domingo, 12 de outubro de 2008

Mestres dos Mestres

Ele andava pelas aos brados pelas cidades, vielas e na beira das praias, discursando sobre os mais belos sonhos.

Seu discurso era contagiante. Seus ouvintes ficavam eletrizados. Seus sonhos mexiam com os desejos fundamentais dos seres humanos. Eles tocavam o inconsciente coletivo e traziam dignidade à existência tão breve, tão bela, mas tão sinuosa.

As pessoas que o ouviam ficavam perplexas. Elas deviam se perguntar: "quem é este homem?" "que reino justo é este que ele proclama?"

Ele proclamava com ousadia: "arrrependei-vos porque está próximo o reino dos céus".

A palavra arrepender usada por Jesus explorava uma importante função da inteligência. Ela não significava culpa, autopunição ou lamentação.

NO GREGO, ARREPENDIMENTO SIGNIFICA UMA MUDANÇA DE ROTA, REVISÃO DE VIDA.

Jesus queria que as pessoas repensassem seus caminhos, revisassem seus conceitos e tirassem o gesso de suas mentes.

Os que são incapazes de se repensar serão sempre vítimas e não autores de sua história.

Discursava sobre um reino que estava além dos limites tempo-espaço. Um reino onde habitava a justiça, onde não havia classes sociais e onde não existia discriminação. Uma esfera onde a paz envolveria o território da emoção e as angústias e aflições humanas não seriam sequer recordadas. Não era este um grandioso sonho?

Naquela época o terror imperava e a fome fazia parte do cotidiano. Não se podia questionar. Todo motim era debelado com massacres. O momento político recomendava discrição e silêncio.

Mas nada calava a voz do Mestre dos Mestres.

Adaptado de Nunca Desista de Seus Sonhos
Augusto Cury

Histórias de Sucesso

Vocês que têm acompanhado as postagens no meu blogue já perceberam que eu gosto muito de Augusto Cury. Eu o conheci através de meu irmão, Edson, quando me pediu que lesse "O Futuro da Humanidade".

Na verdade, ele havia lido e se apaixonado pelo livro. Me indicou. Falou tanto, tanto que o perturbei até que me emprestasse e após lê-lo, até hoje saio distribuindo por aí. Já dei esse livro de presente a muitos amigos, pois eu também por ele me apaixonei.

Mas não parei por aí. Me apaixonei mesmo pelo autor, por seus escritos e saí lendo, lendo...

Imaginem!!! Não sabia sua história. Muitas vezes não paramos para pensar no que possa estar atrás de palavras de encorajamento. Aprendi a ler cada biografia daqueles que admiro e esses dias, meu marido, me perguntou: "que tal falarmos de Augusto Cury"? Estranhei, pois falo de Augusto Cury o tempo todo e então ele começou a ler sua trajetória e adivinhem, resolvi compartilhá-la.

Augusto Jorge Cury nasceu em Colina, SP, próximo de Barretos, em 02 de outubro de 1958. Teve uma infância difícil, mas divertida (palavras dele).

Seus pais trabalhavam na lavoura quando adolescentes. Tiveram enormes dificuldades financeiras. De seu casamento nasceram 06 filhos. Nos primeiros anos, todos dormiam no mesmo quarto, numa pequeníssima casa. Espaço apertado, coração grande, a casa de Augusto era uma bela confusão. Mas havia alegria na miséria, criatividade na escassez. As crianças faziam uma festa com quase nada.

O prazer de viver sempre penetrou nas alamedas dos que exigem pouco para serem felizes. Os que exigem muito possuem um apetite psíquico insaciável.

Sua mãe era uma fonte de sensibilidade. Afetiva, dócil, amável, mas portadora de fobia social. Nunca saía de casa sozinha. Era incapaz de levantar a voz para alguém. Para conter a guerra que seus filhos realizavam ela fazia as malas e ameaçava ir embora. Porém, tomava o caminho do quintal. Comovidas, as crianças pediam para ela voltar e se aquietavam naquele dia.

Por diversos motivos, Augusto cresceu hipersensível. Pequenos problemas causavam grande impacto no território de sua emoção. Mas as dificuldades da vida, os atritos com os irmãos, as brincadeiras nas ruas estimularam sua personalidade. Tornou-se dinâmico, arrojado, impulsivo, criativo.

