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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

TRE-RJ: Vai desistir? Não antes de ler!

Bom dia! Assim amanhece uma professora de Direito Eleitoral depois do edital da Consulplan! 

Em frente ao computador, tira vídeo, acrescenta vídeo, descabelada, amarrotada, mas muito animada! 

Os invejosos de plantão dirão que descabelada é o meu normal. kkkkkkkkk 

Vai um chimarrão aí?

Vamos conversar um pouco? 

Você estudou, dedicou-se, perdeu horas de sono e de lazer com a família e amigos e aí... Vem o edital! O famigerado edital! 

- Meu Deus, Direito Civil! 
- Meu Deus, Processo Civil! 
- Meu Deus, o que é isso? Código Eleitoral inteiro? 
- Meu Deus, meu Deus, meu Deus! 
 - Vou desistir! 

Responda-me se puder! Qual o edital ideal? 

Aquele onde todas as disciplinas que estudou caem? Aquele onde só caem disciplinas maneiras? Aquele onde o órgão publica o edital e só aplica a prova seis meses depois? Aquele da banca do meu coração? Pois é, mas nem sempre ou quase nunca é assim. 

Desistir de um concurso porque não é o seu sonho, porque não estudou e não tem tempo de estudar agora, vai lá. Mas desistir de um concurso porque houve inclusão de matérias que você ainda não estudou, sei lá. 

- Poxa, mas existem candidatos que já estão estudando essas disciplinas há um tempão! 

Será que possuem bola de cristal ou estão tentando concursos onde essas disciplinas caem? 

Muitas vezes, ainda não atingiram seu alvo. Mas continuam tentando. 

Ora, tentar não é certeza de sucesso! 

Agora, se descobriu que seu sonho não é um cargo público, que sua realização está em outra atividade, DESISTA JÁ!!! 

Cada um tem a sua história, eu respeito a sua. 

Talvez identifique-se com a que vou contar. 

Eu preparava uma turma no M&G (Márcio e Guerra) para o TRE-RJ. No meio do caminho sai o edital de Santa Catarina. 

Havia uma aluna que sentava-se lá no fundo da sala. Eu a vi chorando e fui conversar com ela. 

Contou-me seus dilemas familiares e como estava sendo difícil estudar. Batemos um papo sobre tudo, sobre a vida, sobre os problemas da vida e sobre os objetivos da vida. Ela estava começando a sua de concurseira. 

Naquela sala havia um outro aluno. Eram amigos. Ele resolveu fazer Santa Catarina. Convidou-a para ir com ele. 

Ela resistiu e muito! 

- Fazer o quê lá? Ainda não estudei o suficiente! 

Então insisti que fosse. 

- Vá, nem que seja para acompanhar seu amigo e conhecer Santa Catarina. Você aproveita e faz a prova. Sem cobranças, apenas como um treino. 

Ela foi, apenas para passear, esfriar a cabeça, acompanhar o amigo e treinar. Conheceu novos lugares, esfriou a cabeça e foi aprovada dentro dos primeiros lugares. 

Eu sei. Isso não acontece todo o dia, mas como saber se não tentar? 

Ser concurseiro não é fácil? Só os fortes sobrevivem! 

Conte comigo!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Até breve, pai!

Ele faria 100 anos hoje. Há 13 nos deixou. Mas sua presença em nossas vidas vai além do plano físico, está no coração, na alma e na mente. 

Ainda sinto o cheiro do café que ele preparava todos os dias. O sabor? Ninguém faz igual. O da Jadi fica próximo! rsrs 

Posso ouvir sua risada e o canto do hino escolhido no culto diário, todas as madrugadas. 

Era flamenguista, como eu, e gostava de ouvir os jogos em seu radinho de pilhas. 

Adorava pedalar. Fecho os olhos e é como se sentisse o vento no meu rosto, quando me carregava na cadeirinha presa ao guidão. 

Cada árvore, cada flor que plantamos aqui é em homenagem aos nossos pais. 

A herança dele não foi em imóveis ou contas bancárias, está naquilo que ele ensinou, nos seus valores morais, na sua vida, nas suas decisões e no seu amor por nós. 

Escolheu seguir ao seu Deus, a quem foi fiel até a morte. Ele foi pai e amigo! 

Até breve, meu amor!


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Adversidades...

