sexta-feira, 10 de julho de 2009

Simples, simples assim...

Não sei ...se a vida é curta
ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Cora Coralina

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Você é o responsável

Era manhã de mais um dia de trabalho.

Um dia que parecia ser igual a todos os outros dias – isso para quem adora criar monotonias em sua própria vida.

Os funcionários chegaram na empresa do mesmo jeito que chegavam todos os dias, mas já na entrada algo os surpreendeu.

Encontraram um cartaz na portaria dizendo:

"Faleceu ontem a pessoa que impedia o crescimento da empresa.

Você está convidado para o velório na quadra de esportes."

No início todos se entristeceram com a morte de alguém, mas, depois de algum tempo, ficaram bastante curiosos em saber quem havia morrido.

Quem estava bloqueando o crescimento da empresa?

A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.

Então, conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

“Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?” diziam uns.

“Com certeza alguém envolvido em algum desvio de dinheiro!” diziam outros.

“Ainda bem que este infeliz se foi!” esbravejavam.

Assim, um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco.

Ficavam em silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.

Pois bem, no visor do caixão havia um espelho… E cada um via a si mesmo…

A lição da diretoria da empresa foi clara:

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo!

Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.

Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida e, você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

Sua vida não muda quando seu chefe muda, quando sua empresa muda, quando seus pais, filhos, mudam: ela se modifica quando você mesmo muda.

Você é o único responsável por ela, e o único que prestará contas dela.

Enviado por Eliane Costa

domingo, 5 de julho de 2009

Assim se cresce...

Impossível atravessar a vida ...

Sem que um trabalho saia mal feito, sem que uma amizade cause decepção, sem padecer com alguma doença, sem que um amor nos abandone, sem que ninguém da família morra, sem que a gente se engane em um negócio.

Esse é o custo de viver. O importante não é o que acontece, mas, como você reage. Você cresce... Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.

Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la. Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.

Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos. Cresce quando abre caminho, assimila experiências... E semeia raízes…

Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho..

Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento e humano por nascimento.

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se levante o pó.

Cresce quando é capaz de lidar com residuos de ilusões, é capaz de perfumar-se com flores...

E se elevar por amor.

Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida, mais do que recebe.

E assim se cresce…

Susana Carizza

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Simples, simples assim...

Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.

Lembre-se da sabedoria da água :

A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.

Quando alguém o ofender ou frustrar, você é a água e a pessoa que o feriu é o obstáculo!

Contorne-o sem discutir.

Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.

Augusto Cury

domingo, 28 de junho de 2009

Viver, um espetáculo...

Viver é um espetáculo imperdível...

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência.

Lembre-se sempre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar
para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar "eu errei".

É ter ousadia para dizer "me perdoe".

É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".

É ter capacidade de dizer "eu te amo".

Faça da sua vida um canteiro de oportunidades.

Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.

Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.

E, quando você errar o caminho, comece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas é usar as lágrimas para irrigar a tolerância, usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível...

Augusto Cury

Florescendo nas adversidades.

Num livro de jardinagem que possuo há um capítulo com um título interessante: "Flores que crescem na sombra".

Trata-se daqueles recantos do jardim, que não recebem sol.

E o manual informa quais os tipos de flor que não temem esses lugares.

Há similares no mundo espiritual.

Eles se manifestam quando as circunstâncias se tornam difíceis. Crescem nos lugares sombrios.

De outra forma, como poderíamos explicar algumas das experiências do apóstolo Paulo?

Aqui está ele, na prisão em Roma. A missão suprema de sua vida parece estar anulada.

Mas é justamente nesta atmosfera, que as flores começam a mostrar seu esplendor e glória.

Ele pode tê-las visto antes, crescendo na estrada aberta, mas nunca com o viço e beleza que apresentam agora.

As palavras de promessa abriram seu tesouro de um modo que ele nunca vira antes.

Entre seus tesouros havia coisas maravilhosas, como a graça e o amor de Cristo, assim como seu gozo e sua paz; e parecia que elas precisavam ser cercadas de sombra para poderem exteriorizar seu segredo e sua glória interior.

Por alguma razão, essa atmosfera de sombra tornou-se o ambiente de uma revelação, e Paulo começou a perceber, como nunca dantes, toda extensão e riqueza de sua herança espiritual.

