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domingo, 24 de janeiro de 2010

Desafiando os Gigantes

O Gigante Inveja

“Era uma vez um sujeito muito simples, que ganhava a vida quebrando pedras. Ele tinha saúde, emprego, família, mas, vivia permanentemente insatisfeito.

Um dia ele passou em frente à casa de um homem muito rico e importante e sentiu uma terrível inveja ao vê-lo cercado de bens valiosos e pessoas importantes.

Ah... como ele queria ser como aquele homem!

Então, inexplicavelmente, como num passe de mágica... plim! Ele foi colocado no lugar do rico.

Mas, quando ia começar a usufruir o luxo e o poder, passou em frente àquela casa um importante general, montado num magnífico cavalo, e todos se curvavam diante dele.

O quebrador de pedras novamente sentiu inveja e desejou ser aquele general e, mais uma vez, plim! Lá estava ele, em cima do cavalo.

Mas, quando ia começar a desfrutar o prestígio do general, caiu do cavalo, devido ao forte calor do sol do meio-dia. Então, ele invejou o sol e... plim!

Mas, quando ia começar a experimentar todo o poder de seus raios, uma nuvem escura veio e tapou-lhe a visão e interrompeu seus raios. Invejou a nuvem escura e... plim!

Mas, quando ia começar a tapar os raios do sol, passou um forte vento e jogou a nuvem pra longe. Invejou o vento e... plim!

Mas, quando ia começar a jogar nuvens escuras para bem longe, uma montanha quebrou o vento. Invejou a montanha e... plim! Tornou-se a montanha.

Ah... agora, finalmente, parece que ficou satisfeito, pois, parecia-lhe que, em todo o mundo, nada era mais poderoso que uma grande e inabalável montanha.

Mas, foi nesse pequeno e único momento de satisfação que ele ouviu um som que lhe era bastante familiar, o som de uma pesada marreta de ferro manejada com habilidade por um musculoso quebrador de pedras, quebrando a montanha devagarinho”.

Podemos dizer que a inveja é a “arte” de querer o lugar do outro.

Então:

É uma mentira, pois leva uma pessoa pensar que poderá ser outra;
É uma doença, pois não deixa a pessoa enxergar o que é, o que faz e o que tem;
É desestimulante, pois faz a pessoa seguir sempre o caminho mais curto, o caminho mais fácil;
É uma tentação, pois todos os que lhe deram ouvidos deixaram de ouvir a Deus.

Agora... é muito fácil de identificá-la. Se um dia você ficar triste com a felicidade do outro, provavelmente a inveja está querendo tomar conta do seu coração. Cuidado ela mata, a alma.

Pr. Willians Corel Ribeiro

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Desafiando os Gigantes

O Gigante Comodidade

“Nada resiste ao trabalho”

Um amigo que mora em São Gonçalo, mais precisamente no Bairro Mutuapira, saía para o trabalho, bem cedo, quando observou que em frente a sua residência, um único homem se preparava para tentar limpar um lote que estava tomado pelo matagal.

Disse ele que uma pessoa de 1,80 m desapareceria com facilidade ao entrar naquele terreno. Ele pensou consigo mesmo: “Hum..., esse homem vai levar no mínimo uma semana para limpar todo esse terreno”.

No final da tarde, ao voltar para casa, levou um susto, pois todo o terreno estava com todo aquele matagal derrubado a golpes de foice e a retirada do lixo já havia começado. Então ele se lembrou de uma frase que havia lido: “Nada resiste ao trabalho”.

Pessoas que costumam parar para contemplar a tarefa que tem pela frente geralmente desanimam, pois realmente há tarefas que são enormes e pesadas demais.

Imagine você tendo que participar da reconstrução do Haiti após esse terremoto... Entretanto, alguém terá que enterrar os mortos, alguém terá que limpar as ruas, alguém terá que consertar as casas e empresas, alguém terá que reconstruir a nação.

Aqueles que conseguirem chorar e trabalhar ao mesmo tempo conseguirão melhores resultados do que aqueles que simplesmente sentarem à beira da rua para lamentar.

A Europa já foi reconstruída pelo menos duas vezes, no século XX.

O Japão também foi reconstruído após a II Guerra Mundial e hoje é a segunda economia do mundo.

O mundo já viu isso algumas vezes. Você também pode conseguir. Dá trabalho, mas vale a pena!

