Mostrando postagens com marcador Ajuda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ajuda. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de março de 2010

Na direção certa


"Na tempestade", disse um velho marujo, "só há uma coisa que se pode fazer - uma só: pôr o navio em determinada posição e conservá-lo nela."

Às vezes não vemos sol nem estrelas e a tempestade que cai não é pequena. Só há uma coisa a fazer - uma só.

A razão não nos pode ajudar. As experiências passadas não nos trazem luz. Até a oração não parece consolar. Só resta um caminho. Temos que nos pôr em determinada posição e ficar ali.

Venha o que vier, ondas ou vento; trovões ou raios; vagalhões ou rochedos perigosos - não importa. Nosso lugar é no leme, na certeza de que a tormenta passará.

Adaptado de Mananciais no Deserto
Lettie Cowman

Foto: Raquel Tinoco
Pôr-do-sol em Guapimirim-RJ

domingo, 3 de janeiro de 2010

Avante, Soldados!!!


Certo general italiano, um grande conquistador, estava retornando com suas tropas para a pátria. Eles marchavam, atravessando rios, campinas e florestas densas. Afinal chegaram aos Alpes. Ali, exaustas e bastante reduzidas, começaram a fraquejar, diante deiros pedregosos das altíssimas montanhas. Subindo cada vez mais, com a neve a cegá-los e as tempestades a castigá-los, até mesmo os mais corajosos foram ficando muito abatidos. Em dado momento, o general subiu a um pico mais elevado, de onde avistava todo o seu exército, e lhes disse:

"Soldados, do outro lado desses Alpes fica a Itália!"

Era a Itália, com seus campos ondulantes, seus belíssimos pomares, suas fontes borbulhantes! Eram as mães e os pais, as esposas e os filhos, as namoradas! Era a pátria, o lar!

Então todos os corações desalentados se reanimaram. Os músculos cansados recuperaram o vigor. E aquele exército continuou subindo, marchaando em frente, superando todos os obstáculos. E venceu! Chegaram à pátria!

Fontes no Vale
Lettie Cowman

Vejamos outra cena. Em todo o mundo existem pessoas lutando por seus sonhos. Muitos deles já ganharam batalhas decisivas contra o pessimismo, a indiferença, a descrença e vários outros inimigos, erguendo seus troféus. Outros continuam lutando durante toda a caminhada pela dura estrada da vida e muitos estão cansados e esgotados por causa desse conflito.

Há muito tempo estão marchando em direção às conquistas pessoais. Talvez se encontrem diante de altas montanhas de adversidades. Na estrada do tempo eles se vêem diante dos grandiosos Alpes. Para esses guerreiros digo:

"Soldados, do outro lado dessas montanhas de dificuldades está a recompensa, a vitória! É a realização de um sonho, o fim da jornada, com seus campos ondulantes de vida ou ainda, o início de nova caminhada, de novos sonhos e conquistas ainda mais grandiosos."

Foto: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://paisajes.enla.net/files/2009/10/AlpesItalianos

domingo, 27 de dezembro de 2009

No silêncio do Deserto.

"Cultivada no deserto", dizia uma placa simples, ao lado de uma banca de frutas na estrada.

Contudo aquela toranja dourada assumiu um grande valor para nós!

O mesmo acontece a qualquer pessoa que segue a fórmula estabelecida pelo Senhor Jesus:

"Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto".

E foi na solidão dos recantos do deserto que os mais poderosos profetas do Antigo Testamento receberam a mensagem divina: "Assim diz o Senhor".

Foi no deserto também que Jesus enfrentou a tentação e a superou.

E foi ainda após um retiro de três anos numa região desértica, que o apóstolo Paulo veio a se tornar o maior missionário de todos os tempos.

"Cultivada no deserto."

Esse "deserto" pode ser um lugar silencioso no início e no fim do dia.

Pode ser "uma capelinha tranqüila", onde, "embora nossos pés estejam próximos de outros, nossa alma pode orar a sós".

