segunda-feira, 16 de maio de 2011

Jiló e Eu.

Quando chegou aqui em casa, era bem pequeno e magrelo. Estava debilitado, infestado de carrapatos, o maior barrigão... 

Sem problemas, apaixonamo-nos, como todos os outros.

Sentiu-se um membro da família. Logo, logo ficou amigo do Léo. Corriam pela casa brincando, fazendo aquela bagunça!!! 

Cuidamos dele. Transformou-se em um lindo filhote e, como você sabe, muito especial. Mas não engordava por nada. 

Algum tempo depois comecei a observar que ele não queria alimentar-se.

Foi emagrecendo, emagrecendo e um dia, já desesperada, abracei-o e comecei a chorar.

Não queria que ele morresse. Jiló é, dentre todos os nossos cães, o mais apegado a mim. 

Foi levado ao veterinário. Era parvovirose. Imediatamente internado!!!

No dia seguinte, fomos visitá-lo. Ao chegarmos à clínica, os veterinários estavam ocupados com um cão em estado grave. Como já nos conhecem, fomos entrando à procura do Jiló. De repente, ele nos vê. Estava em uma cela, com o "cone da vergonha". Precisaram colocar porque ele comia todos os equipos do soro.  

Quando nos viu, começou a chorar tão alto que tivemos que sair correndo da clínica para não levarmos uma bronca. Uma semana depois, voltava para casa. Que alegria!!! Foi uma festa!!! Recuperou-se, mas não engordava. Isso incomodava. Trocava a ração, comprava suplementos alimentares e nada. Ele é um cachorrinho bem guloso!!! 

Será que ele sabe que estou falando dele? Fica aqui, sempre deitado aos meus pés, sob o rack, num aperto para nós dois. Ele não consegue deitar direito e eu não consigo sentar direito. Mas prefiro assim. 

Algumas semanas atrás, uma ferida estranha, tipo um nódulo de espinho começou a surgir nas suas patas dianteiras. Como sempre, comecei: 

"Paulo, já viu as patas do Jiló? Esquisito aquilo." 

"Não deve ser nada. Talvez um espinho." 

Todos os dias olhava as patas dele. Vigiava. Comecei a perceber uns movimentos involuntários. Ele estava deitado e as patas da frente começavam a "pular" sozinhas, sem que ele movesse o corpo. Hummmm, isso não está legal. 

"Paulo, você já viu essa coisa no Jiló? Ele fica tremendo, as patas ficam movendo-se de forma esquisita."

"Não, não vi". 

Eu sou mais desesperada com essas coisas. Acabo vendo tudo primeiro porque fico vigiando. Sou mais carinhosa, mas pegajosa com os bichos. Abraço apertado, afagos e vez ou outra, descubro algo. 

Os nódulos começaram a aumentar. Um dia, ele estava deitado ao lado da cama e quando olhei, havia sangue no chão. Eu sou uma molenga. Quase desmaiei da última vez que fui levar minha mãe para fazer exame de sangue. Não conseguiam achar uma veia decente e aquele "procura veia daqui, procura veia dali" começou a me deixar zonza. Nada de achar a veia da veia. A Neuza olhou pra mim e disse: "Paulo, a Raquel vai cair." Eu já estava sem cor. 

Deus me deu a pessoa certa. Sou forte para outras coisas, mas quando vejo um sanguinho....

Lá veio o Paulo e quando levantou a pata do Jiló, o "espinho" já era uma ferida aberta... Foi para a internet. Pesquisas e pesquisas, achou algo parecido: pododermatite. Compramos o medicamento e a ferida começou a sarar. Ehhhhhh... Bingo!!!! Acertou de novo, Sr. Dr. Paulo. Nesse meio tempo, tentávamos fazer com que o veterinário viesse para uma visita. 