Queridos alunos, bom dia.
Como sabem sofri uma lesão no dia 21 de junho. Talvez não saibam a gravidade de tal lesão. Então, por isso, quero explicar-lhes. Minha lesão decorre de um entorse no tornozelo direito, de grau III. O que isso quer dizer? Bem, houve ruptura completa do ligamento calcâneo fibular; ruptura parcial do tendão fibular; estiramento de outros ligamentos; edema na parte anterior, no colo do tálus e na medula óssea junto ao prolongamento posterior do tálus. Além disso, derrame articular tibiolar e subtalar associado à sinovite reacional. Sinais de tendinite aquiliana etc. etc. etc.
Geralmente, nesses casos, a primeira opção é a cirurgia, mas uma corrente entende que o tratamento convencional por longo prazo tem a mesma eficácia e de forma menos invasiva. A cirurgia não está descartada, ainda assim, caso persista a instabilidade após o tratamento.
Desde o dia 27 de julho, quando fui autorizada a colocar o pé no chão, ainda imobilizado, vinha tentando retornar, aos poucos, às aulas. Mas, dentre vários obstáculos, um em especial tornou-se o mais difícil: escadas. Elas exigem esforço do pé lesionado na subida e especialmente, na descida. Mesmo ministrando as aulas sentada, com o pé suspenso, aplicando gelo durante e no intervalo das aulas, o trabalho do fisioterapeuta tem sido prejudicado pelo esforço, adiando, assim, a recuperação.

Na última quinta-feira, dia 11/09, pela necessidade de um esforço um pouco maior, houve complicações. O processo inflamatório retornou e recebi um ultimato dos profissionais. Não posso subir escadas até que haja maior estabilidade no pisar, no tornozelo. O receio dos médicos é uma nova torção ou uma lesão permanente, crônica. São as adversidades, às vezes por caminhos que escolhemos, mas às vezes involuntárias.

A recuperação é lenta, mas creio que, em breve volto às salas.
Tenho plena consciência de toda a ansiedade e desespero de quem está com um concurso às portas, pois também já passei por isso. Sinto muitíssimo, mas sei que estarão em ótimas mãos. Perdoem-me.
Por enquanto, as aulas presenciais só poderão ser ministradas em locais onde não haja a necessidade de enfrentar escadas.
Estou e estarei na telinha do Concurso Virtual e também por aqui, postando as novidades do concurso e o andamento de todo o processo.
Obrigada por todo o carinho que recebi durante esses meses.
Beijos.
Professora Raquel Tinoco

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

02 de setembro, um dia especial.

Bom dia. "Once upon a time"... "Il était une fois"... "Era uma vez"... 

Assim começam as histórias, reais ou não. Agradeça pela vida, preste atenção nos detalhes, simplicidade não se confunde com acomodação ou inércia. 

Já levei muitos tombos. De bicicleta, de patins, de carrinhos de rolimã etc. Mas há tombos e tombos. Uns a gente cura com uma sonora gargalhada e uma massagem, outros com lágrimas e às vezes, muuuuitas lágrimas. Faz parte do percurso. 

Uma vez decidi que ia descer uma ladeira de bicicleta. Tinha lá meus sete anos. Meus coleguinhas de infância tinham bikes lindas, com rodinhas, frufrus no guidão... Eu só tinha a do meu pai, sem rodinhas, só com rodões. Era uma bicicleta de adulto. Meus colegas desciam a ladeira e viravam uma curva fechada, sem nenhuma dificuldade. Observava. Tinha que tentar. Lá fui eu, ladeira abaixo, velocidade cada vez maior e quando chegou na curva... conseguiiiii... bater no poste que ficava do outro lado. A bicicleta de meu pai, a única, toda torta. Os vizinhos correram para me socorrer e conseguiram consertar a bike. Buáááááá, nunca mais ando de bicicleta. Mentira!!! Bicicleta consertada, lá estava eu de novo na ladeira, voando, curva se aproximando... zás, virei, consegui!!! Uhuuuu Precisavam ver minha expressão de vitória. Naquele dia conquistei o mundo!!! Se ainda tenho sonhos? Ihhhhhh... Ilimitados!!! Navegar pelas águas verdes do Rio São Francisco é um deles. 

Nossas histórias, eu sei, possuem situações que não estão sob o nosso comando, mas aceitar perdas inevitáveis, superar obstáculos, não desistir, olhar nos olhos dos outros e imaginar seus dramas pessoais, sem julgar, pedir perdão e aprender a perdoar, vencer a dor também fazem parte do percurso. 

Somos viajantes no trem da vida. O destino e a estação final são escolhas nossas. O final feliz, esse sim, podemos escolher. 

Lembro-me do desenho do Mogli. O episódio mais marcante para mim é o cântico do Balu: "necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais... 

Compartilho com vocês, nesse dia especial, o meu texto preferido. "Assim diz o Senhor: reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor (...) E há esperança quanto ao teu futuro (...)" Jeremias 31:15-17

Siga em frente. Se quiser olhar para trás que seja para acertar o passo e aprender com os erros. Quem muito olha para trás, transforma-se em estátua de sal. Bjs

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Bom dia!!!

Bom dia. 

Hoje o outono convenceu-se de que é inverno. A noite ainda não se convenceu de que é dia. Tempestade com frio só em Guarapuava. 

