terça-feira, 12 de agosto de 2008

Bem-Vindo ao Time dos Vencedores...

Estou feliz. Sim, quero parabenizar você. Você que acaba de ser convocado para o TJ-RJ. É, você que saiu de casa todos os dias, correndo às vezes, sem dinheiro, ônibus lotado, trem atrasado, dormindo no metrô...

Você lutou, você encarou de frente os obstáculos que nem sequer entendia ou podia ver.

Lutou contra suas dificuldades e limitações, vencendo-as.

Me orgulha poder acrescentar ao rol da minha vida... outras Raquéis, Alines, Dris e outros tantos.

Você que ia ao curso cantando: "não me canso de viver, nem de lutar..."

"Chegou a sua vez, chegou a sua hora. É tempo de colher, é tempo de vitória..."

domingo, 10 de agosto de 2008

Eu Tenho um Sonho

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: 'Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais.'

... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter."

"Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor".

"Todos os homens são iguais"

"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."

"Um dia meus filhos viverão numa nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter".

"Por isso estou feliz hoje. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a chegada do Senhor".

Martin Luther King

Fonte:http://www.lutherking.hpgvip.ig.com.br/biografia.html

Histórias de Sucesso

Martin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta na Georgia, filho primogênito de uma família de negros norte-americanos de classe média. Seu pai era pastor batista e sua mãe era professora.

Com 19 anos de idade Luther King se tornou pastor batista e mais tarde se formou teólogo no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou.

Em 1954 tornou-se pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra, Luther King como presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano, King teve sua casa bombardeada. Foi assim que ele iniciou a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Em 1957 Luther King ajuda a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objetivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Vai a Índia em 1959 estudar mais sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi.

No início da década de 1960, King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas. Ele organizou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso, tendo sido acusado de causar desordem pública.

Em 1963 liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, organizando campanhas por eleitores negros, foi um protesto que contou com a participação de mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. A não-violência tornou-se sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Neste mesmo ano liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream" ( Eu tenho um sonho). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz.

Os movimentos continuaram, em 1965 ele liderou uma nova marcha. Uma das conseqüências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar.

Em 1967 King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietnam, o que causou um impacto negativo entre os negros. Outros líderes negros não concordaram com esta mudança de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz.

Em 4 de abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.

Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de janeiro foi decretada feriado nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King Jr.'s.

Fonte: http://www.lutherking.hpgvip.ig.com.br/biografia.html

Anjos

Aço é ferro mais fogo.

Solo é rocha mais calor e/ou compressão de geleiras.

Linho é fibra mais o banho que limpa, o pente que separa, a malhadeira que malha e a lançadeira que tece.

O caráter do homem precisa ter um "mais" ligado a ele. O mundo não se esquece dos grandes caracteres, mas grandes caracteres não são formados através de circunstâncias aprazíveis, mas de lutas e adversidades.

Ouvi contar que certa vez uma senhora levou para sua casa, para companheiro de brinquedos de seu filho, um menino que era corcunda. Tinha avisado ao filho que fosse muito cuidadoso no trato com o outro para não magoá-lo, tratando-o e brincando com ele como se fosse um menino como os outros.

Em dado momento, ela escutou o filho perguntar ao amiguinho enquanto brincavam: "você sabe o que é isso nas suas costas?" O amiguinho, meio embaraçado, hesitou um pouco. O outro continuou: "é o lugar onde estão as suas asas. Um dia Deus vai abrí-las e você vai sair voando e ser anjo."

As lutas e adversidades são um maravilhoso fertilizante para as raízes do caráter. O grande objetivo é formá-lo. É a única coisa que segue conosco por toda a eternidade.

"É pela estrada de espinhos que se chega ao monte da visão" - Austin Phelps

Adaptado de Manancias no Deserto

Simples, simples assim...

Ser feliz é ser capaz de dizer "eu errei", é ter sensibilidade para falar "eu preciso de você", é ter ousadia para dizer "eu te amo".

Augusto Cury

No Palco da Vida

Ao compararmos a mente humana com o mais belo teatro, onde se encontra a maioria dos jovens e adultos? No palco dirigindo a peça ou na platéia sendo espectador passivo dos seus conflitos, perdas e culpas?

Onde você se encontra?

Ser ator principal no palco da vida não significa não falhar ou não chorar. Significa refazer caminhos, reconhecer erros e aprender a deixar de ser aprisionado pelos pensamentos e emoções.

A vida vai dar a você as ferramentas necessárias para que se torne o autor da sua própria história e ser dela o protagonista de um grande espetáculo.

