
Ah! Minha apostila da Raquel de Estatuto.
É muito metido, levado, safado e não vale nada, mas é meu companheiro para tudo. Adora fazer pose de cachorro de caça. Beijos, Simone".
Esse caçador é um perigo!!!! rsrs
"Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo." Filipenses 3:13 e 14.

Embora cachorros e gatos sejam animais de estimação muito comuns, as pessoas ainda têm dificuldade de entender que são espécies diferentes, e portanto, cada uma delas tem o seu próprio perfil de comportamento.
Pensar que um gato deva se portar como um cachorro, é querer demais de um felino, um animal de temperamento muito mais independente.
As diferenças já começam aí: enquanto a maioria dos cães é bastante submissa ao dono, os gatos apesar de reconhecerem seus "senhores", agem de maneira própria, não respondendo de forma tão imediata como os cachorros.
Independência é uma palavra que define muito bem o gato: ele atende ao dono se estiver com vontade.
Já o cão está sempre pronto a acompanhar a família.
Os cães dormem à noite, mas os gatos fazem isso de dia.
Os hábitos do gato são muito mais noturnos. À noite é o momento de caçar.
É claro que um gato doméstico não tem essa necessidade, mas a maioria deles fica mais ativo nos períodos noturnos.
Os gatos, desde filhotes procuram locais para fazer suas necessidades onde possam enterrá-las depois.
Assim, basta deixar uma caixa de areia para gatos à disposição do bichano que ele saberá reconhecer seu sanitário.
Já os cães são bem mais "despudorados" e jamais se envergonham de seus dejetos, a menos que sejam repreendidos. Se não forem ensinados, qualquer lugar está bom para eles.
Em ambas as espécies, os machos costumam marcar seu território com urina.
Os cães até podem ser treinados para urinar num determinado local.
Já os gatos, dificilmente será possível convencê-los a não demarcar seu espaço, daí a necessidade da castração dos machos.
A urina dos felinos tem um odor extremamente forte e persistente, podendo ser detectada à distância, ao contrário do cão.
No caso das fêmeas, também existem diferenças importantes. Ambas só acasalam durante os cios, mas esse período é distinto nas duas espécies.
Cadelas têm cios a cada seis meses, eles têm duração de 15 dias e há sangramento na primeira semana.
As gatas apresentam cios em intervalos e com duração muito variáveis e nunca ocorre sangramento.
As cadelas são extremamente discretas durante o cio, se comparadas as gatas.
Estas são difíceis de se manter se não forem castradas em razão do barulho que fazem durante a época de acasalamento. Elas miam alto para atrair parceiros.
Você já deve ter ouvido a expressão "banho de gato", associada a um banho "mais ou menos" tomado.
Os gatos são extremamente limpos e diariamente higienizam seus pêlos através da lambedura.
Com isso, removem a pelagem velha e eventuais parasitos. Conseguem se manter limpos por muito mais tempo e sem odores.
Já os cães... Parecem sentir um imenso prazer em se sujar e alguns adoram se esfregar em lixo, animais mortos e coisas sujas...
Experimente dar banho em um cão e solta-lo no jardim. Ele irá esfregar-se na terra imediatamente.
A razão dessa preferência dos cães por odores repugnantes a nós humanos é que os lobos, espécie da qual os cachorros descendem, procuravam disfarçar seu cheiro natural, esfregando-se em carniça de outros animais.
Isso facilitava na hora de caçar, pois a presa não conseguia farejá-los. A herança genética continuou nos cães e muitos ainda fazem isso, para desgosto dos donos, que os preferiam cheirando à lavanda... Cachorros não gostam, mas toleram o banho. Gatos abominam a água!
No quesito alimentação, os felinos são exigentes e não comem qualquer coisa.
Sua dieta deve ter altos níveis de proteína, daí a ração de gatos ser bem mais palatável que a dos cachorros.
Estes, por sua vez, adotariam a mesma dieta dos gatos se lhes fosse permitido. Algo nada recomendável. Para um cachorro, todos os alimentos são ótimos, por isso, é muito mais comum um cão sofrer uma intoxicação alimentar do que um gato.
