domingo, 21 de setembro de 2008

Escolhas II

Setor de Petróleo precisa de pessoal qualificado. A Prominp calcula que Petrobras irá gerar 232 mil empregos diretos até 2011. Desafio de formar mão-de-obra deverá dar a tônica nos próximos anos.

Em meio a sofisticados estandes repletos de equipamentos e soluções tecnológicas de ponta, a 14ª edição da Rio Oil & Gas aqueceu um debate que está preocupando o setor de petróleo e gás de maneira global: a falta de pessoal qualificado.

Se a redução de custos e de impactos ambientais ainda é uma preocupação em relação à tecnologia, superável, segundo especialistas, o desafio de formar mão-de-obra deverá dar a tônica nos próximos anos, segundo avaliação de executivos no encontro que reuniu mais de 40 mil participantes do mundo inteiro durante quatro dias no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Longe de ser um problema brasileiro, a carência de profissionais do setor podia ser notada ao longo de toda a feira, com vários estandes exibindo, junto a caríssimos equipamentos, singelos classificados em busca de profissonais.

Nem mesmo a maior produtora e detentora de reservas do mundo, a Saudi Aramco, escapa do momento de escassos recursos humanos no setor e veio equipada com material publicitário para atrair os eventuais profissionais de petróleo que passassem por ali.

"O estilo de vida que você sempre sonhou... ele existe, venha trabalhar com a gente", seduzia a estatal saudita em texto impresso em uma bolsa entregue aos visitantes.

No Brasil, o desafio será ainda maior, avaliaram especialistas e executivos de empresas presentes na feira, diante da descoberta da existência de um volume gigantesco de petróleo e gás natural na camada pré-sal, uma faixa que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santos a Santa Catarina e que pode conter bilhões de barris de óleo equivalente.

Somente em dois campos dos oito que deverão ser explorados, a estimativa de volume de óleo recuperável quase dobra as atuais reservas brasileiras.

Milhares de vagas

De acordo com levantamento do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), a estimativa era de uma necessidade de capacitar 112 mil pessoas para o setor, levando em conta também projetos de refinarias, mas depois do pré-sal a conta pulou para uma carência de 260 mil pessoas, ainda sem considerar a demanda para a construção das plataformas de produção.

O órgão abre em novembro 42 mil vagas para cursos de capacitação no setor e já prevê uma grande disputa.

Criado pelo governo Lula em 2003 para maximizar a participação da indústria nacional de bens e serviços na implantação de projetos de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior, o Prominp calcula que somente a Petrobras terá que gerar 232 mil empregos diretos até 2011.

Um dos principais problemas apontados no mercado brasileiro é a lacuna aberta com a falta de investimentos nos setores de petróleo e naval nos últimos anos, deixando como herança profissionais de idade avançada ou recém-formados. Não é raro encontrar, por exemplo, engenheiros aposentados nos quadros das empresas.

"Essa lacuna (de profissionais relativamente jovens mas habilitados para o serviço) é um problema que existe e não tem solução. Na era Collor, decretou-se que a Petrobras não contrataria mais ninguém, e chegou uma época em que o curso de Geologia tinha mais vagas do que candidatos", afirmou após uma palestra o vice-presidente da petroleira BP no Brasil, Ivan de Araújo Simões Filho.

Mas para a Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), a discussão é ainda mais profunda. Além de treinar os profissionais que estarão em plataformas, operando sondas, refinarias ou construindo navios, é fundamental treinar também os gestores da parte estrutural para evitar problemas sérios quando começar a operação comercial mais pesada na bacia de Santos.

"Vai ser um desastre se a exploração em Santos ocorrer como na bacia de Campos. Temos que capacitar os gestores que vão cuidar da infra-estrutura para não cometer os mesmos erros que em Macaé", disse o diretor da SBGC Fernando Jefferson à Reuters, referindo-se à atual maior região petrolífera do país, responsável por 80% do petróleo nacional.

"A idéia é formar um convênio com Petrobras e o Sebrae para evitar que a falta de planejamento comprometa a região em torno da bacia de Santos, que receberá bilhões em investimentos e de pessoas em torno da exploração do pré-sal", afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,9654,00.html

2 comentários:

Fernando Jefferson disse...

Prezada Raquel Tinoco:
Apesar de ter apreciado o grande espaço concedido às minhas declarações na Rio Oil&Gas(mais de 50 citações na internet), gostaria de esclarecer que eu não disse que "nunca houve estímulo à formação de mão-de-obra local". Ao contrário, citei o excelente trabalho de capacitação que vem sendo realizado pelo PROMIMP e SEBRAE há vários anos, que já beneficiou milhares de empresas e centenas de milhares de pessoas, não apenas nos grandes centros, mas em áreas regionais, como por exemplo Macaé e a Bacia de Santos.
Acredito que deva ter havido algum problema na redação final da matéria.
Abs,
Fernando Jefferson

Professora Raquel Tinoco disse...

