quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Simples, simples assim...

Todo jardim começa com uma história de amor.

Antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.

Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.

Rubem Alves

Direito Constitucional

01. Nos termos da Constituição Federal, julgue os itens:

I. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados, Distrito Federal e Municípios, buscará a integração político-econômica e sócio-cultural dos povos da América Latina;
II. A República Federativa do Brasil busca a formação de uma comunidade latino-americana de nações;
III. A cooperação entre os povos, para o progresso da humanidade é um dos princípios da República Federativa do Brasil.

A(s) afirmativa(s) verdadeira(s) é/são somente:

(a) I;
(b) II;
(c) III;
(d) I e III;
(e) I, II e III.

02. Quanto às competências da União previstas no texto Constitucional, é correto afirmar:

(a) Planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações, constitui competência comum;
(b) Promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico, constitui competência exclusiva;
(c) Organizar, manter e executar a inspeção do trabalho, constitui competência comum;
(d) Instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbano, constitui competência exclusiva;
(e) Registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios, constitui competência exclusiva.

03. É correto afirmar:


(a) No âmbito da legislação comum, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais;
(b) A competência da União para legislar sobre normas gerais, exclui a competência suplementar dos Estados;
(c) Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados e Municípios exercerão a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades;
(d) A superveniência de lei federal sobre normas gerais, suspende a eficácia de lei estadual, no que lhe for contrário;
(e) É vedado aos Municípios legislar em caráter suplementar.

04. Quanto aos Estados, é correto afirmar:

(a) Cabe aos Estados explorar diretamente ou mediante concessão e nos termos de Medida Provisória, os serviços locais de gás canalizado;
(b) A eleição do Governador e de Vice-governador de Estado, realizar-se-á em um único turno, desde que haja na população menos de 200.000 eleitores;
(c) O Provimento de outro cargo ou função na Administração Pública direta ou indireta, implicará necessariamente, a perda do mandato do Governador;
(d) São reservadas aos Estados, as competências que não lhes sejam vedadas pela Constituição Federal;
(e) Nenhuma.

05. Quanto aos Municípios, é incorreto afirmar:

(a) A lei orgânica municipal será promulgada pela Câmara de Vereadores;
(b) Em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos vereadores, corresponderá a 50% do subsídio dos Deputados Estaduais;
(c) A iniciativa popular de interesse específico de municípios, das cidades ou de bairros, exige manifestação de pelo menos, 5% de eleitorado;
(d) O parecer prévio sobre relatório anual das contas do Prefeito, só deixará de prevalecer, por decisão da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal;
(e) É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou Órgãos de Contas Municipais.

GABARITO:

01. E - Art. 4º CF

02. D - Art. 21, XX
A. Exclusiva - Art. 21, XVIII
B. Comum - Art. 23, IX
C. Exclusiva - Art. 21, XXIV
E. Comum - Art. 23, XI

03. D - Art. § 4º
A. Concorrente
B. Não exclui
C. Só Estados
E. É autorizado - Art. 30 - assuntos de interesse local

04. D - Art. 25, § 1º
A. Vedada a edição de Medida Provisória sobre o assunto
B. A verificação do eleitorado para a fixação do número de turnos somente se aplica ao pleito para Prefeito.
C. Constitui exceção à perda. Art. 28, § 1º

05. D
A. Certo - Art. 29, caput
B. Certo - Art. 29, VI, d
C. Certo - Art. 29, XIII
D. Errado - 2/3 - Art. 31, § 2º
E. Certo - Art. 31, § 4º

S0208 - 21/25

Legislação Específica - PGE

01. Também fará jus à percepção de diária o Procurador do Estado que se afastar do Estado, a serviço, por prazo _______, inclusive para a participação, como autor de tese, membro de Comissão Técnica ou delegado do Procurador-Geral, em congressos, simpósios, seminários e outros conclaves, dependendo sempre de ato do Procurador-Geral do Estado.

A. Inferior a 30 dias
B. Superior a 30 dias
C. De até 30 dias
D. De até 90 dias
E. Superior a 90 dias

02. O Procurador do Estado, quando exercer, além de suas atribuições ordinárias, outras decorrentes da substituição de outro Procurador do Estado, em virtude de férias, licença ou qualquer outra hipótese de afastamento ou impedimento, perceberá gratificação mensal equivalente a _________ da retribuição estipendial de Procurador do Estado.

