros e espelhos de um carro. Saímos desgovernados. Às vezes, a teimosia nos impede de jogar fora todo esse monte de coisas que de nada nos aproveitam e vamos envelhecendo, secando mesmo, perdendo a vontade, perdendo o vigor. Nunca é tarde para a faxina, a limpeza. Talvez você precise de ajuda. Não hesite em pedi-la, em aceitar a mão que lhe é estendida. 


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Simples, simples assim...

Salmo 8:6; 10 e 16: "Na angústia invoquei ao SENHOR, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face. E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento. (...) Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas."


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Quando o amor fala mais alto

Havia um pai, cujo caráter foi forjado no fogo da rigidez e nas trilhas do sofrimento. Era um homem antigo, de antigos conceitos e severas convicções. 

Esse pai, de muitos filhos, não concordava com todas as suas escolhas, mas acima da dureza das batidas na bigorna que constituíram sua trajetória, ele soube colocar o mais lindo dos sentimentos, o amor. 

Certo dia, o pai soube que uma de suas filhas passava por provações. Não, não era uma criança, era uma filha já de certa idade. Mas isso não importava para o pai. 

Ele, de mãos dadas com um neto que criara como filho, partiu em direção à filha. Chegando ao destino, após longas horas de viagem, foi convidado a entrar. 

O pai tinha uma mania engraçada. Mãos nos bolsos da calça, percorria cômodo por cômodo, observava cada detalhe. Percebeu que a filha não possuía muita coisa. Constrangida, a filha disse que não poderia oferecer-lhe um café, pois não havia fogão. 

O pai, firme como sempre, tomou o neto pela mão e saiu. Voltou com algumas sacolas. Nelas haviam vários tipos de alimentos, suficientes para lancharem sem que uma só chama fosse acesa. Comeram, conversaram sobre várias coisas, riram, brincaram e o dia foi passando. 

Hora do almoço. A filha, novamente sem saber como dizer, não poderia preparar-lhe algo. O pai, percebendo a sua angústia, olhou em seus olhos e disse: "filha, não se preocupe com a comida. Eu vim por outro motivo. Soube que seu aluguel está atrasado e que não tem dinheiro para pagá-lo. Eu vim pagar o seu aluguel." Entregou o dinheiro e pediu que ela o conduzisse ao ponto de ônibus para que retornasse. 

Nos olhos do pai a tristeza de não ter podido fazer mais. No coração da filha, a lição de que nunca mais permitiria que seu pai, já idoso, atravessasse qualquer distância, para gastar seu pouco dinheiro com ela. Saiu a procurar emprego, fez novas escolhas, umas certas outras erradas. O pai apenas observava. Sabia que só o amor e não o ódio era capaz de transformações, que apenas o perdão e não a intransigência era capaz de mudar caminhos. 

Raquel Tinoco


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Administração do Tempo

Mais uma pérola da minha Bíblia da Mulher (SBB - Segunda edição) - Adaptado. Administração do Tempo - usando a dádiva de Deus

A administração do tempo não consiste apenas em manter-se ocupado, mas também em descobrir o seu foco - encontrar uma direção e avançar de modo a alcançar os seus objetivos. 

O gerenciamento do tempo é uma das competências mais difíceis e ao mesmo tempo mais úteis que alguém pode desenvolver. Exige grande esforço e planejamento realista. Em primeiro lugar, você precisa reconhecer que tem tempo - a quantidade necessária ao seu propósito. Você deve determinar como usar esse tempo (Pv 3.5-6). 

É um erro deixar que outros definam suas prioridades e criem sua agenda (Rm 12.2). Lembre-se de que você pode realizar grandes coisas usando períodos curtos de maneira fiel (Ec. 9.10).

O maior desafio não é organizar sua vida ou planejar o próximo ano, mas organizar cada dia, reservando tempo suficiente para descansar, alimentar-se, exercitar-se adequadamente e cuidar de sua vida cotidiana. A fim de concentrar-se naquilo que é, de fato, importante, é preciso separar tempo para os relacionamentos mais íntimos, especialmente com a família.


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Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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