quinta-feira, 30 de julho de 2009

BACEN - Hora de intensificar os estudos

GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 211, DE 27 DE JULHO DE 2009
O MINISTRO DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso de suas atribuições, e tendo em vista a delegação de competência prevista no art. 2º do Decreto Nº 4.175, de 27 de março de 2002, resolve:

Art. 1º Autorizar a realização de concurso público para o provimento de trezentos e cinquenta cargos de Analista do Banco Central do Brasil e de cento e cinquenta cargos de Técnico do Banco Central do Brasil, da Carreira de Especialista do Banco Central do Brasil de que trata a Lei no 9.650, de 27 de maio de 1998.

Parágrafo único. O provimento dos cargos a que se refere o caput dependerá de prévia autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, condicionada à declaração do respectivo ordenador de despesa sobre a adequação orçamentária e financeira da nova despesa com a Lei Orçamentária Anual e sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, demonstrando a origem dos recursos a serem utilizados.

Art. 2º A responsabilidade pela realização do concurso público será do Diretor de Administração do Banco Central do Brasil, a quem caberá baixar as respectivas normas, mediante a publicação de editais, portarias ou outro ato administrativo.

Art. 3º O prazo para publicação de edital de abertura do concurso público será de até seis meses, contado da data de publicação desta Portaria.

Art. 4º A realização do concurso público deverá observar o disposto na Portaria MP No- 450, de 6 de novembro de 2002.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO BERNARDO SILVA
D.O.U.; 28/7/2009 Seção 1 Pág.: 81
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terça-feira, 28 de julho de 2009

Grandes pequenos...

- Eu o racharei! Disse o machado.

E logo se pôs a dar fortes golpes contra o ferro. Todavia, a cada golpe que dava, seu corte se tornava mais e mais cego.

Afinal foi obrigado a parar.

- Deixa comigo! Falou o serrote.

E em seguida pôs-se a serrá-lo, no seu vai e vem constante, com seus dentes implacáveis.

Entretanto, daí a pouco, seus dentes se entortaram e foram se quebrando, e ele caiu para um lado.

- Ha! Ha! Riu o martelo. Eu sabia que vocês não conseguiriam. Vou mostrar-lhes como se faz!

Contudo, na primeira batida que ele deu no ferro, a cabeça se soltou do cabo e o ferro continuou intocado como antes.

- Posso tentar? Indagou uma pequenina chama.

Os outros a fitaram com desprezo.

E ela mansamente se enroscou em torno do ferro, abraçou-o, e ali permaneceu até que ele se derreteu totalmente com seu calor.

Adoro filmes em que o inesperado acontece. Já viram que gosto muito de cinema. rs Gosto mesmo!

Sou capaz de vibrar com a mamãe dinossauro da "Era do Gelo 3" quando o Rudi tenta abocanhar o Cid e ela aparece e o salva. Se der, até aplaudo.

Sou capaz até de chorar em "Kung Fu Panda" quando há o reencontro da família.

Adorei quando o professor de matemática de "Uma Mente Brilhante" retorna à Universidade, reconhecido.

"Patch Adams"????

"Desafiando os Gigantes"???

"Prova de Fogo"???

"O Patinho Feio"??? Ah, não, aí é demais, né? rsrsrs Estou brincando. Não chorei no Patinho Feio, mas não deixa de ser uma lição.

É o improvável, o inesperado, o inacreditável. São aqueles contra os quais pesa a descrença, a desconfiança, melhor, a certeza de que não conseguirão atingir seus sonhos. São frágeis, desajeitados, desastrados, não possuem beleza, pequeninos, minúsculos, como aquele barquinho de um desenho antigo da Disney que consegue salvar um enooooorme navio em uma terrível tempestade.

Amo quando aquele rejeitado alcança seu objetivo, luta contra todas as adversidades, faz a platéia se calar e acreditar, mais que nunca, que sonhar vale a pena e realizar é possível.

Lembro-me de Jesus, quando estava chegando a Jerusalém e o povo todo o recebia com a pompa de um rei. Naquele dia muitos milagres foram feitos e os sumo-sacerdotes e escribas indignaram-se com algumas crianças que clamavam no templo: "Hosana ao Filho de Davi."

A resposta de Jesus: "Nunca lestes: pela boca dos meninos e das criancinhas tiraste o perfeito louvor?"

Fortes são aquelas desacreditadas chamas, pequenas, oscilantes ao vento, mas capazes de "derreter" obstáculos, quaisquer que sejam.

