domingo, 21 de fevereiro de 2010

Alma de Gato




Alma de Gato - Piaya cayana (Linnaeus, 1766)

Estava à mesa tomando café quando vi uma cauda enorme na goiabeira. Peguei a máquina e corri para a janela. A ave voou e apenas consegui fotografá-la pelas costas, mas fiquei encucada com aquele pássaro enorme. O povo daqui de casa falava que era um anu branco, mas eu refutava. Ora, eu cresci vendo anus brancos pousados nos galhos das árvores de Piranema. Anu branco eu sabia que não era.

Hoje, almoçava com minha família e de repente vi de novo. Conhecia aquela cauda. Estava pousada na aroeira do Guilherme (meu vizinho). Fiquei olhando e com a máquina sai bem devagar para não espantar a ave. Consegui fotografá-la.

Agora todas as teorias. Sérgio (meu irmão), que almoçava conosco afirmava ser uma espécie de sabiá. Só se fosse bem nutrido. rsrs

Minha mãe, que não conseguia identificar a ave, falou que era um gavião. Eu apenas ria.

Fiquei impressionada com o tom de seus olhos, vermelhos, muito vermelhos.

Fui para a net. Há um site com aves do PARNASO. Enfim, descobri seu nome. Até que eu gostei.

"Alma de Gato".

Bem, Guapi é assim...

Valmir

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Simples, simples assim...

Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela,

nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo.

Saramago

Comunicado

Caros alunos da turma do MPU - manhã - Curso Guerra,

Perdoem-me por hoje. Tentei desmarcar a aula ontem, pois tive problemas com a cuidadora de minha mãe. Entretanto, não houve expediente no Curso nessa quarta-feira. Diante disso, preocupada com vocês, decidi ir assim mesmo.

Saí de casa com minha mãe, bem cedo, por volta da 5:30h. Precisava levá-la a Irajá antes de seguir para o Centro.

Já no pedágio de Piabetá havia um aviso de que um grave acidente ocorrera e a pista sentido Rio estava fechada. Prossegui. Logo à frente havia um enorme congestionamento e nele permaneci por quase duas horas. O acidente envolveu dois caminhões, duas carretas e carros pequenos, segundo informava a Band. A pista foi liberada por volta das 7:50h.

Chovia muito e eu ainda precisava seguir até Irajá. Enfrentei novo congestionamento na saída da Washington Luis para a Avenida Brasil. Temendo não conseguir chegar antes das 10 horas e fazê-los esperar por muito tempo, pedi que a aula fosse cancelada.

Imagino o transtorno e a chateação de terem saído de casa, se deslocado por esse trânsito insuportável e ainda com chuva. Sei bem como é isso e sinto ter sido a causadora do problema, mas não foi voluntário, perdoem-me.

Andy


Não é lindinha esta andorinha?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Guapi é assim...



O osso


É uma guerra sempre. Tem que ter um osso para cada cão e tomar muito cuidado com o Sr. Jiló, pois além de comer o dele rouba o dos outros.

Para não correr o risco de ver o seu osso roubado, melhor se prevenir. Que tal dormir com ele? kkkkkkkkk

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Guapi é assim...

Jiló



Dia desses, Paulo resolveu ensinar algumas lições ao Jiló. Andou prestando atenção naquele programa do Dr. Pet e resolveu utilizar suas técnicas para que o Jiló pare de pular em nós, de correr atrás dos gatos, morder o Léo, coisas do tipo.

Jiló estava usando uma coleira bem fina, só para se acostumar a ter algo no pescoço para depois usarmos a guia.

Bem, a técnica era a seguinte: cada vez que ele tentasse pular na gente ou correr atrás dos gatos ou morder o Léo, o Paulo daria um puxão na guia e ele não conseguiria nos alcançar. Não gostei muito daquilo. Pressenti que ia machucá-lo.

Dito e feito. À noite ele estava lá, reclamando, gemendo, tristão. Tirei a coleira, joguei para o lado e disse a ele: "Jiló, hoje, por causa disso, você pode fazer o que quiser. Pode pular em mim, pode correr atrás de todos os gatos, pode morder o Léo..."

Fui trabalhar.

Quando retornei, ele havia simplesmente obedecido às ordens com louvor. Comeu meu chinelo, comeu uma nota de R$ 5,00, comeu o carregador do celular do Paulo, deu uns quinhentos pulos em mim do portão à porta de casa, mordeu o Léo etc.

"Jiló, permissão revogada!!!"



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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