quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Caracará...


Eu o perseguia, era um sonho. Quando saía para fotografar eu o via ao longe, voando alto... pensava... um dia... um dia... e cantava a música de João do Vale.

O dia chegou!!!

"Carcará
João do Vale
Composição: João do Vale / José Cândido

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará"

3 comentários:

Araccelly disse...

Deus defende Raquel!!!
Segunda 06 de Setembro estou eu sentada em Saquarema(Saquaqua para os íntimos) e aparece um enorme Carcará.
Eu leiga no assunto me assusto ao ver minha mãe olhar aquele pássaro enorme e impunhar o facão (ela estava limpando o peixe que meu avô disse ter pescado...), dançando dois pra lá, dois pra cá, bem no estilo nordestino e cantar esta mesma música.
Segundo minha enlouquecida mãe esta música é muito bonita na voz de Nara Leão, segundo meu digníssimo noivo esta música é muito bonita na voz de Maria Bethânia.
Eu humilde fui conhecer o tal do Carcará esta semana, pois até então carcará pra mim era a expressão que Sinhozinho Malta usava para falar de Roque Santeiro. Lembro inclusive a expressão correta: "Aquele carcará sanguinolento".

Rsrsrs, bjks e melhoras.

Professora Raquel Tinoco disse...

Oi, querida. Obrigada. Estou com saudades de vcs. Um "dentão" me parou nesta semana. Menina, não conseguia nem raciocinar de tanta dor. Foi uma inflamação e tive que fazer uma cirurgia de emergência. Ontem dei um aulão para o MPU, só Deus sabe como...

Mas... o caracará é lindo mesmo. Prefiro chamá-lo "carcará", como é popularmente conhecido, embora o nome seja o primeiro. Era o meu sonho fotografá-lo. Ele ficava me desafiando, voando sobre a minha cabeça, bem alto ou então, parado em uma árvore longe, longe, num grande terreno cercado. Não podia invadir. Quando o vi assim, paradão, não acreditei!!! Pensei: é o meu dia e click... clikc...

Sabe que vc tem um quê de poetiza? Devia explorar mais esse seu lado, pois já é especial naquilo que faz. Bjs para vc e para toda a sua família.

Anônimo disse...

Por e-mail: "Olá, distinta professora Raquel Tinoco, esta mensagem é para parabenizá-la por seu belo e de grande utilidade pública site e trabalho. Já estive por duas vezes em Guapi, inclusive indo pela estradinha que sai da Praia de Mauá, mas não tive a oportunidade de conhecê-lo como a ilustre e privilegiada moradora.
O que se vê é de nos fazer morrer de inveja, inda que more a uma quadra da praia de Ipanema; e carcará só tinha visto lá no meu Ceará. Também amo muito a natureza, e às vezes saio sem destino para contactá-la. Principalmente em Magé e cidades mineiras.
No próximo domingo farei [assim como me esforço para não dizer vou estar fazendo] as duas provas do TJ... Não sou jovem, mas, além de acreditar em Deus, e achar que tenho algum desvio de raciocínio lógico/comportamental, faço muitas coisas ao mesmo tempo, como se fosse viver para sempre, ou deixar muita coisa feita, antes de ir prestar contas celestiais. Pois só pude fazer faculdade aos 58 e formo-me agora no meio do ano, aos 62 e meio. Ou seja, enquanto todo o mundo está parando para descansar, andando na contra-mão, e, como se diz na minha terrinha: "procurando precipício".
Tentei postar uma mensam ou fazer contato via-site, mas não consegui.
Sem mais, fique com Deus e que Ele a abençoe juntamente com sua imensa e maravilhosa família e sobrinhada!
Ocean" Abraços

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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