Detestava a rotina dos estudos. Vivia distraído, desconcentrado, desconectado da realidade. As dificuldades iniciais dos seus pais contrastavam com a grandeza dos seus sonhos. Seu pai tinha um problema cardíado e desde cedo o estimulou a ser médico. Embarcando nesse sonho, Augusto ambicionou não apenas ser médico, mas também cientista. Desejava descobrir coisas que ninguém pesquisara. Desvendar enigmas ocultos aos olhos.

Augusto era famoso por comportamentos que fugiam ao trivial. Era sociável e afetivo, mas marcadamente irresponsável. Gostava de festas e poucos compromissos.

Sabe quantos cadernos ele teve durante os dois primeiros anos do ensino médio? Nenhum!!!

Muitos dos seus colegas eram estudantes exemplares, ele era um desastre. Raramente copiava a matéria dada em aula, a não ser quando, em caso extremo, pedia uma folha emprestada. Seus professores eram ilustres, mas ele era um estranho no ninho. Não se adaptava ao sistema escolar.

Usava roupas bizarras, seus cabelos viviam revoltos. Tinha obsessões. Uma delas era que não gostava da própria testa. A achava comprida demais. Vivia tentando encobri-la com mechas dos cabelos.

Distraído com suas idéias e com suas manias, andando pela rua certa vez, trombou com um poste. Ficou tonto, quase desmaiou.

Apesar de suas trapalhadas, era um jovem divertido, que, junto com um amigo, fazia serenatas pela madrugada, com seu violão. Detalhe: não sabiam tocar. Resultado: o som era tão ruim que as moças nunca acendiam as luzes do quarto.

Chegou o momento em que parou de brincar com a vida. Resolveu levá-la a sério. Não queria ficar à sombra do pai. Queria construir sua própria história. Deixou as festas, as orgias, o convívio com amigos e saiu atrás de seus sonhos.

Tinha grandes sonhos, o que lhe dava uma belíssima perna para caminhar. Agora precisava de outra perna, a disciplina. Teve que se disciplinar para transformar seus sonhos em realidade. Resolveu estudar seriamente. Pagou um preço caro, deixando muitas coisas para trás, sacrificou horas de lazer.

Estudou mais de 12 horas por dia para entrar na faculdade de medicina. No começo tinha vertigens e sentia-se tonto, mas perseverava. Para alguns, seu projeto era loucura, para ele, era o ar que o oxigenava. Quando ninguém esperava nada dele, eclodiu na terra estéril, entrou na faculdade de medicina.

No segundo para o terceiro ano de faculdade, teve uma crise depressiva. Andava cabisbaixo e angustiado. Não entendia o que era uma depressão, suas causas e conseqüências. Tinha insônia e desmotivação. Todavia, quando a esperança estava cambaleante, algo novo surgiu. Voltou-se para dentro de si. Começou a questionar qual o sentido de sua vida e qual devia ser sua postura diante do próprio sofrimento. Percebeu que tinha se conformado com seu drama emocional, não lutava interiormente. Era um escravo sem algemas. Percebeu que tinha sufocado seus sonhos. Então, resolveu deixar de ser vítima da sua miséria psíquica e tentar ser líder da sua própria vida. Começou a se espelhar em grandes nomes como Beethoven. Martin Luther King etc.

Procurou entender que cada ser humano, até o mais complicado, tem uma história fascinante.

Casou-se no início do sexto ano, com uma colega de faculdade. Passaram por crises financeiras inimagináveis. Mas eram felizes na escassez, aprenderam a extrair prazer das coisas simples.

Continuou a descobrir-se. Era um questionador nato, impulsionado pelo sonho de conhecer a alma humana.

Após terminar sua faculdade, procurou uma grande universidade para continuar suas pesquisas. Procurou um cientista, doutor em Psicologia, para expor suas idéias. Estava animado. Foi humilhado.

Não desistiu. Ainda acreditava nos seus sonhos. Procurou uma universidade ainda maior. Dessa vez foi mais preparado. Levou uma apostila com centenas de páginas sobre suas idéias. Uma examinadora pegou o seu material e perguntou-lhe rapidamente sobre de que se tratava. Ele abriu a apostila e fez um breve comentário. Ela o interrompeu perguntando quem o tinha orientado. Ele respondeu que o assunto era inédito. Não havia orientador. A examinadora fechou a apostila sem folheá-la. Foi ainda mais humilhado.

