segunda-feira, 29 de junho de 2009

Simples, simples assim...

Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.

Lembre-se da sabedoria da água :

A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.

Quando alguém o ofender ou frustrar, você é a água e a pessoa que o feriu é o obstáculo!

Contorne-o sem discutir.

Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.

Augusto Cury
[...]

domingo, 28 de junho de 2009

Viver, um espetáculo...

Viver é um espetáculo imperdível...

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência.

Lembre-se sempre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar
para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar "eu errei".

É ter ousadia para dizer "me perdoe".

É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".

É ter capacidade de dizer "eu te amo".

Faça da sua vida um canteiro de oportunidades.

Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.

Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.

E, quando você errar o caminho, comece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas é usar as lágrimas para irrigar a tolerância, usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível...

Augusto Cury
[...]

Florescendo nas adversidades.

Num livro de jardinagem que possuo há um capítulo com um título interessante: "Flores que crescem na sombra".

Trata-se daqueles recantos do jardim, que não recebem sol.

E o manual informa quais os tipos de flor que não temem esses lugares.

Há similares no mundo espiritual.

Eles se manifestam quando as circunstâncias se tornam difíceis. Crescem nos lugares sombrios.

De outra forma, como poderíamos explicar algumas das experiências do apóstolo Paulo?

Aqui está ele, na prisão em Roma. A missão suprema de sua vida parece estar anulada.

Mas é justamente nesta atmosfera, que as flores começam a mostrar seu esplendor e glória.

Ele pode tê-las visto antes, crescendo na estrada aberta, mas nunca com o viço e beleza que apresentam agora.

As palavras de promessa abriram seu tesouro de um modo que ele nunca vira antes.

Entre seus tesouros havia coisas maravilhosas, como a graça e o amor de Cristo, assim como seu gozo e sua paz; e parecia que elas precisavam ser cercadas de sombra para poderem exteriorizar seu segredo e sua glória interior.

Por alguma razão, essa atmosfera de sombra tornou-se o ambiente de uma revelação, e Paulo começou a perceber, como nunca dantes, toda extensão e riqueza de sua herança espiritual.

Quem ainda não conheceu pessoas que, quando chegam a lugares de sombra e solidão, revestem-se de forças e de esperança como de um manto?

Elas podem até ser aprisionadas, mas levam consigo o seu tesouro.

Ninguém pode separá-las dele. Poderão viver em um deserto, mas o "deserto e a terra se alegrarão; o ermo se exultará e florescerá como o narciso."

"Toda flor, mesmo a mais bela, produz sombra, enquanto balança à luz do sol".

Mananciais no Deserto
Lettie Cowman
[...]

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Como um manancial

Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.

Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui.

Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;

E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.

E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.

Isaías 58:8-11
[...]

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ruth 3

Você acredita em milagres? Vou lhe contar um.

Estamos em casa, recebemos alta hoje.

Mas tem muito mais... muito mais...

Minha mãe se casou aos 16 anos, quase 17. Era uma menina da roça, humilde e sem muitas pretensões, apenas a de ser feliz. Teve dez filhos. Hoje, oito vivos.

Meu pai, um belo "gajo", tinha 25 anos ao se casar e a vida extemporaneamente o fez gigante. Era mineiro e veio para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até morrer em 2004.

Ele era o cabeça da casa. Minha mãe deixou-se guiar por ele e confiou sua vida em suas mãos. Permaneceram casados por 61 anos.

Por isso quando falo de minha mãe, talvez estranhem o jeito. Mas ela era totalmente dependente do meu pai.

Sempre pensamos que minha mãe morreria antes que meu pai, pois acreditávamos que se meu pai a precedesse, ela não suportaria muito tempo. E foi aí, a despeito de todas as nossas suspeitas que a força de minha mãe se revelou.

Após a morte de meu pai, a saúde de minha mãe piorou consideravelmente. Os problemas se agravavam. Diabetes e alguma coisa em seu abdômen que os médicos não descobriam. Mas havia risco de morte. Nos disseram que precisavam descobrir a causa do problema, pois minha mãe poderia morrer subitamente.