A Bíblia nos fala do retorno de Israel do cativeiro babilônico. A reconstrução do templo de Jerusalém foi um dos primeiros esforços realizados.

Em Ageu 2:4,9 a Bíblia nos conta que o povo estava desanimado porque sabia que a beleza não seria nada parecida com a daquele primeiro templo, construído por Salomão, quinhentos anos antes.

Deus enviou o profeta Ageu com a seguinte mensagem: “Ora, pois, esforça-te, Josué, filho de Jeozadaque, sumo sacerdote, e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o SENHOR, e trabalhai; porque Eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos”.

E realmente foi neste segundo Templo que o SENHOR Jesus Cristo (400 anos depois) entrou, curou, libertou e salvou.

Conclusão: O que tornou o segundo Templo de Jerusalém mais glorioso do que o primeiro não foi a obra humana, mas a presença Divina. Deus apenas pediu que eles trabalhassem e acreditassem. Deus honrou a fé. Faça assim também.

Pr. Corel

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Pessimismo

Um diretor de uma grande empresa de sandálias contratou dois pesquisadores de novos mercados para que avaliassem a viabilidade de se negociar num determinado país.

O primeiro voltou e disse: “Esqueça essa idéia. Naquela localidade ninguém usa sandálias, todos andam descalços.”

O segundo, ao apresentar o seu parecer, disse: “O senhor deve correr logo para negociar naquela localidade, pois ali, ninguém tem sandálias, ainda”.

Todos os dias algumas pessoas enfrentam os mesmos fenômenos, mas têm percepções e reações diferentes. Algumas só conseguem ver e ressaltar o lado ruim, outras conseguem ver o lado positivo, mesmo naquilo que aparentemente é ruim.

Dizem que foi assim que a reciclagem de lixo começou, pois alguém olhou para aquele monte de coisas inúteis e disse: “Que coisa horrível, quanto lixo, quantas moscas e ratos...” Outro olhou e disse: “Que desperdício, quanta coisa útil, quantas oportunidades...”

Penso que estas coisas são definidas dentro do coração humano. Salomão disse em Provérbios 18:14: “O espírito do homem o ajudará em sua dificuldade, mas se o espírito estiver abatido, quem o levantará?” Por isso a pessoa com fé tem infinitamente mais oportunidades de vencer as lutas do que aquela que não a tem.

Pessoas com histórias muito semelhantes tiveram resultados muito diferentes. Por que? Porque há aqueles que falam para Deus o tamanho dos problemas e há aqueles que mostram aos problemas o tamanho do seu Deus.

E você, quem é?

Abraços
Pr. Corel

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Preconceito II

Se você não teve a oportunidade de ler a reflexão anterior, não há problema algum. Aqui você terá mais uma vez a chance de analisar outro episódio Bíblico que nos mostra um pouco sobre o preconceito.

Em João 7:31-46 encontramos o Senhor Jesus Cristo na festa dos Tabernáculos. Nesta festa, os judeus celebravam a travessia do deserto ao longo de 40 anos, fato este ocorrido há 1400 anos antes de Cristo.

Havia uma discussão sobre a personalidade de Jesus. Quem seria Ele? Alguns diziam que Ele era o Cristo, outros, como os fariseus, achavam que Ele era um impostor e aproveitador da fé pública. Os que acreditavam que Jesus era o Cristo (Messias, Ungido) baseavam-se nos milagres que Ele fazia (v. 31). E os que O rejeitavam? Faziam-no baseado em quê? Bem, estes diziam que o Cristo deveria vir de Belém, cidade de Davi, e não da Galiléia, para que as Escrituras se cumprissem (v.42).

Agora, eu pergunto: Onde Jesus nasceu? Toda a Bíblia responde: Em Belém da Judéia (MT 2:1; Lc 2:1-16).

Então por que os fariseus rejeitaram Jesus como o Cristo? Ignorância ou Preconceito?

Talvez os dois. É verdade que Jesus, quando voltou do Egito, ainda criança, foi criado em Nazaré da Galiléia, mas Ele nasceu em Belém, portanto as Escrituras também se cumpriam em Jesus nesse aspecto.

Até hoje há pessoas que O rejeitam por desconhecerem os fatos, mas outros, por preconceitos formados a partir de informações erradas. Como perdemos na vida quando confiamos em nossos preconceitos!!!