A. 2/3
B. 1/3
C. 10%
D. 20%
E. 30%

03. O Procurador do Estado, quando designado para ter exercício em Procuradoria Regional ou Comarca distante mais de __________ de sua residência ou removido para outro órgão que implique em mudança de residência, perceberá ajuda de custo equivalente a __________ da retribuição estipendial de Procurador Especial.

A. 100 Km/15%
B. 50 Km/20%
C. 50 Km/10%
D. 100 Km/20%
E. 50 Km/30%

04. Fica instituído o Beneficio de Permanência em Atividade para os Procuradores do Estado do Rio de Janeiro, no percentual de ____________, calculados sobre a retribuição estipendial e demais vantagens a que fizer jus o Procurador do Estado, o qual se estenderá, a cada ano de serviço que exceder ao tempo de aquisição da aposentadoria, até o limite de _____________.

A. 5%/50%
B. 10%/25%
C. 5%/25%
D. 10%/50%
E. 10%/60%

05. A percepção do benefício será devida ao Procurador do Estado que, tendo direito de se aposentar, permanecer em atividade, iniciando o pagamento tão-logo completado ________ após o período aquisitivo da aposentadoria voluntária.

A. 12 meses
B. 01 ano
C. 02 anos
D. 03 meses
E. 03 anos

Gabarito:

01. A
02. B
03. B
04. C
05. B


34/38

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Espaço do Leitor

Olá. "Histórias de Sucesso" é um espaço destinado a você que lutou, se superou e venceu. Se quiser compartilhar conosco sua história, basta escrevê-la e enviá-la para o e-mail raquel.tinoco@hotmail.com

Um abraço.

Até Aqui...

Fim de mais um ano. Época de reflexões, de encontros e reencontros consigo mesmo. Tempo de promessas e esperança.

É assim que chegamos todos os anos ao dia 31.

E é assim que falamos a cada dia 31: "ano que vem... no próximo ano... a partir de janeiro...."

Mas a cada fim de ano, um simples exercício de memória poderia nos indicar o caminho a seguir. Basta pensarmos no ano que se vai. É a retrospectiva.

Até aqui parece-nos um marco passado. Tantos anos se passaram e até aqui...

Sim, mas pense. Se chegou até aqui, há muito o que agradecer.

Pois é isso mesmo!!! Agradecer. Até aqui nos ajudou o Senhor. Na pobreza ou na riqueza. Na doença ou na saúde. Na honra ou desonra. Até aqui esteve conosco.

Olhemos para trás e contemplemos o caminho percorrido. Veja o quanto fomos sustentados e amparados. Lembra de "Pegadas na Areia?"

Mas "até aqui" também indica o futuro. Ainda não é o fim. Há caminhos a percorrer. Mais provas, mais alegrias; mais lutas, mais vitórias; mais pedidos, mais respostas; mais trabalho, mais ânimo...

Ebenézer!!! Até aqui nos ajudou e nos ajudará o Senhor.

Feliz Ano Novo! Feliz 2009!

Fotos: oglobo.globo.com

domingo, 28 de dezembro de 2008

Histórias de Sucesso

Hoje, no "Histórias de Sucesso" entra em cena Dayana. Eu a conheço apenas pelo blogue, orkut e msn, mas percebi que é uma vencedora. Conversávamos ontem no msn quando começou a contar um pouco de sua história. Pedi permissão para compartilhá-la com vocês. Ei-la:

"Minha história começa assim....

Como muitos adolescentes sempre fui uma jovem sonhadora.

Quando estava prestes a terminar meu curso técnico em eletrotécnica no CEFET-RJ, passei por uma prova de fogo. Eu era uma das poucas meninas com esse curso e na hora da escolha de uma vaga para estágio eu sofria, pois a preferência era sempre masculina.

Mesmo diante de tanta dificuldade eu não desisti. Foi quando surgiu uma oportunidade no Parque Gráfico do Jornal O Dia.

Numa das primeiras seleções percebia que mais uma vez não conseguiria, pois, de novo a preferência era masculina.

Não esperava seguir em frente para a última fase da seleção que seria com um engenheiro.