Ela foi internada em julho de 2005 para fazer exames e descobrirem a causa de sua doença. Mais ou menos um mês depois, foi diagnosticada uma massa cística em seu abdômen que retinha líquido. Foi submetida a uma cirurgia e ficamos mais um mês no hospital para que se recuperasse. Os antibióticos utilizados intoxicaram seus rins e eles paralisaram em setembro de 2005. A partir daí começaram as sessões de hemodiálise.

Ela não entendia muito bem o que estava acontecendo. Nós sempre a alertávamos que se não se cuidasse, poderia ficar "naquela" máquina e ela respondia que se tivesse que ficar "naquela" máquina, preferia morrer. Talvez, por isso, a terapia de minha mãe fosse tão difícil para mim.

A hemodiálise consistia em três sessões semanais, de quatro horas cada.

O que mais doía, entretanto, era a restrição de líquidos, especialmente água. Tínhamos que inventar mil maneiras de não lhe dar água e isso rendia muitas brigas.

Mas ela não desistia e nem nós. Orávamos, orávamos e orávamos para Deus nos revelasse o propósito de tudo aquilo, pois eu cansei de ver minha mãe suplicar-Lhe que não a deixasse ficar "naquela" máquina.

Lá se vão quase quatro anos de batalha. Ultimamente, entretanto, minha mãe vinha piorando. Os leitores e alunos que me conhecem e têm acompanhado minha luta, sabem que não é de hoje que precisava adiar aulas, faltar etc. em virtude do problema de minha mãe.

Cada sessão de hemodiálise era, para nós, uma vitória. Vimos minha mãe saindo carregada, desfalecendo, agulhas no braço, cateter etc.

Sofríamos, chorávamos, ali na sala de espera, aguardando o fim de mais uma sessão. Daqui a pouco vinha ela, às vezes bem, às vezes mal, mas sempre sorrindo, tentando demonstrar que estava tudo bem.

Mas não sabíamos a suspresa de Deus. Desconfiei que Ele estava preprando alguma coisa ao permitir que ela ficasse internada em seu aniversário. Não era possível!!! Todos os dias nos ajoelhávamos diante de sua cama e orávamos, chorávamos baixinho, suplicávamos que Ele cuidasse dela, que não permitisse que minha mãe morresse "naquela" máquina. Eu pedia isso cada vez que a sessão começava. Lembrava a Ele do quanto ela orava, do quanto pedia. Cobrava dEle alguma providência. Às vezes me sentia impotente e desabava. Mas, logo alguma coisa acontecia para nos reerguer.

Há dois meses, aproximadamente, vocês sabem, minha mãe, devido a uma revisão de fístula, começou a exteriorizar problemas em seu sistema venoso (trombose e estenose). No dia seguinte ao do procedimento, o braço dela amanheceu muito inchado. Sua mão estava azul, cianótica. Como acompanhante de uma doente renal crônica, pude ver, muitas vezes, essa mesma história. O final, quase sempre era infeliz. Me desesperei. Voltei ao médico e questionei o inchaço. Ele me explicou com termos técnicos que isso era natural. Eu não me conformava. Voltei ao médico e questionei quanto à necessidade de novos exames. Ele disse ser desnecessário. Enquanto isso, o braço apenas piorava. Em uma das sessões de hemodiálise, a médica, assustada com o tamanho do braço, nos chamou e disse que minha mãe corria o risco de perdê-lo. Era tudo o que eu não queria ouvir. Resolvemos procurar outro cirurgião vascular e a cada consulta, perguntávamos sobre o risco de amputação. A resposta era sempre negativa e lá vinha uma novidade, mas nenhuma solução.

O meu desespero aumentava na mesma proporção que o seu braço crescia. Orava e perguntava a Deus o propósito. Nada. Como minha mãe dizia: "Ele ficou quieto".

No dia 10 de junho, após a terceira tentativa de desobstrução e ligadura de perfurante, sei lá mais o quê, nos dirigimos à clínica de hemodiálise. O braço já estava completamente rijo, uma coloração avermelhada, quente, muito quente. Começava a doer. A médica recusou-se a puncioná-lo, graças a Deus, pois eu questionava cada punção naquele braço.

Agora quem se desesperava era a médica. Disse que minha mãe precisava ser internada imediatamente para uma sessão de DIÁLISE, pois seu principal problema naquele momento não era o braço, mas sim, sua disfunção renal. Eu não concordava.

