segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Capacitação para área de petróleo e gás

A descoberta de um volume enorme de petróleo e gás natural na camada pré-sal, que se estende por mais de 800 km de extensão, do Espírito Santo até Santa Catarina, representará um desafio para o setor: a formação de mão-de-obra para atender ao aumento da produção.

O setor prevê que sejam abertas 260 mil vagas até 2012, sem contar os investimentos necessários para extrair petróleo da camada pré-sal. Só a Petrobras projeta a abertura de 12 mil vagas nesse período, que serão preenchidas por meio de concurso público.

Cursos

Para atender à demanda, instuições públicas e privadas estão abrindo cursos técnicos e de graduação voltados especificamente para a área de petróleo e gás.

Atualmente, há 87 cursos de graduação em petróleo reconhecidos pelo Ministério da Educação, segundo o site do órgão. Alguns deles estão autorizados para funcionar, mas não têm turmas formadas porque não houve demanda.

Há ainda outros cursos que ainda não obtiveram reconhecimento, mas estão em funcionamento. Para obter mais informações, é necessário consultar a oferta de cursos com as próprias instituições de ensino.

Do total de 87 cursos reconhecidos, 56 são os chamados cursos superiores de tecnologia, que formam os tecnólogos, que têm diploma de curso superior, mas não oferecem título de bacharel.

O curso tem duração menor (média de dois anos) que a do bacharelado (quatro a cinco anos) e é direcionado para o mercado de trabalho. Mas os tecnólogos não são aceitos em concursos públicos da Petrobras e têm de buscar trabalho em empresas terceirizadas.

Cada curso de tecnologia em petróleo e gás prioriza áreas específicas, como técnica operacional, refino, processamento do petróleo, mineração, gestão em negócios, serviços em poços de petróleo, produção industrial, entre outras.
Os outros 31 cursos de graduação são nas áreas de engenharia e química (veja lista completa no infográfico acima).

Cursos técnicos

Já os cursos técnicos específicos na área de petróleo ainda são poucos no país em vista da demanda prevista.

De acordo com Gladstone Peixoto Moraes, professor de tecnologia em petróleo e gás do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Macaé (RJ), há outros cursos técnicos que atendem à demanda da área, mas não têm petróleo no nome.

Entre esses cursos, o professor cita os de eletromecânica, eletrônica e até técnico em hotelaria, que dá suporte a unidades de embarque e desembarque em plataformas de petróleo.

“Não precisa necessariamente ser técnico em petróleo. Quem fizer técnico em mecânica ou eletromecânica vai ter empregabilidade. Até mais que o técnico de petróleo em si. Os editais da Petrobras costumam ter muitas vagas para técnico em elétrica e eletrônica”, diz.

Segundo ele, o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) está montando o curso de técnico em petróleo e gás. A primeira prova de seleção será neste ano. Outro Cefet que oferece o curso técnico em petróleo e gás é o da Bahia, na unidade de ensino Simões Filho.

O curso capacita o profissional a operar, controlar e fazer manutenção de máquinas e equipamentos, fazer análises de rochas, fluidos e materiais para a indústria do petróleo e gás natural. Os técnicos podem trabalhar em empresas do setor petrolífero, operadoras de campos de petróleo e prestadoras de serviços na área.

Bacias

Dos 87 cursos de graduação em petróleo e gás no país, 54 estão no estado do Rio de Janeiro, cujo litoral abriga a Bacia de Campos, que tem cerca de 100 mil quilômetros quadrados e se estende do Espírito Santo, nas imediações da cidade de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro (veja as localizações das bacias da Petrobras no infográfico acima).

Atualmente a bacia é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional de petróleo, com 55 campos de exploração.

Já os estados de Espírito Santo e São Paulo ocupam a segunda posição no número de cursos de graduação – nove cada um.

Mas o número de cursos, principalmente nos estados de São Paulo e Espírito Santo, pode ser pequeno em vista das descobertas de jazidas de pré-sal nas Bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos – esta última se estende de Cabo Frio (RJ) até Florianópolis (SC).

Vagas

De acordo com levantamento do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), implantado pelo governo federal em 2003 para capacitar mão-de-obra para implementação de empreendimentos no setor de petróleo e gás, a estimativa era de que seria necessário capacitar 112 mil pessoas para o setor entre 2008 e 2012.

Mas, com o aumento de investimentos da Petrobras, a previsão é que serão necessárias 260 mil pessoas no mercado de petróleo – nesse número são levadas em conta as cinco refinarias que serão construídas até 2014 e as 28 plataformas até 2017. Isso sem contar os equipamentos que serão construídos para operar nas jazidas de pré-sal.

Em outubro, a Petrobras anuncia o plano estratégico para o período 2009-2020. Só depois disso será possível saber quantas pessoas o mercado de petróleo irá absorver contando com a descoberta do pré-sal.

De acordo com Arlindo Charbel, consultor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), a cada emprego direto aberto no setor de petróleo, que vai da extração do óleo ao refino e à venda dos derivados, são gerados outros 3,7 postos indiretos.

Prominp

Charbel, que também é professor de tecnologia em petróleo e gás, cita como formas de preencher as vagas no mercado o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) e convênios de empresas com universidades. Além disso, o site da Onip (www.onip.org.br) também traz as empresas do setor conveniadas e recebe cadastro de currículos.

No caso do Prominp, que tem a coordenação do Ministério de Minas e Energia, os interessados entram no programa por meio de seleção pública e recebem ajuda de custo para fazer os cursos de qualificação profissional, que contemplam todos os níveis de escolaridade.

O aluno matriculado tem seu currículo disponibilizado no Banco de Currículos no Portal de Qualificação do Prominp (www.prominp.com.br), que é acessado por empresas do setor de petróleo e gás natural, cadastradas no portal.

Tecnólogos

Segundo o consultor, os tecnólogos são absorvidos por empresas prestadoras de serviços da área de petróleo.

“Esses profissionais são contratados para tarefas de supervisão de obras, por exemplo.” Ele explica que os tecnólogos atuam como gestores especializados em uma área. “Os engenheiros, por exemplo, trabalham com os detalhes, os tecnólogos enxergam todas as partes e fazem uma inter-relação entre elas. Um complementa o outro”, diz.

Áreas de atuação

De acordo com o especialista, os profissionais que trabalham na área de petróleo são contratados basicamente para as áreas de exploração (descoberta e perfuração dos poços), refinaria (transformação do petróleo em derivados), distribuição e logística (transporte do óleo até a refinaria e, depois de transformado, para o consumidor).

Ele diz que muitas vagas serão abertas com a construção das cinco refinarias previstas pela Petrobras – Itaboraí (RJ), Porto de Suape (PE), Guamaré (RN), uma no Ceará e outras duas no Maranhão.

De acordo com Charbel, a construção de uma refinaria envolve cerca de 40 mil pessoas. E cerca de mil pessoas trabalham na operação. Já na obra de uma plataforma são envolvidas cerca de 5 mil pessoas.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/
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Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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Proibida a cópia, sem autorização, dos textos, fotos e material de aula aqui apresentados©2009 Professora Raquel Tinoco | by TNB