segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Histórias de Sucesso

Anne Sullivan Macy (1866-1936)

"Sou Anne Sullivan, extraindo os segredos do Universo, da mão estendida de Helen Keller". John W. Schlatter

Anne Sullivan era a filha de imigrantes irlandeses pobres, iletrados, e inábeis. Nasceu em Massachusetts em 14 de abril de 1866.

Era a mais velha de cinco filhos, dos quais somente ela e mais dois, alcançaram a idade adulta.

Pouco ou nada se sabe sobre seus primeiros anos de vida e o que veio a incentivar sua mente vívida, inquisidora.

Aos 7 anos, Anne desenvolveu uma infecção bacteriana dos olhos que afetou sua visão. Quase não enxergava, até que foi submetida a uma cirurgia aos 15 anos. A cirurgia, bem sucedida, trouxe de volta uma parte de sua visão, assim permanecendo até sua morte.

Seu pai, Thomas Sullivan, era alcoólatra e sua mãe, Alice Chloesy Sullivan, morreu de tuberculose quando Anne tinha 8 anos. Dois anos mais tarde, Thomas Sullivan abandonou sua família.

A situação da família de Anne tornou-se extremamente difícil após a morte de sua mãe. Os irmãos de Anne, Mary e Jimmie, foram enviados para viver com um tio, enquanto Anne permaneceu com seu pai.

Em fevereiro de 1876, Anne e seu irmão Jimmie foram enviados a Tewksbury, Estado de Massachusetts, para uma instituição que abrigava pobres e carentes e sua irmã Mary foi enviada para viver com uma tia. Jimmie, que era mais novo do que Anne e tinha sido nascido com problemas de saúde, morreu pouco tempo mais tarde. Parece que Anne nunca mais viu Mary.

Anne passou quatro anos em Tewksbury, resistindo ao sofrimento da morte do seu irmão e ao desapontamento de duas cirurgias mal sucedidas nos olhos.

Em conseqüência de seu argumento direto a uma autoridade estatal que tinha vindo inspecionar a instituição, Anne foi autorizada a sair e a registrar-se na escola para deficientes visuais em Perkins, Boston, Massachusetts.

A partir daí sua vida muda profundamente.

Em outubro de 1880, Anne começa finalmente sua rápida caminhada acadêmica, aprendendo a ler e a escrever. Aprendeu igualmente o alfabeto manual a fim comunicar-se com um amigo cego e surdo. Essa habilidade particular abriu portas para o seu futuro e para uma vida de realizações notáveis.

Em Perkins, Anne passou por diversas cirurgias bem sucedidas, que melhoraram sua visão significativamente.

Em 1886 graduou-se em Perkins como uma das primeiras de sua classe.

Pouco tempo depois, Anne aceitou a oferta da família de Keller para ir a Tuscumbia, Alabama, para ensinar sua filha cega, surda, muda, Helen.

Em março de 1887, Anne começou seu papel de professora amada de Helen Keller.

Conseguiu ganhar a confiança de Helen, influenciando-a a aprender ansiosamente.

Anne foi educadora de Helen por treze anos e, em 1900, a acompanhou a Cambridge, Massachusetts, onde Helen foi admitida na faculdade de Radcliffe.

Anne acompanhou Helen a cada aula, soletrando em suas mãos todas as leituras e tarefas acadêmicas.

Quando Helen recebeu seu diploma do grau de artes, foi um triunfo para ambas as mulheres. Embora Anne não fosse oficialmente aluna, recebeu, como ouvinte e acompanhante de Helen, uma instrução de faculdade.

Anne Sullivan Macy era uma mulher cujas luminosidade, paixão a tenacidade permitiu que superasse seu passado traumático. Transformou-se em modelo para outros desfavorecidos. Foi pioneira no campo da instrução. Seu trabalho com Helen Keller transformou-se em método para a instrução de crianças cegas e surdo-cegas e perdura até hoje.

Entretanto, a história pessoal de Anne permanece relativamente desconhecida. Nós a conhecemos, pricipalmente, através dos olhares de outros que por ela foram influenciados.

Algum tempo depois se casou com John Albert Macy. Queimou jornais confidenciais com medo do que seu marido podia pensar a seu respeito. Similarmente, não quis que sua correspondência pessoal fosse mantida após sua morte. Mas, felizmente, os materiais foram retidos e os arquivos de Helen Keller na fundação americana para as cegos contêm alguns de seus escritos, prosa e verso.

Anne Sullivan Macy, morreu em 20 de outubro de 1936, aos setenta anos de idade.

Foto: Anne Sullivan e Helen Keller

[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

Postagens

Blogs & Sites

 

Proibida a cópia, sem autorização, dos textos, fotos e material de aula aqui apresentados©2009 Professora Raquel Tinoco | by TNB