Por isso, em guarapuavês: ai de escuro, ai de frio, ai de bom. 

Bom dia para os que amam o frio e para os que amam o sol. 

Mais uma promessa: Isaías 54 - "Não temas, porque não serás envergonhada; não te envergonhes, porque não sofrerás humilhação; (...) o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra. (...) Serás estabelecida em justiça, longe da opressão, porque já não temerás, e também do espanto, porque não chegará a ti. Eis que poderão suscitar contendas, mas não procederá de mim; quem conspira contra ti cairá diante de ti. Toda arma forjada contra ti NÃO PROSPERARÁ; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direito que de mim procede, diz o SENHOR."

Especialmente, para minha amiga Vanessa Moraes. Fé!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Você crê?

Toda vez que sofro um revés, seja qual for a proporção, canto esta canção... 

Nunca Pare de Lutar
Ludmila Ferber

O que vem pra tentar ferir o valente de Deus, em meio às suas guerras? 
Que ataque é capaz de fazê-lo olhar pra trás e querer desistir? 
Que terrível arma é usada pra tentar paralisar sua fé? 
Cansaço, desânimo logo após uma vitória
A mistura de um desgaste com um contra-ataque do mal
A dor de uma perda, ou a dor da traição
Uma quebra de aliança, que é raiz da ingratidão
Se alguém está assim, preste muita atenção
Ouça o que vem do coração de Deus: 
Em tempos de guerra, nunca pare de lutar 
Não baixe a guarda, nunca pare de lutar 
Em tempos de guerra, nunca pare de adorar
Libera a Palavra, profetiza sem parar
O escape, o descanso, a cura 
A recompensa vem sem demora

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Aos meus queridos concurseiros

Oi, você que está roendo as unhas de tanta ansiedade, que já nem está dormindo direito, que apostou tudo, que precisa desesperadamente ser aprovado e convocado. Eu já passei por isso e sei como é. 

Muitos alunos já conhecem essa história, mas não foi fácil. Por isso creio, de verdade, que além do nosso esforço, nossa hora tem que ser agora. Não era meu primeiro concurso. Tinha sido aprovada em outros, mas não fui convocada. Achei um anúncio minúsculo na Folha Dirigida informando sobre um concurso para o TJRJ. Precisava desesperadamente daquele cargo. Não tinha mais dinheiro, morava com meus pais... Precisava de uma virada radical. Eu morava em Itaguaí e minha prova foi em Angra dos Reis. Lá fui eu. No dia da minha prova, eu achava que tinha esquecido tudo o que havia estudado. Ao terminá-la, minha cabeça parecia pesar uma tonelada. Surpresa!!! Para ser aprovada na primeira fase, eu precisava acertar 50% da prova. rsrs 

Acertei a maioria absoluta: metade + 1. rsrs Logo viria a segunda fase. Datilografia. Pense só!!! Meu irmão arranjou uma máquina emprestada e eu resolvi datilografar toda a Constituição Federal. rsrs Passei um mês nessa tarefa. No dia da prova, meu Deus, o barulho das teclas das outras máquinas era ensurdecedor. Eu me achava uma tartaruga competindo com as lebres. "Tec... Tec... Tec..." O relógio pulou acabando com meu sonho. Saí arrasada. Eu jamais poderia competir com aqueles dedos furiosos. O resultado. Comprei a Folha. Não conseguia abrir. Fui abrindo devagar, devagar... O medo tomando conta. Minhas mãos tremiam... Não!!! Meu nome!!! Meu nome!!! Meu nome estava em vigésimo nono lugar para 25 vagas!!! Nem sei quanto pulei. 

Quando fui entrar em exercício tinha acabado de fazer uma cirurgia, mal podia andar, estava cheia de pontos. Ouvia chamarem meu nome e ia caminhando pelo corredor do auditório lentamente. Erguia minha mão e pedia que esperassem, eu estava chegando. Minha vontade era correr. Não podia!!! Pensava que se não chegasse logo, eles chamariam outro nome e eu perderia a minha vaga. Ouvia meu nome e pedia que esperassem. Eu estava chegando. A minha hora chegava. 

Por isso, entendo você. A música que vou dedicar-lhe é antiga, faz parte da minha adolescência e juventude, mas gostaria que acreditasse que é possível, sim.

Quando o amor fala mais alto

Havia um pai, cujo caráter foi forjado no fogo da rigidez e nas trilhas do sofrimento. Era um homem antigo, de antigos conceitos e severas convicções. 

Esse pai, de muitos filhos, não concordava com todas as suas escolhas, mas acima da dureza das batidas na bigorna que constituíram sua trajetória, ele soube colocar o mais lindo dos sentimentos, o amor. 

