segunda-feira, 1 de março de 2010

Mestre dos Mestres

Pilatos cedeu diante da possibilidade de comprometer sua carreira política. Cometeu um crime contra a sua própria consciência. Talvez seu sono nunca mais tenha sido o mesmo. Entretanto, para abrandar seu sentimento de culpa, fez um gesto que iria torná-lo famoso na história: lavou as mãos.

Muitos pensam que este ato foi digno de aplausos e não poucos políticos o imitaram ao longo das gerações.

O gesto de Pilatos foi um ato tímido e injusto. Lavou as mãos, mas não podia limpar a sua consciência. A sujeira das mãos é retirada com a água; a da consciência é retirada reconhecendo erros e aprendendo a ser fiel a ela.

Também cometemos erros nessa área, embora com consequências bem menores que as dos homens que julgaram o Mestre Jesus.

Lavamos as nossas mãos nas relações sociais. Quantas vezes nos esquivamos de gastar o último recurso para estender as mãos a alguém que está ao nosso alcance atolado em seus problemas? Usamos o recurso de lavar as mãos como tentativa de nos eximir de nossas responsabilidades, como procedimento para nos proteger contra o sentimento de culpa diante de atitudes delicadas que deveríamos tomar .

Sempre que possível não deveríamos lavar as mãos. Se temos condições de ajudar alguém que não quer ser ajudado, não deveríamos desistir dele. Ninguém consegue abrir as janelas da mente de alguém que se recusa a abri-Ia. Devemos esperar uma nova rtunidade, um novo momento para ajudá-Ia, ainda que ele demore a chegar.

Jesus de Nazaré nunca lavava as suas mãos. Era poderoso, mas não subjugava ninguém com seu poder, nem quando queria e podia. Esgotava todos os recursos para ajudar o necessitados, mas sem constrangê-Ios. Esperava o momento certo para arejar os becos escuros de suas vidas.

Procurava ensiná-los de maneira sábia e agradável, mas dava tanta liberdade para as pessoas errarem quanto incontáveis oportunidades para retornarem. Não as punia, embora não concordasse com os seus erros.

Sua estratégia era fazê-las enxergar os atos errados e corrigi-los voluntariamente. Estar próximo d'Ele era um convite a rever os alicerces da vida.

Adaptado de O Mestre da Vida
Augusto Cury

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Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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