Depois de várias ligações, nos encaminhou para o Hospital Central da Aeronáutica, onde a equipe da nefrologia daria um jeito de "fabricar um acesso" para dialisar. Nos disse que, possivelmente, o acesso seria pela barriga e que ela ficaria dialisando por 24 horas.

Eu morri. Não conseguia imaginar minha mãe sendo submetida a mais esse estresse. Mas ela afirmava que isso salvaria sua vida. Liguei para minha família e expus a situação. Decidimos, eu e meu marido, nos dividir. Ele seguiria para o HCA (nefro) com a minha mãe e eu, para o HFAG (vascular), tentando que eles realizassem o procedimento de desligamento da fístula.

Mas naquela noite, após orarmos, durante o sono, eu senti fortemente a sensação de que não deveria levar minha mãe ao HCA. Deveria seguir com ela primeiro ao HFAG. Desobedeci à ordem médica. Perguntei ao meu marido se ele concordava. Liguei para um dos meus irmãos e perguntei se ele apoiava a minha decisão. E foi o que fizemos.

No dia 12 de junho, seguimos com minha mãe para o HFAG. Encontramos a equipe da cirurgia vascular e em quinze minutos estávamos com sua internação autorizada para domingo à tarde. O procedimento de desligamento da fístula seria feito na segunda-feira. Nos avisaram que no mesmo dia seria colocado um cateter para que houvesse condições de diálise.

Eu tinha sempre um mesmo pedido a Deus. Se não fosse da vontade dEle, que os médicos não conseguissem puncionar artéria, veia, fosse o que fosse. Por três vezes ela entrou no centro cirúrgico e saiu sem catater. Mas seu braço desinchava.

Marcaram a colocação de um cateter peritoneal no dia seguinte. Era a única possibilidade de diálise. Novamente oramos. Daqui a pouco minha mãe retorna sem cateter. Várias explicações e uma transferência para o HCA.

Naquele dia, pela manhã, após orar, fui atualizar o blog e me veio à mente Romanos 8. Sabendo da transferência, me dirigi à capela do hospital onde estava sendo realizado um culto. Entrei e compartilhei. No final, o dirigente pediu que expuséssemos nossos pedidos de oração e eu permaneci calada. Ele me olhou diretamente e voltou a perguntar. Não resisti. Pedi por minha mãe. Ele orou por todos os pedidos, mas após a oração, olhou-me de novo diretamente e recitou Romanos 8: 31 e 37. Soube, naquele momento, que Deus me falava ao coração.

Paulo, meu marido, a acompanhou em uma ambulância e eu pedi que, ao chegar lá, ele relatasse o seu estado de saúde e solicitasse uma pesquisa para comprovação da necessidade da terapia renal, uma vez que minha mãe sempre eliminou muito líquido através da urina, condição que nos intrigava, pois havia restrição hidríca severa.

Confiávamos que toda essa saga provinha da mão de Deus. Paulo fez exatamente o combinado e enquanto aguardava a internação por duas horas, coletaram sangue para análise.

Ela foi internada no dia 17 de junho, véspera do seu aniversário de 83 anos. Havia algo no ar. No dia seguinte, as médicas que cuidaram dela em 2005 chegaram ao quarto. "Olá, onde está a D. Ruth?"

"Está tomando banho", respondeu Paulo.

"Tomando banho? Como assim? Ela está lúcida, consciente?"

"Sim, vejam, entrem no banheiro e conversem com ela."

Elas entraram. Conversaram com ela e sairam com uma expressão estranha nos olhos. Chamaram-no fora do quarto.

"Quantos dias sem diálise?"

"Quinze."

"Quinze??? Espere um pouco. Vamos pedir um exame de sangue."

"Mas ela já fez exame. Ontem."

Foram buscá-lo. Voltaram correndo. "Olhe, uma coisa eu já adianto. Ela não precisa de diálise."

Eu chegava nesse momento. Paulo me chamou. Pediu que me apressasse. Me aproximei. A médica continuou.

"Eu não posso garantir, mas quem precisa de hemodiálise não fica quinze dias sem fazer. Esperávamos encontrar uma paciente em coma à beira da morte. Ela não fará cirurgia nenhuma. Vamos fazer exames, monitorá-la e aguardar o resultado."

Eu sorri. Seria esse o presente?