Persistiu. Após essas experiências, fez várias tentativas para publicar seus estudos. Procurou muitas editoras. Esperou durante meses uma resposta. Silêncio.

Depois de todas essas derrotas, o melhor que podia era deixar de lado os seus sonhos. Precisava sobreviver. Teria que abandonar a pesquisa e exercer apenas a psiquiatria clínica. E foi o que fez.

Mas, uma surpresa. As técnicas que aplicava com seus pacientes faziam com que eles dessem saltos em sua qualidade de vida. Foi uma ascenção meteórica. Começou a dar palestras e entrevistas, em menos de dois anos estava nos principais canais de TV, do seu país e se tornara consultor científico de um dos principais jornais de seu continente.

Era um profissional reconhecido e admirado. Estava infeliz!! Por que??? Porque havia enterrado seus sonhos.

Percebeu que precisava fazer uma difícil escolha. Optar pelo status social ou pelo mundo de suas idéias. Decidir entre a fama e o sonho de produzir ciência para ajudar a humanidade. No auge do assédio social, resolveu abandonar tudo e procurar o anonimato. Somente sua esposa o apoiou.

Sobre ele escreveram:

"Se alguém se desse ao trabalho insano de enfileirar os livros que ele já vendeu, poderia partir de São Paulo, atravessar estradas e estradas, dez pedágios e quase chegar à porta da casa do autor, a 400 km da capital.

No final da grande fileira de mais de 1,5 milhão de exemplares, o leitor encontraria o brasileiro que atualmente mais vende livros no país. Não seriam as conhecidas feições de Paulo Coelho que veria ao término desse estranho "Caminho de Santiago". Em uma ampla casa no meio do mato se depararia com um "desconhecido" chamado Augusto Cury".

Fonte: CASSIANO ELEK MACHADO da Folha de S.Paulo

"Nada é tão belo como nos reconciliarmos com nossos sonhos. Nada é tão triste como desistirmos deles" Augusto Cury.

Simples, simples assim

Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.

Augusto Cury

Seus piores inimigos estão dentro de si...

O ser humano atual se preocupa, em tudo que faz, com a segurança, mas é falsamente seguro. Temos fechaduras nas portas, janelas, carros, cofres, senhas no cartão de crédito, mas não temos proteção psíquica contra os ataques de dentro, contra os pensamentos controladores e em especial a hiperconstrução de pensamentos, a Síndrome do Pensamento Acelerado, SPA.

Sinto dizer que nos sentimos mais ameaçados do que os seres humanos do passado, pois nossos inimigos se multiplicaram e se tornaram mais penetrantes.

Se pudéssemos voltar milhares de anos no tempo e analisar nossos ancestrais, encontraríamos homens sem vacinas, sem noção de higiene, sem garantias de que se alimentariam amanhã, sem cultura acadêmica, mas também homens que se preocupariam e se angustiariam muito menos. Havia entre eles menos depressão, pânico, transtornos ansiosos, suicídios.

Sim, eles eram mais agressivos, reativos, instintivos e sem noção de direitos humanos, portanto, não são modelos de vida, mas no lugar mais secreto e mais importante para um ser humano, a nossa mente, eram menos perturbados.

Você pode ter vários inimigos na sociedade, mas saiba que seu piores e mais vorazes inimigos podem ser as idéias e imagens mentais produzidas clandestinamente em sua mente e não administradas pelo seu “eu”.

Augusto Cury

Deficiências

Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

Mário Quintana

Fontes

Existem fontes superiores e inferiores. São fontes, não águas estagnadas.

Há alegrias e bênçãos que se derramam de cima através do verão mais intenso e sobre a terra mais deserta pela provação e dor.

Existem terras que ficam sob um sol escaldante e muitas vezes se apresentavam crestadas por causa do intenso calor e precisam que de outeiros venham, sem falta, as águas das fontes, que as refresquem e fertilizem.