Os felinos cheiram o alimento e o analisam, depois o ingerem mastigando os pedaços.
Os cães são afoitos e na primeira cheirada já abocanham a comida e não mastigam, engolem em pedaços grandes. Os cães comem exageradamente, enquanto os gatos, apenas o suficiente.
Antes de entrar em qualquer assunto sobre animais de estimação, é importante saber qual deles escolher.
É fundamental pensar no espaço que se tem e no tempo livre disponível para convivência entre eles e os donos.
Se seu tempo é curto e se há pouca circulação de pessoas em casa, os gatos podem ser a melhor opção.
Eles se adaptam melhor, pois são, por natureza, mais independentes que os cães e não deixam de ser carinhosos.
Os cães, ao contrário, precisam de um contato mais intenso e sentem muita falta disso, tornando-os mais propensos ao estresse, à queda de imunidade e aos surgimento de distúrbios comportamentais.
Uma boa alternativa para cães é, se possível, ter mais de um, para que não se sintam tão sós.
O tipo de pêlo também deve ser considerado na hora da escolha do animal. Gatos Persas são lindos, mas soltam bastante pêlo, o que exigirá mais cuidados com a limpeza do ambiente, além de muita escovação para que a pelagem não embarace.
Os cães que têm subpêlo (um pelo grosso, que fica abaixo da camada de pêlo comum), como Husky Siberiano, Pastor e Akita, por exemplo, trocam-no sempre antes do inverno e antes do verão, dificultando a higiene do ambiente.
Como o pêlo dessas raças é muito denso e demora a secar, é provável que seja necessário um bom profissional para dar os banhos. Caso não fique bem seco, o animal poderá apresentar doenças na pele.
Cães das raças Poodle, Maltês, Lhasa Apso, Bichon Frisé, Shi Tzu etc. possuem pelagem que embaraça facilmente, exigindo cuidados cotidianos e gastos com tosa.
Já os Shar-peis, aqueles cheios de dobrinhas, precisam de cuidados redobrados com as mesmas. Estas áreas costumam permanecer úmidas favorecendo a proliferação de microorganismos.
É bom ressaltar que todo animal de raça exige muito mais cuidados que o bom e velho viralata. Minha preferência por eles é notória, além de muito resistentes, são dóceis, inteligentes e vêm em diversos tamanhos e modelos. he he!
Muitos deles aguardam adoção na Suípa e em outras instituições protetoras de animais.
As aves, em geral, são bastante frágeis, não suportam frio e vento, devem ser criadas em locais bem protegidos e exigem cuidados de veterinários especializados, o que, vai onerar o orçamento, pois costumam ser mais caros.
Aquele peixinho lindo, vivendo em aquários, depende de um conhecimento mais específico.
Resumindo, seu primeiro passo para escolher um animal é escolher o veterinário dele. Procure sempre indicação de pessoas que já possuem animais.
Aí, sim, juntos vocês decidirão qual raça se enquadra no seu estilo de vida: casa ou apartamento, convívio com crianças ou não, guarda da casa etc.
Além disso, você também deve pedir orientação sobre canis confiáveis, para que não corra o risco de comprar um animal já doente sem perceber.
Um animal é um compromisso para muitos anos.
Ele requer despesas com alimentação, vacinação anual, vermifugação trimestral, banhos, tosa (caso necessário) e gastos extras quando adoece. Isso parece óbvio, mas a falta desta consciência gera o aumento dos animais de rua. Por isso, pense bem...
É fundamental lembrar que bicho é bicho e gente é gente. Um animal deve ser criado de modo a saber o seu lugar. Feijão com arroz, biscoito, chocolate é comida de gente!!!
O organismo de um animal não está preparado para esse tipo de alimento, o que normalmente causa gases, alergias e intoxicações.
Lembre-se sempre que ele normalmente vai pedir, porque não sabe o mal que lhe faz. Mas você, que é gente, sabe e vai ter que negar. O animal bem criado confia no dono que tem. Eu garanto que ele não vai ficar chateado com você!
Até a próxima!!!
Paulo