quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Proposta de reformulação dos Concursos Públicos

Estudo propõe reformulação dos concursos no País 

Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito Rio e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) propõe a reformulação do sistema de concursos públicos no país.

A pesquisa foi elaborada a partir da análise de 698 editais de 20 órgãos federais, entre eles Abin, Ancine, Anvisa, Banco Central, CVM, INSS, Polícia Federal e Secretaria da Receita Federal, além dos ministérios do Planejamento, Relações Exteriores e Saúde, realizados entre 2001 e 2010. 

A conclusão do estudo é de que o concurso tem se desvirtuado de sua principal finalidade, que é selecionar profissionais adequados para o cargo na administração pública. 

Para reverter esse quadro, o estudo propõe a instauração de três processos distintos de seleção. 

O primeiro seria o recrutamento acadêmico, voltado para a capacitação de jovens recém-formados para o exercício de uma função pública. Esses candidatos seriam avaliados por meio de provas que levassem em consideração os conhecimentos universitários e escolares. 

O segundo processo de seleção, denominado recrutamento burocrático, seria destinado aos profissionais já inseridos na administração pública há, pelo menos, cinco anos. Os exames teriam como foco o ambiente do serviço público. Já o recrutamento profissional teria como objetivo avaliar pessoas com experiência mínima de dez anos no mercado de trabalho. As provas para o ingresso nessa modalidade versariam sobre conhecimentos de mercado e da administração pública. 

Outra modificação sugerida é o fim das provas objetivas, que constaram em 97% das seleções pesquisadas. Em substituição às questões de múltipla escolha, os candidatos seriam submetidos a exames discursivos, que abordariam situações reais a serem vivenciadas pelos futuros contratados. Além disso, quando essa avaliação não fosse suficiente para aferir a capacidade profissional do candidato, haveria um exame prático. 

O estudo ainda recomenda a criação de uma empresa pública para gerir os concursos e elaborar os exames. 

Outra discrepância apontada pelos pesquisadores da FGV Direito Rio e da UFF diz respeito aos salários, que seriam estipulados conforme a complexidade do concurso, e não levando em conta a base no nível acadêmico ou na competência do candidato. 

Os candidatos também ficariam proibidos de se inscreverem mais de três vezes para um mesmo concurso, e os três anos de estágio probatório deveriam ser destinados rigorosamente à capacitação do concursado. 

Agora, o Ministério da Justiça, que encomendou o estudo em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e todos os órgãos envolvidos na pesquisa irão avaliar as propostas. No mais tardar, em 15 de abril, o relatório final será apresentado.

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Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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