Interessante que a discussão sobre Jesus ficou tão acalorada que os fariseus deram ordem para que os soldados do Templo fossem prendê-lO. Quando chegaram lá, Jesus estava pregando. Eles podiam interromper o sermão e levá-lO ou podiam aguardar o fim do discurso para O prenderem com menor agitação popular.

Eles preferiram esperar o final do sermão. Terminada a pregação, os soldados voltaram para o Templo sem que O prendessem e, quando interrogados do motivo de não O terem prendido, responderam (v.46): “Nunca homem algum falou assim como este homem”.

Quem para e ouve Jesus de verdade, muda a opinião sobre Ele. Há muita gente que já O rejeitou sem ao menos ler um versículo da Bíblia. Puro preconceito baseado em coisas que ouviu por aí.

O preconceito não quer saber da verdade, não respeita a reflexão, a experimentação e nenhuma outra evidência. O preconceito geralmente é cego e surdo.

Quero terminar esta reflexão da maneira que comecei a anterior, citando mais uma vez um antigo ditado popular: “Quer conhecer alguém? Coma um quilo de sal com ele”. Isto é, gaste tempo, muito tempo, pois só assim haverá verdadeiro conhecimento.

Abraços

Pr. Corel

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Preconceito I

“Se você quer conhecer alguém, coma um quilo de sal com ele”. Provérbio antigo

Começarei fazendo duas afirmações.

Primeira: todos têm preconceitos.

Segunda: O preconceito não é algo ruim, em princípio.

Bem, agora me deixe explicar tais afirmações.

Preconceito é uma capacidade que o ser humano tem de formular determinadas idéias sobre pessoas e/ou coisas a partir de sua experiência de vida.

Vou dar um exemplo bem fácil: quando eu era adolescente, certa noite estava com outros quatro colegas em nossa rua, conversando. De repente, surgiu um homem que subia a nossa sossegada rua em direção ao morro. Estávamos assentados sobre um muro e ao se aproximar de onde estávamos, sacou uma pistola prateada, virou-se para trás e gritou, num tom de encorajamento, para uma segunda pessoa que vinha atrás dele a uns 80 metros:

“Vem, pode vir”.

Quando ele se virou novamente para frente nós já tínhamos pulado aquele muro de quatro metros abaixo e corríamos muito.

Será que ele era policial? Bandido? Iria fazer um acerto de contas? Iria revidar uma agressão?

Não tenho a menor idéia e nem quero saber, mas nós nos sentimos ameaçados. Por isso penso que preconceito é uma forma de defesa, muitas vezes.

Lembra quando você era também um adolescente e no primeiro dia de aula, na turma nova, com pouca gente conhecida, olhava para cada um e tinha uma idéia diferente? “Ihhhh... que menina metida!”; “Puxa, que colega legal!”; isso é preconceito.

É possível que você tenha acertado em várias opiniões e errado em muitas outras.

Só o tempo pode mostrar a verdade.

A Bíblia conta a história fantástica do encontro de Jesus com uma mulher da região de Samaria (Evangelho de João, capítulo 4).

Jesus, que estava sentado à beira do poço de Jacó, era judeu e a mulher que foi buscar água para suas necessidades era samaritana (esses dois povos eram inimigos).

Ela deve ter olhado de longe e pensado: “Hum... hoje é meu dia”! Ficou quietinha, nem deu bom-dia.

Quando ela pegou a água e já ia embora fazendo de tudo para não ser notada, Jesus lhe disse: “Mulher, dá-me de beber”.

Ela deu uma resposta bastante agressiva a Jesus no versículo nove. O Senhor insistiu na conversa, conseguiu captar sua atenção e admiração. Então, no versículo dezenove ela já O elogiou.

Mas foi no verso vinte e nove que ela fez a grande declaração sobre Jesus, quando disse que Ele era o Cristo, o Salvador.

Por que ela mudou tão rápido de opinião? A resposta é: Ela investiu tempo em conhecê-Lo.

Não podemos evitar o preconceito. É uma defesa de cada pessoa, mas não podemos confiar cegamente em nosso preconceito. É preciso dar tempo ao tempo para tirarmos conclusões melhores.

Há muita gente que, se examinasse melhor a situação, não se casaria com quem se casou; não evitaria a amizade de quem evitou; não falaria mal de quem falou e coisas desse tipo.

Há inclusive, aqueles que fogem do Evangelho só por causa da percepção que outros têm sobre religião. Quando essa pessoa parar e ouvir Jesus Cristo, irá se surpreender como a mulher Samaritana e O receberá como Salvador de sua alma.