Sim, há fontes que se derramam nos lugares baixos da vida, nos lugares difíceis e nos lugares desertos, solitários, nos lugares comuns; e não importa qual seja a nossa situação, elas estarão ali, sempre à nossa disposição.

Os mártires acharam-nas entre as chamas e os reformadores entre os seus inimigos e conflitos.

Nós, podemos achá-las o ano todo, ainda que em meio às nossas batalhas e decepções. Ainda que tudo pareça árido e deserto, de onde menos esperarmos elas brotarão.

Adaptado de Manaciais no Deserto

Direito Constitucional

01. Dentre as funções institucionais do Ministério Público, não se inclui:

A. Promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;
B. Promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos na Constituição Federal;
C. Defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas;
D. Determinar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
E. Expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei complementar respectiva.

Gabarito: Letra D - Art. 129, VIII - requisitar

02. A forma de Estado adotada na Constituição é:

A. República;
B. Presidencialismo;
C. Estado Unitário;
D. Federação;
E. Confederação.

Gabarito: Letra D

03. Sobre a organização do Estado, analise as afirmativas seguir:

I. A Constituição Brasileira adotou, respectivamente, como forma e regime de governo, a República e o Presidencialismo;
II. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios, exercendo as competências legislativas e administrativas dos estados e dos municípios.
III. A Constituição permite que sejam criados territórios federais, autorizada a divisão em municípios, não considerados entes estatais, pois não têm autonomia.

São verdadeiras somente as afirmativas:

A. I e II
B. I e III
C. II e III
D. I, II e III
E. nenhuma

Gabarito: Letra C
I. Forma: República;
Sistema: Presidencialismo
Regime: Democracia
II. Art. 32
III. Art. 33

04. Quanto à responsabilidade penal do prefeito é incorreto afirmar:

A. Constitui crime de responsabilidade não enviar o repasse das verbas até o dia dez de cada mês;
B. Será julgado perante o Tribunal de Justiça;
C. Constitui crime de responsabilidade enviar o repasse a menor em relação à proporção fixada na lei de diretrizes orçamentárias;
D. Constitui crime de responsabilidade efetuar repasse que supere os limites definidos em lei;
E. A improbidade administrativa acarreta, dentre outras sanções, a perda da função pública e a indisponibilidade de bens.

Gabarito: Letra A - Art. 29-A, § 2°, II

05. A Emenda Constitucional nº 45 criou o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Tomando por base as normas inovadoras trazidas por essa Emenda, considere:

I. O Conselho Nacional de Justiça possui 15 membros enquanto o Conselho Nacional do Ministério Público, 14;
II. O Procurador-Geral da República é membro comum ao Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público;
III. O Conselho Nacional de Justiça possui dentre seus membros, 09 integrantes do Poder Judiciário; 02 integrantes do Ministério Público; 02 advogados e 02 cidadãos indicados pelo Congresso Nacional, um pela Câmara e outro pelo Senado Federal;
IV. O Conselho Nacional do Ministério Público possui dentre seus membros, o Procurador-Geral da República; 07 integrantes do Ministério Público; 02 advogados e 02 cidadãos indicados pelo Congresso Nacional, um pela Câmara e outro pelo Senado Federal.

Está correto apenas o que se afirma em:

A. I e II.
B. II e IV.
C. I, II e III.
D. I, II e IV.
E. II, III e IV.

Gabarito: Sem resposta - Arts. 103-B e 130-A
I. Certa
II. Errada. O PGR só é membro do Conselho Nacional do MP e atua junto ao CNJ
III. Certa
IV. Certa - dentre os membros

Legislação Específica - PGE

01. Nos termos da LC 15/80, julgue os itens:

I. Exercer outras atividades correlatas ou que lhe vierem a ser atribuídas ou delegadas pelo Procurador-Geral do Estado, é uma das atribuições do Procurador Corregedor;
II. O Procurador-Corregedor promoverá correições, determinadas pelo Procurador-Geral do Estado, nos órgãos e entidades que compõem a estrutura da Procuradoria Geral do Estado e do Sistema Jurídico, mediante comunicação com antecedência mínima de 05 (cinco) dias;
III. O Procurador Corregedor, no exercício da função correcional, será auxiliado pelas chefias dos órgãos da Procuradoria Geral do Estado e das Assessorias Jurídicas dos órgãos e entidades que compõem o Sistema Jurídico do Estado.

