domingo, 2 de novembro de 2008

Direito????

Segundo especialista, 90% dos concursos pedem disciplinas ligadas à área de Direito.

As disciplinas de Direito Constitucional e Administrativo são cada vez mais comuns em provas de conhecimentos básicos para cargos de nível médio e superior em concursos públicos.

Os candidatos que nunca tiveram contato com disciplinas jurídicas acabam encontrando dificuldades para compreender a linguagem das leis.

Segundo especialistas, o primeiro passo, em Direito Constitucional, é ler a Constituição para tomar intimidade com o que está escrito.

Mas... esse é justamente o problema. Intimidade com o que está escrito. Lembro da minha primeira prova para concurso público. Fui aprovada, Deus sabe como, porque não entendia absolutamente nada do que lia. Decorava. Depois veio o TJ-RJ em 1993. Lá veio aquele CODJERJ e aquele ESTATUTO que há época eram as disciplinas jurídicas incluídas.

Me lancei a ler aquelas normas. Intimidade??? Claro que, de novo, tinha imensa dificuldade com a linguagem ali apresentada. Fui aprovada e depois convocada. Aí, sim. Fui cursar minha Faculdade de Direito. Logo estava lecionando as matérias e estou, até hoje.

Mas não é fácil. Por isso, quando ensino, me vejo do outro lado, na cadeira, ali bem à frente, ouvindo o que estou dizendo, como se eu fosse uma aluna, pois sei bem o que é ouvir termos jurídicos e lê-los sem nada compreender.

A linguagem jurídica como qualquer outra linguagem específica, é como o nome diz, específica. E aí está a dificuldade que não deveria existir, pois a Constituição não deveria ser disciplina para concursos e sim integrante da grade curricular desde que iniciamos nossos estudos. O artigo 5°, aquele tão badalado que fala de nossos direitos constitucionais, tinha que ser memorizado desde a infância.

Mas, infelizmente... só passamos a conhecê-lo com "amor" verdadeiro quando nos damos conta de que ele é imprescindível para o nosso sucesso.

Bem, aí vem a sugestão de que devemos ter um dicionário e acompanhar os estudos com ele. Não se iludam. Nem todos os termos jurídicos estão em um dicionário comum, mas em um dicionário jurídico.

A internet pode ajudar. As bibliotecas podem ajudar. E os professores também podem ajudar. Mas estou falando para aquele que estuda sozinho. Que não tem grana para dicionário jurídico, para cursinho...

Para você, tudo fica mais difícil, pois terá que descobrir o juridiquês sozinho. Por isso, a antecedência no preparo é primordial.

Já dei aulas em turmas preparatórias para consursos em que os alunos não sabiam o que eram parágrafos, incisos, caput, alíneas... e como saberiam? Quem os ensinou??

Já dei aulas em cursos em que os alunos vinham felizes da vida com o edital, saltitantes . Me mostravam aquele conjunto minúsculo de palavras, onde se lia apenas o seguinte: "Do Poder Judiciário". E eu, sofridamente, como uma estraga-prazeres, olhava nos seus olhos e tinha que ter a árdua missão de dizer que aquela única frase incluía capítulos e seções que computavam nada mais que 35 artigos, com seus inúmeros caputs, parágrafos, incisos e alíneas. Ah, esqueci, tudo escrito em juridiquês.

Viram o problema??? O aluno nem mesmo sabia o que estudar!!!!

Em Direito Administrativo temos um problema ainda maior. Ele não é codificado. Então, temos que recorrer a livros doutrinários.

Há alguns que são sempre seguidos por bancas e isso o ajuda a buscar o livro adequado para aquele concurso específico.

Porque é verdade, além de toda a luta para entender os termos jurídicos, encontrar o livro certo, você precisa conhecer a banca.

Por isso, mais uma vez, antecipe-se!!! Não deixe para a última hora o correr atrás do alvo.

Anotem, marquem os termos que não compreendem. Recorram a tudo o que puderem para a elucidação porque isso os ajuda a compreender o texto e conseqüentemente, assimilá-lo.

Façam esquemas. Reunam as normas, sejam elas comuns ou divergentes.

Façam muitos, muitos exercícios.

E não se esqueçam das atualizações.

Se o concurso for federal, as atualizações podem ser encontradas no site da Presidência da República: http://www.presidencia.gov.br/legislacao/

Se o concurso for estadual ou municipal, vocês devem buscar em cada site respectivo, as normas exigidas.

Mãos à massa!!! Vamos!!! É difícil? Quem disse que seria fácil???

É impossível??? Claro que não!!!

Beijos e bons estudos.

4 comentários:

Anônimo disse...

É maravilhoso saber que não estamos sozinhos aqui. Estudo sozinha,mas com empenho e seriedade. E sempre venho aqui buscar uma luz. Novamente, obrigada por tudo e fique sempre com Deus, professora.

Professora Raquel Tinoco disse...

De nada. Fico feliz em poder ajudar. Bjs

Anônimo disse...

Professora, é a primeira vez que visito o site, mas pode ter certeza que serei uma presença constante por aqui apartir de agora. Estava apenas atrás de questões do MTE, mas além disso, encontrei também ótimas injeções de ânimo... Obrigada! Um abraço..

Erinalva
Fortaleza- CE

Professora Raquel Tinoco disse...

Olá Erinalva. Seja bem-vinda. Deus a abençoe. Bjs

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

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