Certo dia, o pai soube que uma de suas filhas passava por provações. Não, não era uma criança, era uma filha já de certa idade. Mas isso não importava para o pai. 

Ele, de mãos dadas com um neto que criara como filho, partiu em direção à filha. Chegando ao destino, após longas horas de viagem, foi convidado a entrar. 

O pai tinha uma mania engraçada. Mãos nos bolsos da calça, percorria cômodo por cômodo, observava cada detalhe. Percebeu que a filha não possuía muita coisa. Constrangida, a filha disse que não poderia oferecer-lhe um café, pois não havia fogão. 

O pai, firme como sempre, tomou o neto pela mão e saiu. Voltou com algumas sacolas. Nelas haviam vários tipos de alimentos, suficientes para lancharem sem que uma só chama fosse acesa. Comeram, conversaram sobre várias coisas, riram, brincaram e o dia foi passando. 

Hora do almoço. A filha, novamente sem saber como dizer, não poderia preparar-lhe algo. O pai, percebendo a sua angústia, olhou em seus olhos e disse: "filha, não se preocupe com a comida. Eu vim por outro motivo. Soube que seu aluguel está atrasado e que não tem dinheiro para pagá-lo. Eu vim pagar o seu aluguel." Entregou o dinheiro e pediu que ela o conduzisse ao ponto de ônibus para que retornasse. 

Nos olhos do pai a tristeza de não ter podido fazer mais. No coração da filha, a lição de que nunca mais permitiria que seu pai, já idoso, atravessasse qualquer distância, para gastar seu pouco dinheiro com ela. Saiu a procurar emprego, fez novas escolhas, umas certas outras erradas. O pai apenas observava. Sabia que só o amor e não o ódio era capaz de transformações, que apenas o perdão e não a intransigência era capaz de mudar caminhos. 

Raquel Tinoco


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pérolas da Neuza

Pérolas da Neuza. 

Diálogo à mesa na hora do almoço. 

Ruth: Eu não conheço muito bem a sua vida Neuza. 

Olhando para mim, continuou. 

Ruth: Eu fui muito errada na minha vida? 

Raquel: Claro que não, mãe. A sra. lutou muito, teve uma vida muito difícil, buscou sempre servir a Deus. A Neuza também teve uma vida muito difícil. 

Neuza: É verdade. Minha vida sempre foi aos "TRONCOS" e barrancos.

Nós a amamos. Sem ela, nossa vida seria muito menos divertida.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ruth, uma história de milagres

Há muito anos atrás, uma mulher estava na igreja prestando seu culto a Deus, quando começou a sentir algo estranho. Seu filho, ao olhar para ela, viu que seus movimentos estavam lentos e sua Bíblia caiu de suas mãos. Percebeu umas manchas vermelhas em seu rosto. 

Correram para o hospital mais próximo. Diagnóstico: AVC. Corri para o hospital ao ser avisada, ela mal falava, não movia seu lado esquerdo e foi transferida para outro hospital onde ficou internada por um tempo. 

Quando teve alta, recebeu a notícia de que ficaria com sequelas e uma delas era não poder andar. Não se conformou. Tomou alguns tombos tentando levantar-se da cama. Sua tática era levantar-se, apoiar-se em algo, encostar-se na parede e andar apoiada nela até conseguir firmar-se. Caiu uma, duas, três vezes... Até que um dia saiu andando. 

Esta mesma mulher, anos depois, começou a ter sintomas de diabetes e doença renal crônica. Perdeu seu marido com o qual esteve casada por 61 anos e que era o seu esteio, o seu chão. Todos pensavam que não sobreviveria. Encarou de frente. 

Passado algum tempo, os médicos informaram que, por suas condições, ela poderia morrer a qualquer momento, dormindo. Teve que ser internada para que pesquisassem as causas de sua doença. Permaneceu um mês no hospital. Após esse período, descobriram o problema e foi submetida a uma demorada cirurgia. Após a cirurgia não conseguiu mais andar sem apoio. Perdeu o equilíbrio. Ficou mais um mês no hospital tomando antibióticos. Seus rins não suportaram. Foi submetida à hemodiálise durante quatro anos. A terapia contribuiu para que seus movimentos ficassem ainda mais limitados. Não se conformou. Foi dispensada da hemodiálise há aproximadamente 3 anos e meio e vive tentando voltar a andar. 

Tentou ajuda na fisioterapia, mas ficava nervosa e sua pressão subia. Tentou que um profissional fosse atendê-la em casa, mas até agora não conseguiu. Desistir? Vez ou outra sua filha ouve o arrastar de cadeiras. Corre para ver o que é e ela está se movendo da cama para a mesa, da mesa para a cama. rsrs 

Começou a caminhar apoiando-se nas barras de proteção e nos objetos até o banheiro e, ontem quase matou sua amiga do coração. 

