quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Preconceito I

“Se você quer conhecer alguém, coma um quilo de sal com ele”. Provérbio antigo

Começarei fazendo duas afirmações.

Primeira: todos têm preconceitos.

Segunda: O preconceito não é algo ruim, em princípio.

Bem, agora me deixe explicar tais afirmações.

Preconceito é uma capacidade que o ser humano tem de formular determinadas idéias sobre pessoas e/ou coisas a partir de sua experiência de vida.

Vou dar um exemplo bem fácil: quando eu era adolescente, certa noite estava com outros quatro colegas em nossa rua, conversando. De repente, surgiu um homem que subia a nossa sossegada rua em direção ao morro. Estávamos assentados sobre um muro e ao se aproximar de onde estávamos, sacou uma pistola prateada, virou-se para trás e gritou, num tom de encorajamento, para uma segunda pessoa que vinha atrás dele a uns 80 metros:

“Vem, pode vir”.

Quando ele se virou novamente para frente nós já tínhamos pulado aquele muro de quatro metros abaixo e corríamos muito.

Será que ele era policial? Bandido? Iria fazer um acerto de contas? Iria revidar uma agressão?

Não tenho a menor idéia e nem quero saber, mas nós nos sentimos ameaçados. Por isso penso que preconceito é uma forma de defesa, muitas vezes.

Lembra quando você era também um adolescente e no primeiro dia de aula, na turma nova, com pouca gente conhecida, olhava para cada um e tinha uma idéia diferente? “Ihhhh... que menina metida!”; “Puxa, que colega legal!”; isso é preconceito.

É possível que você tenha acertado em várias opiniões e errado em muitas outras.

Só o tempo pode mostrar a verdade.

A Bíblia conta a história fantástica do encontro de Jesus com uma mulher da região de Samaria (Evangelho de João, capítulo 4).

Jesus, que estava sentado à beira do poço de Jacó, era judeu e a mulher que foi buscar água para suas necessidades era samaritana (esses dois povos eram inimigos).

Ela deve ter olhado de longe e pensado: “Hum... hoje é meu dia”! Ficou quietinha, nem deu bom-dia.

Quando ela pegou a água e já ia embora fazendo de tudo para não ser notada, Jesus lhe disse: “Mulher, dá-me de beber”.

Ela deu uma resposta bastante agressiva a Jesus no versículo nove. O Senhor insistiu na conversa, conseguiu captar sua atenção e admiração. Então, no versículo dezenove ela já O elogiou.

Mas foi no verso vinte e nove que ela fez a grande declaração sobre Jesus, quando disse que Ele era o Cristo, o Salvador.

Por que ela mudou tão rápido de opinião? A resposta é: Ela investiu tempo em conhecê-Lo.

Não podemos evitar o preconceito. É uma defesa de cada pessoa, mas não podemos confiar cegamente em nosso preconceito. É preciso dar tempo ao tempo para tirarmos conclusões melhores.

Há muita gente que, se examinasse melhor a situação, não se casaria com quem se casou; não evitaria a amizade de quem evitou; não falaria mal de quem falou e coisas desse tipo.

Há inclusive, aqueles que fogem do Evangelho só por causa da percepção que outros têm sobre religião. Quando essa pessoa parar e ouvir Jesus Cristo, irá se surpreender como a mulher Samaritana e O receberá como Salvador de sua alma.

Abraços
Pr. Corel

Texto: João 4:5-28.

Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade.
[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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Proibida a cópia, sem autorização, dos textos, fotos e material de aula aqui apresentados©2009 Professora Raquel Tinoco | by TNB