Quem ainda não conheceu pessoas que, quando chegam a lugares de sombra e solidão, revestem-se de forças e de esperança como de um manto?

Elas podem até ser aprisionadas, mas levam consigo o seu tesouro.

Ninguém pode separá-las dele. Poderão viver em um deserto, mas o "deserto e a terra se alegrarão; o ermo se exultará e florescerá como o narciso."

"Toda flor, mesmo a mais bela, produz sombra, enquanto balança à luz do sol".

Mananciais no Deserto
Lettie Cowman

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Como um manancial

Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.

Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui.

Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;

E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.

E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.

Isaías 58:8-11

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ruth 3

Você acredita em milagres? Vou lhe contar um.

Estamos em casa, recebemos alta hoje.

Mas tem muito mais... muito mais...

Minha mãe se casou aos 16 anos, quase 17. Era uma menina da roça, humilde e sem muitas pretensões, apenas a de ser feliz. Teve dez filhos. Hoje, oito vivos.

Meu pai, um belo "gajo", tinha 25 anos ao se casar e a vida extemporaneamente o fez gigante. Era mineiro e veio para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até morrer em 2004.

Ele era o cabeça da casa. Minha mãe deixou-se guiar por ele e confiou sua vida em suas mãos. Permaneceram casados por 61 anos.

Por isso quando falo de minha mãe, talvez estranhem o jeito. Mas ela era totalmente dependente do meu pai.

Sempre pensamos que minha mãe morreria antes que meu pai, pois acreditávamos que se meu pai a precedesse, ela não suportaria muito tempo. E foi aí, a despeito de todas as nossas suspeitas que a força de minha mãe se revelou.

Após a morte de meu pai, a saúde de minha mãe piorou consideravelmente. Os problemas se agravavam. Diabetes e alguma coisa em seu abdômen que os médicos não descobriam. Mas havia risco de morte. Nos disseram que precisavam descobrir a causa do problema, pois minha mãe poderia morrer subitamente.

Ela foi internada em julho de 2005 para fazer exames e descobrirem a causa de sua doença. Mais ou menos um mês depois, foi diagnosticada uma massa cística em seu abdômen que retinha líquido. Foi submetida a uma cirurgia e ficamos mais um mês no hospital para que se recuperasse. Os antibióticos utilizados intoxicaram seus rins e eles paralisaram em setembro de 2005. A partir daí começaram as sessões de hemodiálise.

Ela não entendia muito bem o que estava acontecendo. Nós sempre a alertávamos que se não se cuidasse, poderia ficar "naquela" máquina e ela respondia que se tivesse que ficar "naquela" máquina, preferia morrer. Talvez, por isso, a terapia de minha mãe fosse tão difícil para mim.

A hemodiálise consistia em três sessões semanais, de quatro horas cada.

O que mais doía, entretanto, era a restrição de líquidos, especialmente água. Tínhamos que inventar mil maneiras de não lhe dar água e isso rendia muitas brigas.

Mas ela não desistia e nem nós. Orávamos, orávamos e orávamos para Deus nos revelasse o propósito de tudo aquilo, pois eu cansei de ver minha mãe suplicar-Lhe que não a deixasse ficar "naquela" máquina.

Lá se vão quase quatro anos de batalha. Ultimamente, entretanto, minha mãe vinha piorando. Os leitores e alunos que me conhecem e têm acompanhado minha luta, sabem que não é de hoje que precisava adiar aulas, faltar etc. em virtude do problema de minha mãe.

Cada sessão de hemodiálise era, para nós, uma vitória. Vimos minha mãe saindo carregada, desfalecendo, agulhas no braço, cateter etc.

Sofríamos, chorávamos, ali na sala de espera, aguardando o fim de mais uma sessão. Daqui a pouco vinha ela, às vezes bem, às vezes mal, mas sempre sorrindo, tentando demonstrar que estava tudo bem.

Mas não sabíamos a suspresa de Deus. Desconfiei que Ele estava preprando alguma coisa ao permitir que ela ficasse internada em seu aniversário. Não era possível!!! Todos os dias nos ajoelhávamos diante de sua cama e orávamos, chorávamos baixinho, suplicávamos que Ele cuidasse dela, que não permitisse que minha mãe morresse "naquela" máquina. Eu pedia isso cada vez que a sessão começava. Lembrava a Ele do quanto ela orava, do quanto pedia. Cobrava dEle alguma providência. Às vezes me sentia impotente e desabava. Mas, logo alguma coisa acontecia para nos reerguer.