Luz solar e silêncio são termos que descrevem um deserto. Que eles nos concedam as condições especiais da calma, da coragem e da confiança, pelo fato de havermos sido fiéis ao nosso compromisso de nos encontrar com Cristo, nesses momentos de devoção pessoal.

A estrada que nos leva à terra prometida do poder espiritual sempre passa por lugares desertos, onde temos a oportunidade de ouvir aquela voz que é "um cicio tranqüilo e suave". Glenn Randall Phillips

Fontes no Vale
Lettie Cowman

domingo, 25 de outubro de 2009

Stradivarius

Existe um poema de autoria de George Eliot intitulado Stradivarius.

Stradivarius foi um famoso fabricante de violinos, cujos instrumentos, hoje com mais de duzentos anos, têm um valor altíssimo.

E no poema, ele diz o seguinte:

Se minha mão falhasse,
Estaria roubando a Deus - que é sumamente bom.
Deixando um vácuo na história dos violinos.
Ele não poderia ter feito os violinos de Antonio Stradiuarius, Sem Antonio .

Cada um de nós, em nossa época, somos o instrumento que Deus usa realizar algo.

Durante várias eras, Ele esperou que surgisse uma pessoa como nós.

Se nos recusarmos a coopeerar, Ele perderá a oportunidade de fazer aquilo que deseja por nosso intermédio.

Além disso, não terá outra chance, pois nunca mais haverá na Terra outra pessoa
ente como nós.

O mais alto propósito é sermos instrumentos pelos quais outros sejam abençoados.

Adaptado de Fontes no Vale
Lettie Cowman
Foto: Wikipedia

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fomos esmagados.


- Puxa! Como você está perfumado! exclamou o cascalho do jardim para o canteiro de camomilas, que ficava debaixo da janela.

- É porque alguém pisou em nós, explicaram as camomilas.

- Ah, quando pisam em vocês, ficam assim? continuou o cascalho. Pois quando pisam em mim, não acontece nada disso.

- Somos de natureza diferente, continuaram as flores. Quando alguém caminha sobre uma estradinha de cascalho, ela fica cada vez mais compacta. Mas, quando alguém passa sobre nós, o resultado é esse. Se alguém nos pisa e nos esmaga quando o orvalho está sobre nós, soltamos esse doce perfume que agora lhe parece tão agradável!

- Muito agradável mesmo! replicou o cascalho.

A maioria dos homens do mundo passam por tribulações. Está à disposição deles o que resultará daí. Podem tornar-se mais amargos e endurecidos ou mais maduros e perfumados. Existem certas bênçãos que Deus só pode nos conceder em meio ao sofrimento.

É impossível colher os frutos de um processo sem passar por ele.

Adaptado de Fontes no Vale
Lettie Cowman
Foto: http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=40788

domingo, 4 de outubro de 2009

Força e Resistência...

Por que será que os pinhos das montanhas exibem sempre uma postura tão majestosa, apesar do inverno tão rigoroso e das pesadas nevascas?

Se examinarmos um deles de perto, veremos que sua folhagem é quase tão delicada como a de outros pinheiros.

Suas agulhas escuras são leves como penas. Contudo, se tentarmos quebrar um de seus galhos, ou mesmo um brotinho, sentiremos ali toda a força e a resistência dessa árvore.

Ela se encurva e enverga, mas não se quebra.

Os ventos açoitam seus ramos, jogando-os de um lado para o outro, mas não conseguem destruí-los.

Por mais fortes que sejam os elementos da natureza, não são suficientes para arrancar esses pinhos pela raiz. Muitas vezes, seus galhos passam vários meses curvados ao peso da neve.

Todavia, assim que sopra o hálito morno do verão e o calor do sol vem aliviá-los de seu peso, eles se endireitam e reassumem a postura normal, alta e majestosa como sempre.

Belo e maravilhoso pinheiro da montanha! Que lição preciosa você nos ensina!

Nós também, às vezes, somos batidos pelos ventos e tempestades dos sofrimentos.

Contudo, se nossa alma estiver firmada na Rocha Eterna, não precisamos ficar esmagados nem alquebrados.

Fontes no Vale
Lettie Cowmam

domingo, 27 de setembro de 2009

Experimente cantar....

