segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

Não sabemos ao certo o dia, mas temos a certeza de que ele nasceu. 

Não sabemos ao certo seus traços, mas temos a certeza do seu caráter. 

Saber o dia, se era louro ou moreno, se tinha olhos azuis ou castanhos pouco importa para mim. Se houve uma falha no calendário... 

O que importa é o que diz Isaías 9:6 e 7: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto." 

Este é o meu Natal. Saudar o nascimento do meu Rei, Salvador e Senhor Jesus. Este é o Natal que desejo a você. Um Natal com o caráter de Cristo. 

Feliz Aniversário, meu querido amigo Jesus. Obrigada por ter vindo renovar a aliança e dar-me a esperança de reencontrar meus amados. Obrigada por ter vencido a morte e encher nossos corações de vida e alegria. Obrigada. Obrigada. 


Feliz Natal para você e toda a sua família.

Que tal uma canção? 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Bem aventurados os pacificadores...

Mateus 5:9: "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus". 

Havia dois irmãos que, por razões nem sempre explicáveis, tornaram-se inseparáveis. Vieram de uma família com muitos membros e conviveram com dois casamentos de seu pai. 

Moravam no interior de Minas Gerais e um deles nasceu em Carangola. Viram a família diluir-se em partes, irmãos seguindo caminhos diferentes, sendo separados um dos outros. Quem sabe por um pacto secreto, decidiram ficar juntos? 

Nem todas as adversidades pelas quais passaram foram capazes de separá-los. Um era mais forte, o outro mais franzino. Talvez por isso o mais forte tenha posto em seu coração o dever de proteção. 

Tornaram-se adultos, constituíram suas famílias e tinham uma prática muito interessante. Os dois irmãos não iam à casa um do outro sem levar um pão. Mas não era qualquer pão. Era um pão doce enorme, com frutas cristalizadas, coberto por creme e ameixas e o recheio fino de goiabada. Aquele pão... representava muito para os sobrinhos que, ao verem seus tios chegando, sabiam que logo estariam assentados em torno de uma mesa, ouvindo a conversa dos dois e saboreando o pão. Seus olhos brilhavam quando enxergavam o embrulho nas mãos dos tios que os visitavam. Naqueles momentos de comunhão, a família tinha certeza que nos olhares dos dois irmãos havia um amor tão grande que, certamente, nem a morte poderia destruir. 

Um dos irmãos adquiriu uma outra prática. Não podia ficar muito tempo sem ver seus filhos. Quando isso acontecia, colhia dos frutos do que plantava ou fazia potes deliciosos de doces e, quando não havia nada a colher, comprava alguma coisa. Punha tudo em sacolas e lá ia ele em busca de notícias. Algumas vezes, esse pai voltava sem encontrar o filho, mas sempre deixava um sinal de sua presença. Penduradas no portão, do lado de dentro da casa do filho estavam as sacolas. Elas pareciam dizer: "não importa o quanto demore, sempre o amarei e sempre o buscarei." 

Os dois irmãos se foram. Cabelos embranquecidos, o mais franzino se foi primeiro e anos depois, o outro. 

Os filhos esqueceram a prática dos pais. Talvez porque não conseguissem mais encontrar pães como aqueles, deixaram de lado o ritual. 

Mas ainda reina a esperança de que ao se visitarem tragam nas mãos um embrulho onde haja um pão doce. Reina ainda a esperança de que se assentem ao redor de uma mesa e que seus olhares demonstrem tanto amor que nem a morte possa apagar. 

Raquel Tinoco

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Em clima de Natal.


O meu socorro vem do Senhor.

Ontem, no precioso tempo que separo para ler a Bíblia, li tantas coisas lindas que não posso deixar de compartilhar. Coração angustiado, tantas decisões a tomar, orei e pedi a Deus Seu conforto. Ele veio de imediato. 

Salmo 130: "Das profundezas a ti clamo, ó SENHOR. Senhor, escuta a minha voz; sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, SENHOR, observares as iniquidades, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Aguardo ao SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã. Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção. E ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades."

E viu Deus que tudo o que havia feito era bom.

Olá, leitor. 

"Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias." Eclesiastes 7:29. Por isso sofremos as consequências de nossos atos impensados. Sabemos que Deus é capaz de perdoar e restaurar nossas vidas, mas não nos livramos do rastro que nossas atitudes rebeldes deixam pela vida. Ele nos segue. Não há como apagar as consequências, por exemplo, de um homicídio? Há, sim, o poder do perdão capaz de fazer com que a convivência com nossas escolhas se torne possível.


Então, aprenda a escolher. Pense duas vezes, seja tardio no irar-se, cuidado com a impetuosidade, seja paciente e perseverante.

O Pai e o Filho - Uma História Verdadeira

Bom dia. 