Para minha surpresa, depois de duas semanas fui convocada – a única menina!!!

Os garotos que estavam na seleção pensavam que eu não fosse conseguir. Surpresa!!! Fui aprovada.

Fui a primeira mulher a fazer estágio na área de manutenção das máquinas rotativas.

Foi uma fase muito boa. Entretanto, sem perspectiva de emprego assim que terminasse meu estágio fui impulsionada a fazer a prova para Sargento da Aeronáutica.

A partir de então, fazia meu estágio ( 8 horas diárias ) e comecei a pagar meu curso. Foi uma época muito difícil, pois meu pai não me incentivava. Ele dizia que eu não era capaz, que a prova era muito difícil, uma vez que o concurso era de nível nacional e oferecia pouquíssimas vagas.

Apostei no meu sonho. Muitos falavam que eu era louca, que era muito difícil, que eu não ia conseguir. Enfim, ouvi de tudo!!!!

Na época fazia grupo de estudos em minha casa. Meu pai além de me desanimar ainda contagiava meus amigos dizendo que era perda de tempo. Mas cada palavra ministrada pelo meu pai surtia um efeito contrário.

Aquilo para mim era uma injeção de ânimo. Eu tinha mais força para estudar, mais e mais. Eu sempre gostei de ensinar português para meus amigos do curso e eles sempre pediam. Aprendi muito com isso.

Repartir o conhecimento, ao contrário do que muitos pensam é muito saudável e faz com que fixemos o conhecimento.

Enfim, chegado o grande dia eu fiz a prova, senti um alívio. Eu sentia dentro de mim que eu já estava aprovada.

Esperei por três meses o resultado. Quando vi a minha classificação: 8° lugar, em 22 vagas.

Pulei de alegria, chorei, gritei. Foi um dia de grande emoção!!!

Meu pai ficou surpreso com minha aprovação.

Fui para Guaratinguetá – interior de SP. Passei cinco meses em curso. Foram cinco meses de muito aprendizado e superação.

Certo dia, quando voltava de uma instrução eu peguei muita chuva, fui jantar no rancho ensopada com água da chuva. Não havia tempo de me trocar. No dia seguinte estava com muita febre e dores pelo corpo.

Fui ao posto médico e me receitaram remédio para diminuir a febre, pois ela retornava todas as noites. Ficava ensopada de suor.

Em um final de semana, voltei ao RJ para visitar meu pais. Ainda me sentia mal e resolvi ir ao médico. Ele pediu um raio X e constatou pneumonia e água na pleura. Já foi logo me internando e disse que eu tinha que ficar internada em torno de duas semanas no mínimo. Entrei em desespero. Era muito tempo!!! Como? Eu? Internada? Chorava todas as noites. Nunca tinha ficado em um leito de hospital. Foi a pior época da minha vida.

A Escola queria me desligar do curso. Eu queria jogar tudo para o alto. Estava mal. Justo na época de acampamento militar e testes físicos??

Meus familiares viram o quanto eu estava mal. Me davam força. Eu estava muito magra e debilitada...

Mas não parava de estudar. Lia as minhas apostilas ali mesmo no hospital. Eu queria ir embora.

E Deus concedeu-me uma benção. Em uma semana estava recebendo alta.

O médico ficou espantando com minha recuperação. Todos os dias eu tirava sangue, fazia fisioterapia pulmonar (eu nem sabia que isto existia). Me recuperei, mas não podia correr e nem fazer esforço físico.

Voltei para Guará, meus amigos me receberam muito bem e me ajudaram bastante. Não podia participar dos corridões e isto me preocupava porque o teste físico se aproximava.

Após uma semana de alta, passei a correr. Era desconfortável porque sentia falta de ar. Tudo seqüela da pneumonia. Mas uma força que eu conhecia muito bem me impulsionava. Meus amigos se surpreendiam.

Eu tinha que correr, mesmo com aquela maldita falta de ar.... Eu pedia a Deus para me sustentar...

Chegou a fase do acampamento, eu estava lá. Quatro dias sem tomar banho, dormindo mal, me alimentando mal, com carrapatos pelo corpo, tendo instruções até à noite.

Pensei que eu fosse morrer quando entrei no charco e comecei a afundar, quanto mais me movia, mais afundava...