Hoje pela manhã, a mesma rotina. "Raquel, quero água." "Não posso dar-lhe. Está em jejum. Vai fazer exame de sangue e sabe muito bem que não pode beber muita água."

Algum tempo depois, outra médica. Examinou-a. Fez perguntas e disse que ela teria alta. Recomendou uma dieta severa, marcou uma consulta, pediu exames e disse que minha mãe deveria tomar MUITA ÁGUA. kkkkk

Nos olhamos. O quê??? Água??? Ficamos loucos!!! "Não entendi mais nada." Disse o Paulo.

Ela nos olhou e respondeu que o doente renal que elimina líquido deve tomar muita água.

Minha mãe, que ouvia atentamente, sorriu e pediu: "quero água".

Com prazer, enchemos um graaaaande copo. Ela bebia e chorava de alegria. Mais um copo. Mais um copo. Nos confessou mais tarde: "só não pedi mais porque fiquei com vergonha."

"Agora posso parar de sonhar que furo um poço, que estou em um oásis no deserto, que estou tirando muito leite de uma vaca. Não preciso mais pedir uma caneca de água do mar. Posso até comer melancia." kkkkkk

Era assim que minha mãe acordava todos os dias. Cada noite um sonho. Ela passava a noite furando um poço e quando via a água "azulzinha", não podia tomar.

Em casa, na sua cama, nos segreda: "Hoje posso morrer, pois estou feliz, muito feliz."

Ao nos ajoelharmos esta noite para orar à beira de sua cama, fomos agraciados com a seguinte declaração: "Senhor, eu te amo."

Faço minhas suas palavras. Senhor, eu te amooooooooooooo

II aos Coríntios 4:8 e 9.

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados.
Perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados.
Abatidos, mas não destruídos.

Se você chegou até aqui, quero compartilhar um vídeo. Em muitos momentos, durante toda a luta da minha mãe pela sua vida e saúde, eu e minha irmã Cely, nos ajoelhamos, oramos e choramos ao som de "Soldado Ferido".
[...]

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ruth 2

Talvez você nem esteja se dando conta, afinal o lugar não importa. O que importa mesmo é que eles, seus filhos, se lembrem do dia, que peguem seus telefones, que saiam de suas casas e estejam presentes. Onde estiver. Isso é o que importa.

Desde domingo está "presa" em um hospital, como você mesma diz.

Pede que eu a traga comigo todos os dias. Mas não posso.

Quisera eu poder arrebatá-la e fugir como fazíamos na minha infância.

Quando sentia saudades do seu povo e sem saber o caminho, me pedia, eu, uma menina de poucos anos, sete ou oito talvez, que a levasse.

Então saíamos, as duas, por aquele beco, naquele bairro, atravessávamos aqueles trilhos e fugíamos até o outro lado do mundo. Sim, porque para mim, era o outro lado do mundo.

Nem sei como conseguíamos chegar ao nosso destino, eu apenas decorava os ônibus e o lugar onde deveríamos saltar. Você era conduzida por uma menina. Uma menina guiando pela mão, sua mãe.

Sair de Senador Camará e chegar a Itaguaí era uma aventura que eu adorava. Me orgulhava de nunca errar o caminho. Orgulho de criança. Me orgulhava em contar como a salvei do trem, quando quase fomos atropeladas, lembra? Eu apenas a empurrei para longe dos trilhos e pulei. Duas crianças...

E aquele dia em que aquela vaca veio em nossa direção e foi chegando cada vez mais perto? Que pavor!!! Os chifrões dela eram enormes. Eu fiquei na sua frente como se pudesse protegê-la. Ainda bem que ela desistiu de nós. rsrs

Nossas aventuras eram demais!!! Lembra quando voltávamos da Igreja? Tínhamos que atravessar todo aquele quintal cheio de laranjeiras e, papai, que economizava cada centavo, não deixava as luzes acesas. Apenas uma, no início do caminho. O resto era um escurão. Íamos grudadas, morrendo de medo. Aquelas sombras nas árvores... uuuuui

De repente, um cavalo saiu de trás de uma delas. Nem deu tempo para saber quem correu primeiro. kkkk Só sei que, aos gritos, chegamos em casa rapidinho. kkkkk

E ríamos... ríamos...

Mas você não mudou. É a mesma criança. Onde chega todos a amam, pois não conseguem parar de rir.

