quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Para você do MPU, DPGE, TRE e outros tantos...


Outra expedição inglesa está tentando escalar o Monte Everest, o pico mais alto do mundo.

Para esses homens chegarem ao topo da majestosa montanha, têm de enfrentar diversos perigos: um frio intenso, ventos fortíssimos, a atmosfera rarefeita e avalanches de neve e pedras, que podem engolfá-los.

O grupo que veio antes deles quase obteve sucesso na empreitada. Eles haviam armado barracas a pouco mais de seiscentos metros do topo. E dali, dois homens, Mallory e Irvine, devidamente equipados com bombas de oxigênio, tentaram a última arrancada em direção à meta final.

A expectativa era ir ao topo e retornar num período de dezesseis horas.

Contudo nunca voltaram.

Então, nos registros oficiais da expedição, constava o seguinte a respeito deles: "Na última vez em que os vimos, estavam caminhando em direção ao pico".

Quando os vejo, alunos ou não, que buscam a realização de um sonho, estão sempre caminhando em direção ao pico, aceitando o desafios da concorrência cada vez maior, caindo e levantando, com dificuldades, suportando as avalanches, o trânsito, o cansaço, a ausência consentida da família.

Muitos outros concursos virão, e tenho a certeza que em "meus registros especiais" constará:

"Na última vez que os vi, estavam comemorando, pois chegaram ao pico".

Adaptado de Fontes no Vale
Lettie Cowman

2 comentários:

rosana mello disse...

olá Raquel. Eu não entendi por que O Cespe colocou dois gabaritos com algumas questões divergindo. Tem o gabarito no link do cadastro no qual temos que colocar o cpf e o nr de inscrição e outro no final da página, só que o gabarito não está batendo e agora depois que eu enviei um e-mail para eles (Cespe)o site está dando erro e não consigo entrar. Como é que pode colocar dois gabaritos com algumas questões divergindo? Acho uma tremanda falta de organização!

Professora Raquel Tinoco disse...

Oi Rosana, os recursos foram encaminhados. Vamos esperar o resultado. Abçs

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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