domingo, 8 de novembro de 2009

Sorry...

Fiquei dois dias sem internet. Manutenção, segundo eles...
[...]

Olé!!!

Acabamos de chegar da Igreja. Minha mãe, de uma memória incrível, vez ou outra se lembra de uma história de sua vida.

Às vezes são tão engraçadas que não dá para deixar de compartilhar.

Choveu um pouco em Guapi (ufa, tá um calorão). Estávamos a caminho da Igreja quando Paulo lembrou-se do guarda-chuva. "Raquel, você pegou o guarda-chuva?" "Eu não." Respondi. "Mas não vamos precisar", arrematei.


Minha mãe, sentada no banco da frente do carro... "É, não vai chover mais..." Fez uma pausa e continuou: "Uma vez, eu plantei muito maxixe e quando colhi entreguei a um senhor para vender."

Nós sempre a incentivamos a contar suas histórias. "E aí, mãe?"


"Ele vendeu e me entregou o dinheiro. Fui a Itaguaí e comprei uma sombrinha vermelha."

"Vermelha???"

"É. Vermelha. Mas não fiquei com ela muito tempo. Meus filhos, num dia de sol bem quente, a levaram para o pasto."

"Quem? Qual deles?" Quis logo saber.

"O Edinho."

"Tem certeza??? O Edinho? Logo ele, tão 'anjinho'???"

O 'Edinho' é este da foto, agora com de mais de 50 anos e já é vovô... rsrsrs Ele era o intelectual da família. Estudioso. Mas se metia em umas confusões bem engraçadas quando era mais jovem. Eu sempre fui a responsável por colher as informações secretas com meus pais e espalhá-las em todos os eventos... mesmo os mais sérios. kkkkkkk

Hoje mesmo, na posse dele como pastor auxiliar da Igreja Evangélica Congregacional da Tijuca, passaram um filminho com umas fotos bem ridículas de quando ele era mais jovem e ele logo veio me acusar: "foi você, né Raquel?"

Mas dessa vez não fui eu. Meus sobrinhos aprenderam comigo. kkkkkkkk

Mas, voltemos à história.

Minha mãe grita para os meninos que se afastam com a sua sombrinha: "Edson... Paulo... Elias... Onde vão com a minha sombrinha?"

"Ah, mãe, a gente vai levar. O sol tá muito quente e ficar naquele pasto não é brincadeira. E ainda pode chover, né?"

"Tomem cuidado. É novinha."

E lá se foram eles... com a sombrinha vermelha.

No pasto, resolveram brincar de tourada. kkkkk

Olé!!!!

Retornaram sem graça, mãos abanando. Alguma coisa escondida atrás das costas de um deles. Talvez o mais ágil, que corresse mais rápido.

"Cadê a minha sombrinha?"

Exibiram algo meio retorcido, mais parecendo a coroa da Estátua da Liberdade. kkkkkk

Era a sombrinha. Toda amassada e rasgada. Eles a usaram para tocar os bois.

"Mãe, a senhora tem certeza que o 'Edinho' estava no meio?"

"Ele ia com os irmãos, mas ficava só sentado no 'toco' assoviando. Se você perguntar, ele vai logo dizer que é mentira, mas ele estava lá sim."

Ei meninos, não contem isso para o Gabriel (neto do 'Edinho').

PS. Ah, 'Edinho'... dê-se por satisfeito, por enquanto, porque ainda não contei a história do galho.kkkkkkk

Foto1: Raquel Tinoco
Foto2: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.maria-brazil.org/newimages/maxixe
Foto3: http://www.solostocks.com.br/
[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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