Essa sua alegria contagiante nos faz fortes para enfrentar qualquer coisa.

Age como se nada estivesse acontecendo. Eles chegam e dizem que nao foi possível realizar o procedimento porque não há acesso para que seja sedada.

Mas você está feliz. Feliz porque seu braço já não está tão inchado. Eles a transferem de um hospital a outro e nem sabem que dia é hoje.

Nem sei se eles sabem o que fazer, nem mesmo sei se eles esperam fazer alguma coisa, mas acreditamos que estão tentando. Eu e você acreditamos. Mas eles não imaginam...

Que presente será, mãe, que Deus lhe tem reservado?

Feliz Aniversário!!!! Eu a amo demais.
[...]

Toma as nuvens por teu carro...

Ninguém pode viajar no carro de Deus e no seu ao mesmo tempo. É preciso que Deus consuma, como o fogo do seu amor, os nossos carros terrenos que impedem que entremos no dEle.

Queremos entrar no carro de Deus?

Então vejamos tudo o que acontece de ruim em nossa vida como um carro divino para nós. Vamos Lhe pedir, diariamente, que abra nossos olhos para que enxerguemos suas carruagens invisíveis que vêm para nos libertar.

Sempre que entramos em um dos carros de Deus, somos "trasladados", não para os altos céus, como aconteceu a Elias, mas para um céu que há dentro de nós. Deixamos para trás as planícies baixas e rasteiras desta vida e subimos às regiões celestes em Cristo Jesus. Ali iremos andar em triunfo, bem acima de tudo que ficou embaixo.

O carro que leva nossa alma nessa estrada geralmente é uma disciplina que, no momento, não parece ser de alegria, mas de tristeza.

Entretanto, devemos vê-la como um dos carros de Deus. Descobriremos, com alegria, que Ele os envia por amor. Nesses carros, podemos andar vitoriosamente, pairando sobre todas as adversidades.

É difícil agradecer nos momentos de provação, mas elas destroem nossos carros terrenos e nos levam a buscar refúgio nos carros de Deus, sempre prontos, sempre do nosso lado durante todas as horas de tribulação.

"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança. Só Ele é a minha rocha e a minha salvação, o meu alto refúgio. Não serei jamais abalado".

Adaptado de Fontes no Vale
Lettie Cowman
[...]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Simples, simples assim...

Que diremos, pois, a estas coisas?

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?

É Deus quem os justifica.

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

Quem nos separará do amor de Cristo?

A tribulação?

A angústia?

A perseguição?

A fome?

A nudez?

O perigo?

A espada?

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que:

A morte

A vida

Os anjos

Os principados

As potestades

O presente

O futuro

A altura

A profundidade

Ou alguma outra criatura

não nos separará do amor de Deus.

Romanos 8
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domingo, 14 de junho de 2009

Ruth

Olá meus queridos.

Hoje, domingo, não haverá postagens. Tomara que sintam falta.

Minha mãe será internada no Hospital da Força Aérea do Galeão para, amanhã, dia 15, ser submetida a mais um procedimento cirúrgico.

Durante dois meses temos tentado solucionar o problema de uma fístula que provocou um enorme inchaço em seu braço esquerdo. Os que acompanham o blog certamente leram a postagem do dia 06 de abril, quando narrei o início de tudo isso.

Desde então temos enfrentado várias lutas em uma batalha que parece estar chegando ao fim.

O último procedimento cirúrgico realizado no dia 08 de junho constatou que não há mais acesso venoso para a colocação de fístula ou cateter. Amanhã vão tentar mais um canal para que ela seja submetida a sessões de diálise até que um cateter peritonial seja instalado e ela passe a realizar a terapia em casa.

Agradeço imensamente a torcida, as orações, as mensagens e tudo o mais que me é enviado por vocês. É a corrente do bem. Obrigada. De verdade. Que Deus os abençoe. Gratificante saber que não lutamos sozinhos.

Deus, é verdade, é comandante em todas as batalhas e o resultado, sabemos, é sempre vitorioso, pois com Ele não há derrota.

Entenderam? O resultado, qualquer que seja, é SEMPRE VITORIOSO. Seja vida, seja morte, é sempre VITÓRIA. Pois a morte para nós não é o fim, mas o começo de uma nova vida, e que vida!!!