Abraços
Pr. Corel

Texto: João 4:5-28.

Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade.

sábado, 17 de outubro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Ganância

Certa vez perguntaram ao homem mais rico do mundo:

“Quanto basta para o senhor?”

Ele respondeu:

“Um pouco mais.”

A ganância é assim, não tem limites; faz da pessoa um escravo das coisas. E nessa busca por ter mais e mais, sem perceber, a pessoa fica privada de duas enormes riquezas.

Em primeiro lugar perde-se o privilégio de alegrar-se com as pequenas coisas. Só há lugar para grandes conquistas, grandes negócios, grandes fortunas, grandes presentes, grandes contratos...

Um dia, quando eu lia a Bíblia deparei-me com um velho versículo no Salmo 90:12: “ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos coração sábio.”

Aí eu me dei conta que eu sabia exatamente quantos anos eu tinha, mas não quantos dias.

Moisés falou para Deus que desejava aprender a contar os dias. Ele viveu 120 anos, mas entendia que todo esse tempo era formado de pequenos dias.

A ganância não nos permite alegrarmo-nos com os detalhes, então, nos transformamos em pessoas mal agradecidas.

Paulo, o apóstolo, não era defensor da pobreza nem da acomodação, mas escreveu em I Tm 6:8: “tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.”

Uma vez li uma frase popularíssima que dizia: Não tenho tudo que amo, mas amo tudo o que tenho.

Em segundo e último lugar a ganância nos rouba o privilégio de repartir o que temos. A Bíblia nos conta a história de Zaqueu, um coletor de impostos que era odiado pelo povo judeu, provavelmente porque além de arrancar dinheiro dos judeus para os romanos, surrupiava muito dinheiro para si, indevidamente.

O dia em que ele levou Jesus Cristo à sua residência, ficou tão empolgado com a vida que o Salvador oferecia que prometeu dar aos pobres a metade dos seus bens e devolver quadruplicadamente qualquer valor que houvesse adquirido de forma ilícita.

Alguém observou que o Mar da Galiléia recebe as águas do monte Hermon e libera suas águas para o rio Jordão. Até hoje muita gente pesca naquele grande lago por onde Jesus tantas vezes passou.

Por sua vez, o rio Jordão deságua no Mar morto que não reparte suas águas com ninguém.

Aquele mar é tão salgado que não há peixes ali para se pescar. Dizem que as pessoas também são assim: aqueles que repartem sempre comunicam vida; aqueles que nada repartem são mortos em si mesmos.

Pr. Corel

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Arrogância

Quando eu tinha 16 anos de idade, trabalhava na Cia Fluminense de Tecidos, conhecida popularmente como Manufatora. Ficava no Barreto, Niterói.

Uma vez lotado no Departamento Pessoal, fui designado pelo meu chefe para ir à 2ª Junta de Conciliação e Julgamento de Niterói, a fim de solicitar a uma determinada pessoa, o adiamento de um julgamento trabalhista.

Meu chefe me deu as características do assistente do juiz com o qual eu precisaria falar.

Quando lá cheguei, logo o identifiquei, pois era o vogal à esquerda do juiz.

Subi à tribuna, me curvei e falei baixinho próximo ao seu ouvido: “O senhor é o Dr. Fulano de tal?”

Ele me olhou meio de lado e meneando a cabeça em sinal negativo, apenas me disse com o peito cheio de ar: “Digníssimo”.

Tive que me conter para não dar uma das minhas gargalhadas.

Então perguntei-lhe novamente: “O senhor é o Dr. Digníssimo Fulano de Tal?”

Aí ele respondeu: “Isso mesmo”.

Entreguei-lhe o pedido e fui embora. Essa é a idéia que eu tenho de arrogância: uma pessoa cheia de si.

Soube depois que ele não era juiz togado, mas juiz classista, uma classe extinta no judiciário brasileiro.

Há 5 anos atrás um antigo funcionário daquela empresa me informou que esse juiz estava sobre uma cama, às últimas, com câncer. Orei por ele.

Gosto muito de ler sobre João Batista na Bíblia.

Em Marcos 6:20 temos um versículo simplesmente impressionante, pois diz: “Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo...”

Herodes era chamado de rei, tinha a autoridade romana, tinha exército ao seu lado e possuía muitos bens.

E João, quem era?