Adaptado de "Seja Líder de Si Mesmo"
Augusto Cury

Legislação Específica - PGE

01. Compete à Procuradoria-Geral do Estado:

A. Oficiar obrigatoriamente no controle interno da legalidade do Poder Executivo;
B. Chefiar o Sistema Jurídico do Estado;
C. Celebrar todas as espécies de atos de contratação, inclusive, contratos de gestão;
D. Promover a abertura de concurso público para a carreira de Procurador do Estado;
E. Convocar as eleições do Conselho da Procuradoria Geral do Estado, regulamentando-as.


Gabarito: Questão 1 - letra A - Art. 2, I da LC15/80.
Letras B, C, D e E são atribuições do Procurador-Geral do Estado - art. 6, I, V, XI e IX da LC 15/80, respectivamente.

02. Compete à Procuradoria-Geral do Estado:

A. Propor demissão ou cassação de aposentadoria de Procurador do Estado;
B. Apresentar ao Governador, no início de cada exercício, relatório das atividades da Procuradoria Geral do Estado, durante o ano anterior, sugerindo medidas legislativas e providências adequadas ao seu aperfeiçoamento;
C. Convocar e presidir as reuniões do Conselho da Procuradoria Geral do Estado e editar seu regimento interno e suas normas de procedimento;
D. Adir Procuradores do Estado ao Gabinete para o desempenho de atribuição específica, no interesse do serviço;
E. Propor ao Governador a edição de normas legais ou regulamentares de natureza geral.


Gabarito: Questão 2 - letra E - Art. 2, XIII da LC15/80.
Letras A, B, C e D são atribuições do Procurador-Geral do Estado - art. 6, VII, VIII, X, e XIII da LC 15/80, respectivamente.

03. Compete à Procuradoria-Geral do Estado:


A. Dirimir conflitos e dúvidas de atribuições entre os órgãos da Procuradoria Geral do Estado, ouvindo o Conselho da Procuradoria Geral, se julgar conveniente;
B. Requisitar dos órgãos da Administração Pública documentos, exames, diligências e esclarecimentos necessários à atuação da Procuradoria Geral do Estado;
C. Exercer, privativamente, a representação judicial do Estado;
D. Superintender e coordenar as atividades da Procuradoria Geral, orientando-lhe a atuação;
E. Despachar diretamente com o Governador.


Gabarito: Questão 3 - letra C - Art. 2, I da LC15/80.
Letras A, B, D e E são atribuições do Procurador-Geral do Estado - art. 6, XXI, XXII, II e III da LC 15/80, respectivamente.

04. Compete à Procuradoria-Geral do Estado:


A. Baixar resoluções e expedir instruções;
B. Atuar extrajudicialmente em defesa dos interesses do Estado;
C. Tomar iniciativa referente a matéria da competência da Procuradoria Geral do Estado;
D. Solicitar ao Governador que confira caráter normativo a parecer emitido pela Procuradoria Geral do Estado, vinculando a Administração Pública Direta e Indireta, inclusive Fundações, ao entendimento estabelecido;
E. Atribuir normatividade, no âmbito do Sistema Jurídico, a pareceres emitidos pela Procuradoria Geral do Estado, comunicando sua iniciativa ao Governador.


Gabarito: Questão 4 - letra B - Art. 2, I da LC15/80.
Letras A, C, D e E são atribuições do Procurador-Geral do Estado - art. 6, IV, XXIII, XXV e XXVI da LC 15/80, respectivamente.

05. Compete à Procuradoria-Geral do Estado:

A. Receber as citações iniciais ou comunicações referentes a quaisquer ações ou processos ajuizados contra o Estado, ou nos quais deva intervir a Procuradoria Geral do Estado;
B. Encaminhar ao Governador, para deliberação, os expedientes de cumprimento ou de extensão de decisão judicial;
C. Determinar a propositura de ações que entender necessárias à defesa e ao resguardo dos interesses do Estado;
D. Exercer a chefia das assessorias jurídicas das Secretarias de Estado, a critério do Governador do Estado;
E. Fixar a área de atuação de cada Procuradoria Regional, indicando as Comarcas nela compreendidas.


Gabarito: Questão 5 - letra D - Art. 2, XXIV da LC15/80.
Letras A, B, C e E são atribuições do Procurador-Geral do Estado - art. 6, XXVII, XXIX, XXX e XXXII da LC 15/80, respectivamente.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sonhar não custa nada...


