terça-feira, 10 de maio de 2011

MPE - RJ: Criação de cargos

Em virtude da grande carência de pessoal, tendo como uma das razões o aumento, em aproximadamente, 600% do volume de fiscalização de cada membro de processos arquivados do Conselho Superior do Ministério Público nos últimos seis anos, o PGJ do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes, encaminhou à Assembleia Legislativa (Alerj), no último dia 28 de abril, projeto de lei destinado ao fortalecimento do quadro de pessoal do Ministério Público do Estado (MPE). 

A proposta visa à criação de 106 vagas para a área de apoio, sendo 11 para analista (nível superior) e 95 para técnico (nivel médio). Trata-se do projeto de Lei (PL) 378/2011, já em trâmite na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj. 

Recebido o aval, o PL seguirá para as comissões de Servidores Públicos e de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle antes de ir ao Plenário.

Embora a Mesa Diretora não tenha estipulado um prazo para o término da tramitação do PL no Legislativo,  caso receba a mesma atenção do último projeto que criou cargos para o próximo concurso do MPE, sancionada ano passado, este deverá ser de, aproximadamente, um mês. O prazo para sanção ou veto do governador Sérgio Cabral, por sua vez, será de 15 dias úteis.

Independentemente da aprovação do PL 378/2011, o OGJ já anunciou à FOLHA DIRIGIDA que o MPE planeja liberar, se possível em junho próximo, seleção para o quadro técnico-administrativo da instituição (o prazo poderá ser estendido para até o final do ano).

Estão confirmadas 90 vagas, sendo 50 para técnico administrativo (nível médio) e 40 para analista administrativo - antigo técnico superior administrativo (superior). As oportunidades, que serão exclusivas para a especialidade administrativa, foram criadas por meio da Lei Estadual 5.689/2010. 

Embora a Assessoria de Comunicação Social do MPE tenha informado que o órgão só se manifestará sobre o novo projeto após sua aprovação, sendo aprovado, existem duas possibilidades: a oferta do concurso já anunciado ser ampliada para 196 vagas (90 já confirmadas e 106 que serão criadas) ou as novas oportunidades serem preenchidas por meio do cadastro de reserva, que poderá ser aproveitado durante a validade do concurso.

Conforme declarou recentemente Cláudio Soares Lopes, em breve o MPE formará a comissão de concurso e contratará a empresa organizadora. Um dos ajustes que precisa ser feito é sobre o requisito do cargo de analista administrativo. Embora a função seja aberta para as carreiras de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Tecnologia da Informação ou Serviço Social, como fixa a Resolução do Plano de Cargos e Salários dos servidores, ainda não está definido se os bacharéis de todos esses segmentos poderão concorrer.

Os maiores atrativos da seleção são o regime de contratação e as remunerações, de R$ 3.852,08, para técnico, e R$ 5.969,09, para analista (os valores incluem R$ 550 de auxílio-alimentação). Ainda haverá vale-transporte (R$ 124), auxílio-saúde (R$ 350, incluindo dependentes) e comissão para cargo de gerência (somente para analista administrativo).

Se for mantido o formato do último concurso, feito em 2007, será aplicada apenas prova objetiva, com questões de Língua Portuguesa, Noções de Informática, Organização do MPE, Direito Constitucional e Administrativo (nas duas últimas, noções para técnico).

2 comentários:

Anônimo disse...

Estamos Juntos!

Professora Raquel Tinoco disse...

Podes crer. rsrs

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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