Há dois meses, aproximadamente, vocês sabem, minha mãe, devido a uma revisão de fístula, começou a exteriorizar problemas em seu sistema venoso (trombose e estenose). No dia seguinte ao do procedimento, o braço dela amanheceu muito inchado. Sua mão estava azul, cianótica. Como acompanhante de uma doente renal crônica, pude ver, muitas vezes, essa mesma história. O final, quase sempre era infeliz. Me desesperei. Voltei ao médico e questionei o inchaço. Ele me explicou com termos técnicos que isso era natural. Eu não me conformava. Voltei ao médico e questionei quanto à necessidade de novos exames. Ele disse ser desnecessário. Enquanto isso, o braço apenas piorava. Em uma das sessões de hemodiálise, a médica, assustada com o tamanho do braço, nos chamou e disse que minha mãe corria o risco de perdê-lo. Era tudo o que eu não queria ouvir. Resolvemos procurar outro cirurgião vascular e a cada consulta, perguntávamos sobre o risco de amputação. A resposta era sempre negativa e lá vinha uma novidade, mas nenhuma solução.

O meu desespero aumentava na mesma proporção que o seu braço crescia. Orava e perguntava a Deus o propósito. Nada. Como minha mãe dizia: "Ele ficou quieto".

No dia 10 de junho, após a terceira tentativa de desobstrução e ligadura de perfurante, sei lá mais o quê, nos dirigimos à clínica de hemodiálise. O braço já estava completamente rijo, uma coloração avermelhada, quente, muito quente. Começava a doer. A médica recusou-se a puncioná-lo, graças a Deus, pois eu questionava cada punção naquele braço.

Agora quem se desesperava era a médica. Disse que minha mãe precisava ser internada imediatamente para uma sessão de DIÁLISE, pois seu principal problema naquele momento não era o braço, mas sim, sua disfunção renal. Eu não concordava.

Depois de várias ligações, nos encaminhou para o Hospital Central da Aeronáutica, onde a equipe da nefrologia daria um jeito de "fabricar um acesso" para dialisar. Nos disse que, possivelmente, o acesso seria pela barriga e que ela ficaria dialisando por 24 horas.

Eu morri. Não conseguia imaginar minha mãe sendo submetida a mais esse estresse. Mas ela afirmava que isso salvaria sua vida. Liguei para minha família e expus a situação. Decidimos, eu e meu marido, nos dividir. Ele seguiria para o HCA (nefro) com a minha mãe e eu, para o HFAG (vascular), tentando que eles realizassem o procedimento de desligamento da fístula.

Mas naquela noite, após orarmos, durante o sono, eu senti fortemente a sensação de que não deveria levar minha mãe ao HCA. Deveria seguir com ela primeiro ao HFAG. Desobedeci à ordem médica. Perguntei ao meu marido se ele concordava. Liguei para um dos meus irmãos e perguntei se ele apoiava a minha decisão. E foi o que fizemos.

No dia 12 de junho, seguimos com minha mãe para o HFAG. Encontramos a equipe da cirurgia vascular e em quinze minutos estávamos com sua internação autorizada para domingo à tarde. O procedimento de desligamento da fístula seria feito na segunda-feira. Nos avisaram que no mesmo dia seria colocado um cateter para que houvesse condições de diálise.

Eu tinha sempre um mesmo pedido a Deus. Se não fosse da vontade dEle, que os médicos não conseguissem puncionar artéria, veia, fosse o que fosse. Por três vezes ela entrou no centro cirúrgico e saiu sem catater. Mas seu braço desinchava.

Marcaram a colocação de um cateter peritoneal no dia seguinte. Era a única possibilidade de diálise. Novamente oramos. Daqui a pouco minha mãe retorna sem cateter. Várias explicações e uma transferência para o HCA.

Naquele dia, pela manhã, após orar, fui atualizar o blog e me veio à mente Romanos 8. Sabendo da transferência, me dirigi à capela do hospital onde estava sendo realizado um culto. Entrei e compartilhei. No final, o dirigente pediu que expuséssemos nossos pedidos de oração e eu permaneci calada. Ele me olhou diretamente e voltou a perguntar. Não resisti. Pedi por minha mãe. Ele orou por todos os pedidos, mas após a oração, olhou-me de novo diretamente e recitou Romanos 8: 31 e 37. Soube, naquele momento, que Deus me falava ao coração.