Os sonhos são como uma bússola, indicando os caminhos que seguiremos e as metas que queremos alcançar. São eles que nos impulsionam, nos fortalecem e nos permitem crescer.

Se os sonhos são pequenos, nossas possibilidades de sucesso também serão limitadas. Desistir dos sonhos é abrir mão da felicidade, porque quem não persegue seus objetivos, está condenado a fracassar 100% das vezes.

Analisando a trajetória vitoriosa de grandes sonhadores como Abraham Lincoln, Martin Luther King, Nelson Mandela e outros tantos, repensamos nossa vida e nos inspiramos para não deixarmos que nossos sonhos desfaleçam.

Adaptado de "Nunca Desista de Seus Sonhos"
Augusto Cury

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Histórias de Sucesso

Anne Sullivan Macy (1866-1936)

"Sou Anne Sullivan, extraindo os segredos do Universo, da mão estendida de Helen Keller". John W. Schlatter

Anne Sullivan era a filha de imigrantes irlandeses pobres, iletrados, e inábeis. Nasceu em Massachusetts em 14 de abril de 1866.

Era a mais velha de cinco filhos, dos quais somente ela e mais dois, alcançaram a idade adulta.

Pouco ou nada se sabe sobre seus primeiros anos de vida e o que veio a incentivar sua mente vívida, inquisidora.

Aos 7 anos, Anne desenvolveu uma infecção bacteriana dos olhos que afetou sua visão. Quase não enxergava, até que foi submetida a uma cirurgia aos 15 anos. A cirurgia, bem sucedida, trouxe de volta uma parte de sua visão, assim permanecendo até sua morte.

Seu pai, Thomas Sullivan, era alcoólatra e sua mãe, Alice Chloesy Sullivan, morreu de tuberculose quando Anne tinha 8 anos. Dois anos mais tarde, Thomas Sullivan abandonou sua família.

A situação da família de Anne tornou-se extremamente difícil após a morte de sua mãe. Os irmãos de Anne, Mary e Jimmie, foram enviados para viver com um tio, enquanto Anne permaneceu com seu pai.

Em fevereiro de 1876, Anne e seu irmão Jimmie foram enviados a Tewksbury, Estado de Massachusetts, para uma instituição que abrigava pobres e carentes e sua irmã Mary foi enviada para viver com uma tia. Jimmie, que era mais novo do que Anne e tinha sido nascido com problemas de saúde, morreu pouco tempo mais tarde. Parece que Anne nunca mais viu Mary.

Anne passou quatro anos em Tewksbury, resistindo ao sofrimento da morte do seu irmão e ao desapontamento de duas cirurgias mal sucedidas nos olhos.

Em conseqüência de seu argumento direto a uma autoridade estatal que tinha vindo inspecionar a instituição, Anne foi autorizada a sair e a registrar-se na escola para deficientes visuais em Perkins, Boston, Massachusetts.

A partir daí sua vida muda profundamente.

Em outubro de 1880, Anne começa finalmente sua rápida caminhada acadêmica, aprendendo a ler e a escrever. Aprendeu igualmente o alfabeto manual a fim comunicar-se com um amigo cego e surdo. Essa habilidade particular abriu portas para o seu futuro e para uma vida de realizações notáveis.

Em Perkins, Anne passou por diversas cirurgias bem sucedidas, que melhoraram sua visão significativamente.

Em 1886 graduou-se em Perkins como uma das primeiras de sua classe.

Pouco tempo depois, Anne aceitou a oferta da família de Keller para ir a Tuscumbia, Alabama, para ensinar sua filha cega, surda, muda, Helen.

Em março de 1887, Anne começou seu papel de professora amada de Helen Keller.

Conseguiu ganhar a confiança de Helen, influenciando-a a aprender ansiosamente.

Anne foi educadora de Helen por treze anos e, em 1900, a acompanhou a Cambridge, Massachusetts, onde Helen foi admitida na faculdade de Radcliffe.

Anne acompanhou Helen a cada aula, soletrando em suas mãos todas as leituras e tarefas acadêmicas.

Quando Helen recebeu seu diploma do grau de artes, foi um triunfo para ambas as mulheres. Embora Anne não fosse oficialmente aluna, recebeu, como ouvinte e acompanhante de Helen, uma instrução de faculdade.

Anne Sullivan Macy era uma mulher cujas luminosidade, paixão a tenacidade permitiu que superasse seu passado traumático. Transformou-se em modelo para outros desfavorecidos. Foi pioneira no campo da instrução. Seu trabalho com Helen Keller transformou-se em método para a instrução de crianças cegas e surdo-cegas e perdura até hoje.