Já devem ter percebido que estou falando de minha mãe. rsrs 

Eu saí para gravar e ela ficou em casa com a Neuza. Esta resolveu fazer uma faxina no meu quarto. Pegou uma escada, subiu e começou a limpar o ventilador de teto. Daqui a pouco ouviu atrás dela, bem perto, uma voz: "não vai cair daí, ein." Quase despencou da escada. Virou-se e viu a Ruth parada na porta do meu quarto. rsrsrs 

"D. Ruth, pelo amor de Deus, quer me matar do coração?" risadas, gargalhadas... "O que a senhora está fazendo aqui?" "Você demorou a aparecer, então vim ver onde estava." 

Lembrei da música: "Estou decidido um invencível ser, seguindo os planos que tem para mim. Pois nada me abala, o Senhor não me esquece. Estou decidido viver para o Rei." 

Foto: Ruth e sua neta Eliane

sábado, 22 de dezembro de 2012

Bem aventurados os pacificadores...

Mateus 5:9: "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus". 

Havia dois irmãos que, por razões nem sempre explicáveis, tornaram-se inseparáveis. Vieram de uma família com muitos membros e conviveram com dois casamentos de seu pai. 

Moravam no interior de Minas Gerais e um deles nasceu em Carangola. Viram a família diluir-se em partes, irmãos seguindo caminhos diferentes, sendo separados um dos outros. Quem sabe por um pacto secreto, decidiram ficar juntos? 

Nem todas as adversidades pelas quais passaram foram capazes de separá-los. Um era mais forte, o outro mais franzino. Talvez por isso o mais forte tenha posto em seu coração o dever de proteção. 

Tornaram-se adultos, constituíram suas famílias e tinham uma prática muito interessante. Os dois irmãos não iam à casa um do outro sem levar um pão. Mas não era qualquer pão. Era um pão doce enorme, com frutas cristalizadas, coberto por creme e ameixas e o recheio fino de goiabada. Aquele pão... representava muito para os sobrinhos que, ao verem seus tios chegando, sabiam que logo estariam assentados em torno de uma mesa, ouvindo a conversa dos dois e saboreando o pão. Seus olhos brilhavam quando enxergavam o embrulho nas mãos dos tios que os visitavam. Naqueles momentos de comunhão, a família tinha certeza que nos olhares dos dois irmãos havia um amor tão grande que, certamente, nem a morte poderia destruir. 

Um dos irmãos adquiriu uma outra prática. Não podia ficar muito tempo sem ver seus filhos. Quando isso acontecia, colhia dos frutos do que plantava ou fazia potes deliciosos de doces e, quando não havia nada a colher, comprava alguma coisa. Punha tudo em sacolas e lá ia ele em busca de notícias. Algumas vezes, esse pai voltava sem encontrar o filho, mas sempre deixava um sinal de sua presença. Penduradas no portão, do lado de dentro da casa do filho estavam as sacolas. Elas pareciam dizer: "não importa o quanto demore, sempre o amarei e sempre o buscarei." 

Os dois irmãos se foram. Cabelos embranquecidos, o mais franzino se foi primeiro e anos depois, o outro. 

Os filhos esqueceram a prática dos pais. Talvez porque não conseguissem mais encontrar pães como aqueles, deixaram de lado o ritual. 

Mas ainda reina a esperança de que ao se visitarem tragam nas mãos um embrulho onde haja um pão doce. Reina ainda a esperança de que se assentem ao redor de uma mesa e que seus olhares demonstrem tanto amor que nem a morte possa apagar. 

Raquel Tinoco

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Pai e o Filho - Uma História Verdadeira

Bom dia. 


Há muito tempo atrás, um pai, já bem idoso, com muitos filhos, viu um deles partindo para uma terra distante. Ele levava com ele uma parte de sua família: uma esposa e duas filhas. Lá, trabalhou, construiu sua vida, mas por algumas escolhas, teve que retornar. Não deu certo. O filho deixava para trás tudo o que conquistara, inclusive sua esposa e suas filhas. Retornou à casa do pai, sempre receptiva. O pai, que o vira partir feliz e confiante, agora o recebe com lágrimas nos olhos. Reconheceu-o logo que chegou ao portão. Trazia consigo uma pequena maleta, poucas roupas, poucos pertences. Não havia emprego, não havia mais casa, não havia família. Os dois abraçaram-se num reencontro emocionado. O filho cabisbaixo, pergunta: 

- E agora, o que farei? Não tenho mais nada, não tenho dinheiro, deixei tudo para trás. O pai, calmamente olhou em seus disse: 
- Está reclamando? Você tem saúde, está vivo, tem forças para recomeçar. Levante a cabeça e siga em frente!

Esse pai nunca desistia. 