Está correto apenas o que se afirma em:

A. I
B. II
C. III
D. I e III
E, I, II e III

Gabarito: Letra D
I. Art. 10-A, VIII
II. 15 dias - Art. 10-A,§ 1º
III. Art. 10-A,§ 2º

02. Julgue os seguintes itens:

I. O Procurador-Corregedor poderá, a qualquer tempo, requisitar, para fins correicionais, autos de procedimentos administrativos para exame, mediante comunicação com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas;
II. O Procurador-Corregedor guardará sigilo na elucidação dos fatos e no exercício de toda e qualquer atividade correcional, salvo quando de interesse do Conselho da Procuradoria;
III. Nos meses de janeiro e de julho de cada ano, os órgãos da Procuradoria Geral do Estado deverão encaminhar ao Conselho da Procuradoria um relatório circunstanciado das atividades desempenhadas pelos mesmos;
IV. Cabe ao Procurador Corregedor exercer a orientação de servidor da Procuradoria-Geral, previamente à instauração de qualquer espécie de apuração e à sugestão de instauração de sindicância ou processo administrativo disciplinar.

A quantidade de itens corretos é igual a:

A. 0
B. 1
C. 2
D. 3
E. 4

Gabarito: Letra C
I. Errada - 48 horas - Art. 10-A, § 3º
II. Errada - de toda e qualquer atividade correicional, inclusive de interesse do Conselho - Art. 10-A,§ 4º
III. Certa - Art. 10-A,§ 5º
IV.
Certa - Art. 10-A,§ 6º

03. Os acréscimos remuneratórios ou prêmios de produtividade devidos aos Procuradores do Estado pelo exercício de funções atípicas corresponderão a valor equivalente ao percentual de:

A. 1 a 5% do valor total da remuneração de Procurador do Estado de terceira categoria;
B. 1 a 10% do valor total da remuneração de Procurador do Estado de terceira categoria;
C. 5 a 10% do valor total da remuneração de Procurador do Estado de terceira categoria;
D. 20% do valor total da remuneração de Procurador do Estado de terceira categoria;
E. 10% do valor total da remuneração de Procurador do Estado de terceira categoria.

Gabarito - Letra A - Art. 2º, § 4º

04. Idade mínima exigida para o exercício do cargo de Procurador-Geral do Estado:

A. 30 anos
B. 35 anos
C. 25 anos
D. 45 anos
E. 50 anos

Gabarito - Letra B - Art. 5º

05. Tempo de efetivo exercício exigido para o exercício do cargo de Procurador-Geral do Estado:

A. mais de 5 anos
B. mais de 3 anos
C. mais de 10 anos
D. mínimo de 10 anos
E. mínimo de 5 anos

Gabarito - Letra C - Art. 5º

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Histórias de Sucesso

Um dos dois únicos atletas do esporte a disputar cinco Jogos Olímpicos, o Mão Santa, como se tornou conhecido, conquistou a admiração até mesmo de grandes da NBA, como Magic Johnson e Charles Barkley.

Marcou um total de 1.093 pontos em Olimpíadas, tornando-se o maior cestinha dos Jogos.

Em suas três últimas participações, também somou o maior número de pontos dos torneios de basquete: 219 em Atlanta (1996), 198 em Barcelona (1992) e 338 pontos em Seul (1988).

O potiguar de Natal pisou pela primeria vez em uma quadra quando tinha 13 anos. Nessa época, já com 1,90 metro de altura, morava em Brasília. Três anos mais tarde, em 1974, foi para São Paulo, onde começou a defender a equipe infantil do Palmeiras. Com 19 anos, o jogador chegou a seleção principal, depois de conquistar o título de melhor pivô infantil da América do Sul, em 1977.

O ano seguinte marcou o início da carreira profissional e o terceiro lugar no mundial das Filipinas pela seleção brasileira. Oscar foi para o Sírio. Levado pelo técnico Cláudio Mortari, terminou o campeonato paulista como cestinha. O Mão Santa participou de 146 jogos pelo primeiro clube, marcando 4.351 pontos, média de 29,8 por partida. Até 1981, liderou o time em conquistas de campeonatos estaduais, brasileiros, sul-americanos e mundial interclubes. Em 1980, Oscar foi a Moscou e participou da primeira de suas cinco olimpíadas marcando 169 pontos. O Brasil terminou o torneio de basquete em quinto lugar.