Um homem que só tinha uma peça de roupa e comia um só tipo de comida - gafanhotos e mel (Mateus 3:4) - além de morar no deserto.

Como explicar então Marcos 6:20?

Simples, o homem só é verdadeiramente respeitado por suas credenciais morais e espirituais.

Há muita gente que se impõe pelo dinheiro, pelo cargo que ocupa, pela intimidação.

João, não.

As pessoas o admiravam e o respeitavam porque nele havia coerência entre o que vivia e o que pregava.

Esse é o homem que eu quero ser, um homem coerente, um homem de verdade, justo e santo.

Deus, ajuda-me simplesmente a ser homem de verdade, vazio de mim mesmo e cheio do Teu Espírito Santo! Amém!

Pr. Corel

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Intolerância

Na minha infância eu tive um colchão de molas.

Eu gostava muito dele! Mas um dia a ponta de uma mola perfurou a capa daquele colchão e foi aí que a agonia começou.

Minha família não tinha dinheiro para comprar outro colchão.

Tive que aprender a conviver com aquela mola perfurante e outras que apareceram.

Elas me espetaram várias vezes, me acordaram algumas outras, me cortaram e me aborreceram. Tive que esperar pacientemente alguns anos até que pudemos comprar outro.

Minha maior alegria foi colocar fogo naquele velho colchão!
rsrsrs

Acho que o ser humano não sabe conviver muito bem com coisas e pessoas que o espetam, o machucam e o contrariam.

É daí que vem a intolerância.

Intolerância, então, é a falta de capacidade de conviver com aquilo que o contraria. Ninguém gosta disso. Tolerar alguns vizinhos, alguns colegas de trabalho, até mesmo alguns familiares, não é tarefa fácil, eu sei.

Mas será que o único caminho é botar “fogo no colchão”?


Deus também não gosta de ser contrariado, mas SE permite ser contrariado.

Que necessidade teria Deus em ter que assistir muitas de nossas atitudes que o machucam sem se lançar sobre nós?

É estonteante a capacidade de tolerância de Deus diante de um mundo mergulhado em densas trevas! Só encontro uma boa resposta para essa tolerância de Deus: Ele quer nos mudar e nos ensinar a mudar outros usando a paciência e o amor.

O apóstolo Pedro registra um verso interessante em sua segunda carta (3:9): “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.”

Tolerância, paciência e longanimidade são irmãos gêmeos.


Talvez você já tenha vencido muitas batalhas nesta vida.

É possível que tenha vencido várias pessoas de atitudes e pensamentos contrários aos seus.

Mas a pergunta é: quantos você já ganhou através da tolerância e paciência? Nenhum?

Gostamos que Deus seja tolerante conosco, mas pagamos com outra moeda?


Paulo pediu uma das coisas mais difíceis de fazer: “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”
Romanos 12:20

Sem comentários! Fui.

Pr. Corel

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Amargura

“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.”
Hebreus 12:15

Conheço poucas pessoas que gostam de coisas amargas. Eu não gosto!

Mas, o que é amargura? Aí está uma palavra de difícil significado.

Fui a um dicionário e ele me mostrou que amargura é “é algo de sabor amargo”.

Não satisfeito, tive a idéia de procurar o verbo amargurar e, outra vez, o dicionário me disse que é “causar amargura”.

Aí, comecei a ficar chateado! Por fim, procurei a palavra amargo e o dicionário me informou que é “algo que tem sabor acre e desagradável”. Pronto, fiquei amargo de vez! rsrs

Apesar de ser uma palavra difícil de explicar, quase todos sabem reconhecer uma pessoa amarga e que está em amargura. É realmente desagradável!

Minha mãe nos dizia (aos filhos) que não deveríamos deixar as frutas caírem ao chão, pois elas poderiam ficar amargas.

Bem, nunca fiz o teste, mas uma coisa descobri na Bíblia:

O livro que mais usa a palavra amargura é o livro de Jó. Será que as pancadas que ele levou tentaram deixá-lo assim?

O sofrimento de Jó não foi fácil!!!

Tinha sete filhos e três filhas. Seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Tinha muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente. E de repente... Zás Perdeu tudo!!!

Aquele servo de Deus apanhou tanto que sua vida perdeu a graça pra ele mesmo. Ficou amargo viver.

Mas ele venceu, continuou sendo dócil, orou por seus amigos, encontrou as respostas para suas difíceis questões e a Bíblia diz que ele morreu em grande idade e farto (satisfeito, completo) de dias.