Existe uma história muito bela a respeito de alguns pássaros que foram trazidos de navio para este continente.

Eram muitas aves, cerca de 36.000, a maioria eram canários.

Quando o navio partiu, o mar estava bastante calmo e os passarinhos ficaram em silêncio.

Eles enfiavam a cabecinha sob a asa e não emitiam som algum.

Contudo, no terceiro dia da viagem, formou-se uma forte ventania.

Os passageiros ficaram aterrorizados. As crianças começaram a chorar.

Foi então que aconteceu algo muito estranho.

À medida que a tempestade ia piorando e aumentando de intensidade, os pássaros se puseram a cantar. Primeiro, um iniciou o canto, depois outro, e mais outro também começou a trinar.

Por fim, todos os 36.000 pássaros estavam cantando.

Como será que agimos quando uma tempestade se abate sobre nós em todo o seu furor?

Começamos a cantar?

Será que, diante de uma tormenta, não deveríamos entoar um cântico dez vezes mais intenso?

"Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.

Adaptado de Fontes no Vale - Lettie Cowman

domingo, 20 de setembro de 2009

Olhai os lírios dos campos...

"Preciso de óleo", disse um monge. Então plantou uma mudazinha de oliveira.

"Senhor", orou ele, "ela precisa de chuva para que suas raízes tenras possam beber e
crescer. Manda chuvas brandas".

E o Senhor mandou-lhe chuvas brandas.

"Senhor", orou o monge, "minha planta precisa de sol. Peço- Te, manda sol".

E o sol brilhou, dourando as nuvenzinhas chuvosas.

"Agora neve, meu Senhor, para robustecer seus tecidos", pediu o monge.

E lá ficou a plantinha coberta de neve brilhante. Mas à noite, ela morreu.

Então o monge muito desolado foi ao quarto de outro irmão e contou-lhe a estranha experiência

"Eu também plantei uma arvorezinha", disse o outro, "e veja como está viçosa!"


"Sim" disse o monge, "ela está muito bonita mesmo, mas eu não entendo, orei tanto, falei com Deus sobre minha muda de oliveira, pedi chuva, sol, neve e tudo o que ela precisava para ser uma árvore forte e bela! O que você fez para a sua ficar tão bonita assim?"

"Ora, meu irmão, muito simples, eu apenas a plantei e a confiei ao Deus que a criou. Ele que a fez sabe do que ela precisa, melhor do que um homem como eu. Não impus condições. Não estabeleci meios ou maneiras."


"Orei: Senhor, manda-lhe o que ela necessita. Sol ou chuva, vento ou neve. Tu a fizeste e Tu sabes. E então Deus fez o melhor para ela".

"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles."
Mt 6: 28-29

Mananciais no Deserto
Lettie Cowman

Fotos: http://freinedafotos.blogspot.com

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Obstáculos, às vezes, são grandes bênçãos

"...mas eu perseverei em seguir ao Senhor meu Deus" (Josué 14:8).

Charles Harvey, do Texas, USA, sentia-se um pouco nervoso ao se dirigir a uma entrevista importante de trabalho.

Ele já estava quinze minutos atrasado e com muita pressa, quando passou por uma senhora de meia idade que estava parada com um pneu furado. "

Minha consciência fez-me parar", disse ele. "Eu troquei seu pneu e corri apressado para a entrevista, achando que já podia esquecer aquele emprego".

De qualquer maneira, ele preencheu o formulário de solicitação de trabalho e foi para o escritório do diretor de pessoal.

Teria ele conseguido o trabalho? Certamente que sim. O diretor de pessoal o contratou imediatamente. O diretor era a mulher a quem ajudou a trocar o pneu.

Muitas vezes somos surpreendidos com obstáculos que se erguem à nossa frente exatamente no momento em que caminhamos em direção à realização de um grande sonho.

Ficamos desesperados, achamos que tudo está perdido, que o fracasso é definitivo. Poderemos estar completamente enganados. Deus sabe todas as coisas e, sem que o percebamos, Ele estará nos fornecendo a porta de entrada de uma grandiosa bênção.