Há muito tempo atrás, um pai, já bem idoso, com muitos filhos, viu um deles partindo para uma terra distante. Ele levava com ele uma parte de sua família: uma esposa e duas filhas. Lá, trabalhou, construiu sua vida, mas por algumas escolhas, teve que retornar. Não deu certo. O filho deixava para trás tudo o que conquistara, inclusive sua esposa e suas filhas. Retornou à casa do pai, sempre receptiva. O pai, que o vira partir feliz e confiante, agora o recebe com lágrimas nos olhos. Reconheceu-o logo que chegou ao portão. Trazia consigo uma pequena maleta, poucas roupas, poucos pertences. Não havia emprego, não havia mais casa, não havia família. Os dois abraçaram-se num reencontro emocionado. O filho cabisbaixo, pergunta: 

- E agora, o que farei? Não tenho mais nada, não tenho dinheiro, deixei tudo para trás. O pai, calmamente olhou em seus disse: 
- Está reclamando? Você tem saúde, está vivo, tem forças para recomeçar. Levante a cabeça e siga em frente!

Esse pai nunca desistia. 


Raquel Tinoco Slompo, uma história verdadeira.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Perdendo o Foco.

Mateus 14: 22-32: "E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, acalmou o vento." 

Por que será que Pedro, conhecendo o poder de Jesus, deixou-se atingir pelo medo a ponto de quase afogar-se? Ele perdeu o foco. Desviou seu olhar de Jesus para a tempestade. 

Quando morava em Campo Grande e trabalhava em Itaguaí, houve uma grande tempestade no Rio. Ao chegar próximo à rua de casa, vi que estava totalmente alagada, com água acima dos joelhos. Eu e meus colegas de trabalho que faziam o mesmo percurso, fizemos um cordão, dando-nos as mãos e seguimos naquela água imunda, cegos, pois não havia luz, não sabíamos onde havia buracos etc. Naquele dia tive medo. 

Para fotografar o Rio Soberbo, tive que ficar sobre uma estreita faixa de ponte. Os caminhões passavam, causavam aquela ventania e faziam a ponte balançar. Enquanto olhava pela lente da câmera, minha coragem estava intacta, mas precisei olhar para baixo, onde o rio estava mais perigoso, bem abaixo de mim. Ao ver aquele turbilhão de águas, lembrei de todas as tragédias que acontecem no verão pelas chuvas que ocorrem no alto da serra. Ali, perdi o foco, um medo enorme tomou conta de mim e quase desisti. Tive que respirar fundo e lembrar do meu objetivo. 

Em minha primeira visita ao Paraguai, resolvemos visitar as Cataratas de Foz do Iguaçu. Era época de cheia. As quedas estavam furiosas. A água vinha até nós em respingos e ficávamos totalmente molhados. Há um mirante, bem próximo de uma das quedas. Eu que gosto de uma aventura, fui andando para me aproximar cada vez mais. Enquanto admirava tamanha beleza, a coragem estava presente. De repente olhei para baixo e vi que estávamos pisando em uma espécie de construção vazada que nos deixava ver o rio tormentoso correndo por baixo, um abismo. Perdi o foco. Cheguei a recuar andando de costas até me sentir novamente segura. 

O medo, a dúvida, a ansiedade, a descrença nos domina quando desviamos nosso olhar do ponto que realmente importa, do nosso porto seguro, dos nossos objetivos. Nesse momento, sucumbimos, afundamos. Se Pedro mantivesse seus olhos em Jesus, jamais teria medo da tempestade, pois conhecia seu Mestre.


domingo, 18 de novembro de 2012

A Casa do Oleiro.

Jeremias 18: 1-6: "A PALAVRA do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo: Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel." 

Bom dia. 

Para quem não conhece a história, Jeremias era um dos profetas de Israel. Deus lhe deu uma ordem para que descesse ao local onde vasos de barro eram feitos, a fim de que entendesse a mensagem que precisava levar. 

Ser barro nas mãos de Deus é a maior prova de submissão que podemos dar-lhe. Dispor-se a ser quebrado e refeito quantas vezes for preciso. Fomos criados e separados para vasos de honra. 

A decisão em ser maleável, boa argila nas mãos de Deus é nossa e não dEle. Quem já acompanhou o trabalho de um oleiro sabe, há barro que não se deixa moldar. 

Jesus, em Lucas 5:37-38 afirma que ninguém coloca vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres, entornará e os odres se estragarão. O vinho novo deve ser colocado em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. 

Não é fácil, eu sei, deixar-se moldar. Pode ser que leve tempo, traga dor e angústia, ansiedade e desespero. Afinal, entregar-se às mãos de alguém, em plena submissão é contra a nossa natureza. Lutamos sempre pela liberdade de escolher, de seguir nossos passos segundo nossas intenções, razão e coração. Entretanto, não estamos nos entregando às mãos de qualquer artífice, mas sim ao melhor de todos.

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

Postagens