sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ruth, uma história de milagres

Há muito anos atrás, uma mulher estava na igreja prestando seu culto a Deus, quando começou a sentir algo estranho. Seu filho, ao olhar para ela, viu que seus movimentos estavam lentos e sua Bíblia caiu de suas mãos. Percebeu umas manchas vermelhas em seu rosto. 

Correram para o hospital mais próximo. Diagnóstico: AVC. Corri para o hospital ao ser avisada, ela mal falava, não movia seu lado esquerdo e foi transferida para outro hospital onde ficou internada por um tempo. 

Quando teve alta, recebeu a notícia de que ficaria com sequelas e uma delas era não poder andar. Não se conformou. Tomou alguns tombos tentando levantar-se da cama. Sua tática era levantar-se, apoiar-se em algo, encostar-se na parede e andar apoiada nela até conseguir firmar-se. Caiu uma, duas, três vezes... Até que um dia saiu andando. 

Esta mesma mulher, anos depois, começou a ter sintomas de diabetes e doença renal crônica. Perdeu seu marido com o qual esteve casada por 61 anos e que era o seu esteio, o seu chão. Todos pensavam que não sobreviveria. Encarou de frente. 

Passado algum tempo, os médicos informaram que, por suas condições, ela poderia morrer a qualquer momento, dormindo. Teve que ser internada para que pesquisassem as causas de sua doença. Permaneceu um mês no hospital. Após esse período, descobriram o problema e foi submetida a uma demorada cirurgia. Após a cirurgia não conseguiu mais andar sem apoio. Perdeu o equilíbrio. Ficou mais um mês no hospital tomando antibióticos. Seus rins não suportaram. Foi submetida à hemodiálise durante quatro anos. A terapia contribuiu para que seus movimentos ficassem ainda mais limitados. Não se conformou. Foi dispensada da hemodiálise há aproximadamente 3 anos e meio e vive tentando voltar a andar. 

Tentou ajuda na fisioterapia, mas ficava nervosa e sua pressão subia. Tentou que um profissional fosse atendê-la em casa, mas até agora não conseguiu. Desistir? Vez ou outra sua filha ouve o arrastar de cadeiras. Corre para ver o que é e ela está se movendo da cama para a mesa, da mesa para a cama. rsrs 

Começou a caminhar apoiando-se nas barras de proteção e nos objetos até o banheiro e, ontem quase matou sua amiga do coração. 

Já devem ter percebido que estou falando de minha mãe. rsrs 

Eu saí para gravar e ela ficou em casa com a Neuza. Esta resolveu fazer uma faxina no meu quarto. Pegou uma escada, subiu e começou a limpar o ventilador de teto. Daqui a pouco ouviu atrás dela, bem perto, uma voz: "não vai cair daí, ein." Quase despencou da escada. Virou-se e viu a Ruth parada na porta do meu quarto. rsrsrs 

"D. Ruth, pelo amor de Deus, quer me matar do coração?" risadas, gargalhadas... "O que a senhora está fazendo aqui?" "Você demorou a aparecer, então vim ver onde estava." 

Lembrei da música: "Estou decidido um invencível ser, seguindo os planos que tem para mim. Pois nada me abala, o Senhor não me esquece. Estou decidido viver para o Rei." 

Foto: Ruth e sua neta Eliane

1 comentários:

Miriam Farias disse...

É Prof. Raquel, Deus é mesmo tremendo e é por isso que eu O sigo e sirvo. Tenho mesmo de longe acompanhado esta história, e sei que sempre que venho visitar o seu blog irei encontrar algo de bom e que irá aumentar a minha fé, continue sempre compartilhando, pois com certeza muitas pessoas têm sido evangelizadas e vivificadas com estes testemunhos. Deus a abençoe e a toda a sua família.

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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