domingo, 3 de agosto de 2008

É chegada a sua hora...


Hoje vou relatar um pouco mais sobre a minha caminhada. Sempre digo aos alunos que não se preocupem demais com o tempo. Todas as coisas acontecem em um tempo determinado. Por exemplo:

Em 1993, abri a Folha Dirigida e vi em um cantinho bem escondido, o anúncio de que haveria prova para o TJ-RJ. Não tinha qualquer experiência em concursos e acho que nem conhecia um fórum por dentro.

Resolvi fazer e incentivei minha cunhada, Geni, a fazer também. Ela relutou um pouco, mas topou a parada.

Queríamos fazer para Itaguaí, onde morávamos à época. Os concursos não eram divididos por Nurc's, mas sim por regiões e Itaguaí integra a Sexta Região Judiciária.

As inscrições estavam sendo feitas em Angra dos Reis. Lembro que não tínhamos muito dinheiro e os horários dos ônibus eram loucos.

Seguimos para Angra e fizemos nossa inscrição.

Eu praticamente me mudei para a casa dela. Estudávamos português em casa e cada uma lia o Codjerj como podia.

Chegou o grande dia. Fizemos a prova. Eram 60 questões e precisávamos acertar, pelo menos a metade. Acertamos 31. rsrsrs

Mas não parava aí. Havia datilografia. Meu irmão arranjou uma máquina olivetti emprestada e passávamos todas as nossas horas vagas datilografando. Coitada da máquina, eu parava e a Gê (como eu a chamo) continuava. rsrsrs

Passamos um mês datilografando tudo o que aparecia. E a prova chegou. Uma sala apinhada de candidatos, máquinas de escrever e um relógio sobre cada mesa.

Quando o fiscal deu a "largada", tlec, tlec, tlec... num ritmo alucinante. Parecia que todos estavam a mil e eu uma tartaruga.

Eram 25 vagas e por causa da datilografia, fiquei em 29. Gê ficou um pouco mais atrás.

Não sabíamos que seríamos chamadas e tristes da vida, resolvemos fazer novo concurso: TRF-RJ.

Saíamos aos sábados pela manhã com um lanche na bolsa e despesas pagas pelo meu irmão. Viajávamos, mais ou menos, duas horas até o curso, também pago pelo Sérgio (o meu irmão) e só retornávamos à noite.

Eu estava fera. Estudava, estudava. Debatia português com meu professor. Fazia gincanas com ele. Cada questão que eu acertava, ele computava pontos. Estava preparada.

Tcharam...

Eis o grande dia. 1994, março. Eu e um amigo de curso resolvemos ir de trem para economizar. Erramos a estação e ao tentarmos pegar novo trem, surgiu do nada um grupo de meninos, armados com facas e, um deles, colocou uma em meu pescoço, pediu dinheiro e levou a minha carteira. Meu amigo terve mais sorte, levaram-lhe o tênis e a camisa.

Tentei argumentar, pedi que deixassem meus documentos porque ia fazer prova. Em vão.

Mesmo com o boletim de ocorrência, não me deixaram fazer a prova e chorei... chorei... chorei muito.

Pouco tempo depois, um telegrama me avisava que meus documentos estavam nos Correios da Presidente Vargas. Fui até lá e estavam mesmo, todos eles.

Desanimei. Não quis saber de concursos por um bom tempo. Tempo... e chegou o tempo.

Um telegrama do TJ-RJ em outubro de 1994. Deveria me apresentar no dia 31 de outubro. Tinha acabado de fazer uma cirurgia, mas fui assim mesmo. Quando chamaram meu nome lá da frente... me levantei e fui caminhando lentamente até à mesa para assinar meu termo de exercício.

Eu penso ter ouvido: é chegada a sua hora.

Ah... Gê é serventuária do TJ-RJ, lotada em Itaguaí.
[...]