Noemi também levou tanta pancada na vida (perdeu o esposo e seus dois filhos), que quando voltou para a terra de Israel pediu que não a chamassem mais pelo seu nome Noemi (agradável), mas que a chamassem de Mara (amargura), pois sua vida tinha sido turbada.

Mas por incrível que pareça todos continuaram chamando-a de Noemi. Ela era tão agradável que uma de suas noras, Órfa, ao despedir-se dela chorou e a outra, Rute, abandonou o seu próprio país para viver em sua companhia. Quando Noemi quis que Rute a deixasse, ouviu:

"Não insistas para que te abandone e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti." Rute 1:16 e 17

Só uma pessoa muito agradável conseguiria isto.

Podemos levar muitas pancada na vida. Elas tentarão nos tornar pessoas amargas e amarguradas, mas isto não precisa ser assim.

Há uma saída! Não é fácil, mas alguns já conseguiram vencer a amargura.

O texto de Hebreus 12:15 manda que não nos privemos da graça de Deus para que a amargura não tome conta do nosso coração. Quanto mais tivermos contato com Deus e Sua Palavra, mais chances teremos de não tornarmos pessoas amargas e continuarmos sendo doces de Deus neste mundo.

Abraços

Pastor Corel

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Ira

“Irai-vos, mas não pequeis”. Efésios 4:26

É quase certo que todas ou quase todas as pessoas que nunca leram a Bíblia consigam contar alguma coisa da história sobre Caim e Abel.

Mas para você que ainda não os conheça, Caim e Abel eram filhos de Adão e Eva.

A narrativa de Gênesis 4:1-7 nos informa que os dois apresentaram a Deus uma oferta. Deus aceitou a oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim. Hebreus 11:4 explica o motivo. Abel entregou a Deus o que possuía de melhor enquanto Caim, apenas ofertou as sobras.

Revoltado, Caim voltou para casa com seu coração cheio de ódio pelo seu irmão. No caminho Deus ainda tentou falar com ele:

“Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”


Mas Caim deixou-se dominar pela ira e acabou por matar seu irmão.

Há muito tempo, esse texto me tem feito pensar em duas coisas:

A primeira é que talvez não sejamos responsáveis pelo que sentimos. Por exemplo: se alguém, sem motivo algum, lhe trata mal em público, eu não acharia estranho que você não gostasse dessa pessoa. Se alguém lhe desse um tapa no rosto, também não ficaria surpreso se você não gostasse dele ou ainda, se alguém faz uma trama no seu trabalho para tomar o seu lugar, também não acharia esquisito que você ficasse com raiva dele.

Acho que seria um sentimento aparentemente normal em qualquer pessoa, isso porque o sentimento, muitas vezes, reflete uma atitude recebida. Mais ou menos aquela lei que diz que toda ação produz uma reação.

Acho que podemos e devemos tratar o que sentimos, mas deixar de experimentar um sentimento, penso que não esteja ainda ao nosso alcance.

Em segundo lugar, o texto Bíblico de Gênesis 4 me ensina que apesar de eu experimentar qualquer sentimento, sou responsável pelo que farei a partir de então.

Caim ficou grandemente irado com seu irmão. Deus lhe avisou que o pecado queria tomar conta de sua alma e que Caim deveria dominá-lo. Deus disse que Caim PODIA dominá-lo.

Talvez não possamos, a princípio, evitar sentir inveja, ódio, cobiça etc., mas sempre seremos responsáveis pelas nossas ações.

Penso que, a princípio, sentir raiva de alguém que tentou “puxar meu tapete” no trabalho é normal, mas serei sempre responsável por aquilo que lhe farei.

Se o ofendido for ao agressor e xingar, bater, matar, ou pagar com a mesma moeda, isso será de sua inteira responsabilidade.

O homem é mais do que o seu sentimento; não pode ser escravo dele.

Deve ser por isso que Paulo disse: “Irai-vos, mas não pequeis”.

Talvez você não possa evitar sentir ira ou qualquer outra coisa, mas você ainda será responsável diante de Deus por aquilo que vier a fazer. Podemos liberar a ira ou dominá-la. Deus quer que nós a dominemos.

Um abraço!
Pr. Corel

domingo, 6 de setembro de 2009

Desafiando os Gigantes

O Gigante Desesperança

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4: 7

Quase todos sabem que esse texto foi escrito pelo apóstolo Paulo, há aproximadamente dois mil anos atrás.