Adaptado por Raquel Tinoco de Fontes no Vale.
Lettie Cowman
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Simples, simples assim...

Mesmo sem naus e sem rumos, mesmo sem vagas e areias.

Há sempre um copo de mar.

Para um homem navegar.

Jorge de Lima
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Pacto São José da Costa Rica

O Brasil, desde 1992 (Decreto 678/92), por decreto presidencial, é signatário da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto São José da Costa Rica).

O Artigo 7º da convenção veda a prisão civil do depositário infiel, somente permitindo-a na hipótese de dívida alimentar.

“Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedida em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar”.

A EC n. 45/2004, acrescentando o §3º ao art. 5º da CF, prevê que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Havia uma discussão doutrinária acerca da hierarquia dos tratados internacionais de proteção dos direitos humanos em nosso ordenamento jurídico, tendo por fundamento o art. 5º, §2º, da CF. A EC 45 acabou com a polêmica ao equipará-los às Emendas Constitucionais, desde que preencham dois requisitos:

1. Tratem de matéria relativa a direitos humanos;

2. Sejam aprovados pelo Congresso Nacional, em dois turnos, pelo quorum de três quintos dos votos dos respectivos membros.

Preenchidas tais formalidades, o tratado terá índole constitucional, podendo revogar norma constitucional anterior, desde que em benefício dos direitos humanos, não podendo ser suprimido ou reduzido por Emenda Constitucional (Art. 60, §4º, IV, da CF).

Entretanto, os concurseiros, diante da infinidade de possibilidades que as Bancas criam, queriam a certeza do que marcar em uma questão dessas. Hora querem a letra da lei, ainda que esta seja inconstitucional; hora querem o entendimento dos Tribunais; hora é difícil saber o que querem...

A espera não foi grande. O Cespe, como sempre, na prova da ANAC, Cargo 6, Analista Administrativo, Área 1, Caderno O, questão 54, disparou:

"Embora seja possível a restrição da liberdade de locomoção dos indivíduos nos casos de prática de crimes, é vedada a prisão civil por dívida, salvo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), quando se tratar de obrigação alimentícia ou de depositário infiel."

O Gabarito? Errado.

O artigo 5º, LXVII da CF afirma que não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel.

Eis o entendimento do STF:

HC 89634 / SP - SÃO PAULO
HABEAS CORPUS
Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO
Julgamento: 24/03/2009 Órgão Julgador: Primeira Turma

DEPOSITÁRIO INFIEL - PRISÃO. A subscrição pelo Brasil do Pacto de São José da Costa Rica, limitando a prisão civil por dívida ao descumprimento inescusável de prestação alimentícia, implicou a derrogação das normas estritamente legais referentes à prisão do depositário infiel.

HC 91676 / RJ - RIO DE JANEIRO
HABEAS CORPUS
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI
Julgamento: 12/02/2009 Órgão Julgador: Tribunal Pleno

"Desde a adesão do Brasil, sem qualquer reserva, ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. 11) e à Convenção Americana sobre Direitos Humanos – Pacto de San José da Costa Rica (art. 7º, 7), ambos no ano de 1992, não há mais base legal para a prisão do depositário infiel, pois o caráter especial desses diplomas internacionais sobre direitos humanos lhes reserva lugar específico no ordenamento jurídico, estando abaixo da Constituição, porém acima da legislação interna. O status normativo supralegal dos tratados internacionais de direitos humanos subscritos pelo Brasil, dessa forma, torna inaplicável a legislação infraconstitucional com ele conflitante, seja ela anterior ou posterior ao ato de adesão. Assim ocorreu com o art. 1.287 do Código Civil de 1916 e com o Decreto-Lei n° 911/69, assim como em relação ao art. 652 do Novo Código Civil (Lei n° 10.406/2002)." (RE 466.343, Rel. Min. Cezar Peluso, voto do Min. Gilmar Mendes, julgamento em 3-12-08, DJE de 5-6-09). No mesmo sentido: RE 349.703, Rel. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 3-12-08, Plenário, DJE de 5-6-09.

O Plenário do STF, no julgamento do HC 87.585, pacificou o entendimento de que, no atual ordenamento jurídico nacional, a por dívida restringe-se à hipótese de descumprimento voluntário e inescusável de prestação alimentícia.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dê-me a visão além do alcance...

Sou fã de desenhos animados. Gostava muito de um e sempre que podia estava lá, em frente à TV. Thunder Cats. Esperava que Lion, o líder, levantasse sua espada e dissesse: "Espada justiceira, dê-me a visão além do alcance".