Obstáculos

Dizem que uma das primeiras regras que um piloto aprende é pôr o avião de encontro ao vento e voar contra ele. O vento o eleva a maiores alturas.

Onde foi que aprenderam isso? Foi com as aves. Se um pássaro está voando por prazer, ele vai ao sabor do vento. Mas se enfrenta algum perigo, faz meia volta e voa contra o vento, afim de ir mais para cima; e sobe cada vez mais alto.

Todos nós já observamos no verão, dias em que a atmosfera está tão opressiva que é até difícil respirar. Mas depois aparece uma nuvem no horizonte e ela cresce, e se derrama sobre a terra. É o relâmpago que corta os ares, é o trovão que ressoa, é a pesada chuva que cai. A atmosfera fica leve, e há uma vida nova no ar; tudo mudou.

Os obstáculos deveriam fazer-nos cantar. O vento canta, não quando está atravessando a amplidão dos mares, mas quando encontra o obstáculo dos braços das árvores ou quando é quebrado por alguma falésia. Então ele canta com poder e beleza. Libertemo-nos para cruzar os obstáculos da vida ou até mesmo os pequenos embaraços e os aborrecimentos que o próprio viver oferece.

Adaptado de Manaciais no Deserto.
[...]

Virando a página...

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Fernando Pessoa
Foto: http://estrada-da-beira.blogspot.com/2008/05/dente-de-leo.html
Sandra Sigfusson

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PGE-RJ - Atribuições e Vencimento

CARGO: TÉCNICO SUPERIOR DE PROCURADORIA

Atividades que envolvem criatividade, supervisão, orientação, pesquisa e execução especializada, em grau de maior complexidade, ou execução, sob supervisão superior, de tarefas de natureza acessória e complementar, em apoio à atividade-fim da Procuradoria Geral do Estado, e outras atribuições compatíveis com sua especialização.

Vencimento-base: R$ 2.942,23

CARGO: TÉCNICO ASSISTENTE DE PROCURADORIA

Atividades de mediana complexidade, em grau de auxílio, e execução qualificada de tarefas relacionadas com as atividades-meio da Procuradoria Geral do Estado, nas áreas de profissionalização definidas em ato do Procurador-Geral do Estado, e outras atribuições compatíveis com sua especialização.

Fonte: Lei 4.720/06

Vencimento-base: R$ 2.389,32

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Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro

A Constituição da República afirma em seu rtigo 132 que os Procuradores do Estados são organizados em carreira. A carreira de que trata a Carta Magna está regulamentada, no Rio de Janeiro, pela LC 15/80.

A Lei Complementar, em seu artigo 10 afirma que a Procuradoria Geral do Estado atua através de seus membros, os Procuradores do Estado, aos quais incumbe o exercício da competência que lhes é própria.

A carreira de Procurador do Estado, no Rio de Janeiro, está escalonada em quatro categorias: a especial, a primeira, a segunda e a terceira, sendo esta a categoria inicial.

A Procuradoria Geral é instituição essencial à Justiça, diretamente vinculada ao Govenador, e atua como órgão central do Sistema Jurídico do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro. Exerce supervisão e controle interno dos serviços jurídicos da Administração Direta e Indireta no âmbito do mesmo Poder.

É chefiada pelo Procurador-Geral do Estado, nomeado pelo Governador, dentre integrantes das duas categorias finais da carreira, maiores de 35 anos e com mais de dez anos de carreira.

Tem sua sede no Município do Rio de Janeiro, à Rua Dom Manuel, 15 e unidades regionais nos Municípios de Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Barra do Piraí, Volta Redonda, Angra dos Reis, Petrópolis, Nova Friburgo, Macaé, Campos dos Goitacases, Itaperuna e Cabo Frio.
[...]