O que pedimos a Deus é que Ele nos conduza sempre e que nos faça fortes para enfrentar todas as batalhas dessa guerra.

É gratificante sabermos que não lutamos sozinhos. Temos vocês. Obrigada mais uma vez.

O mais valente soldado desta contenda, luta bravamente e não desiste. Fica apreensiva, às vezes, por um relance sente medo, tem vontade de chorar e já a ouvi dizendo que Deus poderia levá-la, pois já cumpriu sua missão e não gosta de me dar trabalho. Mas logo levanta a cabeça, ora, canta e em não raros momentos a ouvimos assoviar um cântico.

Imagino que já saibam de quem se trata. Sim, ela, Ruth, cujo nome hebraico significa COMPANHEIRA.

Cresci ouvindo um hino, cujo título é "Castelo Forte".

"Castelo forte é nosso Deus, escudo e boa espada.
Com Seu poder defende os seus, a Sua Igreja Amada...
A nossa força nada faz, estamos sim perdidos
Mas nosso DEUS socorro traz e somos protegidos
Defende-nos Jesus, o que venceu na cruz
Senhor dos altos céus, que, sendo o próprio DEUS
Triunfa na batalha

Sim, que a palavra ficará
Sabemos com certeza
Pois ela nos ajudará com armas de defesa
Se temos de perder, familia, bens, poder
E, embora a vida vá, por nos Jesus está
E nos dará seu Reino!"

Só não sabia que castelos fortes existem bem perto de nós, muito mais do que imaginamos.

Amanhã, mais uma etapa de quem já venceu todas. Um beijo a todos e sei que continuarão torcendo.

[...]

domingo, 7 de junho de 2009

Uma Chance...


Você, com certeza, ouviu falar de Susan Boyle. Susan é filha de Patrick, um vendedor da fábrica British Leyland de Bathgate e de Bridget Boyle, uma datilógrafa.

A mais nova de quatro irmãos e seis irmãs, nasceu quando sua mãe tinha 47 anos. Foi um parto difícil e Susan ficou brevemente sem oxigénio, sofrendo pequenos danos cerebrais.

Diagnosticaram-na como sendo uma pessoa com algumas dificuldades de aprendizagem.

Após deixar a escola, foi empregada na cozinha do colégio West Lothian. Ela costumava ir ao teatro para assistir cantores profissionais e em 1995 concorreu no programa de Michael Barrymore chamado My Kind of People. Naquela época declarou ter ficado muito nervosa para se sair bem.

Susan, além de sua limitação física, não gostava muito de sua aparência, certamente porque muitos a julgaram por isso. Mas queria ser uma cantora profissional. Teve aulas de canto e em 1999 fez sua única gravação, para um CD de caridade, cantando Cry Me a River.

O pai de Susan morreu nos anos 90, e seus irmãos partiram de casa, ficando para ela a responsabilidade de cuidar sozinha da mãe que também veio a falecer em 2007, aos 91 anos.

Susan continuou a viver na casa de quatro cômodos da família, junto ao seu gato Pebbles.

A mãe fora uma incentivadora da carreira musical da filha, tendo Susan vencido inúmeros concursos locais de canto, e insistiu para que ela concorresse no Britain's Got Talent, famoso programa de calouros, afirmando que deveria correr o risco de cantar para um grande público em vez da igreja local.

Susan disse que não estava pronta para fazer isso.

Em agosto de 2008 Susan tomou conhecimento de que o Britain's Got Talent realizaria seleções.

Viu a possibilidade de seu sonho tornar-se realidade e viu ainda a possibilidade de ouvir o conselho da mãe. Ela se inscreveu e foi convocada para a audição que ocorreu em Glasgow em janeiro de 2009 e foi ao ar em 11 de abril de 2009.

Ela cantou a canção "I Dreamed a Dream" do musical "Os miseráveis" na fase preliminar do Britain's Got Talent, que foi assistida por mais de 10 milhões de espectadores .

O vídeo com a performance de Susan foi amplamente divulgado e mais de 200 milhões de pessoas o assistiram no Youtube.

O impacto desta reação foi surpreendente.

Mas quando, curiosa, fui dar uma olhada no vídeo, pude constatar o que corriqueiramente fazemos uns aos outros. Susan entrou naquele auditório vestida simplesmente. O público a olhou com desdém e os jurados perguntaram qual era o seu sonho.