O grande segredo para um final feliz é nunca desanimar ou desistir de nossos sonhos. Se cairmos, devemos levantar imediatamente e seguir em frente. se fracassarmos, devemos recomeçar com o mesmo ardor e determinação. Se alguém nos mandar parar ou escarnecer de nossa insistência, olhemos para o alto, para o Senhor dos senhores, e agradeçamos por nos fazer mais do que vencedores.

Se a nossa vitória está demorando um pouco, não murmuremos.

Se a nossa caminhada encontra pedras e buracos, agradeçamos ao Senhor por tudo. Todas as coisas cooperam para o bem dos que O amam.

Saibamos esperar, reconheçamos que as coisas de Deus têm o tempo certo.

Se o seu sonho ainda não se realizou, não deixe de confiar em Deus.

Se, enquanto espera, surgir a oportunidade de ajudar na realização do sonho de outra pessoa, faça-o com prazer.

Você se alegrará com a vitória dos amigos e, ao chegar a sua, a felicidade será muito maior.

E-mail enviado por Kelly Souza

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Voar...



E Deus disse a Elias:

Vai para fora e põe-te neste monte perante o SENHOR.

E eis que Deus passava, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as rochas diante dEle.

Porém Deus não estava no vento.

E depois do vento um terremoto.

Também Deus não estava no terremoto.

E depois do terremoto um fogo.

Porém Deus também não estava no fogo.

E depois do fogo uma voz mansa e delicada: "que fazes aqui Elias?"

Posso perguntar?

O que você faz aí? Escondido em si mesmo, lamentando seus problemas? Por acaso sua ansiedade foi capaz de acrescentar um centímetro de vitória à batalha?

O que você faz aí? Irado, chateado, amargurado porque não o compreendem?

O que você faz aí? Amedrontado, encolhido, estático diante de todas as possibilidades?

Não sabe que rumo tomar?

Cansado de tanto tentar?

Já olhou em volta?

Não enxerga nada?

Feche os olhos, ouça a voz suave. Sinta a brisa que vem após a tempestade. Não digo que é fácil. Quem disse? Mas é possível.

Renove suas forças. Há muito ainda a fazer. Não desista!!! Jamais desista!!!

Suba em um alto monte, ainda que imaginário. Olhe de lá seus problemas. Terão a mesma dimensão? Olhe do alto, planando sobre eles, suavemente. Há sempre uma saída que pode estar escondida no labirinto da vida.

Texto: Raquel Tinoco
Base: I Reis 19
Vídeo: Pr. Edson Tinoco

domingo, 28 de junho de 2009

Florescendo nas adversidades.

Num livro de jardinagem que possuo há um capítulo com um título interessante: "Flores que crescem na sombra".

Trata-se daqueles recantos do jardim, que não recebem sol.

E o manual informa quais os tipos de flor que não temem esses lugares.

Há similares no mundo espiritual.

Eles se manifestam quando as circunstâncias se tornam difíceis. Crescem nos lugares sombrios.

De outra forma, como poderíamos explicar algumas das experiências do apóstolo Paulo?

Aqui está ele, na prisão em Roma. A missão suprema de sua vida parece estar anulada.

Mas é justamente nesta atmosfera, que as flores começam a mostrar seu esplendor e glória.

Ele pode tê-las visto antes, crescendo na estrada aberta, mas nunca com o viço e beleza que apresentam agora.

As palavras de promessa abriram seu tesouro de um modo que ele nunca vira antes.

Entre seus tesouros havia coisas maravilhosas, como a graça e o amor de Cristo, assim como seu gozo e sua paz; e parecia que elas precisavam ser cercadas de sombra para poderem exteriorizar seu segredo e sua glória interior.

Por alguma razão, essa atmosfera de sombra tornou-se o ambiente de uma revelação, e Paulo começou a perceber, como nunca dantes, toda extensão e riqueza de sua herança espiritual.

Quem ainda não conheceu pessoas que, quando chegam a lugares de sombra e solidão, revestem-se de forças e de esperança como de um manto?