Quando li a reportagem sobre o Dr. Ricardo Tadeu, instantaneamente a frase de Lion me veio à mente. Isso sim, é a visão além do alcance.

Não pelo fato de toda a abordagem em torno de sua deficiência visual e de sua nomeação por Lula, mas porque posso ver. Sim, está mais ligado ao que tenho diante dos meus olhos e dos limites impostos por aquilo que quero enxergar. Limites, entendam, que nós mesmos fixamos.

E a frase de Lion ressoou em meus ouvidos, vinda lá de um canto qualquer das lembranças.

Não há mesmo limites que possam impedir a vontade e sua força motriz.

Em uma de suas entrevistas, li a frase que fez e continua fazendo toda a diferença no momento em que escolhemos nossos caminhos.

"Sempre quis ser juiz. Realizei um sonho"

Pelo que se lê a seu respeito, o atual Desembargardor do TRT da 9ª Região, Dr. Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, nunca se intimidou diante de obstáculos. Nasceu prematuro, sofreu paralisia cerebral e em decorrência disso ficou com deficiência visual.

A mãe, Genny, exigiu que o filho tivesse oportunidades iguais às de outras crianças, na escola, quando poucos falavam em inclusão educacional.

No terceiro ano de direito, aos 23 anos, perdeu toda a visão, e os colegas passaram a gravar leituras do conteúdo dos livros e das aulas para ajudá-lo. Pouco tempo depois, formou-se pela Universidade de São Paulo (USP).

Não parou por aí.

Iniciou a prática da advocacia em 1983, prestando assistência judiciária no Centro Acadêmico XI de Agosto, em São Paulo. Depois de formado, em 1984, advogou em um escritório especializado na área trabalhista.

Em março de 1987, foi nomeado assessor do Dr. Oswaldo Preuss, Juiz do TRT da 15ª região.

Fez mestrado e doutorado.

Conheceu a discriminação ao ser impedido de prestar concurso para juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.

Ricardo Tadeu não desistiu. Prestou concurso em outro Estado.

Ingressou na carreira do MPT em 17/12/1991, após a conclusão do 3º Concurso do MPT, em que obteve a 6ª colocação.

Manteve-se atuando na 15ª região, em Campinas. Em 1994, foi promovido a Procurador Regional do Trabalho. Atuou como custus legis até 1995 e na 1ª instância até 1999. Passou, então, a exercer a função de procurador-chefe daquela regional até o ano de 2002, período durante o qual iniciou o processo de interiorização do MPT, com a instalação da então sub-sede de Bauru/SP.

Ainda em 2002, com a autorização do CSMPT, mudou-se para Curitiba para cursar o doutorado na UFPR, o que, em 2003, deu azo a sua transferência para a 9ª região, onde, a partir de 2005, passou a atuar no Núcleo de Combate à Discriminação.

O MPT sempre lhe proporcionou muitas alegrias e realizações. Atuou no combate ao trabalho infantil, na regularização do trabalho de adolescentes, no combate às cooperativas fraudulentas de mão de obra, em questões de meio-ambiente de trabalho, no combate à discriminação no trabalho e, desde março de 2009, na Coordenadoria de Segundo Grau.

Ao longo de seu trabalho, publicou diversos textos sobre temas correlatos às suas atribuições de Procurador, dentre eles um livro, o qual leva o título de sua tese de doutorado: "O Trabalho da Pessoa com Deficiência e a Lapidação dos Direitos Humanos".

Sua dissertação de mestrado, sustentada na Universidade de São Paulo, lançou as bases teóricas para a elaboração e edição da lei 10.097/00, de cuja redação participou. A referida lei alterou a CLT no capítulo da aprendizagem.

Colaborou na redação do decreto 3.298/99, que passou a regulamentar o trabalho das pessoas com deficiência. Presidiu uma comissão nomeada pelo COLEPRECOR (Colégio dos Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho), para implantar LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) no judiciário trabalhista.

Atuou na ONU, juntamente com a delegação brasileira, para a redação da Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência daquela organização, norma que o Brasil ratificou em agosto de 2008, com status constitucional. Participou junto ao CONADE e ao Congresso Nacional, como observador do MPT, para que tal ratificação ocorresse.

Durante toda sua carreira, proferiu palestras pelo Brasil. Em 2004, falou no Banco Mundial, em Washington D.C., sobre a atuação do Ministério Público do Trabalho na inserção da pessoa com deficiência no mundo laboral em nosso país.