Raquel Tinoco Slompo, uma história verdadeira.

sábado, 17 de novembro de 2012

Duvido!!!!

Meu marido, Paulo, vez ou outra tem a mania de desafiar-me para alguma coisa. É uma espécie de brincadeira para ver se eu, de fato, consigo fazer a tarefa. Ele sente prazer naquele meu olhar de triunfo ao final. rsrs 

Aposta até palavras do dicionário e olha que eu estou ganhando de 5.825 a 5. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas ainda cabe recurso. 

Desta vez ele descobriu uma flor minúscula nas raízes que pendem do abacateiro e duvidou que eu conseguisse fotografar. Lá fui eu, após ouvir o "duvido", tentar a façanha. Mas nesse dia, um fato me veio à memória. 
Ser caçula de muitos irmãos (homens) requer algumas táticas de sobrevivência. 

Os meus irmãos sabiam que havia uma palavra que, para mim era como o "espinafre" para o Popeye. Ah, e eles usavam e abusavam. Era "duvido"!!! 

Quando queriam que eu fizesse algo, por mais perigoso que fosse era só dizer a palavra mágica e lá ia eu, destemidamente, correr os riscos, me lascar toda. Descer ladeiras de bicicleta, subir nos mais altos galhos de árvores, enfrentar cães, pular cercas, socar alguém, enfrentar "gigantes". 

A palavra "duvido" me deixava cega. rsrs 
Enquanto pensava nisso, comecei a rir e lembrei que não era só comigo que abusavam do "espinafre". Certa noite, enquanto brincávamos, meu irmão Sérgio duvidou que meu sobrinho Jônatas me desse um tapa no rosto. Ele não pensou duas vezes. Foi onde eu estava e plaft. 

Em outra ocasião eu teria partido pra cima dos dois e fosse o que Deus quiser. Entretanto, naquele dia, resolvi ser caçula. 



Abri a boca a chorar o mais alto que pude e fui correndo contar ao meu pai. Pensei: "agora eles vão ver". 

Mas o tiro saiu pela culatra. Meu pai resolveu dar uma lição em todos os envolvidos e conhecemos os poderes mágicos do seu cinto. rsrs 
O Sérgio foi o primeiro a enfrentá-los. kkkkkk

Estava com uma bicicleta e ficava rodando em volta dela fugindo do meu pai que, furioso, dava lambadas ao ar, por baixo da bicicleta, por cima, por dentro do quadro etc. Pronto. 

O Jônatas, pensando que era esperto, escondeu-se embaixo da mesa e ficou bem quietinho achando que o cinto do meu pai não tinha olhos. Ha, ha, ha... se deu mal. 




Ao passar pela mesa, o cinto com olhos por todos os lados voou numa só lambada que o alcançou ali mesmo.
Eu e outras sobrinhas envolvidas na trama, corremos e como" santas", deitamos em nossas camas, nos cobrimos e fingimos dormir. Mais enganos. Descobrimos que outro poder mágico do cinto de meu pai era esticar-se como o Homem Elástico. Ele chegou bem silencioso e com uma só cintada atingiu todas na cama. kkkkkkkkkkkkkkk 

Bem, pelo menos as cobertas amorteceram a dorzinha. 


Qual o motivo de tanta falação??? É o "duvido". Sinto que, às vezes, preciso ouvi-lo de novo, sentir a adrenalina que a palavra causava em mim e lançar-me destemidamente rumo aos meus sonhos.




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Família Bem-Te-Vi Rajado


Bom dia, querido leitor. 

Veja como a natureza é incrível!!!

Há algum tempo atrás eu só conhecia uma espécie de Bem-te-vi, aquela amarela e marron que fica cantando "bem-te-vi". 

Hoje, sei que há outras tantas e uma dessas espécies é a do Bem-te-vi Rajado. Ele é lindo!!! 



Para minha alegria, estão fazendo um ninho bem em frente à minha lente... rsrs, do outro lado do muro em uma casa de João de Barro abandonada. 

Lógico, que tirar fotos boas com o "sombra" ao meu lado é quase impossível, pois quando a pose é sensacional, ele dá um latidão bem alto, pula, corre... Mas eu não desisto e o pior, nem ele. rsrs


Esta é a casa em disputa.



Ontem, um João de Barro tentou uma reintegração de posse. Quis a casa de volta.  Não foi muito feliz.









A família Bem-Te-Vi botou pra quebrar... saiu bicando o João de Barro. 













Deu uns "berros" com ele...












  
 E contratou vigilância.











Sobrou até para o Nei-nei. Eu e o "sombra" estávamos lá observando quando, de repente ele veio parar na minha frente por causa de um pega da família Bem-te-vi. Acho até que ele nem queria fazer parte da ação possessória, só estava catando gravetos para o seu próprio ninho... mas vai saber?












Família Bem-te-vi de olho....