Elas podem até ser aprisionadas, mas levam consigo o seu tesouro.

Ninguém pode separá-las dele. Poderão viver em um deserto, mas o "deserto e a terra se alegrarão; o ermo se exultará e florescerá como o narciso."

"Toda flor, mesmo a mais bela, produz sombra, enquanto balança à luz do sol".

Mananciais no Deserto
Lettie Cowman

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Toma as nuvens por teu carro...

Ninguém pode viajar no carro de Deus e no seu ao mesmo tempo. É preciso que Deus consuma, como o fogo do seu amor, os nossos carros terrenos que impedem que entremos no dEle.

Queremos entrar no carro de Deus?

Então vejamos tudo o que acontece de ruim em nossa vida como um carro divino para nós. Vamos Lhe pedir, diariamente, que abra nossos olhos para que enxerguemos suas carruagens invisíveis que vêm para nos libertar.

Sempre que entramos em um dos carros de Deus, somos "trasladados", não para os altos céus, como aconteceu a Elias, mas para um céu que há dentro de nós. Deixamos para trás as planícies baixas e rasteiras desta vida e subimos às regiões celestes em Cristo Jesus. Ali iremos andar em triunfo, bem acima de tudo que ficou embaixo.

O carro que leva nossa alma nessa estrada geralmente é uma disciplina que, no momento, não parece ser de alegria, mas de tristeza.

Entretanto, devemos vê-la como um dos carros de Deus. Descobriremos, com alegria, que Ele os envia por amor. Nesses carros, podemos andar vitoriosamente, pairando sobre todas as adversidades.

É difícil agradecer nos momentos de provação, mas elas destroem nossos carros terrenos e nos levam a buscar refúgio nos carros de Deus, sempre prontos, sempre do nosso lado durante todas as horas de tribulação.

"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança. Só Ele é a minha rocha e a minha salvação, o meu alto refúgio. Não serei jamais abalado".

Adaptado de Fontes no Vale
Lettie Cowman

domingo, 31 de maio de 2009

A beleza das nuvens


Agora não se pode ver o sol que resplandece nos céus. (Jó 37.21.)

O mundo deve muito de sua beleza às nuvens. Sem elas a terra seria um deserto.

Na nossa vida também há nuvens, ensombreando-a, refrescando-a e às vezes envolvendo-a em escuridão.

Mas não há uma só nuvem que não apresente também um lado favorável.

Se pudéssemos ver as nuvens do outro lado, onde elas resplandecem banhadas pela luz que interceptam, esplêndidas como uma cordilheira imensa, ficaríamos maravilhados ante a sua magnificência.

Nós olhamos a sua face inferior, mas quem descreverá a luz brilhante que banha os seus pontos elevados, esquadrinha as suas reentrâncias e se reflete em cada um dos seus pináculos?

E não está cada uma de suas gotas absorvendo as propriedades salutares que derramará sobre a terra?

Se pudéssemos olhar de um outro ponto-de-vista todos os nossos sofrimentos e tribulações!

Se em vez de contemplá-los da terra, olhando para cima, nós os encarássemos de cima, dos lugares celestiais...

Se soubéssemos como eles refletem com grande beleza, ante os céus, a brilhante luz da face de Cristo, então nos alegraríamos de que estivessem lançando a sua sombra sobre a nossa existência.

Lembremo-nos apenas de que as nuvens estão sempre se movendo e passando sob o vento purificador de Deus.

Mananciais no Deserto
Lettie Cowman

Foto: Raquel Tinoco

domingo, 24 de maio de 2009

A pedra no caminho.

Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos.

Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo.

Frequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.

Nada de bom pode vir a uma nação, dizia ele, cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.

Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio.

Depois foi se esconder atrás de uma cerca e esperou para ver o que acontecia.

Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.

Quem já viu tamanho descuido? disse ele, contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada ?

E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.

Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada.

A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura.

Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.

O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento.

Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada.

Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.

Assim correu o dia.

Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.

Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou.

Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.

Mas disse a si mesma :

"Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho."

E tentou arrastar dali a pedra.

Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.

Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.

Ergueu a caixa.

Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa.

Havia na tampa os seguintes dizeres : "Esta caixa pertence a quem retirar a pedra."

Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.

A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz.

Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava.

Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.

Meus amigos, disse o rei, com frequência encontramos obstáculos e fardos no caminho.

Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam.

A decepção é normalmente o preço da preguiça.

Fonte: http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006123.php

domingo, 17 de maio de 2009

Você conhece quem dobra o seu pára-quedas?


Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.

Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.

Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.

Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:

- Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?

- Sim, como sabe?, perguntou Plumb.

- Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:

- Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se:

Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse bom dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.

Pensou também nas horas em que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:

- Quem dobrou seu pára-quedas hoje?

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante.

Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e, principalmente, um espiritual.

Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.

Que tal a partir de hoje procurarmos dar conta de quem prepara nosso pára-quedas de cada dia e agradecer-lhe?

Mesmo que não tenhamos as melhores palavras, algo de importante a dizer, é conveniente, salutar e primordial, ao menos dizermos BOM DIA, Obrigado por este sorriso, Obrigado por este café, por este momento, Deus abençoe você.... etc etc etc...

Com certeza, se todos nós, a cada momento, nos preocuparmos com o pára-quedas do próximo, TODOS lucraremos. Todos precisamos uns dos outros...

As coisas mais importantes da vida dependem de ações simples.

Então... Obrigada pela visita de hoje à minha página. Deus abençoe você.

Fonte: http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006215.php

Foto: http://br.olhares.com/voo_livre_na_amazonia_foto521650.html

domingo, 10 de maio de 2009

O polimento ideal...

O aço de melhor qualidade é aquele que é submetido a tratamentos extremos de intenso calor e frio.

Os operários de uma cutelaria aquecem as lâminas das facas para em seguida forjá-las. Depois as aquecem novamente e as colocam dentro de um recipiente com água gelada.

O objetivo disso é dar-lhes a forma e a têmpera adequadas. Nessas fábricas, é normal haver uma pilha de lâminas rejeitadas. Elas estão ali porque não suportaram o processo da forja. Algumas delas revelaram pequenos defeitos ao serem amoladas. Outras não agüentaram o tratamento dado ao aço.

Nossa alma também é aquecida na fornalha da aflição, colocada na água gelada das tribulações e nas pedras de amolar das adversidades e dos transtornos. Algumas pessoas terminam esse tratamento preparadas para um serviço mais elevado. Outras se mostram inadequadas. Só servem para as tarefas mais inferiores.

Não fique quieto quando o DEUS estiver forjando sua vida.

"Chega disso!" diz a faca para o cuteleiro.

"Você já me levou ao fogo muitas vezes! Quer acabar com minha vida?" E outra vez o artesão a leva ao fogo até deixá-la embranquecida pelo calor.

"Pare de me martelar!" insiste ela. “Já me martelou o suficiente!". Todavia ele continua a forjá-la. "Não me ponha nessa água gelada, não! Uma hora você me põe na fornalha; e em seguida, na água gelada. Isso mata qualquer um!".

Entretanto o processo continua. "Não me ponha nessa pedra de amolar, não! Vai me arranhar tanto que acabará me matando!". E o cuteleiro a submete à pedra até se dar por satisfeito.


Olhemos para essa lâmina agora. Podemos dobrá-la quase que totalmente, mas ela sempre volta à posição normal. Seu polimento é tal que parece de prata! Está dura como um diamante e corta como uma espada fina! Ela foi forjada, temperada e polida. Agora tem um alto valor!

Aquietemo-nos quando formos submetidos ao fogo da fornalha. Deixemos que o Espírito Santo nos molde e nos dê polimento.

Lettie Cowman

domingo, 26 de abril de 2009

Árvores fortes, de raízes profundas....

Quem já entrou numa mata, num dia de chuva forte e ventos cortantes, sabe que não existe espetáculo mais sombrio nem sons mais lúgubres.

É o vento assobiando por entre os galhos das árvores, quase completamente desfolhados. É o gotejar da chuva, caindo sobre os montes de folhas secas no chão.