Mas graças a Deus, VENCI essa etapa. Depois veio o temido teste físico. Eu estava muito receosa. Não corria como antes da pneumonia. Mas fui em frente. Mesmo cansada e com respiração ofegante eu conseguir vencer mais uma etapa. Fiquei com nota máxima em todos os exames físicos!!!

No final do curso chega a fase da escolha das vagas. Havia rumores de que não abririam vagas para a minha especialidade no RJ. Eu não queria ir para Manaus e nem para qualquer outro estado.

Eu queria o Rio. Orei muito e para a honra e glória do Senhor as vagas foram abertas no RJ. Muito além do previsto!

Hoje estou servindo no Rio de Janeiro.

Aprendi a confiar e descansar no Senhor.

Aprendi a confiar em mim mesma.

Aprendi que quando queremos algo, temos que lutar por ele – não importa o nível de dificuldade, não importam os obstáculos no meio do caminho, sempre há alguma forma de contorná-los.

Mesmo enfrentando dificuldades, mesmo com palavras negativas eu acreditei no meu sonho e isso fez toda a diferença para meu sucesso!

Dayana da Silva Sales (militar e estudante de Direito)."

Ah, tem mais, Dayana continua sonhando e quer seguir em frente. Ainda não desistiu.

Um abraço Dayana, obrigada pela lição de vida. Deus a abençoe. Não desista nunca!!!

Levantai!!!

Levantai!!! Há algo bem definido para fazermos. Nada é nosso enquanto não o tomamos para nós.

É preciso se apropriar do sonho.

Hebreus diz que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.

É preciso ter fé em si mesmo. É preciso ter a visão do alvo, ainda que ele não esteja ali.

Levantai!!!

Mestre dos Mestres

Horas antes de ser preso, Ele teve na última ceia, um conjunto de atitudes capazes de deixar perplexa a psiquiatria e a psicologia.

Como estava para morrer, Ele teria que ensinar rapidamente as mais belas lições de inteligência, como a arte da solidariedade, a capacidade de se colocar no lugar do outro, o respeito pela vida.

Então, sem dizer qualquer palavra, o Mestre pegou uma bacia com água e uma toalha e começou a lavar os pés daqueles discípulos que lhe deram tanta dor de cabeça.

É simplesmente inacreditável!!!

Jesus estava no auge da fama. Multidões o seguiam por toda a parte. Os discípulos o colocavam num patamar infinitamente mais alto que o imperador Tibério César. De repente, Ele abdica da mais alta posição, se prostra diante dos jovens galileus e começa a extirpar a sujeira dos seus pés. Eles ficaram paralisados, chocados, estarrecidos. Eles se entreolhavam com um nó na garganta. Não sabiam o que dizer.

Enquanto as gotas de água escorriam de seus pés, um rio emocional percorriam os bastidores de suas mentes.

O Mestre dos Mestres penetrava nos solos inconscientes, redesenhando as janelas da intolerância, da disputa predatória, da inveja, do ciúme, da vaidade.

Foram dez ou vinte minutos que causaram mais efeito do que décadas de bancos escolares ou anos de psicoterapia.

Após o evento, Ele disse que no seu reino as relações seriam diferentes. O maior não é aquele que domina, tem mais poder político ou financeiro, mas aquele que serve.

Para Ele, somente aquele que abdica da autoridade é digno dela.

Qualquer líder que deseja que as pessoas gravitem em torno de si não é digno de ser um líder.

Somente os que servem são dignos de estarem no comando.

Adaptado de Nunca Desista de Seus Sonhos
Augusto Cury

sábado, 27 de dezembro de 2008

O Fundo do Poço

Minha mãe estava vendo TV e fui calçá-la para que ela pudesse caminhar até à mesa para tomar o café. Enquanto calçava ela prestava atenção no que o apresentador dizia. Em dado momento ele falou: "quer dizer então que você foi tirada do fundo do poço?"

Minha mãe, seguidamente, comentou: "mas se tiver calor, o fundo do poço é fresquinho."

Eu ri, mas fiquei pensando naquilo. O fundo do poço é o local onde dizemos estar quando nada mais dá certo em nossa vida, quando pensamos que estamos na pior das condições.

Lembrei de Pollyanna. Talvez você também tenha conhecido Pollyanna.