Vigilante. Afinal, quem mandou abandonar a casa?










Quem esteve por lá hoje foi a Corruíra, mas não se importaram. Não oferece perigo. Tão pequenina...











O "sombra" (Joca), entediado, observava tudo. "Ai, será que ela não vai parar de tirar fotos desses passarinhos?" 













"Tudo bem, vou fazer arte!"

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Coragem....

Coragem, por Martha Medeiros 

 "A pior coisa do mundo é a pessoa não ter coragem na vida.” Pincei essa frase do relato de uma moça chamada Florescelia, nascida no Ceará e que passou (e vem passando) poucas e boas: a morte da mãe quando tinha dois anos, uma madrasta cruel, uma gravidez prematura, a perda do único homem que amou, uma vida sem porto fixo, sem emprego fixo, mas sonhos diversos, que lhe servem de sustentação. 

Ela segue em frente porque tem o combustível que necessitamos para trilhar o longo caminho desde o nascimento até a morte. Coragem. 

Quando eu era pequena, achava que coragem era o sentimento que designava o ímpeto de fazer coisas perigosas, e por perigoso eu entendia, por exemplo, andar de tobogã, aquela rampa alta e ondulada em que a gente descia sentada sobre um saco de algodão ou coisa parecida. 

Por volta dos nove anos, decidi descer o tobogã, mas na hora H, amarelei. Faltou coragem. Assim como faltou também no dia em que meus pais resolveram ir até a Ilha dos Lobos, em Torres, num barco de pescador. No momento de subir no barco, desisti. Foram meu pai, minha mãe, meu irmão, e eu retornei sozinha, caminhando pela praia, até a casa da vó. 

Muita coragem me faltou na infância: até para colar durante as provas eu ficava nervosa. Mentir para pai e mãe, nem pensar. Ir de bicicleta até ruas muito distantes de casa, não me atrevia. Travada desse jeito, desconfiava que meu futuro seria bem diferente do das minhas amigas.

Até que cresci e segui medrosa para andar de helicóptero, escalar vulcões, descer corredeiras d’água. No entanto, aos poucos fui descobrindo que mais importante do que ter coragem para aventuras de fim de semana, era ter coragem para aventuras mais definitivas, como a de mudar o rumo da minha vida se preciso fosse. Enfrentar helicópteros, vulcões, corredeiras e tobogãs exige apenas que tenhamos um bom relacionamento com a adrenalina. 

Coragem, mesmo, é preciso para terminar um relacionamento, trocar de profissão, abandonar um país que não atende nossos anseios, dizer não para propostas lucrativas porém vampirescas, optar por um caminho diferente do da boiada, confiar mais na intuição do que em estatísticas, arriscar-se a decepções para conhecer o que existe do outro lado da vida convencional. E, principalmente, coragem para enfrentar a própria solidão e descobrir o quanto ela fortalece o ser humano. Não subi no barco quando criança – e não gosto de barcos até hoje. Vi minha família sair em expedição pelo mar e voltei sozinha pela praia, uma criança ainda, caminhando em meio ao povo, acreditando que era medrosa. Mas o que parecia medo era a coragem me dando as boas-vindas, me acompanhando naquele recuo solitário, quando aprendi que toda escolha requer ousadia." 


Eu, Raquel, hoje, tenho em coragem um novo sinônimo, novo sentido, coragem significa Jadi.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Obrigada...

"Sempre procurei uma forma para agradecer por todo o carinho, por toda atenção que voce dedica ao seus alunos, pois ao longo desses anos voce tem ajudado inumeras pessoas, inclusive a mim, desde os tempos do curso MG, dividindo conosco um pouco do seu grande conhecimento. Essa canção pertence a um grupo chamado NOVO TOM da igreja Adventista. Ela faz parte da minha vida e tem um significado muito especial. Espero que goste. Fique com Deus e muito obrigado por tudo." Osmen Almeida


 

domingo, 6 de novembro de 2011

Para vocês, meninas...

Tempo Perdido
Legião Urbana

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente

Não temos tempo a perder...

(...) 
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...


Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido


Somos tão jovens...


Tão Jovens! Tão Jovens!...


É mais uma parte da minha história que compartilho com você, querido leitor. Moramos juntas em um seminário quando cursávamos Música Sacra. 

Foto1: Da esquerda para a direita: Eu, Raquelzinha, Sandra e o Zorêia (macaco de pelúcia)
Foto 2: Da esquerda para a direita: Sueli, Sandra, Eu, Eliane, Cláudia, Raquelzinha e Sonja. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Entre a fé e a razão.


Seguia meu caminho de sempre... Guapi-Rio. No meu celular, uma música que ainda não conhecia, mas que falava de uma história que fez parte de toda a minha vida: a história de Abraão e Isaque. 