Legislação Específica - PGE

01. O CONSELHO DA PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ÓRGÃO DE ASSESSORAMENTO DO PROCURADOR-GERAL POSSUI:

A. 10 MEMBROS
B. 25 MEMBROS
C. 12 MEMBROS
D. 20 MEMBROS
E. 11 MEMBROS

Gabarito - Questão 01 - letra C - art. 8o da LC 15/80

02. PRESIDE O CONSELHO DA PGE-RJ:

A. O CONSELHEIRO MAIS ANTIGO;
B. O PROCURADOR CORREGEDOR;
C. O PROCURADOR DO ESTADO MAIS ANTIGO;
D. O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA;
E. O PROCURADOR-GERAL DO ESTADO.

Gabarito - Questão 02 - letra E - art. 8o da LC 15/80

03. QUANTO AO CONSELHO DA PGE, É CORRETO AFIRMAR:

A. A ELEIÇÃO PARA O CONSELHO SERÁ NORMATIZADA PELO GOVERNADOR;
B. SALVO O PROCURADOR CORREGEDOR, OS DEMAIS CONVIDADOS PELO PGE PARA PARTICIPAREM DAS SESSÕES DO CONSELHO, DEVEM TER EXERCIDO, NECESSARIAMENTE, O CARGO DE PROCURADOR-GERAL DO ESTADO;
C. OS CONVIDADOS ESTÃO IMPEDIDOS DE VOTAR, OPINAR E REGISTRAR SUAS MANIFESTAÇÕES DURANTE AS SESSÕES DO CONSELHO DA PGE;
D. DENTRE OS CONVIDADOS ÀS SESSÕES DO CONSELHO, ATUARÁ O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA, SEM DIREITO A VOTO;
E. UMA DAS ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO É EXPEDIR O ATO DE PROMOÇÃO POR MERECIMENTO DE PROCURADOR DO ESTADO.

Gabarito - Questão 03 - letra B - art. 8o da LC 15/80
A. A eleição será normatizada pelo PGE - art. 8o
C. Os convidados não podem votar, mas podem opinar e registrar suas manifestações - art. 8o
D. O OGJ não atua pernante o Conselho da Procuraroria - art. 8o
E. O Conselho elabora as listas tríplices - art. 9o

04. A CORREGEDORIA DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO SERÁ CHEFIADA PELO PROCURADOR-CORREGEDOR. QUANTO AO AFIRMADO, É CORRETO AFIRMAR:

A. O PROCURADOR CORREGEDOR SERÁ NOMEADO PELO GOVERNADOR
B.O CARGO DE PROCURADOR CORREGEDOR PODERÁ SER PROVIDO POR PESSOA ESTRANHA À PROCURADORIA GERAL DO ESTADO;
C. UM DOS REQUISITOS EXIGIDOS PARA O EXERCÍCIO DO CARGO DE PROCURADOR CORREGEDOR É O DE TER MAIS DE 10 ANOS DE EFETIVO EXERCÍCIO NA CARREIRA;
D. O PROCURADOR CORREGEDOR DEVERÁ INTEGRAR A PRIMEIRA CATEGORIA OU CATEGORIA ESPECIAL, NA CARREIRA DE PROCURADOR DO ESTADO;
E. EXPEDIR A ATO DE CONFIRMAÇÃO NO ESTÁGIO CONFIRMATÓRIO DE PROCURADOR DO ESTADO, É UMA DAS ATRIBUIÇÕES DO PROCURADOR CORREGEDOR.

Gabarito - Questão 04 - letra D - art. 10-A da LC 15/80
A. O Procurador-Corregedor é nomeado pelo PGE
B. Ele será nomeado dentre integrantes da carreira
C. No mínimo, 10 anos de efetivo exercício na carreira
E. O Procurador-Corregedor acompanha o estágio e opina pela confirmaçào ou não, mas quem expede o ato é o PGE.

