segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

MTE - Parabéns

Olá. Quero parabenizá-los pela resultado no MTE. Todos os dias recebo mensagens e encontro alunos falando de sua aprovação.

O sonho começa a se realizar.

Fico feliz em ter participado um pouco dessa etapa de preparação.

Um beijo
[...]

Uma oração

Muitas vezes sou abençoada por alunos. Na sala de aula, nos corredores, no blog e por e-mails.

Hoje resolvi começar a semana de uma forma diferente. Recebi de uma aluna, Luci Rodrigues Santos, uma mensagem por e-mail. Daquelas de slides, com lindas fotos.

Conta a mensagem que em uma sala de aula do terceiro ano, um menino de 09 anos está sentado em sua carteira e de repente, uma poça entre seus pés. A parte da frente de suas calças está molhada.

O menino pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso aconteceu. Nunca havia acontecido antes. Desesperado, sabe que, quandos os meninos o descobrirem, nunca mais será deixado em paz e as meninas jamais falarão com ele enquanto viver.

Acredita que seu coração vai parar. Abaixa a cabeça e faz esta oração: "Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda AGORA! Mais cinco minutos e serei um menino morto."

Abre os olhos, levanta a cabeça e vê a professora chegando com um olhar que revela que foi descoberto. Enquanto a professora caminha em sua direção, Susie, uma colega, está carregando um aquário cheio de água. Susie tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino.

Ele finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz: "Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!"

De repente, ao invés de ser objeto do ridículo, torna-se objeto de compaixão.

A professora e os colegas correm e se apressam em ajudá-lo. A compaixão é maravilhosa.

O ridículo é transferido para outra pessoa - Susie.

Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. "Você já fez demais, sua desastrada!"

No final do dia, enquanto esperavam pelo ônibus, o menino caminhou até Susie e lhe perguntou bem baixinho: "você fez aquilo de propósito, não foi?"

Susie sorri e confessa: "eu também já molhei minha calça uma vez."

Isso é compaixão.

"Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem. Não deve ser confundida com empatia. A compaixão frequentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem." (Wikipédia)

Compaixão é se colocar no lugar do outro.

Hoje resolvi orar por você que visita o meu blog.

"Senhor, nesta manhã radiosa e que pode não parecer tão radiosa para muitos leitores, eu peço que abençoe minha família, meus amigos, meus alunos e aqueles com os quais me preocupo profundamente. Mostre-lhes o poder da fé e da perseverança. Onde houver dor que haja bálsamo. Onde houver dúvida que haja esperança e confiança renovadas. Onde houver necessidade que haja suprimento. Onde houver tormento que haja paz. Coloque Suas mãos sobre os seus lares, suas famílias, suas finanças, suas idas e vindas e os ensine como é gratificante confiar no Seu amor. Amém"


[...]

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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