Talvez você não a conheça, mas é uma linda história bíblica, um relato de fé além da razão. Lembrei de quase dois anos atrás, quando também tive que escolher entre a fé e a razão. 

Vou contar para você:

Era uma vez um homem chamado Abrão, cujo nome significa "Pai Exaltado". Nasceu em Ur dos Caldeus, populoso e adiantado centro da Mesopotâmia do sul (350Km a sudeste da moderna Bagdá), no ano de 2165 a.C.

Um dia, Abrão teve um encontro com Deus e recebeu a seguinte ordem: "sai da sua terra, dentre os seus parentes e vai para uma terra que Eu lhe mostrarei. Eu farei de você uma grande nação, Eu o abençoarei e engrandecerei o seu nome. Mais ainda, Eu abençoarei todos aqueles que o abençoarem e Eu amaldiçoarei todos os que o amaldiçoarem. Por você serão benditas todas as famílias da terra. Vai e seja uma bênção."

Imagine!!! Ouvir uma voz sei lá de onde, de alguém que você sequer conhecia, receber uma ordem para ir para uma terra que ainda seria mostrada, sabe-se lá a que distância e obedecer, sem nem mesmo questionar??? 

Ah, sei lá, acho que eu faria umas cem perguntas, talvez mil. Deus ia ficar bem irritado comigo, talvez até fizesse uma cara de impaciente e desistisse de me escolher.   

Mas aquele Abrão foi sem perguntar nada. Simplesmente foi. Chamou sua mulher Sarai, seu primo Ló, pegou todos os seus pertences e lá se foram para a terra prometida. Abrão e Sarai não tinham filhos. 

Durante toda a sua caminhada, Deus jamais o deixou. Mas Abrão era como eu e você, tinha seus medos, inseguranças e começou a duvidar que dele sairia uma grande nação. Ele e Sarai já estavam velhos e nada de filhos. Mais uma vez Deus se fez ouvir: "não tenha medo, Eu sou o seu escudo e sua recompensa será muito grande." 

Dessa vez Abrão não resistiu. Questionou: "Senhor, não me deu descendência, continuo sem filhos."

"Abrão, vai lá fora, olhe para o céu e conte as estrelas, se é que pode. Assim será a sua descendência."

E mais uma vez ele acreditou, sem mais questionamentos. 

Muito tempo depois, Abrão já com cem anos e Sarai, com noventa, as dúvidas voltaram. Deus lhe propõe uma aliança. Muda seu nome para Abraão (pai de multidão) e o de sua esposa para Sara (princesa) e promete-lhes um filho que nasceria logo. 

Cumpre-se a promessa e nasce Isaque, que significa "riso".  Isaque era o filho da promessa. Festa, alegria... Sara era mãe contra todas as expectativas. Isaque era sua herança, seu filho amado. 

A história não termina aqui. Chega o dia em que Deus põe à prova a fé de Abraão. Ordena que ele pegue Isaque, seu único filho com Sara e o ofereça em holocausto. 

Ah, não!!! Essa não!!! Depois de tudo o que passei... matar meu próprio filho??? Pode parar!!! Seria essa a minha reação.

E agora? A fé ou a razão? 

Abraão escolheu a fé. Conhecia seu Deus. Sabia que todas as promessas até ali tinham sido cumpridas, todas as promessas... Levantou-se, madrugada ainda, acordou seu querido Isaque e foi com ele para o local do sacrifício. Caminharam lado a lado por três dias e somente Abraão sabia do motivo de estar ali. Deixaram os outros que os acompanhavam e subiram sozinhos ao local do holocausto. Isaque estranhou. "Pai, onde está o cordeiro que será sacrificado?" Coração sangrando, a resposta: "Deus proverá, meu filho."

Chegam ao local, Abraão prepara um altar, amarra seu filho, o coloca sobre a lenha e pega um cutelo para matá-lo. Era a escolha mais difícil de sua vida. Quando ia golpear Isaque, uma voz. Abraão olha para o céu e vê um anjo. "Não faça isso!!! Agora sei que acredita mesmo em Deus. Não Lhe negou nem mesmo o próprio filho!!!"

Todas as promessas foram cumpridas em Abraão e sua descendência tornou-se próspera e abundante. 

Há quase dois anos atrás tive que escolher entre a fé e a razão. A razão dizia que minha mãe deveria ser internada para mais uma sessão de hemodiálise, sob pena de morte. A fé dizia para não ouvir e retirar de seu braço o único acesso para a terapia, sob pena de amputação. Sabia que Deus daria o escape. Escolhi a fé. 

Sempre recebo e-mails e mensagens de alunos desiludidos, sem esperança, cansados, quase desistindo. Alguns já desistiram. 

A lição da fé é simples: a fé produz a paciência, e a paciência, a esperança!!!

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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