sábado, 24 de outubro de 2009

Jiló, Jiló, Jiló...

O lugar preferido do Jiló é sempre do meu lado. Onde eu estiver, ali estará ele. Como fico muito tempo no computador, ele e o Léo se apertam embaixo do rack.

Mas, e os fios??? Os fios do computador??? Aquele emaranhado, aquela teia, algo tentador para um filhotinho explorador (acho que vamos doá-lo ao Indiana Jones).

Paulo até tentou. Comprou aquele negócio que junta os fios, aquele tal "organizador" de fios.

Outra tentativa frustrada. Jiló fica lá roc, roc, roc, roc

Toda hora ouve-se minha voz: "Jiló, larga os fios!!!"

Minha mãe logo sugeriu: "Passem pimenta!"

Será que dá certo?

E assim foi feito. Paulo passou pimenta em todos os cabos. kkkkkkkkkk

Daqui a pouco ouvimos o roc-roc. Jiló nos olhava e imagino, agradecendo o tempero. kkkkk

Mas... consegui fazer com que ele fique apenas deitado, sem roer os fios. Grande progresso!!!

Assim vamos. Eu digitando, ele e o Léo dormindo. Só não consigo evitar que, vez ou outra, eles se embolem nos fios.

3 comentários:

Bárbara disse...

Gláucia, invadindo : O thalles tá aceitando doação de cachorro, mas vai ter q vir trazer. Eta sacrifício!

Professora Raquel Tinoco disse...

Isso é chantagem!!! Boa, é claro. Estamos tentando arranjar uma namorada para o Léo. Aí, a gente leva um Leozinho. rsrs Como estão por aí? Beijos

Katia disse...

Raquel, depois de ler esa mensagem fiquei mais tentada a ter um dachshund e ganhei um no dia 1º, lindo, caramelozinho, chama-se MARVIN e adora morder tudo (tem 2 meses). O difícil ta sendo fazer ele criar o hábito de usar o jornal no canto da area de serviço e não fazer em qualquer parte do apartamento. Aceito sugestoes: katiarocha@oi.com.br

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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