Em 1982, foi para o América do Rio de Janeiro, onde teve curta passage

No mesmo ano, transferiu-se para o Caserta, da Itália. Passou 11 anos no país, onde quebrou importantes recordes: foi o primeiro jogador a marcar 10 mil pontos na liga local; ao deixar o país, havia feito 13.957 pontos, recorde em campeonatos italianos; também é de Oscar o marca de maior número de pontos em uma só partida, 66, em jogo contra o Fernet Branca, de Pavia. O recorde do brasileiro na Itália só foi superado em abril de 2000 pelo italiano Antonello Riva, que somou 13.976 pontos em vitória de seu time, Reggio Emilia sobre o Cantù.

A segunda Olimpíada de Oscar foi disputada em Los Angeles, onde igualou os 169 pontos de Moscou. Seu desempenho chamou a atenção do New Jersey Jets. O clube convidou o brasileiro para disputar a liga profissional do Estados Unidos (NBA). O cestinha, no entanto, preferiu continuar na Itália, pois, como profissional, não poderia jogar pela seleção.

Em 1987, o cestinha participou de sua final mais emocionante. Conduzindo a seleção no Pan-Americano de Indinápolis, Oscar ajudou o Brasil e vencer os donos da casa, conquistando a medalha de ouro histórica. A seleção venceu o time dos Estados Unidos, comandado por Michael Jordan quando ainda não era profissional, por 120 X 115.

No ano seguinte, o Mão Santa tornou-se cestinha nas olimpíadas de Seul (Coréia do Sul). Apesar dos 338 marcados, o Brasil terminou em quinto. Em partida contra a Espanha, Oscar marcou 55 pontos, tornando-se o recordista de pontos em uma partida de Olimpíadas. O jogador repetiu a dose em 1992, consagrando-se cetinha dos Jogos Olímpicos de Barcelona, assinalando 198 pontos.

Antes de retornar ao Brasil, em 1995, Oscar teve passagem pelo campeonato espanhol, onde disputou 71 partidas. Mesmo tendo anunciado que não jogaria mais pela seleção, o Mão Santa voltou a defender o Brasil nos Jogos

Olímpicos de Atlanta (1996). Foi a quinta participação do brasileiro em Olimpíadas, igualando o recorde de Teófilo da Cruz (Porto Rico). Apesar de o país ter ficado com a sexta colocação, o jogador foi novamente cestinha. Com 219 pontos, somou 1.093 em Olimpíadas, estabelecendo a maior marca da História dos Jogos. O primeiro atleta a superar os mil pontos marcados em Olimpíadas se despediu da seleção com 7.693 pontos em 326 jogos.

Oscar é o segundo jogador na história dos esporte a superar a barreira dos 40 mil pontos, marca inferior apenas à de Kareem Abdul-Jabbar (46.725). A soma foi obtida em 15 de março de 1998. No ano anterior, o jogador havia batido outro recorde: marcou 74 pontos em uma única partida no país, além de ter sido cestinha do campeonato paulista, com 1.161 pontos em 28 jogos, média de 41,46 por jogo.

No campeonato brasileiro de 1998, Oscar tornou-se o primeiro jogador a marcar mais de mil pontos no torneio e foi cestinha da competição pela terceira vez seguida. No ano seguinte, o Mão Santa trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro. Oscar joga atualmente pelo Flamengo. Foi jogando pelo rubro-negro carioca que o jogador chegou a mais uma nova marca histórica. Em 30 de novembro de 1999, marcou seu 43.000º ponto. Tendo se sagrado cestinha do estadual fluminense (651 pontos), Oscar ajudou o Flamengo a conquistar o bi-campeonato estadual. O jogador continua competindo pelo clube que luta para conquistar seu primeiro título brasileiro.

Milho de pipoca

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.

O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.

O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com gente. As grandes transformaçoes acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.

São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.

Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.

Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.

Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, com que ela mesma nunca havia sonhado.

Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura.

O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

E você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

Autor Rubens Alves

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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