Nada disso. Dias depois o remédio não surtia mais efeito.  Já comecei a desesperar. O Jiló começou a tremer. Ficava parado, deitado perto de mim e sem mais nem menos, tremia. Consegui mostrar ao Paulo. Ele estranhou. 

Enfim, conseguimos a visita do veterinário. Ele olhou e disse não conhecer nada parecido. Examinou o Jiló, viu que estava nutrido, esperto, mucosas coradas, mas também estranhou a magreza. Colheu sangue para exame e pediu que aguardássemos o resultado antes de medicá-lo. Foi aí a surpresa!!!

Contra todas as expectativas, Jiló estava com uma profunda anemia causada por Babesiose.
Suspendeu a medicação e marcou a data para uma transfusão de sangue. 

A Babesiose é uma doença parasitária, não transmissível ao homem. Seu agente transmissor é o carrapato Rhipicephalus sanguineus, que parasita e destrói as células sanguíneas do animal causando anemia podendo, inclusive, levá-lo à morte.

O carrapato contamina-se pela Babésia ao se alimentar do sangue de um animal já contaminado e, ao picar um animal sadio, dá continuidade ao ciclo de contaminação.

Uma vez contaminado, o anima apresenta como sintomas a perda de apetite, febre, desânimo, fezes acompanhadas de sangue, palidez nas mucosas conjuntiva e bucal, além de sangramentos no nariz, boca e ponta das orelhas.

Pronto!!! Essa, não!!! Mas não sabíamos ainda da gravidade dos fatos. O dia da transfusão chegou. Os médicos vieram buscá-lo. Eu não quis ver. Minha mãe abriu a boca. 

Durante todo aquele dia ficamos apreensivos. Paulo escondeu-me algumas coisas que só agora sei. Jiló estava tão debilitado que poderia morrer durante o sono. À tarde ele retornou, já amigo dos veterinários. Precisava ficar de repouso e por isso passou a dormir dentro de casa. Ainda está em recuperação. Sua pata ainda está bem machucada, mas o principal agora é livrá-lo da doença. 

Ele continua correndo atrás dos gatos. 

Não sei como seria sem ele e nem quero saber. 

Fotos: O enfermo folgando. Agora pode até subir na cama que minha mãe nem liga. "Coitado do cachorrão, né, minha filha?"
[...]

TSE

Seguem os preparativos para o concurso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A previsão é de que a organizadora seja escolhida em maio e a publicação do edital se dê até agosto, como informou a coordenadora de Gestão de Pessoas do órgão, Zélia Oliveira de Miranda. 

Serão abertas vagas de técnico e analista judiciários, níveis médio e superior respectivamente. 

As especialidades de analista da área judiciária e técnico da área administrativa terão maior números de vagas.

Somando-se Gratificação de Atividade Judiciária (GAJ) e auxílio-alimentação, as remunerações chegam a R$4.656,09 para técnico (médio) e R$7.214,52 para analistas (superior). 

Todas os cargos têm direito a R$663 para alimentação e o valor da GAJ varia de acordo com o cargo, R$1.331,03 para os de nível médio e R$2.183,84 aos do superior.

Na seleção realizada em 2006, foram ofertadas 280 vagas, sendo 138 para analista e 142 para técnico.  O exame objetivo constou de 80 questões, divididas entre Conhecimentos Básicos (30) e Específicos (50). Foram aprovados os inscritos que acertaram, no mínimo, metade das questões de cada disciplina. Consulte o edital.

Na ocasião, foram convocados 702 candidatos, mais que o dobro de vagas ofertadas inicialmente. Desses, 280 foram chamados para ocupar o cargo de técnico da área administrativa e 173 para analista da área judiciária. O concurso teve sua validade inicial, de dois anos, dobrada, o que a estendeu até abril deste ano. O novo certame terá o mesmo prazo de validade.

[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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Proibida a cópia, sem autorização, dos textos, fotos e material de aula aqui apresentados©2009 Professora Raquel Tinoco | by TNB