É o sopro do vento levantando no ar as folhas, que voam para o fundo da mata, como que indo para um túmulo. São as delicadas cores dos troncos e musgos, agora manchadas e desfeitas pela água que escorre.

Como é difícil crer que uma floresta de cenário tão sombrio possa ser a mesma do verão, cheia de tanta beleza!

No entanto, nós sabemos que esse mesmo vento que está agitando as árvores e zumbindo de modo tão lúgubre, essa mesma chuva que escorre, essas mesmas folhas que estão apodrecendo, irão ajudar a floresta a se "vestir" de verde.

Eles irão fazer a mata cantar de alegria e pulsar com vida. Esses ventos, esse clima adverso, contribuem para a formação de árvores fortes, de raízes profundas.

Até mesmo o furacão que a desfolha e lhe quebra os galhos revitaliza sua capacidade básica, obrigando-a a exercitar mais força.

Se a árvore é arrancada pela ventania, suas sementes se espalharão e acabarão dando origem a uma nova floresta. Ao serem destruídas, tais árvores voltam para o solo, de onde vão brotar novas árvores.

Assim também nós, hoje, podemos ser mais fortes, mais puros e melhores, por causa das lágrimas, dos gemidos e dos sofrimentos de ontem.

Então sabemos, e todo mundo sabe, que nossa vida está mais rica, mais equilibrada e confiável, menos egocêntrica, menos ligada àquilo que nos vem pelos sentidos.

Sabemos que toda a atmosfera que nos cerca se acha mais pura e cheia de energia.

Fontes no Vale
Lettie Cowman

Foto: http://www.arvorebrasil.com.br/?pg=aguas_florestas

domingo, 19 de abril de 2009

Combustível



"Fazia já um bom tempo que o pavio da minha lamparina me servia, trabalhando silenciosamente, todas as vezes que eu vinha ler junto dela. Senti vergonha por nunca haver reconhecido o serviço que ele me prestava de forma tão discreta. Então lhe disse:
Justificar- Pavio, quero lhe agradecer pelo serviço que você tem me prestado durante tanto tempo!

- O que foi que eu fiz? Indagou ele.

- Você não tem iluminado os livros que leio?

- Na verdade, não. Em mim mesmo, não possuo nenhuma luz. Se quer a prova, retire-me desse recipiente de azeite e verá que imediatamente me apago. Serei apenas um pedacinho de estopa fumegante e você até virará o rosto. Não sou eu quem produz a luz, mas o azeite no qual meu tecido está embebido. É isso que produz a claridade. Eu apenas sirvo de mediador entre o azeite do recipiente e a chama. Essa ponta queimada, pouco a pouco vai se acabando, mas a luz brilha continuamente.

- E você não tem receio de que se acabe? Repare quantos centímetros de tecido ainda restam! Será que poderá continuar iluminando o ambiente à medida que cada pedacinho seu vai ficando queimado e sendo aparado?

- Não tenho medo nenhum, desde que não falte azeite e que alguma mão caridosa, de vez em quando, venha cortar a ponta chamuscada para que o fogo arda numa ponta limpa. Só preciso desses dois cuidados: o azeite e a apara. Tendo isso, arderei até o fim."

O trecho acima, retirado do livro Fontes no Vale, de Lettie Cowman, me fez pensar.

O pavio? Somos nós. O combustível? Nós escolhemos. A apara? Os obstáculos e adversidades que enfrentamos.

Para que haja luz em nós, para que os nossos caminhos sejam vitoriosos, precisamos escolher o combustível certo.

Quantas vezes optamos pelo pessimismo ao invés de otimismo?

Quantas vezes optamos em desistir sem ao menos tentar?

Quantas vezes recuamos ao nos depararmos com o primeiro obstáculo?

Quantas vezes desistimos dos outros e até de nós mesmos?

Quantas vezes encharcamos o pavio na autocomiseração, no derrotismo?

Ficamos tentando achar uma desculpa para a possível derrota, antes mesmo que ela ocorra. Já nos preparamos para as explicações como se o fracasso não nos pudesse ensinar nada. Muitas vezes, o medo de errar, de fracassar nos torna estáticos, incapazes de avançar.

