domingo, 29 de março de 2009

Simples, simples assim...

A covardia pergunta: "É seguro?"

O comodismo pergunta: "É popular?"

Mas a consciência afirma: "É correto!"

E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.

Martin Luther King

Música dos anjos...

Ole Bull, que em seus dias, era o violinista mais famoso do mundo, gostava muito de fazer caminhadas. Conta-se que, em certa ocasião, ele se perdeu em uma floresta muito densa.

Na escuridão da noite, foi dar em uma choupana onde morava um velho erimita. Este o acolheu serviu-lhe um alimento e o agasalhou.JustificarApós o jantar, os dois se sentaram em frente à fogueira. Então o ermitão pegou uma velha rabeca, já muito desgastada, e se pôs a tocá-la, extraindo algumas notas toscas e estridentes.

A certa altura, Ole Bull lhe disse:

"Acha que eu poderia tocar um pouco?"

"Creio que não vai conseguir", respondeu o homem. "Levei muitos anos para aprender."

E Ole replicou:

"Deixe-me tentar."

Em seguida, ele pegou o maltratado instrumento, ajeitou-o ao ombro e começou a deslizar o arco sobre as cordas.

Imediatamente a choupana do velho eremita se encheu de uma música divinal. Diz a história que o velho chorou como uma criança.

Nós somos como esse instrumento velho e batido. As cordas das nossas vidas estão rebentadas, o arco entortado.

Entretanto se permitirmos que Deus nos pegue e nos toque, Ele produzirá, com esse instrumento velho, quebrado, batido, amassado e marcado, uma música digna dos ouvidos dos anjos.

Fontes no Vale
Lettie Cowman


Mestre dos Mestres

Jesus, certa vez, contou uma parábola que perturbou os seus ouvintes, quebrou para sempre alguns paradigmas religiosos.

Disse que havia um certo fariseu que orava de maneira eloquente. O conteúdo da sua oração revelava a sua integridade. Nela ele dizia a Deus que jejuava, dava ofertas e fazia orações constantes.

Na mesma história, Jesus contou que havia um pobre moribundo que mal conseguia falar com Deus, olhava para o céu, batia no peito e pedia compaixão.

Provavelmente não dava ofertas para o templo, não orava com frequência e não tinha um comportamento ético. Sentia-se um miserável diante de Deus.

Qual dessas duas orações foi aceita por Deus?

Se houvesse uma pesquisa em que opinassem todos os religiosos do mundo provavelmente o fariseu ganharia disparado.

Entretanto, para o espanto dos ouvintes, Jesus disse que sua oração não foi ouvida, não atingiu o coração do Criador.

Por que? Porque ele orava de si para si mesmo. Enquanto orava ele se exaltava. Não procurava Deus no secreto do seu ser. Segundo Jesus, Deus olha para algo que quem está de fora não enxerga: para a consciência, a real intenção.

O Mestre Inesquecível
Augusto Cury