O que muitos não perceberam ainda é que Paulo, ao escrever esse texto estava preso, provavelmente em Roma.

Acho que seria extremamente normal se a Igreja de Filipos escrevesse ao apóstolo para confortá-lo dizendo-lhe que estava orando por ele, que ele deveria buscar forças em Deus, que estavam tentando conseguir um bom advogado, enfim, coisas dessa natureza.

No entanto, acho impressionante que o prisioneiro estivesse consolando os livres.

Será que Paulo tinha perdido a noção das coisas ou ele possuía realmente algo a nos ensinar para usarmos em momentos difíceis?


Já encontrei pessoas com boa saúde, bom estado financeiro, bom envolvimento social, dizendo que a vida era uma porcaria.

Já encontrei uma adolescente no Instituto Nacional do Câncer (INCA) que me disse, com sorriso nos lábios, que tudo estava bem e que Cristo lhe estava ajudando (essa adolescente morreu dias depois).

Onde está a diferença? Em Provérbios 18:14 lemos: “O espírito do homem aliviará a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o levantará?”


Conta-se que um pai levou seu filhinho para comprar um brinquedo num shopping.

Ao entrar numa loja cheia de belos brinquedos o garoto admirou-se com um "João Teimoso".

Ele batia, o boneco caía e levantava sozinho.

Bateu várias vezes, até que ele mesmo pulou sobre o boneco e quando o largou, o boneco levantou-se novamente, enquanto o próprio menino ficara no chão.

O pai percebendo o que acontecia perguntou ao menino:

“O que houve filho?”

O menino respondeu: “Pai, esse boneco é engraçado... Parece que ele fica em pé por dentro!”


Há pessoas que são assim, têm tudo para estarem no chão, mas ficam de pé e outras que pensamos ter tudo para estarem de pé, ficam no chão.

Onde está a diferença? Está lá dentro do coração.

As coisas aqui fora podem estar bem ruins, mas se lá dentro, a alma estiver em Cristo, Deus lhe dará forças para vencer, ainda que com lágrimas.


Confie em Deus!


Pastor Willians Corel

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Desafiando os Gigantes

Olá meninos, tudo bem? A partir de hoje haverá uma postagem com o tema "Desafiando os Gigantes". Os textos serão escritos por uma pessoa muito especial, o Pastor Willians Corel. Pastor Willians é o nosso pastor, Primeira Igreja Batista em Guapimirim. Ele aceitou meu convite e este é o primeiro texto da série. Sei que um gigante que aflige nossas vidas, como os moinhos (lembra?) é o da ansiedade, principalmente para aqueles, cujos alvos parecem estar cada vez mais longe. Ao contrário, brinco sempre com meus alunos, quando uma disciplina é muito chata, que cada página estudada é como um troféu, pois está perto do fim. Entonces, adelante!!!!

O Gigante Ansiedade

“Lançando sobre ele (Deus) toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 Pedro 5:7

Aos dezesseis anos de idade tive úlcera no duodeno.

Uau, como sofri! Foram doze anos de penúria que não gosto de lembrar.

Um dia estava lendo a Bíblia, como faço diariamente e me deparei com o texto Bíblico acima citado, escrito pelo apóstolo Pedro.

Já conhecia esse texto, já tinha pregado nesse texto, já tinha ouvido vários sermões sobre esse texto, mas ainda não o tinha vivenciado em toda a sua dimensão.

Naquele dia foi diferente, Deus me chamou a atenção para o verbo “lançando”.

Gosto muito de assistir a competições esportivas, mas nunca tinha me interessado pelo lançamento de peso.

Na verdade, ainda o acho um esporte meio sem graça, que não me chama a atenção.

Percebi que na minha vida estava sendo assim também, eu queria resolver, eu queria fazer, eu queria ir, eu queria falar, eu queria concluir etc. etc. etc.

Mas há coisas que não podemos resolver sozinhos.

Na verdade, Jesus disse exatamente o contrário: “...sem Mim nada podeis fazer” (João 15:5).

Naquela manhã eu entendi que precisava treinar arremesso de peso.

Não adianta dormir com meus fardos e ficar brigando com eles na madrugada.

Jesus Cristo disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.

Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30).

Exercite o lançar o peso de sua vida sobre quem pode realmente carregar e lhe dar paz: Jesus Cristo.

Pastor Willians Corel

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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