Mas, entenda, nem sempre ganharemos, e daí? O sofrimento que vem com a derrota também pode ser combustível de qualidade para que a chama de nossa vida continue forte.

Esperamos uma vida inteira de vitórias como se as guerras fossem vencidas por simples mágica, sem esforço, sem trabalho, sem preparo.

A estratégia para a vitória está sim, em reconhecermos nossos pontos vulneráveis e atacá-los, não utilizá-los como justificativa. Precisam ser blindados para que percam a vulnerabilidade.

A renovação pode nos custar algumas lágrimas, mas se não permitirmos que aconteça, a chama estará comprometida. Haverá apenas um pedacinho de tecido chamuscado, com uma luz fraca, quase imperceptível, incapaz de iluminar qualquer ambiente. O aparar do pavio renova o tecido, faz a chama mais forte, mais resistente ao vento.

Foto: http://images.google.com.br

domingo, 12 de abril de 2009

Ei, Ele vive

Um garotinho achava-se parado junto à vitrine de uma loja de artigos para artistas. Nela estava exposto um belíssimo quadro da crucificação de Jesus. Em dado instante, um homem se aproximou e também ficou parado, admirando a tela.

O menino, percebendo o interesse dele, falou:

- Aquele ali é Jesus!

Como o homem não disse nada, o pequeno continuou:

- E aqueles ali são os soldados romanos!

E em seguida explicou:

- Eles o mataram!

- Onde você aprendeu tudo isso? Indagou o homem afinal.

- Na Escola Dominical da Missão. Replicou o garoto.

O homem virou-se e foi saindo com ar pensativo. Mal tinha dado alguns passos quando ouviu uma vozinha chamando-o.

- Ei, moço!! Gritou o pequeno vindo em sua direção.

- Ei, moço!! Repetiu ele. - Eu queria lhe dizer que depois Ele ressuscitou.

Esse fato que o garotinho quase se esquecera de mencionar, é a mensagem que vem ecoando no decorrer dos séculos. É a mensagem da Páscoa. O relato da eterna vitória da vida sobre a morte. É a promessa e a garantia de que o homem é imortal.

Para Cristo, o túmulo não foi o fim!!!

Hoje é um dia de alegres novas. Eis a boa notícia. Cristo ressuscitou!!! Aleluia!!!

O inferno não conseguiu detê-Lo!!!

"Eu Sou... Aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno."

A glória da manhã da ressurreição foi o vermelho sangue refletindo no céu matinal.

Fontes no Vale
Lettie Cowman

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Plantado nas sombras para florescer na luz...

A flor de lótus (símbolo espiritual do Oriente) crava suas raízes na lama, e sua beleza provém em parte deste barro, quase tanto quanto provém do ar e da luz do sol.

Não devemos menosprezar o cultivo de certas plantas, dando preferência a outras, como à contemplação de uma orquídea por exemplo.

Embora algumas espécies dessa belíssima flor sejam cultivadas no galho de uma árvore, precisam estar ligadas a um tronco forte. Este, por sua vez, tem de estar enraizado no solo, extraindo dele os nutrientes de que precisa para alimentar a si mesmo e ao parasita, a belíssima orquídea.

Na maioria dos casos, a árvore hospedeira e sua parasita sobrevivem por muitos anos.

Certo escritor relatou o seguinte:

"Algum tempo atrás, já no final do outono, visitei a estufa de um floricultor. Naquele porão, pouco iluminado, havia uma fileira de vasos de planta.

O homem explicou que neles ele plantara a batata das flores de inverno. E era bom para elas se desenvolverem naquele ambiente semi-escuro. "

Suas raízes se desenvolveriam melhor num lugar de sombras, do que num lugar muito iluminado pelos raios de sol.

Passado algum tempo, as flores estariam no ponto de se abrir. Então suas cores vistosas iriam alegrar muitos corações, e seu doce perfume permearia o ar de inverno

Fontes no Vale
Lettie Cowman

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

Postagens