sábado, 5 de março de 2011

Tudo posso naquele que me fortalece - Filipenses 4:13

Conheci o Professor Thales Tácito quando estudava Direito Eleitoral, mais precisamente em 2004, ao passar por uma prateleira de livros e folhear um dos que ali estavam expostos. Era um livro enorme, de muitas páginas, verde e amarelo, sob o título "Direito Eleitoral Brasileiro". Comprei e comecei a ler pelos "agradecimentos". Houve de pronto uma identificação. Vi que havia uma coisa diferente na forma de lidar com seus alunos e leitores. Mais adiante, um e-mail. Isso mesmo!!! Um e-mail pessoal. Ele solicitava aos leitores que enviassem dispositivos de resoluções do TSE que considerassem inconstitucionais. Continuei estudando. Em determinado momento, uma dúvida. Hummmm... será que se eu a enviasse para aquele endereço eletrônico, ele me responderia??? Será???

Enviei.

Adivinhe!!! Pouco tempo depois, lá estava a resposta, com cópias de resoluções, inclusive.

Desde então, acompanho suas obras e artigos. Dia desses, enviei outro e-mail perguntando quando lançaria uma obra voltada aos concurseiros. Ele respondeu, como sempre. 

Estava chegando. Em breve. Chegou!!! "Direito Eleitoral Esquematizado". 

Desta vez o professor Thales não está sozinho. A obra vem com a coautoria de Camila Albuquerque Cerqueira, sua esposa e coordenação de Pedro Lenza.  

Fui de novo nos agradecimentos. Lá estava a identificação. Segui para "nota dos autores" e... mais uma vez, surpreendeu-me. Não podia deixar de compartilhar com você, pois também tenho encontrado muitos alunos na mesma situação. 

Quem sabe pode ser o seu momento?  

Eis o que encontrei:

"Durante mais de 12 anos lecionando em faculdades e cursos preparatórios na esfera federal e estadual, deparei-me com muitos alunos em completo desespero ao se preparar para um concurso público. 

Quando me formei em 1996, na Faculdade de Direito de Bauru/SP (Instituição Toledo de Ensino), confesso que também cheguei a duvidar de minha fé: "Será que eu passaria no concurso?, "Será que essa era a vontade de Deus?". Eu era um desses homens de pouca fé 

...

Lembro-me também de um colega, preparado, culto, mas que não conseguia superar o concurso público, por vezes, esbarrando na primeira fase, na fase oral ou mesmo na segunda fase. Desde a nossa formatura, em 1996, os anos foram muito difíceis para meu amigo. Parece que não havia esperança em passar nos exames: adoecia facilmente, ficava abalado a cada encontro com um colega na rua, bem como desanimava de alimentar-se e de ter os momentos indispensáveis de lazer. Mesmo as infindáveis noites de oração pareciam nada adiantar.

Muitos anos depois, tive a oportunidade de encontrá-lo. Estava mudado. Não tinha a aflição no rosto como de costume. Perguntei o que havia feito para combater o seu estado ansioso e a pressão psicológica de passar logo no concurso. Disse-me que, em oração, elevou seu coração a Deus. Retomou sua religião e passou a dar mais valor ao que lhe cercava, como a família, sua namorada e as orações; assim, passou a estudar diariamente, sem aquele desespero que durante anos lhe pressionou.

E, com isso, lembrei-me da parábola do juiz iníquo, também conhecida como parábola da viúva importuna (Lucas 18: 1-8):

'Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer.
Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.
Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: 
- Julga a minha causa contra o meu adversário.
Ele, por algum tempo, não a quis atender ... '

Essa história pareceu-me familiar, quando lembrava de meu grande amigo. A viúva da parábola certamente sentiu que seu caso era sem esperança. Como deve ter sido frustrante levar uma causa justa diante de um juiz que não amava a justiça e tampouco tinha temor a Deus. Assim, pensando no Deus a quem oramos, perceberemos o contraste com o juiz da parábola. Vamos retomar a sua leitura:

'... mas, depois, disse consigo:
- Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.'

Assim, devemos ponderar o resultado do repetido pedido de justiça dessa viúva. O juiz foi convencido, não por uma decisão de corrigir seus atos, de buscar a sua verdadeira essência e a nobreza de seu cargo. Ele, certamente, sabia que a causa da viúva era justa. Entretanto, foi a persistência da viúva que o levou a render-se a seus rogos. 

Persistência - talvez esta seja a chave de uma oração eficaz.

'Então, disse o Senhor:
- Considerai no que diz este juiz iníquo.
Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-Ios?'

A conclusão decerto parece razoável. Precisamos ler frequentemente passagens das Escrituras, buscar boas ações no nosso cotidiano e ressaltar a natureza justa de Deus. Se o juiz injusto fez justiça a alguém com quem não se preocupava, então um Deus justo com mais certeza atenderia às orações de seus escolhidos! Isso será verdadeiro, sobretudo no caso daqueles que persistentemente elevam seus corações a Deus em oração, noite e dia! E devemos concluir sobre esta parábola:

'Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?'

Parece que são poucos aqueles que têm completa confiança no Deus que declaram servir. É nosso dever considerar a profundidade da nossa própria fé. Será que nosso nível de confiança agrada a Deus? Teremos colocado completamente a nossa situação nas mãos de Deus? Lembremos, então, das palavras do apóstolo Pedro (1 Pedro 5:6-7):

'Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.'

E confiemos em Deus como nunca antes para que, se o Senhor retornar nesse dia, encontre a fé renovada de um dos seus eleitos. Então, oremos diariamente:

'Senhor, por favor, perdoa-me por duvidar do valor da oração persistente. Eu sei que tu me sondas ... (Salmo 139). Eu continuarei a orar fervorosamente para que Tua vontade seja cumprida em nossas vidas. Se for Sua vontade de fazer-me instrumento de melhoria da sociedade que me cerca, por meio do concurso público, me dê forças ... Em nome de Jesus. Amém.'

...

Ah! Quanto ao meu amigo, mencionado anteriormente nesta obra, é hoje um dos melhores juízes da Magistratura do Paraná.

O motivo? Sem dúvida: "Tudo posso naquele que me fortalece".

Deus seja louvado!

... Continuem lutando, não desistam, pois o importante é a caminhada e não o destino final!"

Da obra: Direito Eleitoral Esquematizado
Autores: Thales Tácito Cerqueira e Camila Albuquerque Cerqueira
Páginas 14 a 16
Editora Saraiva

4 comentários:

Amanda Ribeiro disse...

Amei essa mensagem!!!!Poxa,estava precisando dessa injeção de entusiasmo.Muito obrigada Raquel,que o Senhor abençõe imensamente a sua vida,proporcionando bastante sabedoria e infinitas realizações.Um grande abraço e fique com Deus.Bessos.

Kátia Rocha disse...

Li recentemente algo assim: "Sucesso não é ter o que se quer; é querer o que se tem". Seria também ser grato por aquilo que já se alcançou? ou por todos os talentos, a inteligência....as vezes buscamos algo que já possuimos ou não somos capazes de agradecer o que já obtivemos, queremos mais, sempre mais, mais, mais....

zana disse...

Tudo posso naquele que me fortalece. Não esquecer de agradecer sempre nas orações, pois são nelas que a energia flui e daí temos a sintonia com Deus. Obrigado Raquel por mais uma postagem de estímulo e de persistência!!!!
Rosana

Professora Raquel Tinoco disse...

Beijocas, meninas. Feliz por terem gostado.

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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