Olá. Obrigada por ter entrado em contato. Tenho utilizado sempre o G1 como fonte de postagens sobre concursos. Fico feliz que tenha vindo esclarecer aos leitores do blogue o verdadeiro teor da entrevista. Assim sendo, a postagem já está retificada.

Abs

Tudo começou quando...

meus sobrinhos, e não são poucos, resolveram fazer concurso para o Tribunal de Justiça.

Eu já estava trabalhando como Auxiliar Judiciário, aprovada no concurso de 1993. Pediram-me que desse aulas.

Então nos reuníamos na casa de um deles aos finais de semana e estudávamos. Comecei a elaborar apostilas que eram chamadas por eles de "apostilas da Que-Quel".

Ah, devo dizer que também não foi fácil pra mim.

Sou caçula de uma família com dez filhos.

Meus pais, muito humildes, não podiam fazer mais do que faziam. Todos tivemos que nos virar muito cedo.

Mas eles estavam ali.... movidos de esperança. Me ensinaram que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, não importa quantas vezes choremos... não importa se não chegamos em primeiro lugar... não importa se não alcançamos nossos alvos na primeira tentativa... não importam as adversidades... apenas continuem, dizia meu pai. E o via ali, praticando, ele mesmo, tudo o que ensinava.

E segui.

E então, como dizia, comecei a elaborar apostilas que foram ficando famosas... rsrs


No Fórum onde trabalhava, os colegas começaram a pedir que desse aulas. Mudei o local para minha casa e começamos a estudar.

E veio o concurso de 1997. Prova difícil.
Não obtiveram o êxito esperado. Mas não desistimos.

E veio o concurso de 2001. Estava já há algum tempo no TJ e resolvi que precisava mudar de cargo. Precisava passar para Analista. O que fazer? Pedi um mês de licença-prêmio e me tranquei em casa.

Prestem atenção. Tranquei-me!!! O tempo jogava contra mim. Minha licença foi deferida para 1º de julho de 2001 e a prova seria vinte e um dias depois.


Passava os dias lendo Codejrj e Estatuto e gravando a minha própria voz para escutar mais tarde, enquanto fazia outras tarefas.

Estudei o que pude, como pude.


E aí... em 2001 fui aprovada para Analista Judiciário (antigo Técnico Judiciário Juramentado). Gabaritei as questões de Codjerj e Estatuto.

Pouco tempo depois, estava trabalhando, quando um amigo, Vinícius, sabendo que eu havia gabaritado essas matérias, me convidou para dar aulas em Campo Grande-RJ.

Fui, morrendo de medo. Frio na barriga. Mas fui...

Lembra?? Jamais desistir!


Parece que gostaram... Daqui a pouco, ele mesmo , Vinícius, ao ser convidado para dar aulas em um curso da Barra, indicou meu nome para substituí-lo.

E lá fui eu... e assim, foram conhecendo meu trabalho.

Logo, estava sendo convidada para outro curso... e outro... e outro...


E tenho dado aulas desde então. A cada concurso, um novo desafio.

As apostilas da "Que-Quel" foram transformadas em apostilas da Professora Raquel Tinoco.

Amanda, minha sobrinha, está hoje no TJ-PR.

Outros sobrinhos seguiram rumos diferentes, sempre em frente, sempre na direção de seus sonhos. Estão chegando lá.


Meus alunos se tornaram meus amigos e isso me faz seguir.

Meu maior incentivo?? É acompanhar cada resultado e torcer por:

Admares, Alessandras, Alexandres, Alines, Amandas, Andréias, Andrezzas, Anicks, Arianes, Biancas, Bias, Brunos, Calixtos, Carlas, Carlos, Carlinhos, Carolinas, Carolines, Cidas, Christians, Constanças, Cristianes, Daniéis, Danielles, Deises, Denises, Diogos, Drês, Dris, Eneas, Fabíolas, Fábios, Fernandas, Filipes, Flávios, Freds, Giselas, Giseles, Ghislaines, Glórias, Hannas, Henriques, Ianos, Ilanas, Isabéis, Isabelas, Israéis, Ivanas, Ivans, Izadoras, Jackies, Jacques, Janes, Joões, Jeans, Julianas, Kayenes, Kátias, Lenes, Léos, Lúcias, Lucianas, Ludymilas, Luízas, Luzias, Magnos, Marcelas, Marcélis, Marcellas, Marcelles, Márcias, Marcys, Marianas, Marias, Megs, Meles, Mônicas, Patrícias, Pattys, Paulos, Pedros, Pritzes, Rafas, Rafaéis, Raphas, Raquéis, Renatas, Renées, Robertas, Robertos, Rodrigos, Rogérias, Silvanias, Simones, Sérgios, Suelens, Suellens, Tassianas, Tatis, Vanessas, Vicentes, Wilsons....

Deus os abençoe.

não desista!

não desista!

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