Susan respondeu que queria ser uma cantora profissional.

Me surpreendi com o sorriso de surpresa daquela multidão. Acostumada a ver o impossível transformar-se em possível, não estranhei sua aparência. Convivo com pessoas que, como Susan, atropelam as adversidades e conseguem alcançar seus sonhos. Há sempre mais a se ver do que aquilo que está aparente.

Susan tinha consciência do que o auditório do Britain's Got Talent estava pensando, mas por que isso a preocuparia se o que queria era cantar? Não era um concurso de beleza.

Mais uma pergunta foi feita. Por que Susan não tinha conseguido ser, até aquele momento, uma cantora profissional? Ela respondeu que não tivera uma chance. Ninguém julgou possível que isso pudesse ser real.

Julgaram-na por suas limitações. Prenderam-na dentro dos limites daquilo que imaginavam ser o ideal. Mas Susan não conhecia tais limites.

O auditório espera. Susan se preparava para cantar. Os olhares? De descrença. Estava prontos para ouvir algo muito ruim, tão ruim quanto a aparência daquela mulher de quarenta e poucos anos.

Mas... de repente uma linda voz, mais que isso, uma voz exuberante começa a ser ouvida.

Incrédulo, surpreso, o público custava a acreditar que era dela. Silêncio absoluto. Todos estavam estáticos. Como isso era possível????

Ora, muito simples, a chance de Susan foi dada quando ela nasceu. Talvez ela não soubesse disso e talvez ainda não saiba. Mas sua chance ocorreu no mesmo momento em que nascia.

Susan ficou com o segundo lugar na competição.

Sua voz nos encantou. Nem todo o sofrimento, humilhação ou rejeição puderam tirar dela seu dom mais sublime, sua voz, sua vontade de ser ouvida.

Susan pode não ter percebido sua chance, mas nós a agradecemos pela nossa chance de conhecê-la e de admirar sua coragem e força.

Após a final do concurso, Susan esteve internada em uma clínica psiquiátrica para se recuperar de toda a pressão.

Mas já está de volta.

Seja bem-vinda, Susan.

Eu, particularmente, fico feliz por acreditar em alguém que nunca nos julga pela aparência.

Lucas 20:21 - "Mestre, nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente, e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas a verdade."
[...]

Quanto custa um milagre?

Uma garotinha esperta de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo.

Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.

Iriam se mudar para um apartamento mais modesto no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento.

Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.

A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: somente um milagre poderá salvá-lo.

Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário.

Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.

O total tinha que estar exato.

Não havia margem de erro.

Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa.

Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia.

Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.

Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada !

Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada.

Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.

Finalmente foi atendida !

- O que você quer ? perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. Estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos, disse ele sem esperar resposta.

- Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão, respondeu a menina no mesmo tom aborrecido. Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre.

- Como ? balbuciou o farmacêutico admirado.

- Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre ?

- Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la, respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.

- Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena.

O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: "que tipo de milagre seu irmão precisa?"

- Não sei, respondeu ela, levantando os olhos para ele. Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro.

- Quanto você tem? perguntou o homem de Chicago.

- Um dólar e onze centavos, respondeu a menina num sussurro. É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso.

- Puxa, que coincidência, sorriu o homem. Um dólar e onze centavos! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos.

O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse:

- Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa.

Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.

A operação foi feita com sucesso e sem custos.

Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado.

A mãe e pai comentavam alegremente sobre a sequência de acontecimentos ocorridos.

- A cirurgia, murmurou a mãe, foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!

A menina sorriu.

Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...

Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...

Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre da fé.

Quando a fé entra em ação, tudo vence e tudo acalma.

Onde a fé se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.

[...]

A idade certa...

Existe somente uma idade para a gente ser feliz.

Somente uma época na vida de cada pessoa
Em que é possível sonhar e fazer planos
E ter energia bastante para realizá-los.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
E viver apaixonadamente
E desfrutar tudo com toda intensidade
Sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente
Pode criar e recriar a vida
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
Em que todo desafio é mais um convite a luta
Que a gente enfrenta com toda disposição
De tentar algo novo, de novo e de novo
E quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
Chama-se presente.
E tem a duração do instante que passa.
[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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