Entretanto, a história pessoal de Anne permanece relativamente desconhecida. Nós a conhecemos, pricipalmente, através dos olhares de outros que por ela foram influenciados.

Algum tempo depois se casou com John Albert Macy. Queimou jornais confidenciais com medo do que seu marido podia pensar a seu respeito. Similarmente, não quis que sua correspondência pessoal fosse mantida após sua morte. Mas, felizmente, os materiais foram retidos e os arquivos de Helen Keller na fundação americana para as cegos contêm alguns de seus escritos, prosa e verso.

Anne Sullivan Macy, morreu em 20 de outubro de 1936, aos setenta anos de idade.

Foto: Anne Sullivan e Helen Keller

domingo, 3 de agosto de 2008

É chegada a sua hora...


Hoje vou relatar um pouco mais sobre a minha caminhada. Sempre digo aos alunos que não se preocupem demais com o tempo. Todas as coisas acontecem em um tempo determinado. Por exemplo:

Em 1993, abri a Folha Dirigida e vi em um cantinho bem escondido, o anúncio de que haveria prova para o TJ-RJ. Não tinha qualquer experiência em concursos e acho que nem conhecia um fórum por dentro.

Resolvi fazer e incentivei minha cunhada, Geni, a fazer também. Ela relutou um pouco, mas topou a parada.

Queríamos fazer para Itaguaí, onde morávamos à época. Os concursos não eram divididos por Nurc's, mas sim por regiões e Itaguaí integra a Sexta Região Judiciária.

As inscrições estavam sendo feitas em Angra dos Reis. Lembro que não tínhamos muito dinheiro e os horários dos ônibus eram loucos.

Seguimos para Angra e fizemos nossa inscrição.

Eu praticamente me mudei para a casa dela. Estudávamos português em casa e cada uma lia o Codjerj como podia.

Chegou o grande dia. Fizemos a prova. Eram 60 questões e precisávamos acertar, pelo menos a metade. Acertamos 31. rsrsrs

Mas não parava aí. Havia datilografia. Meu irmão arranjou uma máquina olivetti emprestada e passávamos todas as nossas horas vagas datilografando. Coitada da máquina, eu parava e a Gê (como eu a chamo) continuava. rsrsrs

Passamos um mês datilografando tudo o que aparecia. E a prova chegou. Uma sala apinhada de candidatos, máquinas de escrever e um relógio sobre cada mesa.

Quando o fiscal deu a "largada", tlec, tlec, tlec... num ritmo alucinante. Parecia que todos estavam a mil e eu uma tartaruga.

Eram 25 vagas e por causa da datilografia, fiquei em 29. Gê ficou um pouco mais atrás.

Não sabíamos que seríamos chamadas e tristes da vida, resolvemos fazer novo concurso: TRF-RJ.

Saíamos aos sábados pela manhã com um lanche na bolsa e despesas pagas pelo meu irmão. Viajávamos, mais ou menos, duas horas até o curso, também pago pelo Sérgio (o meu irmão) e só retornávamos à noite.

Eu estava fera. Estudava, estudava. Debatia português com meu professor. Fazia gincanas com ele. Cada questão que eu acertava, ele computava pontos. Estava preparada.

Tcharam...

Eis o grande dia. 1994, março. Eu e um amigo de curso resolvemos ir de trem para economizar. Erramos a estação e ao tentarmos pegar novo trem, surgiu do nada um grupo de meninos, armados com facas e, um deles, colocou uma em meu pescoço, pediu dinheiro e levou a minha carteira. Meu amigo terve mais sorte, levaram-lhe o tênis e a camisa.

Tentei argumentar, pedi que deixassem meus documentos porque ia fazer prova. Em vão.

Mesmo com o boletim de ocorrência, não me deixaram fazer a prova e chorei... chorei... chorei muito.

Pouco tempo depois, um telegrama me avisava que meus documentos estavam nos Correios da Presidente Vargas. Fui até lá e estavam mesmo, todos eles.

Desanimei. Não quis saber de concursos por um bom tempo. Tempo... e chegou o tempo.

Um telegrama do TJ-RJ em outubro de 1994. Deveria me apresentar no dia 31 de outubro. Tinha acabado de fazer uma cirurgia, mas fui assim mesmo. Quando chamaram meu nome lá da frente... me levantei e fui caminhando lentamente até à mesa para assinar meu termo de exercício.

Eu penso ter ouvido: é chegada a sua hora.

Ah... Gê é serventuária do TJ-RJ, lotada em Itaguaí.

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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