Como participante do Núcleo de Combate à Discriminação, propôs a idéia de se adotar o contrato de aprendizagem para as pessoas com deficiência, por meio de convênios entre ONGs, Sistema "S" e empresas, visando qualificar esses trabalhadores no ambiente de trabalho, o que se tornou política pública do MTE. Sobre o tema, propôs o texto da lei 11.180/05, que rompeu o limite máximo de idade para aprendizes com deficiência.

Em 7/7/2001, recebeu Comenda de Honra ao Mérito, ofertada pelo então Presidente do TST, ministro Almir Pazzianotto Pinto, por indicação da população do Município de São Carlos/SP. Recentemente, foi distinguido, com a indicação do Presidente da República, para concorrer a uma vaga de delegado do Brasil no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU. Foi também agraciado pelo Ministro do Trabalho com a condecoração da "Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas".

Parte de uma entrevista à Revista Sentidos, no ano de 2007:

O que significou ficar cego meses antes de se formar advogado?

Eu tinha 23 anos. Estava no terceiro ano da faculdade de direito da USP. Achei que não conseguiria terminar o curso. Meus amigos não me deixaram desistir. Cada um escolheu uma disciplina e gravou o conteúdo de livros e aulas para eu estudar. Isso marcou minha vida definitivamente. A turma fez questão que eu me formasse junto com ela. Descobri que poderia fazer o que quisesse.

Enfrentou dificuldade nos estudos?

No começo, precisei de métodos especiais por ter baixa visão. Fui alfabetizado em casa, por minha mãe. Nunca estudei muito braille. Ainda criança, mudamos para Porto Alegre, onde tive o privilégio de estudar em uma escola que já era construtivista nos anos 60. Foi difícil voltar a São Paulo (no meio da 7ª série). A escola não assumiu minha condição. Já que os professores não me ensinavam, resolvi bagunçar. Recomendaram, então, que eu fosse para a escola Padre Chico- especial para cegos. Minha mãe discordou e matriculou-me em uma escola regular. Mas acabei entrando na USP.

O vestibular foi acessível?

As provas foram gravadas em fita. Eu respondia colando o rosto na folha de questões. Já na faculdade, senti dificuldades concretas porque precisava ler mais. Tive de contratar ledores a fim de estudar para concursos - e fazer mestrado e doutorado. Opto por ter a ajuda de pessoas que lêem pra mim, porque apesar de hoje haver programas de acessibilidade para computador, falta tempo para digitalizar tudo. Sempre tive de investir recursos para estudar.

No trabalho acontece o mesmo?

Também preciso de alguém para ler. Uma pessoa em quem confio, que lê e escreve o que eu dito. Trabalho com um analista processual designado pelo Ministério Público. Lido com documentos (em papel) de 200 inquéritos e processos civis. Combatemos a discriminação profissional: questões como assédio moral, racial, sexual, e em critérios de promoção. E fiscalizamos o cumprimento da Lei de Cotas.

O que é preciso fazer para garantir o cumprimento das cotas?

Optamos, primeiro, por audiências públicas para estabelecer um procedimento administrativo de acompanhamento de cada empresa. Cerca de 90% dos casos resolvemos assim. Para os outros 10%, é preciso entrar com ações. A Justiça tem acolhido as solicitações e estabelecido multas pesadas.

Alguma vez foi beneficiado pessoalmente pela Lei de Cotas?

A lei não existia quando me formei (1984) nem quando prestei concurso (1991). Mas nem precisaria. Fui aprovado em quinto lugar, e fiquei em terceiro por titulação, entre 5 mil candidatos no concurso do Ministério Público. Era comum eu não ser contratado. Me chamavam por causa do currículo, mas o pessoal do RH ficava atônito ao me ver chegar. Em 1987, fui contratado por um juiz do Tribunal do Trabalho de Campinas, Osvaldo Freeus, como assessor para a elaboração de acórdãos (decisões de segundo grau na Justiça). Em 1990, estimulado por ele, decidi prestar concurso para juiz no Tribunal do Trabalho de São Paulo, mas fui impedido.

Como isso aconteceu?

Minha inscrição como cego foi aprovada. Passei nas duas primeiras provas, a de múltipla escolha e a dissertativa. Antes da última prova, que previa elaborar uma sentença - coisa que eu fazia havia três anos - o Tribunal decidiu antecipar meu exame médico. Só o meu. Com base em um laudo médico que atestava minha cegueira, me impediram de realizar a prova.