Paulo, meu marido, a acompanhou em uma ambulância e eu pedi que, ao chegar lá, ele relatasse o seu estado de saúde e solicitasse uma pesquisa para comprovação da necessidade da terapia renal, uma vez que minha mãe sempre eliminou muito líquido através da urina, condição que nos intrigava, pois havia restrição hidríca severa.

Confiávamos que toda essa saga provinha da mão de Deus. Paulo fez exatamente o combinado e enquanto aguardava a internação por duas horas, coletaram sangue para análise.

Ela foi internada no dia 17 de junho, véspera do seu aniversário de 83 anos. Havia algo no ar. No dia seguinte, as médicas que cuidaram dela em 2005 chegaram ao quarto. "Olá, onde está a D. Ruth?"

"Está tomando banho", respondeu Paulo.

"Tomando banho? Como assim? Ela está lúcida, consciente?"

"Sim, vejam, entrem no banheiro e conversem com ela."

Elas entraram. Conversaram com ela e sairam com uma expressão estranha nos olhos. Chamaram-no fora do quarto.

"Quantos dias sem diálise?"

"Quinze."

"Quinze??? Espere um pouco. Vamos pedir um exame de sangue."

"Mas ela já fez exame. Ontem."

Foram buscá-lo. Voltaram correndo. "Olhe, uma coisa eu já adianto. Ela não precisa de diálise."

Eu chegava nesse momento. Paulo me chamou. Pediu que me apressasse. Me aproximei. A médica continuou.

"Eu não posso garantir, mas quem precisa de hemodiálise não fica quinze dias sem fazer. Esperávamos encontrar uma paciente em coma à beira da morte. Ela não fará cirurgia nenhuma. Vamos fazer exames, monitorá-la e aguardar o resultado."

Eu sorri. Seria esse o presente?

Hoje pela manhã, a mesma rotina. "Raquel, quero água." "Não posso dar-lhe. Está em jejum. Vai fazer exame de sangue e sabe muito bem que não pode beber muita água."

Algum tempo depois, outra médica. Examinou-a. Fez perguntas e disse que ela teria alta. Recomendou uma dieta severa, marcou uma consulta, pediu exames e disse que minha mãe deveria tomar MUITA ÁGUA. kkkkk

Nos olhamos. O quê??? Água??? Ficamos loucos!!! "Não entendi mais nada." Disse o Paulo.

Ela nos olhou e respondeu que o doente renal que elimina líquido deve tomar muita água.

Minha mãe, que ouvia atentamente, sorriu e pediu: "quero água".

Com prazer, enchemos um graaaaande copo. Ela bebia e chorava de alegria. Mais um copo. Mais um copo. Nos confessou mais tarde: "só não pedi mais porque fiquei com vergonha."

"Agora posso parar de sonhar que furo um poço, que estou em um oásis no deserto, que estou tirando muito leite de uma vaca. Não preciso mais pedir uma caneca de água do mar. Posso até comer melancia." kkkkkk

Era assim que minha mãe acordava todos os dias. Cada noite um sonho. Ela passava a noite furando um poço e quando via a água "azulzinha", não podia tomar.

Em casa, na sua cama, nos segreda: "Hoje posso morrer, pois estou feliz, muito feliz."

Ao nos ajoelharmos esta noite para orar à beira de sua cama, fomos agraciados com a seguinte declaração: "Senhor, eu te amo."

Faço minhas suas palavras. Senhor, eu te amooooooooooooo

II aos Coríntios 4:8 e 9.

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados.
Perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados.
Abatidos, mas não destruídos.

Se você chegou até aqui, quero compartilhar um vídeo. Em muitos momentos, durante toda a luta da minha mãe pela sua vida e saúde, eu e minha irmã Cely, nos ajoelhamos, oramos e choramos ao som de "Soldado Ferido".

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ruth 2

Talvez você nem esteja se dando conta, afinal o lugar não importa. O que importa mesmo é que eles, seus filhos, se lembrem do dia, que peguem seus telefones, que saiam de suas casas e estejam presentes. Onde estiver. Isso é o que importa.