05. OS CARGOS DE PROCURADOR DO ESTADO SÃO ORGANIZADOS EM CARREIRA, ESCALONADA NAS SEGUINTES CATEGORIAS:

A. ESPECIAL, DO INTERIOR, PRIMEIRA E SEGUNDA;
B. ESPECIAL, PRIMEIRA, SEGUNDA E TERCEIRA;
C. ENTRÂNCIA DO INTERIOR, 1ª E 2ª ENTRÂNCIAS E ENTRÂNCIA ESPECIAL;
D. PROCURADOR ESPECIAL, PROCURADOR DO ESTADO E PROCURADOR DE JUSTIÇA;
E.PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE CATEGORIA ESPECIAL, 1ª, 2ª E 3ª.

Gabarito - Questão 05 - letra B - art. 11 da LC 15/80

06. OS CARGOS INICIAIS DA CARREIRA DE PROCURADOR DO ESTADO SERÃO PROVIDOS POR ATO:

A. DO PROCURADOR-GERAL DO ESTADO;
B. DO GOVERNADOR DO ESTADO;
C. DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA;
D. DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA;
E. DO CONSELHO DA PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO.

Gabarito - Questão 06 - letra A - art. 14 da LC 15/80

07. É COMPETENTE PARA DAR POSSE AOS PROCURADORES DO ESTADO:

A. O PROCURADOR CORREGEDOR;
B. O GOVERNADOR DO ESTADO;
C. O PROCURADOR-GERAL DO ESTADO;
D. O CONSELHO DA PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO;
E. O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA.

Gabarito - Questão 07 - letra C - art. 15 da LC 15/80

08. QUANTO AOS ATOS DE PROVIMENTO E INVESTIDURA NOS CARGOS DE PROCURADORES DO ESTADO, ASSINALE A OPÇÃO INCORRETA:

A. SERÁ TORNADO SEM EFEITO O ATO DE PROVIMENTO SE A POSSE NÃO SE VERIFICAR NO PRAZO ESTABELECIDO;
B. A HABILITAÇÃO EM EXAME DE SANIDADE E CAPACIDADE FÍSICA E MENTAL É UM DOS REQUISITOS PARA A POSSE;
C. É VEDADA A POSSE POR PROCURAÇÃO;
D. O PROCURADOR DO ESTADO DE 3ª CATEGORIA, SALVO MOTIVO JUSTO, DEVERÁ ENTRAR EM EXERCÍCIO NO PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS, A CONTAR DA DATA DA POSSE;
E. A APRESENTAÇÃO DE ATESTADO DE BONS ANTECEDENTES É UM DOS REQUISITOS PARA A POSSE.

Gabarito - Questão 08 - letra C - art. 18 da LC 15/80

09. O PROCURADOR DO ESTADO NOMEADO E EMPOSSADO QUE NÃO ENTRAR EM EXERCÍCIO, SALVO MOTIVO JUSTO, SERÁ:

A. EXONERADO EX OFFICIO
B. DISPENSADO;
C. DEMITIDO;
D. DESTITUÍDO;
E. O ATO DE NOMEAÇÃO TORNADO SEM EFEITO.

Gabarito - Questão 09 - letra A - art. 19 da LC 15/80

10. NÃO CONSTITUI/EM REQUISITOS PARA A POSSE:

A. BONS ANTECEDENTES;
B. DECLARAÇÃO DE BENS;
C. DECLARAÇÃO DE CARGO, FUNÇÃO OU EMPREGO QUE OCUPE E DE QUAISQUER RENDIMENTOS QUE PERCEBA DOS COFRES PÚBLICOS;
D. PROVA DE ESTAR NO GOZO DOS DIREITOS POLÍTICOS E EM DIA COM AS OBRIGAÇÕES DO SERVIÇO MILITAR;
E. NACIONALIDADE NATA.

Gabarito - Questão 10 - letra E - art. 17 da LC 15/80
O Procurador do Estado pode ser brasileiro nato ou naturalizado, pois não constitui cargo privativo de brasileiro nato.
[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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Proibida a cópia, sem autorização, dos textos, fotos e material de aula aqui apresentados©2009 Professora Raquel Tinoco | by TNB