O que alegaram?

Que eu não poderia ver documentos nem tampouco a expressão de réus e testemunhas. Mas posso avaliar a oscilação vocal melhor que um vidente. Juízes, quando recebem documentos em língua estrangeira, precisam de um tradutor juramentado que o leia em seu lugar. O ledor, acredito, cumpre a mesma atuação. A postura do tribunal foi violenta. Decidida pela comissão de concursos e confirmada pelo presidente do TRT.

Foi uma decisão preconceituosa. Na época fiquei abalado. Mas não guardo mágoa. Hoje (2207), sou convidado a entrar na magistratura pelo Quinto Constitucional, o que muito me honra.

Pretende aceitar o convite?

Estou feliz como Procurador de Justiça e ainda não tenho essa intenção. O que aceitei foi compor a banca de exame oral para concurso de juízes em Curitiba. É a última prova, a mesma que fui impedido de fazer! Agora há leis que impedem as comissões de dizer de antemão se um candidato pode ou não prestar esse concurso.

Como avalia o valor do trabalho?

Vivemos na sociedade do trabalho. O que você realiza passa ser a sua identidade. Mas o direito ao trabalho está em crise. Muitos defendem a redução dos direitos laborais. Discordo. O trabalho não é mercadoria, algo que se compra e vende. Tanto o direito ao trabalho e os direitos do trabalho dizem respeito à dignidade, que luto para preservar contra a ganância do mercado. Não quero combater o lucro e a livre iniciativa, longe disso. Defendo o trabalho como empregado, autônomo, empreendedor. Ele é inerente à dignidade humana e proporciona independência, autonomia, capacidade de realização. Quando luto para cumprir a Lei de Cotas, quero reconhecer o direito de todo cidadão à dignidade.

Convite feito, convite aceito.Decidiu concorrer à vaga para desembargador pelo Quinto Constitucional, depois de 18 anos de atuação no Ministério Público do Trabalho. O Procurador do Ministério Público do Trabalho tem seu sonho realizado. Será juiz.

Foi nomeado no último dia 17, pelo Presidente da República, para integrar o TRT da 9ª Região.

E aí??? Ainda pensa em desistir de seus sonhos? Ainda acha que não há mais o que ver?

Diferentemente de Lion, não temos uma espada mágica, mas temos mais. Temos a força motriz, lembra? Que essa força seja a nossa espada e que por meio dela possamos alcançar além do que os nossos olhos podem ver.

Fontes:
http://www.bengalalegal.com
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domingo, 19 de julho de 2009

Obrigadaaaa!!! O meu está entre os 100 graças ao seu voto!!! Continuem participando!

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Obstáculos, às vezes, são grandes bênçãos

"...mas eu perseverei em seguir ao Senhor meu Deus" (Josué 14:8).

Charles Harvey, do Texas, USA, sentia-se um pouco nervoso ao se dirigir a uma entrevista importante de trabalho.

Ele já estava quinze minutos atrasado e com muita pressa, quando passou por uma senhora de meia idade que estava parada com um pneu furado. "

Minha consciência fez-me parar", disse ele. "Eu troquei seu pneu e corri apressado para a entrevista, achando que já podia esquecer aquele emprego".

De qualquer maneira, ele preencheu o formulário de solicitação de trabalho e foi para o escritório do diretor de pessoal.

Teria ele conseguido o trabalho? Certamente que sim. O diretor de pessoal o contratou imediatamente. O diretor era a mulher a quem ajudou a trocar o pneu.

Muitas vezes somos surpreendidos com obstáculos que se erguem à nossa frente exatamente no momento em que caminhamos em direção à realização de um grande sonho.

Ficamos desesperados, achamos que tudo está perdido, que o fracasso é definitivo. Poderemos estar completamente enganados. Deus sabe todas as coisas e, sem que o percebamos, Ele estará nos fornecendo a porta de entrada de uma grandiosa bênção.

O grande segredo para um final feliz é nunca desanimar ou desistir de nossos sonhos. Se cairmos, devemos levantar imediatamente e seguir em frente. se fracassarmos, devemos recomeçar com o mesmo ardor e determinação. Se alguém nos mandar parar ou escarnecer de nossa insistência, olhemos para o alto, para o Senhor dos senhores, e agradeçamos por nos fazer mais do que vencedores.

Se a nossa vitória está demorando um pouco, não murmuremos.

