segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Gerson, um vencedor!!!

Um e-mail especial:

"Oi, Raquel!!

Hoje irei agradecer e pedir uma opinião. Agradecer pelo fato de vc ter feito parte na minha conquista.

Em 2007 fiz curso contigo, de Legislação do MPE. Eu estava há 3 anos desempregado, depois de ter saído do Banco do Brasil para tentar um negócio que não deu certo.

Já estava impaciente. Até então, vivíamos com o dinheiro que ganháramos da venda de um bom apartamento no Méier. Contudo, o dinheiro foi acabando, e as dificuldades começaram.

Eu consegui me formar em Direito, na Estácio, apesar das dificuldades. No entanto, estar formado não significa estar preparado para um concurso público.

Estudei mais de um ano para o TRE. Fiz os simulados da Academia do Concurso Público e, de 10 simulados, fiquei em primeiro lugar em 4. Nos outros, fiquei entre os 10 primeiros. Achei que estava preparado. Apesar de toda essa preparação, no dia da prova eu estava muito tenso.

Fiz a prova de nível superior, na parte da manhã, e de nível médio, na parte da tarde. Fui mal na parte da manhã e isso me deixou chateado e sem ânimo para fazer a segunda prova. Resultado: não passei em nenhuma delas.

Terminada a prova, refiz a prova de nível médio em casa e acertei mais 14 questões que eu havia errado.

Fiquei umas 2 semanas sem saber o que fazer, completamente chateado com o que havia ocorrido, principalmente porque eu sabia da minha capacidade. Já havia passado em outros concursos difíceis e não conseguia admitir que aquilo tivesse ocorrido.

Aos 17 anos passei para a AFA (Academia da Força Aérea) e para a AMAN, sem fazer cursinho, só estudando em casa. Aos 22, passei no vestibular da UERJ e no mesmo ano, para o Banco do Brasil. Sabia que tinha potencial.

Depois desse balde de água fria, resolvi tentar, sem muito ânimo, o concurso do MPE. Foi aí que vc começou a fazer parte da minha vitória. Eu adorava as suas aulas e sabia que no concurso iria acertar várias questões de legislação. Resultado: errei uma única questão dessa matéria (questão muito difícil).

Passei a ter um grande respeito por você e a te indicar para as pessoas que procuravam uma boa professora de Legislação, Codjej, estatudo, etc. Nunca voltei para te agradecer, apesar de ter pensado nisso durante muito tempo.

Eis a oportunidade: Agradeço por você ter sido uma peça muito importante na minha vitória.

O concurso do MPE foi muito disputado. Na época, mais de 94.000 candidatos se inscreveram para a disputa de 114 vagas de nível médio.

No dia da prova eu estava completamente tranquilo, sem aquela tensão do TRE. Quando comecei a fazê-la, sabia que iria passar. A prova tinha muita doutrina, para um teste de nível médio.

Das 30 questões de Português, acertei 26. Gabaritei Constitucional. Não fui muito bem em estatuto, pois não tive $$ para fazer o curso contigo. Tive que optar: legislação ou estatuto.

Dois meses depois veio a prova do TRF. Fiz analista e técnico. O chato foi que a minha convocação para o MPE caiu exatamente na semana da prova do TRF. Consequência: não pude estudar na semana da prova.

Primeiro gabarito do TRF, sem as anulações: Olhei minha classificação no PCI concursos e vi que, dentro de um universo de 425 concursandos que postaram suas médias, eu era o 5º. Sabia que estava bem colocado no concurso, provavelmente entre os 30 primeiros.

Segundo gabarito: anularam 5 questões: todas eu havia acertado.

Resumindo, minha classificação ficou em 162. Poucas chances de ser chamado.

No TRT, um ano e meio depois, sem estudar, fiquei em 92 para analista administrativo.Agora sou o 69.

Enfim...rsss, esse foi um pequeno resumo da minha trajetória como concurseiro.

Gerson Franco"

Agora, o objetivo do Gerson é o MPU.

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Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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