Pollyanna é um livro de Eleanor H. Porter que conta a história de uma menina de onze anos, filha de um missionário, que ficou órfã e foi morar com uma tia rica. Pollyanna não conhecia a tia, muito severa. Mas não se deixou abater. Ela era dona de um otimismo invejável. Seu pai havia lhe ensinado um jogo. No dia do aniversário de Pollyanna, sem dinheiro para dar uma boneca, deu-lhe um par de muletas. Era o jogo do contente. Ele a ensinou que não havia situação tão ruim que não pudesse ensinar algo de bom. Então Pollyanna ficou contente porque naquele momento não precisava usar muletas. E a partir de então jogava e ensinava a jogar o jogo do contente.

Esse livro marcou a minha infância e durante muito tempo eu também joguei o jogo do contente.

Ainda hoje quando ouço um otimista lembro de Pollyanna.

O fundo do poço ainda não é o fim. Você ainda pode nadar e, se não souber nadar, você ainda pode ser içado de lá.

A gente complica muito. Viver é mais simples do que imaginamos. Olhar as batalhas dos outros e desejá-las é adiar a nossa vitória. O que faz diferença mesmo é tomar pé das nossas próprias lutas e montar estratégias para vencê-las.

Não pense que o vitorioso vive sem lutas. Cada um tem um caminho a trilhar. Os atalhos e desvios é que vão indicar o tempo que levaremos para alcançar o destino final.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma Pausa... Apenas uma Pausa...


Se não estivermos correndo daqui para ali, somos afligidos pela idéia de que não estamos fazendo nada.

Não acreditamos que podemos dar uma pausa, sossegar.

Sim, eu sei, o mundo exige praticidade e há pessoas que são essencialmente práticas.

Entretanto, nenhum tempo é tão bem aproveitado como o que separamos para estar a sós, refletindo, nos avaliando e observando em volta.

Nunca será demais termos esses momentos em que a alma está aberta ao toque suave de um pensamento ou aos tons melodiosos da vida.

Vivemos dias de egoísmo, de introspecção, de individualismo.

Lembro que quando há algum tempo atrás, apesar de extremamente extrovertida, gostava de estar só.

Em um episódio, no seminário, minhas amigas de quarto resolveram ir comigo enfrentar uma batalha. Elas se dispuseram a sair da Tijuca, pegar um ônibus em direção a Itaguaí apenas para que eu não ficasse sozinha naquele momento difícil.

Naquele dia, sentei-me em um dos bancos do ônibus, sozinha, nem mesmo as ouvia brincando e tentando me animar. Isso foi em 1991. Nos conhecíamos a pouco tempo e ainda assim estavam ali.

Em determinado momento, uma delas, Sandra, olhou pra mim e disse: "Ei Velha", era como todas as companheiras de quarto se tratavam... "A gente está aqui. Não seja tão individualista."

Quis argumentar, mas estava mesmo fechada em mim mesma. Meus problemas era os maiooooores. Não conseguia olhar além.

Ao voltarmos ao Seminário, esse comentário ficou em minha mente. Mudou o meu jeito de ser.

Talvez eu nunca as tenha agradecido como deveria. Posso fazê-lo hoje. "Ei meninas, Sandra, Raquelzinha e Cláudia. Obrigada por terem me acompanhado. Foi muito importante para mim tê-las ao meu lado. Nem sei como seria se não estivessem comigo. Vocês serão sempre inesquecíveis em minha vida."

Pois é. É a pausa.

Que haja dias em que não queiramos fazer nada, planejar nada, que seja apenas uma pausa, uma pequena pausa.

O tempo que se passa assim não é perdido.

O pescador perde tempo quando conserta as redes?

Aquele que vai colher perde tempo afiando a segadeira?

Olhe ao seu lado. Dê um sorriso. Segure a mão de alguém apenas por segurar. Dê um abraço em quem você ama. Caminhe ao lado de alguém por alguns minutos, apenas alguns minutos. Ouça o que alguém tem a dizer. Deixe de lado os livros só um pouquinho. Uma pausa, uma pausa apenas... Apenas uma pausa. Você merece!!!

Isso é mais fácil no Natal. Aproveite!!!

Foto: http://fotos.sapo.pt/

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Ensinaram-me que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... Assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos tornaram-se meus amigos e isso não tem preço.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Lucianos, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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