Desde domingo está "presa" em um hospital, como você mesma diz.

Pede que eu a traga comigo todos os dias. Mas não posso.

Quisera eu poder arrebatá-la e fugir como fazíamos na minha infância.

Quando sentia saudades do seu povo e sem saber o caminho, me pedia, eu, uma menina de poucos anos, sete ou oito talvez, que a levasse.

Então saíamos, as duas, por aquele beco, naquele bairro, atravessávamos aqueles trilhos e fugíamos até o outro lado do mundo. Sim, porque para mim, era o outro lado do mundo.

Nem sei como conseguíamos chegar ao nosso destino, eu apenas decorava os ônibus e o lugar onde deveríamos saltar. Você era conduzida por uma menina. Uma menina guiando pela mão, sua mãe.

Sair de Senador Camará e chegar a Itaguaí era uma aventura que eu adorava. Me orgulhava de nunca errar o caminho. Orgulho de criança. Me orgulhava em contar como a salvei do trem, quando quase fomos atropeladas, lembra? Eu apenas a empurrei para longe dos trilhos e pulei. Duas crianças...

E aquele dia em que aquela vaca veio em nossa direção e foi chegando cada vez mais perto? Que pavor!!! Os chifrões dela eram enormes. Eu fiquei na sua frente como se pudesse protegê-la. Ainda bem que ela desistiu de nós. rsrs

Nossas aventuras eram demais!!! Lembra quando voltávamos da Igreja? Tínhamos que atravessar todo aquele quintal cheio de laranjeiras e, papai, que economizava cada centavo, não deixava as luzes acesas. Apenas uma, no início do caminho. O resto era um escurão. Íamos grudadas, morrendo de medo. Aquelas sombras nas árvores... uuuuui

De repente, um cavalo saiu de trás de uma delas. Nem deu tempo para saber quem correu primeiro. kkkk Só sei que, aos gritos, chegamos em casa rapidinho. kkkkk

E ríamos... ríamos...

Mas você não mudou. É a mesma criança. Onde chega todos a amam, pois não conseguem parar de rir.

Essa sua alegria contagiante nos faz fortes para enfrentar qualquer coisa.

Age como se nada estivesse acontecendo. Eles chegam e dizem que nao foi possível realizar o procedimento porque não há acesso para que seja sedada.

Mas você está feliz. Feliz porque seu braço já não está tão inchado. Eles a transferem de um hospital a outro e nem sabem que dia é hoje.

Nem sei se eles sabem o que fazer, nem mesmo sei se eles esperam fazer alguma coisa, mas acreditamos que estão tentando. Eu e você acreditamos. Mas eles não imaginam...

Que presente será, mãe, que Deus lhe tem reservado?

Feliz Aniversário!!!! Eu a amo demais.

Toma as nuvens por teu carro...

Ninguém pode viajar no carro de Deus e no seu ao mesmo tempo. É preciso que Deus consuma, como o fogo do seu amor, os nossos carros terrenos que impedem que entremos no dEle.

Queremos entrar no carro de Deus?

Então vejamos tudo o que acontece de ruim em nossa vida como um carro divino para nós. Vamos Lhe pedir, diariamente, que abra nossos olhos para que enxerguemos suas carruagens invisíveis que vêm para nos libertar.

Sempre que entramos em um dos carros de Deus, somos "trasladados", não para os altos céus, como aconteceu a Elias, mas para um céu que há dentro de nós. Deixamos para trás as planícies baixas e rasteiras desta vida e subimos às regiões celestes em Cristo Jesus. Ali iremos andar em triunfo, bem acima de tudo que ficou embaixo.

O carro que leva nossa alma nessa estrada geralmente é uma disciplina que, no momento, não parece ser de alegria, mas de tristeza.

Entretanto, devemos vê-la como um dos carros de Deus. Descobriremos, com alegria, que Ele os envia por amor. Nesses carros, podemos andar vitoriosamente, pairando sobre todas as adversidades.

É difícil agradecer nos momentos de provação, mas elas destroem nossos carros terrenos e nos levam a buscar refúgio nos carros de Deus, sempre prontos, sempre do nosso lado durante todas as horas de tribulação.

"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança. Só Ele é a minha rocha e a minha salvação, o meu alto refúgio. Não serei jamais abalado".

Adaptado de Fontes no Vale
Lettie Cowman

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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