Se a nossa caminhada encontra pedras e buracos, agradeçamos ao Senhor por tudo. Todas as coisas cooperam para o bem dos que O amam.

Saibamos esperar, reconheçamos que as coisas de Deus têm o tempo certo.

Se o seu sonho ainda não se realizou, não deixe de confiar em Deus.

Se, enquanto espera, surgir a oportunidade de ajudar na realização do sonho de outra pessoa, faça-o com prazer.

Você se alegrará com a vitória dos amigos e, ao chegar a sua, a felicidade será muito maior.

E-mail enviado por Kelly Souza
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domingo, 12 de julho de 2009

Simples, simples assim...

Todo sentimento precisa de um passado pra existir.

O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca.

Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que a pouco era quase um estranho.

Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica...

Benjamim Constant
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Voar...



E Deus disse a Elias:

Vai para fora e põe-te neste monte perante o SENHOR.

E eis que Deus passava, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as rochas diante dEle.

Porém Deus não estava no vento.

E depois do vento um terremoto.

Também Deus não estava no terremoto.

E depois do terremoto um fogo.

Porém Deus também não estava no fogo.

E depois do fogo uma voz mansa e delicada: "que fazes aqui Elias?"

Posso perguntar?

O que você faz aí? Escondido em si mesmo, lamentando seus problemas? Por acaso sua ansiedade foi capaz de acrescentar um centímetro de vitória à batalha?

O que você faz aí? Irado, chateado, amargurado porque não o compreendem?

O que você faz aí? Amedrontado, encolhido, estático diante de todas as possibilidades?

Não sabe que rumo tomar?

Cansado de tanto tentar?

Já olhou em volta?

Não enxerga nada?

Feche os olhos, ouça a voz suave. Sinta a brisa que vem após a tempestade. Não digo que é fácil. Quem disse? Mas é possível.

Renove suas forças. Há muito ainda a fazer. Não desista!!! Jamais desista!!!

Suba em um alto monte, ainda que imaginário. Olhe de lá seus problemas. Terão a mesma dimensão? Olhe do alto, planando sobre eles, suavemente. Há sempre uma saída que pode estar escondida no labirinto da vida.

Texto: Raquel Tinoco
Base: I Reis 19
Vídeo: Pr. Edson Tinoco

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Simples, simples assim...

Não sei ...se a vida é curta
ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Cora Coralina
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Você é o responsável

Era manhã de mais um dia de trabalho.

Um dia que parecia ser igual a todos os outros dias – isso para quem adora criar monotonias em sua própria vida.

Os funcionários chegaram na empresa do mesmo jeito que chegavam todos os dias, mas já na entrada algo os surpreendeu.

Encontraram um cartaz na portaria dizendo:

"Faleceu ontem a pessoa que impedia o crescimento da empresa.

Você está convidado para o velório na quadra de esportes."

No início todos se entristeceram com a morte de alguém, mas, depois de algum tempo, ficaram bastante curiosos em saber quem havia morrido.

Quem estava bloqueando o crescimento da empresa?

A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.

Então, conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

“Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?” diziam uns.

“Com certeza alguém envolvido em algum desvio de dinheiro!” diziam outros.

“Ainda bem que este infeliz se foi!” esbravejavam.

Assim, um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco.

Ficavam em silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.

Pois bem, no visor do caixão havia um espelho… E cada um via a si mesmo…

A lição da diretoria da empresa foi clara:

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo!

Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.

Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida e, você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

Sua vida não muda quando seu chefe muda, quando sua empresa muda, quando seus pais, filhos, mudam: ela se modifica quando você mesmo muda.

Você é o único responsável por ela, e o único que prestará contas dela.

Enviado por Eliane Costa
[...]

domingo, 5 de julho de 2009

Assim se cresce...

Impossível atravessar a vida ...

Sem que um trabalho saia mal feito, sem que uma amizade cause decepção, sem padecer com alguma doença, sem que um amor nos abandone, sem que ninguém da família morra, sem que a gente se engane em um negócio.

Esse é o custo de viver. O importante não é o que acontece, mas, como você reage. Você cresce... Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.

Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la. Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.

Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos. Cresce quando abre caminho, assimila experiências... E semeia raízes…

Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho..

Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento e humano por nascimento.

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se levante o pó.

Cresce quando é capaz de lidar com residuos de ilusões, é capaz de perfumar-se com flores...

E se elevar por amor.

Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida, mais do que recebe.

E assim se cresce…

Susana Carizza
[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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